Edição nº 1019 19.05 Ver ediçõs anteriores

Com franquias, a MC carrega nas tintas

Com franquias, a MC carrega nas tintas

Sá, da Tintas MC: com estratégia de franquias, o plano é sextuplicar o tamanho da empresa

Dona de um faturamento que chegou a R$ 115 milhões, no ano passado, a Tintas MC, maior rede varejista de tintas do País, com 52 lojas próprias em operação, quer sextuplicar de tamanho até 2023. O caminho escolhido para ampliar  o número de endereços é a adoção do sistema  de franquias. “Trata-se da alternativa mais inteligente e rápida para bancar o nosso crescimento, sem grandes desembolso de capital”, diz Renato Sá, diretor de Estratégia e Marketing da empresa.

Segundo ele, a implantação do modelo de franquias é favorecido por fatores como a própria crise econômica, que estimula o empreendedorismo e as facilidades proporcionadas pelo guarda-chuva de uma rede de maior porte em termos de acesso aos fabricantes de tintas, preços, prazos e mix de produtos.

Com isso, ele espera atrair, além dos empresários de primeira viagem, pequenas lojas especializadas do setor, que passarão a trabalhar com a bandeira da MC. “Temos condições de prestar apoio gerencial e acesso a capital de giro, além de proporcionar- aos franqueados uma logística eficiente e treinamento para seus funcionários”.

Fundada em 1964, pelos irmãos Manuel, Armando e Amilcar Sá, a MC tem uma atuação regional, ainda restrita a São Paulo, ABC e Baixada Santista. Inicialmente, a ideia é ampliar a penetração da rede para outras regiões do Estado. “Ainda há muito a crescer por aqui, embora também esteja em nosso radar a expansão para outras unidades da Federação”, afirma.

Filho de Amilcar, um dos fundadores e atual presidente da MC,  Sá retornou à empresa, a pedido do pai,  no ano passado, depois de uma década de  afastamento.. Nesse período, o executivo, hoje com 42 anos, formou com mais dois sócios seu próprio negócio  de distribuição de tintas para pequenos varejistas, batizado de Premium. Com um faturamento anual  de R$ 100 milhões, a  Premium se associou à MC, formando o grupo Aliar. “A Premium continua atuando como atacadista e a MC segue sua vocação de varejista.”

Na contramão do mercado, a MC registrou um crescimento de 15% em suas receitas, em 2016. “Até certo ponto,  a própria crise acabou contribuindo para esse resultado, já que muita gente que pretendia trocar de casa ou apartamento, acabou optando por reformar e dar uma nova pintura a seu imóvel”, diz. Para este ano, a previsão é de um aumento de 30% no faturamento, com contribuição das vendas de cinco novas lojas próprias e de ao menos 12 franquias –a primeira delas foi inaugurada no fim de janeiro, em Ubatuba, no litoral paulista.

No médio prazo, a meta é dobrar o faturamento da MC até 2018, ultrapassando a casa dos R$ 200 milhões . Sá aposta na estratégia de sofisticação do varejo de tintas. De acordo com ele, tradicionalmente, a tinta tem sido um dos últimos itens pensados na construção de um imóvel. “Queremos trazê-la para a primeira fase do processo de decoração de um lar”, diz. Um primeiro passo nesse sentido foi a abertura de uma loja  especial , batizada de Select, na região dos Jardins, em São Paulo, voltada a profissionais do setor, como decoradores e arquitetos. “Há pouca tinta exposta, lá predominam as paredes pintadas com muitas cores”. diz.

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