Edição nº1007 24.02 Ver edições anteriores

Resposta instantânea com Pedro Guasti, CEO do Ebit, consultoria de comércio eletrônico

Resposta instantânea com Pedro Guasti, CEO do Ebit, consultoria de comércio eletrônico

Porque não se observa mais taxas de crescimento “chinesas” no comércio eletrônico? 
O e-commerce crescia em média 30% ao ano até 2013. Após o agravamento da crise, reduziu esse avanço. Temos muito espaço para voltar a expandir. Precisamos que a economia reaja e os consumidores voltem a recuperar sua capacidade de compra e de endividamento. Apesar da queda no ritmo de crescimento, podemos dizer que o e-commerce é privilegiado, Neste ano, o crescimento deve ser de 8%. O varejo restrito (exceto veículos e material de construção), do IBGE, deve ter queda real de 6,5%.

Qual o motivo de o comércio eletrônico ainda dar prejuízo para as principais empresas que exploraram esse setor?
Vemos que algumas empresas de capital aberto estão em um ritmo forte de investimento e que a aposta é que, em médio e longo prazos, comecem a gerar ganhos para os acionistas. A Amazon, desde sua fundação, em 1996, apresenta lucro baixo e na maioria dos trimestres, quando isso aconteceu, reinvestiu em inovação e tecnologia. No Brasil, ainda teremos um período de resultados no qual as empresas ainda estarão maximizando seus investimentos e não trarão retorno tão rápido aos acionistas.
 
Qual é a sua expectativa para o segmento em 2017?
Estamos finalizando as projeções para o próximo ano, mas podemos adiantar que nossa expectativa é que voltaremos a crescer dois dígitos. Esse crescimento ainda será impactado pela crise econômica, que deve começar a recuar a partir do 2º ou 3º trimestre de 2017. Mantido este cenário, a partir de 2018 poderemos voltar a assistir crescimento acima de 20% ao ano.

(Nota publicada na Edição 999 da Revista Dinheiro)


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