NEGÓCIOS
Nº edição: 649 | Negócios | 12.MAR.10 - 21:00 | Atualizado em 15.03 - 15:14
A caminho dos EUA
A estratégia adotada pela rede Giraffas para abrir a sua primeira loja no mercado internacional
Por Tatiana Vaz
Em meados de 2009, o empresário Cláudio Miccieli, um dos donos da cadeia de fast-food Giraffas, rede com faturamento de R$ 415 milhões, fez um pedido inusitado para seu filho, Cláudio Miccieli Júnior, de 28 anos: “Quero que você trabalhe como garçom, balconista e cozinheiro em restaurantes da Flórida”, disse Miccieli ao seu herdeiro.

Miccieli, sócio: a meta da rede é abrir cinco lojas nos Estados Unidos até 2011
Ao contrário do que se pode imaginar, Júnior, que é gerente de negócios da rede, não recebeu a proposta como um rebaixamento de cargo. Encarou a tarefa como uma das missões mais importantes de sua carreira. Afinal, foi a forma de conhecer o mercado americano e também ponta de lança de um dos projetos mais ambiciosos da companhia: a expansão internacional.
O resultado dessa iniciativa poderá ser visto na primeira filial americana que será aberta, em setembro deste ano, em Miami. “Temos plena confiança de que nossos produtos serão bem aceitos e de que escolhemos o país certo para iniciar nosso plano de expansão da marca”, diz Cláudio Miccieli, diretor executivo do Giraffas.

Com 308 pontos no Brasil, o investimento da rede no Exterior é relativamente pequeno, cerca de US$ 1 milhão na abertura da primeira loja – o que leva os executivos a terem como meta a inauguração de mais quatro pontos no país até 2011. Para desenhar o modelo de negócios da nova unidade, a estadia de Júnior em solo americano foi crucial. Além do trabalho em outros restaurantes, ele analisou propostas de fornecedores, conversou com advogados e contadores.
Também reuniu ideias que serão aplicadas na loja. Uma delas é a de oferecer serviços à la carte, diferentemente do sistema self-service adotado no Brasil. Outra será incluir no cardápio uma maior variedade de saladas e café da manhã. Com essas ações, a rede quer se destacar das rivais americanas.
“Enquanto por lá elas cobram em média US$ 4 por refeição, a nossa intenção é cobrar US$ 12, graças aos nossos diferenciais de atendimento e produtos”, conta o diretor. Um modelo semelhante ao adotado nos EUA está previsto para ser implantado em uma nova filial brasileira, que será aberta na capital paulista, também em setembro.
ASSUNTOS RELACIONADOS
Multimídia
-
Pimpa Supimpa
em 15/03/2010 15:14:28
Não sei o q faz Claudio Miccieli acreditar q pode entrar em um mercado em crise cobrando US$12, quando seus concorrentes diretos cobram US$4. Não seria o caso de ele começar cobrando US$4, ou menos, e quando for ganhando escala e fidelidade fosse aumentando os preços, mesmo com prejuizo no inicio ?
Isto é compartilhar
Últimas Notícias
Ronaldo abre o jogo
10/09 - 21:00Ele não se abate
20/08 - 21:00Os novos magnatas do petróleo
11/02 - 21:00Colunas
ver todosTorneirinha ou pressão?




















