NEGÓCIOS

Nº edição: 648 | Negócios | 05.MAR.10 - 16:00

Brasil no palco

Valorização do real e aquecimento da economia brasileira colocam o País na rota dos grandes shows internacionais

Por Nicholas Vital

O que Madonna, Beyoncé, Metallica e Coldplay têm em comum? Além de serem grandes nomes do cenário musical internacional e estarem no auge de suas carreiras, todos esses nomes passaram pelo Brasil nos últimos meses. Com o mercado fonográfico em queda livre no mundo e a crise econômica nos Estados Unidos e na Europa, as estrelas do show biz têm apostado cada vez mais em mercados emergentes como o Brasil.
 

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Beyoncé: no auge da carreira, a artista mais bem paga do planeta se apresentou no Brasil
 

Não existem números oficiais sobre o setor, mas, segundo empresários ouvidos por DINHEIRO, nunca o País foi tão requisitado para eventos musicais internacionais. “Com a desvalorização do dólar, pudemos trazer artistas melhores”, afirma Jorge Maluf, dono do Via Funchal, uma das principais casas de espetáculos de São Paulo.

“Os gastos com cachê dos artistas representam  60% do custo de um show. Com o real fortalecido, as contratações ficam mais baratas e os ingressos são vendidos a preços mais acessíveis”, continua o empresário. “Como resultado da economia brasileira aquecida, a demanda por espetáculos aumentou muito”, concorda Luiz Oscar Niemeyer, dono da  Planmusic, uma das maiores produtoras de shows do Brasil.
 

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Coldplay: a banda inglesa tocou em São Paulo na terça-feira 2 para 65 mil pessoas

Até pouco tempos atrás, o Brasil só conseguia atrair estrelas decadentes, os chamados dinossauros da música, que desembarcavam por aqui atrás de um último sopro na carreira – e de alguns trocados, que não eram mais pagos no Exterior. Hoje, é diferente. Uma turnê como o da cantora americana Beyoncé, a artista mais bem paga do mundo (segundo a revista Forbes, ela embolsou US$ 160 milhões em 2009), custa algo em torno de R$ 10 milhões, dinheiro que os organizadores brasileiros conseguem pagar hoje em dia. “Ela jamais viria ao Brasil se conseguisse manter nos Estados Unidos os mesmos lucros que tinha antes da crise”, afirma Manuel Poladian, empresário com mais de duas décadas de experiência no meio.

 


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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