Edição nº 1036 15.09 Ver ediçõs anteriores

Amos Genish, ex-Telefônica, assume cargo na francesa Vivendi

Ele será o novo Chief Convergence Officer do grupo francês Vivendi 

Amos Genish, ex-Telefônica, assume cargo na francesa Vivendi

Genish tem dito a pessoas próximas que está voltando para casa ao assumir cargo na Vivendi

O ex-presidente da Telefônica Brasil, Amos Genish, revelou, enfim, seu destino. Ele será o novo Chief Convergence Officer do grupo francês Vivendi.

De acordo com um comunicado, o executivo ficará sediado entre Paris e Londres – esta última cidade foi onde fixou residência a partir de janeiro deste ano. 

A Vivendi é uma das principais acionistas da Telecom Italia, controladora da TIM Brasil. O blog BASTIDORES DAS EMPRESAS apurou que existe uma cláusula de não competição da Telefônica Brasil por conta dessa relação.

Com a nova função, Genish volta a trabalhar com a Vivendi, que comprou por R$ 7 bilhões a GVT, operadora fundada por ele, em 2009.  “Estou voltando para casa”, tem dito Genish, para pessoas próximas.

Com a venda da GVT para a Telefônica, num negócio de R$ 22 bilhões, em setembro de 2014, o grupo francês Vivendi deixou o negócio de telefonia no Brasil.

Genish, que assumiu o comando da Telefônica Brasil, no entanto, nunca se afastou do grupo francês. Ele sempre foi próximo dos executivos da Vivendi, em particular de Vincent Bolloré, chairman do grupo de mídia francês.

Quando vendeu a GVT para a Telefônica, Genish já havia recebido proposta para trabalhar no grupo Vivendi. Ele também era cogitado para assumir a problemática Oi, que hoje está em processo de recuperação judicial, com dívidas de R$ 65 bilhões.

Na ocasião, preferiu ficar no Brasil, onde é casado com uma brasileira e tem dois filhos, para fazer a integração da GVT com a Telefônica.

Na nova função, Genish vai lidar com a convergência de conteúdo da Vivendi com redes de telefonia e plataformas digitais. “Quero criar um modelo de negócios inovador, como a AT&T e a Time Warner”, tem falado o executivo a pessoas próximas, fazendo referência à bilionária fusão das duas gigantes americanas, anunciada em outubro de 2016.

À frente da Telefônica Brasil, Genish já apostava pesado na convergência. Ele dizia que a companhia precisava se adaptar aos novos tempos. Com isso, sua estratégia era criar aplicativos que pudessem ser baixados pelos clientes da operadora em diversas áreas.

“Não podemos continuar a fazer o negócio do mesmo jeito, pois o mundo está mudando”, disse Genish, em entrevista realizada em 2015“Precisamos pensar como uma empresa digital e isso muda os tipos de serviços como oferecemos.”

Na Vivendi, Genish terá, agora, a oportunidade de fazer esse trabalho numa escala global.


Mais posts

O que o Google quer com a divisão de smartphones da HTC?

Não chega a ser uma surpresa a compra da divisão de smartphones da taiwanesa HTC por US$ 1,1 bilhão pelo Google, anunciada nesta [...]

Por que o iPhone 8 será altamente dependente de tecnologia da Samsung

A Apple e a Samsung são os dois principais competidores no mercado de smartphones. Mas o que ninguém imagina é que a empresa da maçã é [...]

O incrível salto do Magazine Luiza, que já vale mais que a Natura

A rede varejista Magazine Luiza se tornou um fenômeno na Bolsa. Em pouco menos de dois anos, seu valor de mercado saltou de menos de R$ [...]

Multiplus amplia teste com cartão de débito

O programa de fidelidade Multiplus ampliou os testes com cartão de débito, que começaram em julho deste ano com as bandeiras Visa e [...]

Quem é Dara Khosrowshahi, novo CEO da Uber

A Uber parece ter encerrado sua tumultuada busca para substituir Travis Kalanick como seu CEO. Apesar de nomes de peso, como Meg [...]
Ver mais