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Nº edição: 649 | Estilo | 12.MAR.10 - 21:00 | Atualizado em 16.01 - 11:42
Bariloche esquenta o seu turismo
Em busca dos turistas brasileiros, a famosa cidade argentina investe na criação de novos hotéis
Por Carolina Guerra
Em junho do ano passado, no auge da pandemia da gripe H1N1, a temida gripe suína, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, recomendou que a população brasileira evitasse viajar para o Chile ou para a Argentina. A declaração teve consequências imediatas na indústria de turismo dos hermanos, em especial na de Bariloche, que esperava 30 mil brasileiros para a temporada de inverno e recebeu apenas cerca de 30% desse público.

Alma del Lago: previsto para ser inaugurado em agosto, o hotel terá 95 quartos, spa e centro de negócios
Para não repetir os números sofríveis, os argentinos partiram para o ataque. Antes de o inverno chegar e de a gripe reaparecer, os empresários da indústria hoteleira anunciaram altos investimentos para reativar o setor. Com o real forte e com o terremoto no Chile que, involuntariamente, afugentou os turistas de lá, a cidade pretende receber 35 mil brasileiros – 26 mil pessoas a mais do que em 2009.

Com o real favorável em relação ao peso, a cidade espera receber 35 mil brasileiros neste inverno
Para isso, o luxuoso resort Llao Llao, membro da rede The Leading Hotels of the World, que garante um selo de excelência aos melhores hotéis do mundo, pretende iniciar a construção de mais um empreendimento no lugar. Grandes redes como Hilton e Hyatt também se preparam para fincar bandeira em Bariloche e, em dezembro do ano passado, foi inaugurado o Charming Luxury Lodge, uma série de chalés com vista para o lago Nahuel Huapi.

Llao Llao: considerado o mais sofisticado da região, com suítes luxuosas (abaixo), terá
mais uma unidade dentro de três anos. Estima-se que a obra consumirá US$ 60 milhões
Mais: em agosto, será inaugurado o hotel Alma del Lago, um empreendimento com 95 quartos, spa e centro de negócios. “Para os brasileiros, tudo é muito barato, pois o real está forte. Há uma demanda reprimida dos que não puderam vir no ano passado”, diz Héctor Barberis, presidente do Emprotur, órgão de promoção do turismo de Bariloche.

“Acreditamos que este inverno será muito bom para toda a indústria hoteleira da Argentina”, diz Carlos Burgoa, gerente-geral do Llao Llao, cujas diárias variam de US$ 200 a US$ 500. Os executivos do resort esperam que os brasileiros representem 75% dos hóspedes nesta estação. A euforia é tanta que o investimento no novo resort da rede foi pensado de olho nos brasileiros.
O futuro Llao Llao na região contará com 200 quartos e será erguido a apenas três quilômetros do Llao Llao atual. Previsto para ser inaugurado em 2013, ele consumirá cerca de US$ 60 milhões. “O Llao Llao é um hotel único, com localização fantástica. Para fazer outro, é preciso encontrar um terreno tão bom quanto o que ele está hoje”, diz Diego Canteras, sócio-diretor da consultoria hoteleira HVS. O empresário Aldo Leone Filho, dono da operadora de turismo Agaxtur e um dos maiores vendedores de pacotes para a Argentina, que leva 10% de todos os brasileiros para Bariloche, aplaude a iniciativa.

Charming Luxury Lodge: o novo hotel conta com um spa e é composto por uma série de chalés com vista para o lago Nahuel Huapi
“De três anos para cá, Bari-loche tem crescido muito. As ofertas de serviços de alta qualidade e de boa gastronomia também aumentaram”, diz ele. Foi nessa época que a economia argentina começou a dar alguns sinais de estabilidade após a decretação da moratória, no ano de 2001. Hoje, Bariloche recebe 800 mil turistas por ano e o setor movimenta US$ 400 milhões.
“Bariloche é um grande destino e tem tudo para voltar a ser o que era”, aponta Thais Funcia, diretora da escola de turismo e hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi. “A chegada de uma série de hotéis mostra que o local ainda tem grande potencial”, completa.
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Marcelo Penna Kagaya
em 15/03/2010 00:07:47
Eu e minha companheira estivemos em Bariloche no reveillon de 2009/2010! Não há tantas opções, mas o ambiente é charmoso: uma cidadizinha, com comércio local (chocolates), restaurantes (vinhos), ótimas paisagens (frio). Para além da cidade, há passeios às montanhas (neve) ao lago (colinas e gelo).
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