MERCADO DIGITAL
Nº edição: 137 | MUNDO VIRTUAL | 12.ABR.00 - 10:00 | Atualizado em 22.05 - 04:35
Classificados On-line
O mercado de anúncios na Web cresce, atrai empresas e aponta para o lucro
Por Lino Rodrigues
Procurando emprego, imóvel, automóvel, moto, móveis? Se você está acostumado a recorrer aos classificados de jornais e revistas, esqueça. A onda agora é procurá-los na Internet. Uma simples pesquisa nos sites de busca aponta para mais de 1,5 mil endereços que estão fazendo do mercado de anúncios on line um grande negócio. O filão é tão bom que a cada dia surge um novo local que promete reunir na rede ofertas e uma série de serviços e notícias que ajudam o internauta a saber mais sobre o que está procurando. Eles têm de tudo: desde um simples acessório para computador até emprego e venda e compra de carros e imóveis. Mas quem está ganhando dinheiro com isso? “Por enquanto, ninguém. Mas vão ganhar, e muito”, diz Toninho Rosa, presidente da Associação Brasileira de Mídia Interativa. “Os classificados são a primeira parte da publicidade a migrar para a mídia Internet.” Só na área de empregos existem hoje pelo menos 20 sites que estão explorando o novo mercado aberto pela rede.
“Ainda estamos nos primeiros estágios de uma mudança radical”, afirma Daniel Mendes, diretor-executivo do Canal de Empregos, um site que tem mais de 2 milhões de currículos cadastrados e entre 4 e 5 mil vagas. A receita, no caso dos sites de emprego, vem da cobrança de uma taxa dos candidatos e da publicidade. “Em breve, vamos oferecer uma solução completa para substituir o processo de recrutamento”, exagera Mário Kaphan, diretor do Vagas.com, outro portal na área de recursos humanos. Um estudo da Forrester Research indica que até 2003 de cada cinco anúncios de emprego nos Estados Unidos, um estará na Internet, gerando receita de US$ 1,7 bilhão. Por aqui, ainda não existem dados precisos, mas pelo movimento do mercado, os números não deverão ficar muito atrás dos do americano.
A transição dos tradicionais anúncios para a tela dos computadores, na avaliação de especialistas, ainda está numa fase de adaptação, mas a invasão on line está a caminho, e é irreversível. Tanto que as ofertas de empregos e a compra e venda de automóveis, dois setores que dependem da interatividade entre as partes, são a ponta mais visível do processo de migração para o mundo virtual. “É um mercado que cresce rapidamente, mas só dará lucros para alguns tipos de produtos e serviços”, afirma Bob Wollheim, um dos fundadores da Ideia.com, empresa criada para dar apoio financeiro a novos projetos na Internet. Hubert Gebara, um dos mais antigos empresários do mercado imobiliário de São Paulo, com mais de 45 anos de janela, está até assustado coma quantidade de sites de imóveis que estão pipocando. “É muito site para pouco internauta. Não sei se vão sobreviver”.
Já há, no entanto, fortes candidatos a resistirem à seleção natural. Há apenas dois anos na área, o WebMotors é um dos primeiros sites dedicados a compra e venda de automóveis. No final do ano passado, a empresa recebeu um aporte de capital de US$ 14 milhões do GP Investimentos e, em março, mais uma injeção de dinheiro, desta vez vinda do Banco Chase e o do próprio GP. Mais que um portal de compra e venda de carros e motos, o WebMotors quer aumentar o leque de seus serviços e expandir sua operação para a América Latina. Hoje, o site é acessado por 180 mil pessoas por mês, intermedia a venda de cerca de 300 veículos mensalmente, movimentando R$ 6 milhões. “Estamos mudando a forma tradicional de se vender carros”, comemora Sylvio de Barros Netto, presidente da empresa.
Quem está lutando para enfrentar essa concorrência são os grandes jornais impressos que têm na venda de classificados uma boa parte de suas receitas. No Grupo Estado, que edita O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, por exemplo, o crescimento do mercado de classificados on line ainda não assusta, mas já é consenso que o impacto da nova mídia nessa área é uma questão de tempo – pouco tempo, aliás. “A Internet ainda não é um grande concorrente dos classificados tradicionais, mas será em breve”, admite Marcos Nogueira de Sá, diretor de publicidade do grupo. Globo, Folha e outras grandes publicações já colocaram seus classificados na rede e preparam projetos para se adaptar à nova realidade. Franco Ucelli, presidente do jornal Primeiramão, que tem todo o seu faturamento baseado nos classificados, está reformulando toda a estrutura da empresa para se sobreviver aos novos tempos. Ele espera que, nos próximos anos, a participação do on line cresça mais que a parte impressa. Por enquanto, os anúncios na rede respondem por 5% das receitas. “No começo era uma brincadeira. Agora, é questão de sobrevivência”, diz Ucelli.
Multimídia
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Lista de classificados- Atualizada
em 08/05/2012 17:21:15
Matéria super bacana . Gostaria de cooperar, encontre neste blog uma lista gigante de classificados gratuitos organizados de forma a agilizar sua pesquisa ou postar seu anuncio facilmente -> http://www.serfilgam.blogspot.com . Espero ter ajudado. Boa sorte
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PweHVnukO
em 21/04/2011 18:24:02
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Dellinea Trabalhe em Casa
em 07/01/2011 16:30:26
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