Edição nº 1024 23.06 Ver ediçõs anteriores

Com franquias, a MC carrega nas tintas

Com franquias, a MC carrega nas tintas

Sá, da Tintas MC: com estratégia de franquias, o plano é sextuplicar o tamanho da empresa

Dona de um faturamento que chegou a R$ 115 milhões, no ano passado, a Tintas MC, maior rede varejista de tintas do País, com 52 lojas próprias em operação, quer sextuplicar de tamanho até 2023. O caminho escolhido para ampliar  o número de endereços é a adoção do sistema  de franquias. “Trata-se da alternativa mais inteligente e rápida para bancar o nosso crescimento, sem grandes desembolso de capital”, diz Renato Sá, diretor de Estratégia e Marketing da empresa.

Segundo ele, a implantação do modelo de franquias é favorecido por fatores como a própria crise econômica, que estimula o empreendedorismo e as facilidades proporcionadas pelo guarda-chuva de uma rede de maior porte em termos de acesso aos fabricantes de tintas, preços, prazos e mix de produtos.

Com isso, ele espera atrair, além dos empresários de primeira viagem, pequenas lojas especializadas do setor, que passarão a trabalhar com a bandeira da MC. “Temos condições de prestar apoio gerencial e acesso a capital de giro, além de proporcionar- aos franqueados uma logística eficiente e treinamento para seus funcionários”.

Fundada em 1964, pelos irmãos Manuel, Armando e Amilcar Sá, a MC tem uma atuação regional, ainda restrita a São Paulo, ABC e Baixada Santista. Inicialmente, a ideia é ampliar a penetração da rede para outras regiões do Estado. “Ainda há muito a crescer por aqui, embora também esteja em nosso radar a expansão para outras unidades da Federação”, afirma.

Filho de Amilcar, um dos fundadores e atual presidente da MC,  Sá retornou à empresa, a pedido do pai,  no ano passado, depois de uma década de  afastamento.. Nesse período, o executivo, hoje com 42 anos, formou com mais dois sócios seu próprio negócio  de distribuição de tintas para pequenos varejistas, batizado de Premium. Com um faturamento anual  de R$ 100 milhões, a  Premium se associou à MC, formando o grupo Aliar. “A Premium continua atuando como atacadista e a MC segue sua vocação de varejista.”

Na contramão do mercado, a MC registrou um crescimento de 15% em suas receitas, em 2016. “Até certo ponto,  a própria crise acabou contribuindo para esse resultado, já que muita gente que pretendia trocar de casa ou apartamento, acabou optando por reformar e dar uma nova pintura a seu imóvel”, diz. Para este ano, a previsão é de um aumento de 30% no faturamento, com contribuição das vendas de cinco novas lojas próprias e de ao menos 12 franquias –a primeira delas foi inaugurada no fim de janeiro, em Ubatuba, no litoral paulista.

No médio prazo, a meta é dobrar o faturamento da MC até 2018, ultrapassando a casa dos R$ 200 milhões . Sá aposta na estratégia de sofisticação do varejo de tintas. De acordo com ele, tradicionalmente, a tinta tem sido um dos últimos itens pensados na construção de um imóvel. “Queremos trazê-la para a primeira fase do processo de decoração de um lar”, diz. Um primeiro passo nesse sentido foi a abertura de uma loja  especial , batizada de Select, na região dos Jardins, em São Paulo, voltada a profissionais do setor, como decoradores e arquitetos. “Há pouca tinta exposta, lá predominam as paredes pintadas com muitas cores”. diz.

Tópicos

MC Tintas Franquias

Mais posts

Exportação cresce, mas calçadistas mantêm um pé atrás

Os primeiros cinco meses de 2017 saíram melhor do que a encomenda para as exportações da indústria brasileira de calçados. Segundo a [...]

A Informa aposta na retomada das feiras de negócios

Os números ainda estão distantes dos obtidos em 2014, antes do acirramento da crise, mas o resultado geral da Agrishow, a maior feira [...]

Por que William Ury é chamado de “Brexterminator”

Consagrado como um dos maiores negociadores do planeta, com participação direta nas negociações de paz  entre o governo colombiano e a [...]

Cade deve aprovar venda da SalomãoZoppi só no segundo semestre

A compra do laboratório SalomãoZoppi,anunciada em janeiro pela Diagnósticos da América (Dasa), dificilmente receberá o sinal verde do [...]

Como a BRF destruiu valor

Ao assumir o comando do conselho de administração da BRF, em abril de 2013, Abilio Diniz não escondia sua intenção de provocar uma [...]
Ver mais