Edição nº 1024 23.06 Ver ediçõs anteriores

BMG associa-se à Bossa Nova e tem R$ 100 milhões para investir em startups

BMG associa-se à Bossa Nova e tem R$ 100 milhões para investir em startups

João Kepler, um dos sócios da Bossa Nova Investimentos. Plano é investir em 1.000 startups até 2020

O grupo BMG tornou-se sócio minoritário da Bossa Nova Investimentos, empresa que investe em startups liderada pelos empresários Pierre Schurmann e João Kepler.

Com a sociedade, o BMG vai injetar R$ 100 milhões que serão usados para novos aportes em companhias iniciantes. Atualmente, a Bossa Nova investe em 150 startups, 42 delas nos Estados Unidos.

“Ganhamos agilidade e rapidez com esse novo investimento”, afirmou Kepler ao blog BASTIDORES DAS EMPRESAS.

A holding da família Pentagna Guimarães, dona do banco BMG, já tinha três frentes de investimentos. Uma delas era a Lendido, plataforma online de empréstimos. A outra era a BMG UpTech, que investia em startups em fase inicial. Por fim, o BMG Digital Lab, que busca parcerias com companhias iniciantes em estágios avançados.

Os bancos brasileiros estão cada vez mais interessados em se aproximar de companhias iniciantes. O Itaú, por exemplo, apoia o Cubo, um espaço de co-working desenvolvido em conjunto com o fundo Redpoint e.ventures.

O Bradesco criou o InovaBra Ventures, que fez aporte em duas empresas: a Rede Frete Fácil, uma espécie de Uber do frete, e a Semantix, com foco em computação cognitiva.

A Bossa Nova se autodefine como uma microventure capital, que faz aportes em uma fase chamada antes do Seed Money. Os valores investidores ficam entre R$ 100 mil e R$ 800 mil.

O plano de Schurmann e Kepler é contar com 200 empresas investidas até o fim deste ano. Em 2020, segundo a dupla, a meta é chegar a 1.000 startups. “Os recursos do BMG serão usados para alcançar esse número”, diz Kepler.

A busca da Bossa Nova não se restringe ao Brasil. Com o novo aporte, o fundo está atrás de startups na América Latina e nos Estados Unidos.

Seu modelo de negócio, segundo Kepler, é semelhante ao da SV Angel, um fundo de venture capital baseado em São Francisco que já realizou 720 investimentos em 620 startups.

A SV Angel, por exemplo, foi um dos fundos que apostou, bem no início, na operação de compartilhamento de quartos Airbnb e na rede social para jovens Snapchat, hoje empresas que valem bilhões de dólares.

Kepler diz também que a Bossa Nova Investimentos analisa se prosseguirá com uma captação, que já estava em curso, de outros R$ 100 milhões – sendo que 40% desse valor seria levantando no primeiro semestre deste ano.

Tópicos

startups Bossa Nova

Mais posts

Como está a Oi, um ano depois de sua recuperação judicial?

Um ano após entrar em recuperação judicial, em 20 de junho de 2016, a empresa de telefonia Oi ainda não chegou a um acordo com seus [...]

Smiles investe em e-marketplace de varejo

O programa de fidelidade Smiles vai criar um e-marketplace de varejo que dará milhas para os consumidores que comprarem por meio do [...]

Ex-executivos da Microsoft Brasil criam gestora com até US$ 100 milhões para investir

Os ex-executivos da Microsoft Brasil Mauro Muratório Not e Osvaldo Barbosa de Oliveira criaram a gestora de investimento Openvc, que [...]

Aplicativo 99 tornou-se o primeiro unicórnio brasileiro?

O aporte de US$ 100 milhões realizado pelo fundo japonês SoftBank, em 24 de maio, avaliou a 99 em mais de US$ 1 bilhão, o que faria [...]

Dotz vai abrir escritório no Vale do Silício

O programa de fidelidade Dotz já bateu o martelo. Até julho, a companhia deve anunciar seus planos de abertura de um escritório no Vale [...]
Ver mais