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Imóveis no exterior: a opção europeia

Imóveis no exterior: a opção europeia

O francês Roman Carel, um dos sócios da Athena Advisers, consultoria imobiliária baseada em Londres

A valorização de aproximadamente 26% do real frente ao euro, de fevereiro do ano passado para cá, está fazendo a festa dos investidores brasileiros interessados em adquirir um imóvel na Europa. Trocando em miúdos, isso significa um desembolso menor por um imóvel de 1 milhão de euros, cujo preço na moeda brasileira caiu de R$ 4,525 milhões para a R$ 3,379 milhões, uma economia de R$ 1,146 milhão. 

Segundo o francês Roman Carel, um dos sócios da Athena Advisers, consultoria imobiliária baseada em Londres, na Inglaterra, o ganho pode ser ainda maior. Turbinado pelo Brexit, o real valorizou- se 46% em relação à libra no mesmo período. Com isso, um imóvel cotado a 1 milhão de libras, que custava R$ 6,369 milhões, passou a custar R$ 3,883 milhões, uma diferença de quase  R$ 2,5 milhões a menos.

Pelo lado da valorização, Lisboa desponta em primeiro lugar no  estudo divulgado pela Athena. Na capital portuguesa, os preços dos imóveis estão subindo mais aceleradamente. “Isso dá margem maior para ganhos futuros”, afirma Carel. De acordo com ele, até o segundo trimestre de 2016, houve valorização de 11% nos preços dos imóveis na terrinha. “Se comparado com Paris, que teve alta de 1.4%, e Londres, de 3%, Lisboa segue como a melhor opção para os investidores brasileiros na Europa”. diz.

Nos últimos três anos, o metro quadro em Lisboa, que é o mais baixo entre as capitais europeias, teve uma valorização média de 30%, contra 15% na badalada Miami, em cinco anos. Além dos ganhos financeiros e das facilidades da língua, com a crescente valorização da cidade banhada pelo rio Tejo, os brasileiros que investirem mais de 500 mil euros entram no programa de visto VISA GOLD. “Com a incerteza do mercado mundial, após a eleição de Donald Trump para a presidência, deve haver migração dos investimentos nos Estados Unidos para a Europa”, prevê Carel.

Outra vantagem em favor de Lisboa, é o custo de vida, inferior ao de endereços como Miami e mesmo São Paulo. “É muito mais barato viver em Lisboa”, afirma o empresário. Essa diferença é visível em itens de consumo do dia a dia. Um capuccino, por exemplo, que custa 3,68 euros,em Miami e 1,51 euro, em São Paulo, sai por 1,34 euro em Lisboa. O mesmo vale para  uma garrafa de água  (1,63 euro em Miami, 0,74 em São Paulo e 0,57 em Lisboa) e para uma entrada de cinema (11,05 euros em Miami, 8,13 em São Paulo e 6,0 em Lisboa).

A carga tributária também é menor para os residentes em Portugal e atraente para os investidores. Em Lisboa, a alíquota do Imposto de Renda varia entre 20 e 28%, contra 39% em Miami e 28% em São Paulo. O IPTU segue a mesma linha: em Lisboa os imóveis são taxados entre 0,2% e 0,8% sobre o valor venal do imóvel, bem inferior aos 9,9% de São Paulo e aos 1,8% de Miami.


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