Economia

FGV: grupo Habitação foi o que mais contribuiu para desaceleração do IPC-S

A inflação registrada pelo grupo Habitação, que passou de 1,20% na primeira quadrissemana de junho para 0,44% na segunda, foi a principal influência para a desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), divulgado nesta segunda-feira, 19, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador geral caiu 0,26 ponto porcentual, de 0,39% para 0,13% entre os dois períodos. Nesta classe de despesa, um dos destaques foi a tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 6,80% para 1,92%.

Dentre as outras seis classes de despesas que registraram decréscimo em suas taxas de variação, a FGV destacou o comportamento dos itens hortaliças e legumes (-3,58% para -5,34%), em Alimentação; medicamentos em geral (0,72% para 0,08%), em Cuidados Pessoais; gasolina (-0,39% para -0,89%), em Transportes; acessórios para vestuário (0,94% para 0,86%), em Vestuário; tarifa de telefone móvel (0,43% para 0,27%), em Comunicação, e tarifa postal (8,24% para 6,40%), em Despesas Diversas.

De forma isolada, os itens com as maiores influências negativas foram tomate (-12,33% para -15,08%), etanol (-2,54% para -3,14%), laranja-pera (-13,11% para -14,33%), gasolina (-0,39% para -0,89%) e tangerina (mexerica) (-30,54% para -30,47%).

Já os cinco itens com as maiores influências de alta foram tarifa de eletricidade residencial, apesar de a taxa de variação ter recuado de 6,80% para 1,92%; plano e seguro de saúde (0,98% para 0,97%), refeições em bares e restaurantes (0,45% para 0,41%), feijão-carioca (11,60% para 21,47%) e passagem aérea (1,81% para 10,63%).