Edição nº1007 24.02 Ver edições anteriores

A engenharia reversa da Hyundai

A engenharia reversa da Hyundai

A indústria automobilística não vive o melhor de seus dias, é verdade, mas nem todos estão chorando a retração do mercado brasileiro. Nos corredores da coreana Hyundai, por exemplo, o clima é de festa. A marca fechou 2016 na quarta colocação do ranking nacional, um feito inédito na história. Nas últimas quatro décadas, Volkswagen, Fiat, Ford e GM se acotovelaram nas quatro primeiras posições. O diretor de vendas da Hyundai Brasil, Angel Martinez, atribui o feito ao desempenho da família HB20, modelo lançado há apenas cinco anos, e da vocação da marca para as linhas SUV, com Tucson, ix35 e Santa Fé. “Nosso segredo é fazer diferente dos outros, fazer o inverso da maioria”, afirma o executivo. Martinez se refere à estratégia de, em vez de simplificar os carros para ficarem mais baratos, oferecer automóveis mais bem equipados. “É importante saber que vende-se carros duas vezes: no ato da venda e no pós-venda. Consumidor insatisfeito nunca mais compra.”

(Nota publicada na Edição 1000 da Revista Dinheiro, com colaboração de: Luís Artur Nogueira e André Jankavski)


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