MERCADO DIGITAL

Nº edição: 648 | Mercado Digital | 05.MAR.10 - 16:00 | Atualizado em 11.05 - 21:03

A volta do bolachão

Em plena era digital, os velhos LPs de vinil ressurgem com força. No Brasil, a fábrica da Polysom é reaberta e quatro discos são lançados em março

Por Bruno Galo

Não poderia ser mais irônico. Ao longo do tempo, desde o fonógrafo até a era digital, com o iPod e os downloads, a história do consumo de música pode ser resumida como uma busca por tornar as canções cada vez mais acessíveis e disseminadas. Mas ao mesmo tempo em que o desgastado CD vive seu crepúsculo, o disco de vinil experimenta uma inesperada ressurreição.

Nos Estados Unidos, o bolachão, como é conhecido, tornou-se o formato que mais cresce na preferência do público. Desde 2006, as vendas praticamente triplicaram. Só no ano passado foram comercializados 2,5 milhões de LPs, o maior número desde que a Nielsen Soundscan iniciou esse acompanhamento em 1991. A partir de março, é a vez de o Brasil entrar nesta onda. A gravadora independente Deckdisc vai lançar quatro LPs. A primeira fornada dos novos vinis traz trabalhos de Pitty, Fernanda Takai, Nação Zumbi e Cachorro Grande.

O responsável pela volta dos antigos LPs é o empresário João Augusto, dono da Deckdisc e responsável pela reabertura da Polysom, atualmente a única fábrica do gênero na América Latina. Em 1995, João era vice-presidente da EMI e comandou o fim da produção de discos de vinil da gravadora. Agora, ele quer voltar a ganhar dinheiro com os antigos bolachões.
 

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De volta para o futuro: João Augusto, dono da Deckdisc e da Polyson, acredita que há um nicho atraente nos antigos discos de vinil
 

“Vamos atender todas as gravadoras com a fábrica de LPs”, afirma ele. Encomendas do Chile e da Argentina já foram feitas. A EMI, por exemplo, planeja lançar, em 2010, toda a discografia da Legião Urbana em vinil. A capacidade produtiva da fábrica é de até 40 mil unidades por mês, sendo 28 mil LPs e 12 mil compactos. O preço de cada disco deve ficar na casa dos R$ 80. Alto, é verdade.

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Mas até agora a única opção era produzir os discos fora do Brasil. Neste caso, o custo para o consumidor ultrapassa os R$ 100. “Hoje em dia, as gravadoras precisam diversificar e se reinventar a todo instante”, acredita João Augusto. Ninguém defende que o vinil voltará a ser o principal suporte para a música desbancando o digital e a internet. Seu futuro, no entanto, parece hoje muito mais garantido e seguro do que o do próprio CD.

 


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • em 07/02/2012 14:36:24

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    • em 07/02/2012 10:26:54

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      • em 07/02/2012 06:32:52

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        • em 07/02/2012 02:35:04

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          • em 06/02/2012 22:42:46

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            • Felipe S. Ferreira

              em 11/03/2010 18:09:05

              Ele só esqueceu de lembrar, que ao comprar R$100 em um LP Importado, estamos gastando R$100 em qualidade, as prensagems nacionais, digamos, não faziam e creio que não farão muito sucesso, a não ser, claro, que sejam revistas as máquinas da Polysom, e, contratados BONS engenheiros... Caso contrario..

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