Finanças

Cade aprova fusão da BM&FBovespa e da Cetip

DIN1011-emacao2O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, na quarta-feira 22, a fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip, criando uma gigante no mercado de capitais. A nova companhia será responsável pela quase totalidade dos negócios com ações, derivativos e câmbio (da parte da BM&F) e títulos de renda fixa (por parte da Cetip). Para reduzir essa barreira à entrada de concorrentes, o Cade determinou que a nova empresa ofereça serviços de liquidação e custódia de ações a novos participantes no mercado, caso da americana ATS, que já manifestou seu interesse. A fusão representa uma vitória para Edemir Pinto, que deve permanecer na presidência da Bolsa até o fim de abril. O mercado especula que ele deverá ser substituído por Gilson Finkelsztain, atual presidente da Cetip. Procurada, a Bolsa não comentou o assunto.

 

Touro x Urso

DIN1011-emacao3A semana do mercado foi marcada pela repercussão da operação Carne Fraca. Deflagrada pela Polícia Federal no dia 17 de março, a operação desvendou um esquema de corrupção na fiscalização do Ministério da Agricultura, que custou R$ 7 bilhões em valor de mercado às quatro empresas do setor listadas na Bolsa, e afetou o pregão como um todo.

 

 

Software

Senior Solution registra ganho recorde

Bernardo Gomes

A Senior Solution anunciou um faturamento recorde de R$ 84,6 milhões em 2016, alta de 12,3% em relação a 2015. O CEO Bernardo Gomes afirmou que o avanço do processo de integração da concorrente att/PS, adquirida em novembro passado por R$ 50 milhões, deve melhorar os resultados nos próximos trimestres. No ano, as ações sobem 20,5%.

 

Educação

Lucro da Kroton triplica no trimestre

A Kroton lucrou R$ 1,86 bilhão, em 2016, um crescimento de 33,5% anterior ante o resultado de 2015. Esse resultado foi obtido apesar da queda de 0,4% no faturamento, para R$ 5,24 bilhões. O lucro do quarto trimestre, foi de R$ 870,8 milhões, crescimento de 195% ante 2015. No acumulado do ano, as ações caem 2,9%.

 

Destaque no pregão

Petrobras celebra um vermelho menos rubro

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Não é comum considerar um prejuízo de R$ 14,8 bilhões como um fato auspicioso. Mas foi exatamente como os analistas viram o resultado da Petrobras, anunciado na quarta-feira 22. O que animou o mercado foi a redução de 57% no prejuízo anual, ante os R$ 34,8 bilhões negativos em 2015. Melhor ainda foi o lucro de R$ 2,5 bilhões no quarto trimestre, sucedendo uma perda de R$ 16,5 bilhões no trimestre anterior. Em termos absolutos, a dívida bruta foi reduzida em 6% em dólares, graças a pré-pagamentos e à venda de ativos, como a distribuidora de gás Liquigás, comprada pela Ultragaz por R$ 2,8 bilhões, no fim do ano passado. Segundo Roberto Indech, analista da Rico Corretora, esse é um bom indicador para a companhia, que está revertendo a trajetória explosiva de sua dívida. No ano, as ações recuam 8,1% depois de terem subido 126% em 2016.

Palavra do analista:
Em relatório, Christian Audi e Gustavo Allevato, do Santander, a desalavancagem da companhia, medida pela redução de 31% na relação entre dívida líquida e geração de caixa medida pelo Ebitda, foi o fato mais importante dos resultados apresentados pela Petrobras

 

Veículos

Locamerica funde-se à Ricci

Luiz Fernando Porto
Foto: Rafael Motta / Nitro

Anunciada na segunda-feira 20, a fusão entre as locadoras Locamerica e Ricci criou uma empresa de locação com uma frota de 43 mil veículos. Estimado pelo mercado em R$ 176 milhões, o negócio envolveu o pagamento de R$ 53,9 milhões em dinheiro e a cessão de 21,1% das ações da Locamerica. “As duas empresas têm perfis financeiros parecidos, com a mesma alavancagem”, diz Luiz Fernando Porto, CEO da Locamerica. “Agora, a empresa poderá captar recursos a taxas menores, melhorando a escala e ganhando competitividade.” As ações, que subiram 5,7% no dia do negócio, avançam 26,8% neste ano.

 

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Mercado em números

DÍVIDA EXTERNA
US$ 9,8 bilhões – Foi a captação das companhias abertas brasileiras no ano, até o dia 17 de março, alta de 553% ante o mesmo período de 2015

OPÇÕES
R$ 3,1 bilhões – Foi o movimento do exercício das opções de compra e de venda de ações, que venceram na segunda-feira 20, na BM&FBovespa

MOVIDA
R$ 1,89 bilhão – Foi o faturamento da empresa de locação de veículos, em 2016, um aumento de 55,6% em relação à receita de 2015

ALLIAR
R$ 53,7 milhões – Foi o lucro líquido recorrente registrado pela empresa de análises laboratoriais, em 2016, ante um prejuízo de R$ 19,1 milhões em 2015

EUCATEX
R$ 53,5 milhões – Foi o lucro líquido recorrente da empresa de painéis de madeira, em 2016, uma alta de 140% em relação ao resultado de 2015

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