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Sustentabilidade

O fim das sacolinhas plásticas

Nº edição: 748 | 03.FEV.12 - 21:00 | Atualizado em 03.Feb.12 - 21:34

A era das embalagens plásticas feitas de resina de petróleo, pelo visto, está com os dias contados. Ao menos em São Paulo garante a Associa­ção Paulista de Su­per­mer­ca­dos (Apas).

por Rosenildo Gomes Ferreira

A era das embalagens plásticas feitas de resina de petróleo, pelo visto, está com os dias contados. Ao menos em São Paulo. Pesquisa da Associa­ção Paulista de Su­per­mer­ca­dos (Apas) indica que os paulistanos apoiaram o fim da distribuição gratuita de sacolas. A medida entrou em vigor em 25 de janeiro – dia do 458º  aniversário da capital paulista.

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Agora, quem quiser embalar as compras terá de desembolsar R$ 0,19 por sacolinha biocompostável, feita de resina derivada de milho. A medida integra o rol de leis polêmicas adotadas pela Prefeitura de São Paulo nos últimos anos, como a proibição de propaganda em outdoors. O fim das sacolas causou a ira dos fabricantes do setor, que vendiam sete bilhões de sacolas, por ano, para as redes varejistas da cidade. A pesquisa realizada pela Apas mostra o seguinte: 

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Reciclagem

Rumo ao resíduo zero 
 
A destinação adequada dos resíduos se transformou em pesadelo para administradores de várias cidades. A busca de solução para o problema fez com que um grupo de empreendedores mineiros apostasse em um sistema de processamento que converte resíduos orgânicos em carvão vegetal. A usina fica em Unaí (MG). Conheça o projeto:
 

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Tecnologia 

É um pássaro, é um avião...
 
As turbinas eólicas estão ganhando o céu. Literalmente. É que a empresa de pesquisa Makani Power, dos Estados Unidos, desenvolveu um sistema de captação de energia eólica baseado em um pequeno avião (foto). O Airborne Wind Turbines (AWT) possui quatro hélices que, ao se moverem, acionam pequenas turbinas instaladas em suas asas. A energia é transmitida para a terra por meio do cabo que sustenta a aeronave no ar e fica ligado a uma série de baterias. Uma solução para residências ou empresas situadas em lugares afastados. O AWT deve chegar ao mercado apenas em 2015. 
 
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Reciclagem II  

Máquina de troca
 
Um grupo de designers de Nova York lançou uma máquina que torna mais fácil a reciclagem de roupas e outros objetos usados. Batizado de Swap-O-Matic (foto), o equipamento funciona como uma vending machine. Só que, em vez de adquirir produtos, é possível levar para casa os objetos expostos ou simplesmente trocá-los por outro, sem nenhum custo. 
 
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Transporte  

Opção pelos trilhos
 
A SuperVia, controlada pela Odebrecht TransPort e que opera o sistema ferroviário do Rio de Janeiro, está antecipando a compra de 30 trens, prevista apenas para o período 2016-2020. O contrato envolve desembolso de R$ 500 milhões. Outro R$ 1,9 bilhão será investido pelo governo local, que aposta na melhoria da mobilidade urbana para reduzir as emissões de gases do efeito estufa na cidade.
 
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Empresas do Bem

Social  

Telefônica amplia verba
 
A fusão das operações da Telefônica e da Vivo também está criando impactos no campo social. Para 2012, a meta é investir R$ 50 milhões em ações sociais, como o combate ao trabalho infantil e a melhoria da educação, de acordo com Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica. Trata-se de um montante 40% maior em relação ao investido pela fundação em 2011.   
 
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Educação 

Lições da Motorola
 
A subsidiária da Motorola Solutions, da área de telecomunicação e presidida por Eduardo Stefano, acaba de doar US$ 40 mil para a Escola Classe 113 Norte, de Brasília. A unidade atua com educação inclusiva e atende cerca de 300 crianças, muitas das quais com deficiência física. Os recursos serão usados na aquisição de computadores, livros e equipamentos de fisioterapia. 
 
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Maracanã elétrico

Nº edição: 747 | 27.JAN.12 - 21:00

A francesa EDF e a brasileira Light pretendem aproveitar a visibilidade gerada pela Copa do Mundo de 2014 para promover as fontes alternativas de energia.

por Rosenildo Gomes Ferreira

A francesa EDF e a brasileira Light pretendem aproveitar a visibilidade gerada pela Copa do Mundo de 2014 para promover as fontes alternativas de energia. O primeiro acordo nesse sentido foi assinado com o governo do Rio de Janeiro. A meta é instalar 2,5 mil m2 de placas fotovoltaicas para a geração de energia solar. Elas ficarão sobre o anel que cobre o Estádio do Maracanã, no teto do Ginásio do Maracanãzinho, na cobertura do Parque Júlio de Lamare e sobre o Estádio de Atletismo Célio de Barros. O sistema vai suprir 25% da demanda de energia do Maracanã durante as partidas de futebol. A energia produzida nos demais dias será incorporada à rede de distribuição da cidade, administrada pela Light. Abaixo, mais detalhes do projeto. 
 
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Empresas do Bem

Social

Voluntários da Hyundai
 
Um grupo composto por 60 universitários sul-coreanos está prestes a desembarcar no Brasil. Eles vão atuar na reconstrução de casas populares e em atividades sociais em asilos e creches, por exemplo. O roteiro inclui a cidade paulista de Piracicaba, onde a subsidiária da Hyundai, presidida por Seong Bae Kim e patrocinadora da viagem, constrói sua fábrica. A montadora fará uma doação de 
R$ 120 mil para ajudar no trabalho do grupo.
 
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Trabalho

Aprendizes da Porto Seguro
 
O bairro de Campos Elísios, na região central da cidade de São Paulo, abriga um projeto que está mudando a vida de diversas pessoas. No local funciona um polo de formação profissional, mantido pela Porto Seguro, comandada por Fabio Luchetti. Em 2011, foram treinadas 400 pessoas na área de informática, estética e eletrônica.
 
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Madri

Cerco aos carros
 
As restrições aos automóveis crescem na Europa. Desta vez, a iniciativa partiu da Prefeitura de Madri. Ao contrário de Londres, que instituiu o pedágio urbano, a capital da Espanha optou por aumentar, em 10%, o valor do estacionamento na região central da cidade e ampliar o horário de cobrança dos parquímetros (foto). A expectativa é de que a medida renda € 7 milhões por ano, além de reduzir o número de carros circulando pela cidade. 
 
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Vida marinha

Uma chance aos corais
 
Pesquisa conduzida na costa de Bali, uma das ilhas da Indonésia, pode virar o jogo em relação à ameaça de extinção global dos corais. É que o cientista alemão Wolf Hilbertz descobriu uma forma que faz com que a reprodução desses organismos ocorra em um prazo seis vezes mais rápi  ao período normal. A técnica consiste na instalação de gaiolas eletrificadas (foto), feitas de metal, no fundo do mar. Atualmente, existem cerca de 60 unidades na região e boa parte delas já começa a dar frutos.
 
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Varejo

Negócio social
 
O casal de empresários franceses Marie-France e Bernard Cohen resolveu dar um destino, digamos, social a uma parte dos cerca de € 100 milhões obtidos com a venda de sua grife BonPoint. Em 2010, eles criaram a Merci (foto), que reúne loja de roupas e objetos de design, livraria e bistrô no centro de Paris. O inusitado nesse negócio é que todo o lucro é investido em ações sociais.  A primeira fornada será destinada a projetos educacionais em Madagascar, uma ilha na costa leste da África.
 
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Capital de risco

Negócios verdes 
 
A chamada indústria verde está ganhando cada vez mais espaço na economia global. Estudo da consultoria americana Cleantech mostra que o volume de recursos levantados por empresas de produtos e serviços sustentáveis, como os fabricantes de turbinas eólicas ou produtores de biocombustíveis, cresceu 13% em 2011, chegando a 
US$ 8,9 bilhões. O dinheiro foi obtido de fundos de investimentos.
 
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Produtividade sem desmatamento

Nº edição: 746 | 20.JAN.12 - 21:00 | Atualizado em 23.Jan.12 - 17:34

Pesquisa internacional, com o apoio de entidades brasileiras, mostrou que é possível conciliar produtividade no campo com a preservação ambiental.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Uma pesquisa internacional, com o apoio de entidades brasileiras como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), mostrou que é possível conciliar o aumento da produtividade no campo com a preservação ambiental. O trabalho será publicado na revista Proceedings of the Nacional Academy of Sciences, dos Estados Unidos, e leva em conta a experiência dos sojicultores de Mato Grosso, no período 2006-2010. Uma das principais conclusões é que o avanço no volume produzido foi obtido graças ao uso de técnicas de plantio e à mudança no sistema de uso da terra. A conscientização dos empresários do setor se deve a fatores como pressão de ecologistas e a ação do governo local, que implantou um programa de prevenção e combate ao desmatamento. 

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Harmonia: em Mato Grosso, a soja está conseguindo conviver com a área de floresta tropical.
 
 
 
Moda

Ford na passarela
 
Leva a assinatura da designer escocesa Judy Clark o vestido (foto) criado com peças recicladas de um Ford Focus. O modelito upcycled, no mais ousado estilo eduardiano, típico do início do século XX, marcou o 100º aniversário da montadora americana no Reino Unido e faz parte do esforço do setor automotivo para construir uma imagem ambientalmente favorável. O vestido e o colar, esse último assinado pela inglesa Katherine Hawkins,  foram confeccionados com peças retiradas do rádio, do painel, dos estofados, dos detalhes de couro, das lanternas e das molas que equipam um Ford Focus modelo 2012. Elas foram aplicadas sobre tecidos de renda e seda.
 
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Varejo 

Em defesa da vida marinha 
 
Apontado como o maior vilão dos oceanos, o tubarão tem sido caçado de forma implacável. Até porque muitos acreditam que suas cartilagens têm poderes medicinais. Para dar um fim à matança, ecologistas estão incentivando consumidores e empresas a boicotar os produtos feitos com o peixe. A brasileira Mundo Verde (foto), maior rede de produtos naturais, aderiu à campanha e retirou de suas prateleiras as cápsulas de cartilagem e o óleo de fígado de tubarão. 
 
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Empresas do Bem

Pesca

LLX joga a rede
 
A pesca sempre foi uma das atividades essenciais  para o município de São João da Barra (RJ). Graças à parceria entre a LLX, presidida por Otávio Lazcano, e a prefeitura, o setor deverá ter um novo impulso. Até o fim do ano será concluída a construção de um entreposto pesqueiro na região. A obra está orçada em R$ 1,8 milhão.
 
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Esporte

A energia da EDP
 
Dez ONGs que atuam nos Estados de São Paulo, Espírito Santo e Tocantins compõem a lista das entidades que serão beneficiadas com recursos do grupo português EDP, comandado por Antonio Pita de Abreu e que atua na área de energia. Boa parte dos projetos prevê a utilização de esportes como ferramenta para a socialização e a inclusão social de jovens e adolescentes de baixa renda. 
 
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Inovação 

Veículos com autonomia de 800 km
 
Pesquisadores de um consórcio científico liderado pela IBM conseguiram um feito que pode revolucionar o mercado de veículos elétricos. Eles desenvolveram uma bateria capaz de rodar 800 quilômetros com uma única carga, cinco vezes mais do que o modelo i-MiEV (foto), da Mitsubishi, cuja autonomia é de 160 quilômetros. A nova bateria, que é feita de lítio e células de ar, deve chegar ao mercado até 2020. 
 
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Energia  

Opções renováveis
 
Apesar de andar meio em baixa por conta do impasse em relação à renovação do Protocolo de Kyoto, o mercado de crédito de carbono segue se mostrando um instrumento relevante. Especialmente para os países emergentes, como o Brasil e a China, que utilizam esses recursos para tornar sua matriz energética mais verde. Veja por quê:
 
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Vida em alto-mar

Nº edição: 745 | 13.JAN.12 - 21:00

O escritor americano John Donne (1572-1631) dizia que "nenhum homem é uma ilha". Mas seu compatriota Peter Thiel, o bilionário fundador do Paypal, discorda.

por Rosenildo Gomes Ferreira

O escritor americano John Donne (1572–1631) dizia que “nenhum homem é uma ilha”. Mas seu compatriota Peter Thiel, o bilionário fundador do Paypal, discorda. Uma boa amostra disso é que Thiel é um dos financiadores do The Seasteading Institute (TSI). Ele doou US$ 1,25 milhão para viabilizar a construção da primeira cidade-estado sobre o mar (ilustração), nas imediações de São Francisco. As obras devem começar até o final do ano. Batizada de ClubStead, ela contará com edifícios residenciais e de escritórios. Segundo Michael Keenan, presidente da TSI, cada apartamento, capaz de abrigar duas pessoas, custará cerca de US$ 540 mil. A ideia é que essas cidades ajudem a desafogar as grandes metrópoles, como Los Angeles e Nova York. 

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Amazônia 

Recursos para crescer 
 
Lançado em 2008, o Fundo Amazônia começa a se consolidar como uma alternativa viável de financiamento a baixo custo dos programas de conservação e desenvolvimento sustentável da região, como a extração do óleo de palma (foto). O BNDES, gestor do fundo, acaba de destinar R$ 26,2 milhões para três projetos. Com isso, sobe para R$ 261 milhões o volume já investido naquela área. O fundo conta com contribuições da Petrobras, do governo da Noruega e do KfW, o banco de desenvolvimento da Alemanha. 
 
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Tecnologia   

Fibra contra o petróleo 
 
O acidente ocorrido recentemente na plataforma da americana Chevron, em Campos, no litoral fluminense, mostrou que o Brasil não está livre de problemas desse tipo. Pensando em reduzir os efeitos dessas tragédias e ampliar suas receitas, a gaúcha Union Fibras criou uma espécie de tecido que “recolhe” o óleo e ainda permite sua posterior reutilização. Batizado de Thinfiber, o produto é feito de polipropileno e pode ser usado também no caso de vazamentos em terra.
 
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Inovação   

Ideia luminosa 
 
A britânica Revend Recycling e a norueguesa Repant desenvolveram uma máquina (foto) que recolhe e recicla lâmpadas e baterias domésticas. O primeiro exemplar do equipamento foi instalado na filial da loja de departamentos Ikea, em Londres. O diferencial do equipamento é que o usuário pode escolher, na tela touch screen, qual recompensa deseja, como vale-compras. Uma das opções permite doar a recompensa para uma ONG global, como a Save the Children.
 
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Financiamento   

Dinheiro poluído 
 
Os bancos americanos lideram o ranking dos financiadores de projetos que emitem grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), um dos vilões do aquecimento global. A lista elaborada pela ONG TrackBank coloca o JPMorgan Chase na primeira colocação, com financiamento de projetos como o de usinas termelétricas movidas a carvão.
 
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Empresas do Bem

 
Social 

Reciclagem de vidas 
 
A dobradinha entre a americana Owens-Illinois, do setor de vidros, e a subsidiária da britânica Diageo, do segmento de bebidas e presidida por Otto Von Sothen, promete impulsionar o trabalho dos integrantes da cooperativa Vira Lata, de São Paulo. É que a Diageo pretende ampliar seu programa de coleta seletiva de embalagens das atuais 70 toneladas por mês para 300 toneladas até junho. 
 
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Trabalho  

Aprendizes da Coca-Cola FEMSA
 
Nos últimos seis anos, o Programa para Educação para o Trabalho, da Coca-Cola Femsa Brasil, comandada por Ricardo Botelho, contribuiu para a formação profissional de 1.528 jovens de baixa renda em São Paulo. Em dezembro, a 13a turma recebeu o certificado de conclusão e alguns dos formados foram selecionados para estagiar na companhia.   
 
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Tragédias e prejuízos

Nº edição: 744 | 06.JAN.12 - 20:31 | Atualizado em 08.Jan.12 - 14:48

As mudanças climáticas e a ação do homem sobre o ecossistema têm feito com que as tragédias ambientais assumam um potencial cada vez mais destruidor.

por Rosenildo Gomes Ferreira

As mudanças climáticas e a ação do homem sobre o ecossistema têm feito com que as tragédias ambientais assumam um potencial cada vez mais destruidor. Cálculos da resseguradora suíça Swiss Re indicam que o prejuízo com terremotos, furacões e outras catástrofes somou US$ 350 bilhões em 2011. Desse total, apenas US$ 108 bilhões estavam cobertos por seguros. E a situação pode se agravar, de acordo com a agência de desenvolvimento internacional do Reino Unido. Segundo técnicos da agência, o fundo de emergência mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) possui um déficit de US$ 70 milhões devido ao não pagamento de contribuições por parte das nações ricas. Com isso, o trabalho de resgate, especialmente em países pobres, deverá ser mais complicado. Veja os eventos que exigiram os maiores volumes em indenizações em 2011:
 
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Design

Proteção solar
 
Que tal se proteger da chuva e dos efeitos nefastos dos raios ultravioleta de uma forma ecológica? Uma das opções nesse sentido é o Sunbrelli, guarda-chuva feito de bambu e plástico biodegradável. O artefato, vendido no site alemão Design 3000 (www.design-3000.de), foi pensado para atender o mais exigente dos ambientalistas. Além do aspecto saudável, já que a forração possui uma proteção contra os raios ultravioleta, o Sunbrelli não leva nenhum aditivo químico em sua produção. O viés sustentável, porém, tem seu preço: € 99.
 
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Empresas do Bem

Comunidade

Mattel em Heliópolis
 
Parceria entre a brasileira Lynx, do setor de promoções, e a americana Mattel, da área de brinquedos, está ajudando a tornar mais lúdico o dia a dia dos pequenos moradores de Heliópolis, comunidade situada na zona sul da cidade de São Paulo. É que a empresa pretende montar 80 brinquedotecas batizadas de Cantinhos do Brincar na comunidade, até o final de 2012.
 
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Desenvolvimento

Ajuda Internacional
 
A cidade de São Paulo passou a contar com a quarta filial da The Planet Earth Institute (PEI), ONG ligada à ONU e que no Brasil será dirigida por Leonor de Sá Machado. As outras unidades ficam na Inglaterra, em Angola e em Portugal. Sua meta é estimular parcerias público-privadas para a realização de estudos sobre o desenvolvimento sustentável.
 
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Doações

Brasileiros menos solidários
 
Apesar de o País ter se mantido na trilha do crescimento econômico, os brasileiros se mostraram menos solidários em 2011. Pelo menos é o que indica a pesquisa World Giving Index, publicada pela Charities Aid Foundation e que ouviu 150 mil pessoas. Nela, o Brasil caiu da 76a para a 85a posição na lista dos 153 países cujos habitantes  mais contribuem com tempo ou dinheiro para causas sociais. A seguir, mais informações do estudo:
 
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Inovação

Som na caixa
 
Mesmo com todo o sucesso dos iPod e de outras engenhocas do gênero, o tradicional rádio de pilha continua em alta. De olho nesse contingente, a americana Éton criou uma série especial do famoso radinho. O modelo, que custa entre US$ 30 e US$ 80, incorpora inovações como o sistema de carregamento nas opções eletricidade, energia solar ou energia cinética, por meio do uso de uma manivela. O melhor dessa história é que parte do valor obtido com a venda é doada à Cruz Vermelha.
 
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Tecnologia

Tinta energizada
 
John Zahma e Prashant Kamat, pesquisadores da Universidade de Notre Dame, do Estado de Indiana, nos EUA, conseguiram um feito e tanto. Com a mistura de nanopartículas de dióxido de titânio com seleneto de cádmio, eles criaram uma tinta, batizada de Sun-Bevievable (no detalhe na foto). Com ela, é possível transformar janelas de vidro de casas e edifícios, por exemplo, em um gerador de energia. O projeto está em fase experimental e a “tinta” converte apenas 1% da luz solar capturada em energia. Os painéis solares convencionais possuem taxa de eficiência de 15%.

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A década da preservação

Nº edição: 743 | 28.DEZ.11 - 19:45 | Atualizado em 06.Jan.12 - 09:01

Nos últimos anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) vem se tornando cada vez mais uma adepta das causas ambientais.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Nos últimos anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) vem se tornando cada vez mais uma adepta das causas ambientais. Uma boa amostra disso é a recente criação da Década da Diversidade, que prevê ações para o período 2011-2020. A meta do programa é considerada ousada e prevê a adoção de mecanismos capazes de evitar a extinção de oito milhões de espécies de animais, plantas e conjuntos de ecossistemas, como os corais. Para tanto, os técnicos da ONU atuarão com outros organismos internacionais e  governos na definição dos instrumentos de proteção. A União Europeia, por exemplo, se antecipou à ONU e lançou uma série de diretrizes para a preservação das abelhas. Esses insetos têm um valor econômico anual de € 22 bilhões para a região, já que polinizam 84% das plantas existentes no Velho Continente. Conheça outras espécies em risco:

 
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Tecnologia

Papel que vira energia 
 
A japonesa Sony desenvolveu um processo pelo qual é possível converter papelão picado em energia, capaz de alimentar uma biobateria. O protótipo (que na foto movimenta um miniventilador) usa a glicose extraída do papelão como “combustível”. Sua produção se dá a partir da adição de enzimas encarregadas de “comer” a folha. A iniciativa é considerada sustentável porque, ao contrário da bateria convencional, o modelo desenvolvido pela Sony não precisaria de elementos químicos nem metais pesados, como o chumbo, para funcionar. Ainda não existe previsão para a produção comercial do equipamento. 
 
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Vestuário

Do corpo para o prato 
 
Os designers espanhóis andam com a criatividade em alta. Que o diga a equipe que dá expediente na Comp Bio, de Barcelona. A empresa criou uma capa de chuva (foto) que após o uso se transforma em batata ou tomate. Feita de plástico biodegradável, a peça possui sementes de vegetais e frutas envolvidas em argila. Com isso, depois de cumprir sua função, a capa não deve ir para o aterro sanitário, mas sim para o pomar. 
 
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Embalagens

Exemplo brasileiro
 
Em matéria de destinação correta de embalagens, os americanos, japoneses e europeus sempre foram apontados como referência a ser seguida pelo Brasil. Isso não se aplica, no entanto, aos vasilhames usados na venda de agrotóxicos. Graças à legislação criada em 2000, que definiu as responsabilidades nos diversos elos da cadeia produtiva no País, o segmento se tornou um exemplo global:
 
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Aviação

Multa contra a poluição 
 
Quem gosta de viajar de avião para a Europa deve se preparar para gastar alguns euros a mais. É que, a partir de 1º de janeiro, as empresas que pousarem nos aeroportos do continente deverão desembolsar uma taxa referente à poluição causada pelo voo. A iniciativa tem por objetivo incentivar o desenvolvimento de combustíveis mais limpos e de aeronaves mais econômicas. O setor representa 3% das emissões de gases de efeito estufa gerados no continente. As passagens devem ficar até € 9 mais caras. 
 
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Empresas do Bem

Cidadania

Réveillon social 
 
Uma das mais tradicionais festas de fim de ano do mundo, o Réveillon de Copacabana, no Rio de Janeiro, assume cada vez mais um caráter social. Na virada para 2012, o evento, produzido pela prefeitura e a SRCOM, terá parte do material utilizado revertido para ONGs da cidade. As lonas, por exemplo, serão transformadas em estojos por integrantes da ONG TemQuemQueira, formada por ex-presidiários. Os estojos serão doados para alunos de escolas públicas.   
 
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Comunidade

Parceria pela saúde 
 
A paulistana Finnet, dirigida por Yoshimiti Matsusaki e especializada em TI, criou um sistema para unir medicina e tecnologia. Por meio de um software, os profissionais de saúde da Faculdade de Medicina da USP que atuam no Projeto Bandeira Científica poderão acompanhar, via internet, os pacientes atendidos nas expedições realizadas nas áreas pobres do País. 
 
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Cidade ecológica

Nº edição: 742 | 22.DEZ.11 - 19:10 | Atualizado em 30.Jan.12 - 01:09

Sem fazer muito alarde, o Brasil começa a seguir os passos de outros países da Europa e da Ásia que apostam em cidades verdes.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Sem fazer muito alarde, o Brasil começa a seguir os passos de outros países da Europa e da Ásia que apostam em cidades verdes. Um dos projetos que estão em fase avançada de implantação é o Bairro Pedra Branca, situado em Palhoça, cidade da região metropolitana de Florianópolis. Iniciado em 2000, o empreendimento dará seu maior salto no período 2012-2013, quando serão entregues o shopping center ao ar livre e os 17 edifícios residenciais e comerciais que compõem o coração do bairro. Um deles abrigará uma filial do hospital suíço Clinique Des Grangettes, orçado em US$ 60 milhões. O local foi idealizado pelo empresário catarinense Valério Gomes, dono do terreno, para funcionar no conceito trabalho-moradia-lazer-estudo. “Pedra Branca nasce com a pretensão de ser o primeiro bairro-cidade de emissão zero de carbono no Brasil”, diz Gomes. Conheça mais detalhes do projeto.

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Design

Som em qualquer caixa
 
Se você é do tipo que joga caixas de leite ou suco no lixo, atenção. Essas embalagens podem servir para amplificar o som produzido por dispositivos como iPhone, iPad ou MP3 player. É o que garante o portal americano de comércio eletrônico Think Geek, que colocou à venda o Vibroy Portable Vibrating Speaker. Para fazer a engenhoca funcionar, basta conectar o dispositivo a um tocador de música (iPad, por exemplo) e “plugar” a ventosa (no detalhe, na foto) a uma embalagem vazia.
 
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Esporte

Manobras radicais e ecológicas 
 
Essa é para quem curte esportes radicais e quer ajudar a preservar o planeta. A paulistana Legends Skateboards está comercializando uma linha de skates (foto) feitos de bambu. As peças, produzidas pela BambooSK8, da Califórnia, utiliza matéria-prima retirada de florestas certificadas. Ser consciente, no entanto, tem um custo elevado. O modelo mais barato custa R$ 750.
 
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Tecnologia

Papel reciclado e imune 
 
Uma das mais interessantes experiências de parceria entre universidades e o setor privado, o Vitopaper, papel sintético feito de embalagens plásticas descartadas, ganhou um incentivo a mais. É que a União decidiu isentar o produto do pagamento de IPI. Com isso, a paulista Vitopel, dona da patente, espera ampliar em 50% a venda do papel, que atingiu cerca de mil toneladas desde seu lançamento, em 2010. O Vitopaper é usado na confecção de livros e material de divulgação de grandes empresas. 
 
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Construção

Selo verde em alta
 
As construtoras brasileiras estão ampliando sua adesão ao chamado selo verde, como o americano LEED, que atesta a sustentabilidade das edificações. É isso que mostra o levantamento realizado pelo Green Building Council Brasil. Com 38 empreendimentos certificados e outros 161 em análise, o País se tornou o quarto do ranking, atrás de Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Saiba quais são as vantagens desse tipo de construção:
 
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Empresas do Bem

Solidariedade

Itaú investe na infância
 
Uma das formas de prestigiar o trabalho de ONGs é a doação de recursos. Esse foi o caminho escolhido pelos funcionários do Banco Itaú Unibanco, presidido por Roberto Setubal. Apenas ao longo de 2011, os funcionários do banco destinaram R$ 1,3 milhão para projetos aprovados por Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente, enquanto o programa Itaú Criança doou R$ 12 milhões.    
 
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Meio ambiente 

Floresta nativa
 
O trabalho de conservação e recuperação da Mata Atlântica ganhou um reforço. O escritório paulista de advocacia Trench, Rossi e Watanabe, que tem entre seus sócios a advogada Claudia Prado, aderiu à Fundação SOS Mata Atlântica. A primeira ação conjunta prevê o financiamento do plantio de 400 mudas no Centro de Experimentos Florestais mantido pela ONG, na cidade de Itu, no interior de São Paulo.
 
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Café amargo?

Nº edição: 741 | 16.DEZ.11 - 21:00 | Atualizado em 18.Dec.11 - 09:34

Faz tempo que degustar um cafezinho em uma das grandes redes de cafeteria do mundo, como a americana Starbucks, deixou de ser apenas um ato de prazer.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Faz tempo que degustar um cafezinho em uma das grandes redes de cafeteria do mundo, como a americana Starbucks, deixou de ser apenas um ato de prazer. Graças ao movimento pelo comércio justo, o consumo de vários produtos foi elevado ao grau de militância social. Afinal, eles são processados com ingredientes fornecidos por pequenos agricultores. No caso do café, a Fair Trade USA, a maior entidade do gênero, pretende conceder o selo comércio justo também para grandes produtores. A medida pode fazer com que os pequenos agricultores, que ganham um adicional de 10%, em média, sejam alijados desse mercado. Saiba o que está em jogo:

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Aquecimento

Os vilões globais
 
Apesar de possuir uma matriz energética limpa, o Brasil desponta como o sexto maior poluidor do mundo, de acordo com a consultoria britânica Maplecroft. Boa parte de suas emissões de gases de efeito estufa, ocorridas em 2010, se deve a queimadas e ao crescimento da frota de veículos. A seguir, a lista dos vilões do aquecimento global: 
 
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Energia solar 

Warren Buffett entra no jogo
 
Famoso por suas tacadas certeiras no mundo dos negócios, o financista americano Warren Buffett surpreendeu o mercado novamente. Ele é o novo controlador da First Solar, usina de energia eólica pertencente à Topaz Solar Farm, situada na Califórnia. Para entrar nesse nicho, Buffett desembolsou US$ 2 bilhões. O empreendimento começará a funcionar em 2015, com capacidade para atender 160 mil residências.
 
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Embalagem
 
Brinde com papelão
 
O setor de embalagens segue surpreendendo em sua capacidade de inovar. Que o diga a britânica GreenBottle, que colocou no mercado uma garrafa feita de papelão (foto). Com ela, garante a empresa, os fabricantes de vinho podem reduzir sua “pegada de carbono” em até 10%, pois a embalagem pode ser reciclada diversas vezes. Para garantir a inviolabilidade da bebida, a garrafa é forrada internamente com uma fina camada de plástico. 
 
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Construção

Fachada verde 
 
O desenvolvimento de materiais inovadores está permitindo que as construtoras ampliem a “pegada verde” de seus projetos. Uma dessas tecnologias é o sistema de cobertura de fachadas Aquapanel (foto), criado pela Knaulf do Brasil, de origem alemã. O uso de chapas industrializadas permite economia de 30% no tempo de conclusão da obra em relação ao método tradicional. Além disso, o sistema construtivo reduz a quase zero o nível de descarte nas obras. 
 
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Empresas do Bem
 
Resgate

Voluntário da DHL
 
As catástrofes naturais, como tufões, terremotos e tsunamis, costumam ter um impacto devastador em comunidades pobres. Para auxiliar quem pretende atuar como voluntário, a direção mundial da DHL criou, em 2005, o Time de Resposta a Desastres. Este ano, pela primeira vez, o treinamento foi realizado no Brasil e envolveu 45 funcionários da subsidiária comandada por Joakim Thrane.
 
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Trabalho

Aprendizes da beleza
 
Além de cuidar da beleza de suas clientes, a rede de salões que leva o nome do casal Jacques Janine decidiu apostar no social. Para isso, lançou o Projeto Preciosas, cujo objetivo é formar mão de obra para o setor. O programa acaba de atingir a marca de 100 profissionais formadas, principalmente como manicures. Elas são recrutadas em bairros da periferia de São Paulo.
 
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Exemplo americano

Nº edição: 740 | 09.DEZ.11 - 21:00 | Atualizado em 04.Jan.12 - 07:15

A cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, está dando mostras de que é possível lidar, de forma eficiente e economicamente favorável, com a questão dos resíduos sólidos.

por Rosenildo Gomes Ferreira

A cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, está dando mostras de que é possível lidar, de forma eficiente e economicamente favorável, com a questão dos resíduos sólidos. Um bom exemplo é seu programa de compostagem urbana, tocado pela empresa Recology. Atualmente, são reciclados 72% de todos os restos de comida descartados na cidade. A meta é chegar a 100% de aproveitamento até 2020.  Desde 1986, quando foi criado o projeto, o processamento desse material gerou 600 mil m³ de adubo orgânico, usado por 200 fazendas do Estado da Califórnia. Veja aqui por que esse tipo de iniciativa é importante, inclusive para o Brasil.

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Tecnologia

Mais sol, menos calor 
 
Isso que é apostar em energia alternativa. Os cientistas da Shanong Vicot, fabricante de aparelhos de ar-condicionado baseada na China, criaram um aparelho que funciona à base de energia solar (na foto em destaque). A engenhoca nasceu de uma parceria com a Academia de Ciências da China e possui um índice de eficiência energética 85% maior em relação aos aparelhos convencionais. A venda é feita sob encomenda. 
 
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Design

Bolsa estilosa 
 
A obsolescência dos produtos do segmento de teconologia continua gerando vítimas. Uma delas é o disquete, que, na maioria dos países, deixou de ser usado para o armazenamento de dados, sendo substituído por CDs e DVDs. Só que muitos exemplares continuaram em circulação. Para evitar que os disquetes sigam para aterros sanitários, a americana Zelle resolveu utilizá-los como base para produção de bolsas (foto). Os modelos custam o equivalente a R$ 99 e cada uma necessita de 12 disquetes de 1,44 MB para ser fabricada. 
 
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Qualidade de vida  

Brasília entre as melhores cidades
 
O Brasil vem se destacando em pesquisas globais que medem o grau de sustentabilidade. No levantamento da consultoria americana Mercer, que inclui as 221 maiores cidades do planeta, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo subiram três, duas e uma posição, respectivamente, no ranking global de Qualidade de Vida 2011. 
 
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Construção

Prédio mais verde
 
A construção civil é um dos setores que mais emitem CO2 . Para dar sua contribuição na melhora desse quadro, a paulistana Even decidiu medir a emissão dos gases-estufa gerados no período da construção de seus empreendimentos. A ideia é reduzir esse percentual entre 30% e 40%, até o final de 2012. Não parece ser uma tarefa difícil, pois 98% das emissões do setor vêm da produção e do transporte de materiais.
 
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Empresas do Bem

Comunidade

Porto Social no Rio de Janeiro
 
A reforma do porto do Rio de Janeiro mal começou e já está gerando benefícios para os moradores da região. A Concessionária Porto Novo, presidida por Eduardo Pettengill e encarregada de tocar o projeto, já promoveu 45 programas sociais com foco na empregabilidade.
 
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Mitsubishi

Rali social
 
Uma das mais longevas campanhas sociais do Brasil, a arrecadação e doação de alimentos feitas durante os ralis promovidos pela Mitsubishi Motors, completa 17 anos com números portentosos. Nesse período, foram encaminhadas mais de 700 toneladas de alimentos para 50 entidades.
 
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Falta clima em Durban

Nº edição: 739 | 02.DEZ.11 - 21:00

As recentes conferências globais para decidir o futuro dos acordos de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa têm resultado em fracasso.

por Rosenildo Gomes Ferreira

As recentes conferências globais para decidir o futuro dos acordos de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa têm resultado em fracasso. E nada indica que isso irá mudar no evento que se realiza em Durban, na África do Sul, entre 28 de novembro e 10 de dezembro. Batizada de COP 17, a reunião patrocinada pela Organização das Nações Unidas (ONU) começa sob o manto do ceticismo. Apesar disso, ecologistas e integrantes de ONGs, como a britânica Oxfam (foto), tentam ao menos postergar, até 2020, a validade do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997. Esse instrumento lançou as bases do mercado de crédito de carbono e instituiu a adoção de compensações. Veja os principais temas em debate em Durban:

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Veículos

GM vai de elétrico 
 
Apontada como uma das culpadas pela “morte” do carro elétrico, na década de 1980, a americana General Motors (GM) está prestes a se redimir. A empresa anunciou o lançamento de uma versão elétrica de seu modelo Spark (foto). A expectativa é de que ele chegue ao mercado em 2013. A GM já conta em seu portfólio  com o Volt, que funciona à bateria e combustível fóssil. 
 
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Lixo

Polêmica na geração de energia 
 
As usinas que produzem energia a partir da queima de resíduos urbanos ficaram à margem do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, embora constem na lei aprovada em 2010. Especialistas dizem que mudanças na lei podem garantir polpudos investimentos nessa área no Brasil e gerar 6 GW de energia por ano, cerca de 40% da capacidade instalada da Usina de Itaipu, no Paraná. Hoje, existem cerca de 800 usinas pelo mundo que processam 130 milhões de toneladas de lixo, convertendo-o em energia por meio da incineração. 
 
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Transporte

Navios mais verdes 
 
Considerada uma das atividades que mais causam impacto ambiental, a indústria naval pretende enquadrar os armadores. A Organização Marítima Internacional (OMI) vai obrigar que sejam construídos navios mais eficientes. Entenda essa questão:
 
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Inovação 

Papel feito de bagaço de cana 
 
Depois do etanol, o Brasil vai inovar mais uma vez no uso da cana-de-açúcar. A paulista GCE Papéis desenvolveu uma técnica que permite a produção de papel (foto) de bagaço da cana. O sistema produtivo é semelhante ao do produto feito de fibra de celulose. A vantagem é que a utilização do resíduo não encarece o custo de produção e também não é necessário derrubar árvores.
 
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Empresas do Bem

Reciclagem

Parceria da Danone
 
A francesa Danone, presidida por Mariano Lozano, quer dar um empurrão no segmento de reciclagem. Para isso, está lançando o projeto Novo Ciclo, em Poços de Caldas (MG), e em outras 21 cidades de Minas Gerais. Com o auxílio de cooperativas de catadores, a empresa espera elevar de 5% para 20%, até 2015, a taxa de coleta seletiva nesses municípios.
 
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Treinamento

Totvs na reabilitação
 
A dobradinha entre o Instituto da Oportunidade Social e a Totvs, empresa de tecnologia comandada por Laércio Consentino, está garantindo a reinserção no mercado de vítimas de acidentes de trabalho. O programa iniciado neste ano atua em capacitação nas áreas de informática e administração de compras.
 
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