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Nova parada de Genish: Londres

Nova parada de Genish: Londres

Amos Genish vai iniciar um novo negócio em Londres, em janeiro de 2017

Em contagem regressiva para deixar o comando da Telefônica Vivo, a maior operadora de telefonia celular do País, o executivo israelense Amos Genish, foi uma das atrações do CEO Summit, promovido pela Endeavor, em parceria com a consultoria Ernst Young (EY) e com o Sebrae/SP, e realizada no hotel Unique, em São Paulo, nesta terça-feira (18). 

Genish, que debateu o tema “ O jogo nunca termina: abraçando desafios cada vez maiores”, com o executivo Rodrigo Galindo, do grupo educacional Kroton, deve passar até meados de dezembro o bastão ao brasileiro Eduardo Navarro de Carvalho, que ocupava o posto de diretor chefe comercial da matriz, na Espanha. “Estou contando os dias para iniciar um novo negócio em Londres, no início de 2017”, afirmou o ex-capitão do exército de Israel, formado em economia pela Universidade de Tel-Aviv. Guardado a sete chaves, o projeto só será anunciado em janeiro do ano que vem. 

Segundo Genish, sua saída já estava combinada desde agosto de 2014, quando a Telefônica incorporou a GVT, que fundara em 1999, com um modesto capital de R$ 100 mil e vendera à francesa Vivendi, em 2009, por R$ 7,9 bilhões, na condição de CEO. Sua participação como CEO durante os dois últimos anos, foi uma espécie de bônus que concedeu aos espanhóis – “afinal, eles pagaram R$ 25 bilhões pela GVT”, disse – e uma forma de garantir a integração com a Vivo. “Além disso, sempre fui o presidente da menor empresa do setor”, afirmou.  “Quis sentir o gostinho de dirigir a maior, o que fez bem para o meu ego.”  

Genish garantiu que jamais cogitou em fazer carreira de executivo no grupo espanhol. “Desejo fazer coisas novas, que representem desafios diferentes”, disse. Para ele, mais do que pensar em ganhar dinheiro rapidamente, os empreendedores têm de cultivar a paixão pelo seu negócio. “Ela é um fator decisivo para enfrentar e superar os momentos ruins e manter o drive da companhia.” 

Ao explicar sua trajetória, iniciada com um pequeno grupo de quatro colaboradores, é importante a escolha das pessoas adequadas. “Temos de recrutar as pessoas certas, no lugar certo, no timing certo”, afirmou. Também é necessária uma constante avaliação do pessoal. “Temos sempre de estar atentos ao desempenho das pessoas, substituindo as que não estão correspondendo”, disse. “Nunca terminei um ano com a mesma equipe com a qual comecei esse ano.” 


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