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Fasano invade a Bahia

A rede hoteleira de luxo chega a Trancoso explorando um novo segmento que mistura condomínio residencial e hotel no mesmo empreendimento

 

A união entre hotéis e condomínios residenciais é uma tendência mundial, que vem ganhando espaço no Brasil. Resorts como o Portobello Mangaratiba, no Rio de Janeiro, o Tivoli Ecoresort Praia do Forte e o Txai Itacaré, na Bahia, agregam em seu entorno empreendimentos imobiliários. Os donos das casas podem utilizar a infraestrutura dos hotéis, como se fossem hóspedes. Agora, uma das grifes mais celebradas do universo do luxo chega para disputar o mercado na Bahia utilizando o mesmo modelo.

Em uma área de 300 hectares em Trancoso, com 500 metros de praia, a incorporadora Bahia Beach, criada por um grupo de investidores suecos, prepara a construção de um complexo turístico, o Reserva Trancoso, que contempla um condomínio com 23 casas, chamadas de “vilas”, e 19 lotes de até oito mil metros quadrados, ou “estâncias”. O grande atrativo do projeto, no entanto, é um hotel administrado pelo Grupo Fasano, de apenas 40 quartos. Trata-se da primeira incursão do tradicional grupo de luxo na Bahia e nesse modelo híbrido de hotelaria e imóveis residenciais.

TURISMO EM ALTA: Frederico Schiliró, CEO da Bahia Beach, espera desenvolver o mercado na região
TURISMO EM ALTA: Frederico Schiliró, CEO da Bahia Beach, espera desenvolver o mercado na região (Crédito:Alexandre Virgilio)

O Reserva Trancoso consumirá, inicialmente, R$ 130 milhões. Todo o investimento será feito pela Bahia Beach, ficando a cargo do Fasano apenas a administração hoteleira. Com projeto arquitetônico assinado pelo renomado arquiteto Isay Weinfeld, responsável, também, pelos hotéis Fasano de São Paulo e de Punta Del Este, no Uruguai, o condomínio oferecerá aos proprietários das “vilas”, além dos serviços dis do hotel, um sistema de reservas pelo qual os donos das casas podem alugar os imóveis quando estiverem vazios. “Isso vai gerar uma renda considerável aos proprietários”, afirma Frederico Schiliró, CEO da Bahia Beach.

O preço das “vilas”, que têm entre 260 e 400 metros quadrados, varia de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões. As estâncias estão precificadas entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões. Segundo Pedro Cypriano, sócio da Hotel Invest, consultoria especializada no setor de hospedagem, esse casamento é uma forma eficiente de agregar valor a empreendimentos imobiliários. “Imóveis são um negócio de saída rápida. Já nos hotéis, os investidores precisam ficar um tempo a mais”, diz. “A união dos modelos reduz os riscos.”

Ele espera que mais marcas de luxo explorem essa possibilidade. ABahia Beach espera trazer crescimento à região. “Estamos buscando um modelo de desenvolvimento amplo”, afirma Frederico Schiliró, CEO da Bahia Beach. “O nosso hóspede encontrará, além do luxo, toda uma infraestrutura de entretenimento.” Quem já se interessou foi o publicitário baiano Nizan Guanaes, sócio-fundador do Grupo ABC, maior empresa de publicidade do País. Ele, inclusive, se tornou embaixador do Reserva Trancoso.