ECONOMIA
Nº edição: 640 | Onde investir Diversificação | 13.JAN.10 - 10:00 | Atualizado em 20.02 - 20:08
A estratégia dos técnicos
Eles prepararam as melhores táticas para você golear em rentabilidade em 2010
Por Márcio Kroehn
O técnico Joel Santana, ex-treinador da seleção da África do Sul, ficou mundialmente famoso pela sua tentativa de se comunicar em inglês no ano passado. Antes disso, ele era conhecido no Brasil pela utilização de pranchetas na beira do gramado para mostrar a tática do jogo aos seus atletas.
Mais que um capricho do controverso Santana na era da eletrônica, ter a estratégia em mãos pode evitar ser surpreendido na defesa e, principalmente, montar ataques fulminantes. Para ajudar você a encontrar o melhor equilíbrio e chegar ao gol, cinco especialistas indicam, a pedido da DINHEIRO, táticas de diversificação de carteira para 2010.
No time ofensivo, destaque para o economista Ricardo Amorim. Ele vivenciou todo o período de bonança do crescimento da economia mundial em Nova York, no banco WestLB. Amorim compara essa experiência ao momento brasileiro atual, que inicia uma fase de forte crescimento que vai se refletir nas ações na Bovespa.
"A dica é o investidor brasileiro deixar de ver a bolsa como especulativa, somente para o curto prazo", diz. Mas há quem prefira tocar a bola no meio de campo e avançar o time aos poucos. Essa é a estratégia preferida dos outros quatro especialistas. Escolha uma prancheta, analise o seu perfil de risco e bola para a frente.
|
Diretor do Modal Asset Management O movimento fortemente direcional de alta da bolsa em 2009 dificilmente se repetirá neste ano. Três destaques: reversão dos incentivos monetários e fiscais no mundo, elevação dos juros no Brasil e eleições presidenciais. O risco está migrando para uma alta dos juros nos EUA antes do tempo. O fortalecimento do dólar em 2010 pode ser uma tendência. Os fundos cambiais podem ser interessantes para o primeiro semestre.
|
Diretor de investimentos do Safdié Gestão de Patrimônio O Brasil ensaia uma corrida para ativos de maior risco. Mas é preciso ter cautela. A bolsa não pode ser vista com a mesma euforia do ano passado. As distorções que existiam em algumas ações já foram corrigidas, por isso é importante diminuir o peso da renda variável na carteira. Para o longo prazo, ativos de crédito, como FIDC ou CRI, são opções de títulos privados de renda fixa.
|
|
Sócio da Ricam Consultoria O brasileiro precisa aprender a aumentar sua carteira de longo prazo em ações. A taxa de juros continuará em queda nos próximos anos e o País caminha para a normalidade. Bolsa é para o longo prazo, com uma alocação maior ou menor dependendo das condições de mercado. Para 2010, o Ibovespa vai chegar aos 100 mil pontos. A diversificação foi pensada para alguém na faixa dos 40 anos, com 80% da poupança para o longo prazo.
|
Sócio da Beta Advisors O investidor deve aproveitar os retornos da renda variável. A sugestão é alocar 25% da carteira nesses ativos, separando a maior parte para os fundos ativos de ações e uma pequena parcela para os fundos de índice e small caps. Em fundos DI, as melhores opções são os que têm letra de crédito agrícola (LCA) e imobiliária (LCI). Para quem pensa no longo prazo, os fundos imobiliários não podem ser descartados.
|
Viviane Farah Ferreira
Consultora da LLA Investimentos
O mercado de ações continuará positivo, mas é preciso ter cautela, pois os ativos subiram demais no segundo semestre de 2009. É importante buscar fundos com gestão focada sobre os fundamentos das empresas. Os fundos multimercado agressivos, que buscam mais de 150% do CDI, podem se beneficiar da alta da bolsa ao mesmo tempo que conseguem se segurar caso ocorra uma queda.
Multimídia
Isto é compartilhar
Últimas Notícias
As guerras de Temporão
24/07 - 10:00O olhar severo do Cade
24/07 - 10:00O Brasil de longo prazo
27/04 - 10:00Colunas
ver todosJ&F põe quadros nas paredes




















