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Como usar o LinkedIn para construir reputação

Já se foi o tempo em que a rede social corporativa era um mero repositório de currículos

Como usar o LinkedIn para construir reputação

A transformação do LinkedIn em mídia também tem efeitos sobre um aspecto que sempre foi caro à rede: o networking

Um rápido exercício para começar: se você abrir seu perfil no LinkedIn agora, terá à disposição em sua timeline da rede social uma série de links de artigos e reportagens. É provável que tenha lido alguns, curtido e recomendado outros tantos – e também passado batido por um punhado deles, porque há coisas que não lhe interessam e não há tempo para ver tudo.

Trata-se de material criado por usuários das mais variadas origens, países, histórias e formação profissional. É conteúdo produzido por quem, há até pouco tempo, publicava – se é que publicava – somente em seus blogs pessoais ou corporativos. Ou por jornalistas, como eu, que estão se beneficiando de uma nova arena de debate público que não os meios tradicionais – não estamos falando aqui de substituição de mídias, mas de aproveitar um novo espaço que cresce em relevância e amplia os horizontes profissionais.

E não para por aí: veículos de comunicação e empresas diversas publicam e compartilham conteúdo de toda ordem na plataforma.

“Mídia de relacionamento”

Ué, mas o LinkedIn não era um “site de empregos”?

Um dia pode ter sido – pelo menos assim ele foi percebido pelos usuários. Hoje ele é, em certo aspecto, aquilo que vou chamar de “mídia de relacionamentos”, se me permitem a liberdade conceitual.

No fundo, ele é algo mais complexo, mas isso é conversa para outro post. Por hora, vale dizer que, de mero repositório de currículos, o LinkedIn vem se transformando gradativamente desde 2009, com chegada do CEO Jeff Weiner, numa rede que procura conectar profissionais do mundo valendo-se para isso de diferentes serviços agregados, como plataformas de conhecimento (Lynda.com e Slideshare) e conteúdo (Pulse).

Vou me deter aqui no LinkedIn como mídia de relacionamento para mostrar que, na prática, a incorporação de uma plataforma de conteúdo (o Pulse foi adquirido em 2013 por US$ 90 milhões) mudou a dinâmica de uso e interação na rede.

Construção de reputação

Exemplo prático: em vez de se limitar a expor seu histórico profissional, listando formação e realizações, agora é possível mostrar com propriedade quem você é, o que pensa, a originalidade de seu pensamento ou conhecimento técnico em determinados assuntos.

Isso diz respeito à construção de reputação, que, na era hiperconectada e do conteúdo amador, passa pela forma como usamos as redes sociais. Se no Facebook ou Twitter esse fator também está dado, numa rede para profissionais a questão é determinante. O contexto interfere diretamente no tipo de conteúdo e na postura adotada pelos usuários dentro da rede.

Para comprovar, basta uma espiada geral nos comentários dos posts publicados no Pulse. O que prevalece é o tom respeitoso, embora haja críticas e discordâncias, e percebe-se a preocupação de muitos usuários em elaborar suas opiniões e contribuir com o debate. Nem sempre costuma ser assim em outras redes sociais, não é mesmo?

A questão da reputação por meio da gestão do conteúdo vale para tanto para iniciativas pessoais como para estratégias de relações públicas cuja dinâmica alguns executivos e empresas já perceberam. Trata-se de uma maneira eficiente de mostrar valor, pois diz respeito à transmissão de conhecimento e informação.

Facilitador do networking

Além da reputação, a transformação do LinkedIn em mídia também tem efeitos sobre um aspecto que sempre foi caro à rede criada por Reid Hoffman em 2003: o networking.

Ao facilitar a publicação e o compartilhamento de artigos autorais na rede, o LinkedIn estimulou o engajamento entre os usuários. Com a informação pavimentando o caminho, pessoas agora iniciam conversas em comentários de posts, conhecendo melhor o outro, o que ele pensa ou no ele está interessado. Isso abre portas e pode qualificar futuros contatos profissionais.

Essa nova realidade tem outros desdobramentos, como marketing digital e ações para promover páginas empresariais. Mas aí é papo para outro post.


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