Edição nº 1015 20.04 Ver ediçõs anteriores

O voo internacional da Embraer na área de defesa

Com o KC-390, o maior avião militar já fabricado no Brasil, empresa quer ganhar terreno no Exterior 

O voo internacional da Embraer na área de defesa

O KC-390, cuja linha de montagem fica em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo

A agenda do executivo Jackson Schneider, presidente da Embraer Defesa e Segurança, sempre esteve lotada de compromissos internacionais. Mas sua previsão é que ela esteja ainda mais cheia de viagens para fora do Brasil em 2017.

Nos próximos, Schneider vai viajar pelos quatro cantos do mundo com o objetivo de deixar ainda mais internacional a área de defesa da fabricante brasileira de aviões.

Sua esperança de alcançar esse objetivo reside em um avião com cumprimento de 35,2 metros, altura de 11,8 metros e que pesa, quando carregado, 74 mil quilos.

É o KC-390, o maior avião militar já fabricado no Brasil. Trata-se de uma aeronave para transporte tático/logístico e para reabastecimento em voo, desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança. “Ele será fundamental para avançarmos internacionalmente”, afirma Schneider.

Hoje, 8% das receitas da Embraer, que inclui ainda as áreas de aviação comercial e executiva, vêm de contratos no Brasil. No caso da divisão de defesa é o contrário.

O País responde por grande parte de seu faturamento, que representou 14,2% do total faturado pela Embraer no terceiro trimestre de 2016.  Em 2016, foram 14,7% de R$ 14,7 bilhões.

As primeiras unidades do KC-390 serão entregues no primeiro semestre de 2018, com um ano de atraso. O cliente é a Força Área Brasileira (FAB), que comprou 28 aeronaves por R$ 7,2 bilhões – o valor inclui também um pacote de suporte logístico inicial.

O atraso na entrega do cargueiro deveu-se a falta de pagamentos do governo brasileiro, o que obrigou a Embraer a replanejar as etapas de desenvolvimento de sua aeronave.

Hoje, o montante a receber do governo federal na área de defesa é da ordem de US$ 296 milhões, o que deve ser acertado ao fim do contrato.

Além do pedido da FAB, a Embraer conta com cartas de intenções dos governos de Portugal, República Tcheca, Argentina, Colômbia e Chile.

A Embraer estima que há um potencial global para vender 700 aeronaves deste tipo nos próximos 20 anos. E, é claro, ela quer ficar com uma boa fatia dessas vendas.

Para ganhar clientes, a empresa conta com apoio de seus escritórios internacionais. Ela está presente em Cingapura, Estados Unidos e Holanda. Agora, está reabrindo seu espaço em Abu Dhabi, no Oriente Médio, região que pode ter grande apelo para as vendas do KC-390.


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