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Sem decepções

Mesmo no contexto de uma das piores crises econômicas da história do Brasil, leilão supera expectativas

Sem decepções

Escultura em granito “Vestal Reclinada com Pássaro”, de Brecheret, com lance inicial de R$ 1,1 milhão

Coincidindo com a publicação de estudo do banco Credit Suisse, apontando que o Brasil ganhou 11 mil novos milionários em 2016, o resultado do leilão presencial da coleção de arte da massa falida do Banco Santos. Comandado por Aloisio Cravo, realizado nesta terça-feira (22), no Hotel Unique, em São Paulo, superou as expectativas. 

O leilão arrecadou R$ 11,86 milhões, ultrapassando a avaliação prevista de R$ 8 milhões. A escultura Vestal Reclinada com Pássaro, de Victor Brecheret, que tinha lance inicial de R$ 1,1 milhão foi arrematada por R$ 2,7 milhões. Do mesmo artista, o Touro (Zebu), em terracota, saiu por R$ 340 mil, quase três vezes o valor previsto, de R$ 100 mil.

Foram poucas as decepções. Dos 213 lotes apresentados, 138 foram vendidos. Instalação Tríade Trindade, de Tunga, falecido este ano, que começou o pregão em R$ 400 mil foi adquirida por R$ 770 mil por um grupo de patronos da Pinacoteca do Estado de São Paulo, para onde a peça será doada.
 
A lista dos sucessos é grande. Uma escultura em ferro de Amilcar de Castro, avaliada R$ 220 mil e vendida por R$ 1,55 milhão, a tela Prumo, de Antônio Manuel, que saltou de R$ 9 mil para R$ 220 mil, e duas pinturas de Tomie Ohtake, que tinham lances iniciais de R$ 125 mil cada e saíram por R$ 340 mil e R$ 360 mil. A tela Menina no Sofá, de Djanira, de R$ 40 mil por R$ 165 mil, uma pintura abstrata de Aldo Bonadei, de R$ 35 mil por R$ 130 mil, e duas obras em técnica mista de Nelson Leiner, que avaliadas em R$ 25 mil e R$ 28 mil foram arrematadas por R$ 135 mil e R$ 150 mil, respectivamente. Nada mal


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