Edição nº 1019 19.05 Ver ediçõs anteriores

Crescimento digital a galope

Crescimento digital a galope

Marco Stefanini é CEO e principal acionista da Stefanini

Mais internacionalizada das empresas brasileiras de Tecnologia da Informação, a paulista Stefanini deve fechar 2016 com um faturamento praticamente igual aos R$ 2,6 bilhões obtidos no ano passado –na melhor das hipóteses, com um avanço de 2% nas receitas. A crise mundial, que afeta as economias da América Latina, em particular, é apontada por Marco Stefanini, CEO da companhia, como o principal responsável pelos resultados, além do encerramento do contrato de um cliente do setor financeiro de uma de suas controladas, a processadora de cartões Orbitall, adquirida do Banco Itaú, em 2012.

Isso não significa, no entanto, que a Stefanini tenha andado de lado neste ano, de acordo com o CEO e principal acionista. “Fizemos um trabalho forte na gestão, internamente, bem como investimos na expansão dos negócios”, diz Stefanini. Entre essas ações figuram a aquisição da Sysman, da Colômbia, especializada em ERP para clientes de governo, a fusão da controlada VANguard com a Scala TI, prestadora de serviços em software para a IBM, e uma  joint-venture com a israelense Rafael, da área de defesa, que atuará na área de segurança industrial e agrícola.  

Ao todo, a despeito da paradeira na economia nacional, a Stefanini, cujas receitas cresceram 20% no mercado interno, investiu cerca de R$ 100 milhões, neste ano, entre aquisições, novas plataformas e estratégias de inovação, com ênfase na transformação digital das empresas. “Hoje, contamos com uma estrutura importante  que ajudem os clientes a se prepararem para a era da Internet das Coisas e da Indústria 4.0, também conhecida como a 4ª Revolução Industrial”, afirma Stefanini. “Tentamos compreender as dores do cliente para mostrar de que forma a tecnologia poderá ajudá-lo.”   

O processo de internacionalização da Stefanini começou em 1996, com a abertura de sua primeira subsidiária, em Buenos Aires (atualmente há outro escritório no país,  na cidade de Córdoba). “Nessa época, poucas empresas brasileiras mantinham operações no exterior”, diz. Cinco anos depois, em 2001, foi a vez dos Estados Unidos, seguido pela filial europeia, na Espanha, em 2003, e pela Índia, em 2006.  

Atualmente, a Stefanini, quinta empresa brasileira mais internacionalizada, de acordo com o ranking da Fundação Dom Cabral, está presente em 39 países, com 96 escritórios, que empregam nove mil dos seus 21 mil funcionários. 

A decisão de atuar fora do Brasil, mostrou-se acertada até agora. Cerca da metade das receitas são obtidas em moeda forte. Essa participação dos negócios internacionais foi decisiva para o crescimento a galope da empresa, na última década.  De um faturamento de R$ 285 milhões, em 2006, a Stefanini alcançou seu primeiro bilhão de reais em 2010 e o segundo bilhão em 2013. “Para o ano que vem, esperamos um crescimento nas vendas no Brasil em torno de 12%”, diz o CEO.


Mais posts

A Informa aposta na retomada das feiras de negócios

Os números ainda estão distantes dos obtidos em 2014, antes do acirramento da crise, mas o resultado geral da Agrishow, a maior feira [...]

Por que William Ury é chamado de “Brexterminator”

Consagrado como um dos maiores negociadores do planeta, com participação direta nas negociações de paz  entre o governo colombiano e a [...]

Cade deve aprovar venda da SalomãoZoppi só no segundo semestre

A compra do laboratório SalomãoZoppi,anunciada em janeiro pela Diagnósticos da América (Dasa), dificilmente receberá o sinal verde do [...]

Como a BRF destruiu valor

Ao assumir o comando do conselho de administração da BRF, em abril de 2013, Abilio Diniz não escondia sua intenção de provocar uma [...]

Com franquias, a MC carrega nas tintas

Dona de um faturamento que chegou a R$ 115 milhões, no ano passado, a Tintas MC, maior rede varejista de tintas do País, com 52 lojas [...]
Ver mais