Edição nº 1036 15.09 Ver ediçõs anteriores

CEO deixa o SalomãoZoppi: profissionalização interrompida?

CEO deixa o SalomãoZoppi: profissionalização interrompida?

Mário Sérgio Pereira ficou no posto de CEO do laboratório SalomãoZoppi por pouco mais de um ano

Poucas semanas após completar um ano no posto, o executivo Mário Sérgio Pereira não é mais o CEO do SalomãoZoppi, um dos mais conceituados centros de diagnósticos de São Paulo. Recrutado no concorrente Hermes Pardini, em 2011, Pereira,  que ocupou as diretorias de marketing e comercial e a vice-presidência, no processo de preparação para substituir no comando os controladores da rede de laboratórios, os médicos Luis Salomão e Paulo Zoppi,  foi indicado como CEO, em 24 de setembro de 2015. Seu afastamento foi comunicado internamente na última sexta feira, 14.

Com 1.600 funcionários e 11 unidades de serviços, o SalomãoZoppi está concentrado na região  metropolitana de São Paulo (dez endereços na capital e um em Osasco). No ano passado, a rede faturou R$ 275 milhões, um crescimento de 38% sobre 2014. Entre as metas de Pereira, encarregado de profissionalizar a empresa e estruturar suas equipes, estava chegar a receitas de R$ 400 milhões até 2017, valor que dobraria no final da década.

Conservador, o SalomãoZoppi vem apostando até aqui na estratégia de crescimento orgânico, sem recorrer a aquisições ou fusão com concorrentes. Uma das alternativas para alavancar a expansão da empresa, cujo valor de mercado está avaliado em R$ 500 milhões, é a venda de participação a fundos de investimentos, como o Advent,Warburg Pincus, Carlyle e KKR.

A saída de Pereira marca a segunda tentativa frustrada de profissionalização do SalomãoZoppi, nos últimos seis anos. No fim do segundo semestre de 2010,  Luis Salomão e Paulo Zoppi contrataram como CEO o executivo Luis Carlos Bilenky, com passagem por empresas como McDonald’s, Blockbuster, Fotótica e o rival Fleury.  Bilenky também durou pouco na posição, apenas cinco meses. Na ocasião, os dois sócios, que com a ascensão de Pereira atuavam no Conselho de Administração, voltaram a dividir a presidência do grupo. A história se repetirá? 


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