NEGÓCIOS

Nº edição: 187 | 23.MAR.01 - 10:00 | Atualizado em 20.04 - 20:55

POMADA DA DISCÓRDIA

Disputa familiar leva Minâncora aos tribunais

Por Mariza Cavalcanti

A octogenária Minâncora vivia mergulhada em uma espécie de letargia, sustentada pela tradição de uma das marcas mais conhecidas do País. Mas uma disputa familiar colocou em campos opostos a sócia majoritária Lady Gonçalves Dória e um de seus dois filhos, Carlos Eduardo Gonçalves Dória. O desentendimento foi parar nos tribunais e só agora chegou ao fim. A confusão começou com a contratação do consultor Paulo Sotto Maior Lagos, encarregado de rever os negócios da companhia de Joinville. Até aí tudo bem. Afinal, a empresa nunca havia modernizado as instalações ou sequer lançado um novo produto. O problema é que a remuneração de Lagos previa, além do salário, a doação de uma parcela do capital da empresa – decisão tomada por Lady. Carlos Eduardo rejeitou a idéia e partiu para briga. “Precisava defender minha posição”, desabafa ele, que comanda a área técnica. Recorreu à Justiça e venceu. O Superior Tribunal de Justiça invalidou, na semana passada, a doação feita.

Na ação, Carlos Eduardo, dono de 30% do capital social, alegou que, segundo o estatuto, a mãe deveria oferecer, preferencialmente, as cotas aos demais sócios. Na visão do herdeiro, Lagos, com sua participação, desequilibraria as forças societárias. Além de consultor, Lagos é dono de terras em Santa Catarina. “Minha preocupação era encontrar nesse senhor uma oposição forte”, conta Carlos Eduardo. “Como Lagos representa no Sul uma força econômica grande, teria dificuldade numa disputa por aumento de capital provocada por ele.” Devido à briga, Carlos acabou se indispondo com a sobrinha Lurdes Maria Dória, eleita por Lady para dirigir a empresa. Aos 86 anos, Lady ainda é a presidente. "Lurdes tem força total", afirma Carlos.
Foi pelas mãos de Lurdes, por exemplo, que, em 1993, Lagos chegou à Minâncora para rever as operações da companhia. “Fui lá para ajudar”, defende-se. “Devolvi a doação e saí, por vontade própria, da empresa.” Lacônica, Lurdes argumenta que “o processo não trouxe prejuízos à empresa porque foi aberto e transparente”. Fundada em 1915, a Minâncora só atualizou suas instalações há quatro anos, abrindo uma nova fábrica. Com a nova unidade, a empresa começou a diversificar a produção. Depois do creme infantil Minâncora, prepara para este ano diversos lançamentos. Com as novidades, a Minâncora pretende contornar os conflitos internos e garantir um crescimento de 5% em suas vendas em 2001.


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  • gucci ???

    em 02/11/2013 03:54:21

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      em 02/11/2013 03:54:13

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