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Sustentabilidade

O fim está próximo?

Nº edição: 674 | 03.SET - 21:00 | Atualizado em 03.09 - 21:33

As mudanças climáticas devem concretizar a profecia do líder de Canudos, Antonio Conselheiro, segundo o qual o sertão vai virar mar e o mar, sertão.

por Rosenildo Gomes Ferreira

É que a elevação da água dos oceanos poderá, literalmente, riscar do mapa diversos países. O mais ameaçado deles é Tuvalu (foto), um conjunto de 12 atóis situados na Oceania. Seus cerca de 11 mil habitantes vivem basicamente do turismo e da pesca, que respondem por boa parte do Produto Interno Bruto de US$ 15 milhões. Não são apenas as micro-nações que vão pagar a conta. A expectativa é de que 20% do território de Bangladesh seja engolido pelas águas. Esse tipo de catástrofe está criando os chamados refugiados do clima. Em 2008, último dado disponível, 20 milhões de pessoas tiveram de abandonar suas casas e até seus países, de acordo com o Conselho Norueguês para Refugiados. A seguir, outras nações que também correm o risco de desaparecer:

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Gestão

Tecnologia verde na AmBev 
 
Uma das ferramentas usadas pela direção da AmBev para reduzir sua pegada de carbono é a TI Verde. Um exemplo prático dessa iniciativa foi a renovação dos equipamentos que compõem a área de tecnologia de informação (TI). Já foram trocados 9,5 mil computadores pessoais (PCs) por Thin Client – máquinas que consomem 90% menos energia em relação aos PCs. Neste ano, a AmBev investirá R$ 50 milhões em TI verde, 25% acima do aplicado em 2009. 
 
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Inovação

Bicicleta high tech
 
Criatividade com estilo. Essa foi a receita usada pelo designer italiano Luca Schieppati para projetar a bicicleta Ciclotte. Feita em fibra de carbono, ela reúne, segundo seu criador, o melhor de dois mundos: durabilidade e a garantia de um bom condicionamento físico. O único problema é o preço: US$ 10,7 mil. 
 
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Música

Guitarra de papel
 
Quem diria que até as guitarras ganhariam versões, digamos, mais ecológicas. Pois foi isso que fez a americana Iwoot, que acaba de lançar réplicas da lendária Fender. Mas, cuidado, só não pode deixar cair água sobre o instrumento, pois ele é feito de papelão. As guitarras possuem um sistema embutido de som que permite acompanhar hits como "Born To Be Wild". Também é  possível criar sons originais. 
 
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Imagem 

Ceticismo do consumidor 
 
Continua grande a distância entre o discurso e a realidade no caso da sustentabilidade. Pelo menos nos Estados Unidos, onde pesquisa da Gibbs & Soell Sense & Sustainability Study ouviu cerca de três mil pessoas, entre consumidores e executivos de grandes empresas. Os números:
 
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Empresas do Bem

Esporte

Cesta da telefônica 
 
Os jovens moradores de Barueri (SP) é que devem levar a melhor na dobradinha entre a Telefônica e o Projeto Lance Livre, criado pela ex-jogadora de basquete Marta Sobral. O novo núcleo do programa foi inaugurado em meados de agosto e funcionará no ginásio José Correa. A meta é atender 150 crianças e adolescentes. No local, eles terão aulas de basquete e receberão acompanhamento psicológico. 
 
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Trabalho 

Aprendizes do Barclays
 
O britânico banco Barclays se uniu à Unicef para ajudar na formação de crianças carentes em diversas partes do mundo. No Brasil, o viés do programa Multiplicador Jovem Aprendiz serão o empreendedorismo e o ingresso no mercado de trabalho. A ideia é beneficiar 200 jovens oriundos de família de baixa renda, moradores de São Paulo. O trabalho de campo será feito por ONGs 
 
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Pessoas demais e recursos de menos

Nº edição: 673 | 27.AGO - 21:00 | Atualizado em 27.08 - 21:06

De acordo com dados da ONU, o mundo deverá chegar a 2050 com uma população de 9,2 bilhões de pessoas - 40% a mais do que hoje.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Esse crescimento embute um problema, mas também oportunidades. A principal dificuldade é como obter recursos naturais para atender às necessidades de consumo de energia e alimentos. Há, no entanto, quem enxergue nesse cenário preocupante um campo fértil para empresas públicas e privadas. Para suprir as necessidades da humanidade, será preciso apostar na economia de baixo carbono. Essa é uma das conclusões da pesquisa Visão 2050, uma nova agenda para negócios, elaborada pela PricewaterhouseCoopers. O estudo foi apresentado, na semana passada, em São Paulo, e aponta os desafios e possíveis soluções em áreas como:

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Siderurgia

Mau começo da CSA
 
Nem bem começou a operar e a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) já foi multada pelo órgão ambiental do Rio de Janeiro. A penalidade de R$ 1,8 milhão se deve ao fato de a CSA ter lançado partículas de óxidos metálicos na atmosfera. Resultado da parceria entre a alemã ThyssenKrupp e a brasileira Vale, a CSA se defende alegando que o problema é pontual e foi fruto de ajustes feitos em sua recém-inaugurada linha de produção. O complexo, que inclui siderúrgica, porto e termelétrica, vai consumir cerca de US$ 15 bilhões. 
 
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Gestão 

Ecologia de resultados na IBM
 
Ações de sustentabilidade ambiental podem, em muitos casos, representar mais recursos no caixa das empresas. Um bom exemplo disso é o da americana IBM. Desde 1990, a companhia deixou de gastar US$ 370 milhões apenas com a conta de energia elétrica. Desse montante US$ 26,4 milhões foram obtidos no ano passado. No acumulado do período, a IBM reduziu suas emissões em 3,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
 
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Inovação 

Pedal subaquático 
 
Um submarino movido a pedal, capaz de navegar a uma profundidade de até seis metros. É com esse equipamento, batizado de Scubster, que o francês Ste-phane Rousson espera vencer a tradicional corrida de submarinos que acontece em Maryland (EUA), em julho de 2011. O submarino possui um forte apelo ecológico. Não emite um grama sequer de dióxido de carbono. Mas haja preparo físico. 
 
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Clima

Aposta no semiárido
 
R$ 1 bilhão é quanto deve atingir o orçamento anual do Fundo Clima – instrumento destinado a mitigar os efeitos do aquecimento global no Brasil. O montante será usado, num primeiro momento, para financiar projetos de combate à seca e à erosão do solo na costa do Nordeste. As companhias petrolíferas deverão colaborar com recursos da ordem de 60% do fundo. 
 
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Empresas do Bem

Saúde 

Voluntários do sertão
 
O laboratório Medley e a Passaredo Linhas Aéreas integram a lista de parceiros da versão 2010 do projeto Voluntários do Sertão. Trata-se de uma iniciativa do empresário Doreeson Pereira, do setor de máquinas agrícolas. Além do atendimento oftalmológico (foto) e dentário, por exemplo, dos habitantes de Caetité (BA), os integrantes da caravana também atuam na capacitação de pequenos agricultores. Essa vertente do projeto já conta com 58 hortas comunitárias, que beneficiam 1.740 famílias do Nordeste. 
 
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Educação

Jovens investidores
 
Que tal aprender tudo sobre finanças com executivos de grandes empresas? Essa é a proposta do curso Investir Vale a Pena, resultado da dobradinha entre a Intel e a United Way. Direcionado aos jovens de baixa renda, o curso ensina sobre a importância do planejamento financeiro. Segundo o diretor da Intel, Nuno Simões, as aulas, que acontecem em São Paulo, já capacitaram 200 jovens desde 2008.
 
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Combustível alternativo

Nº edição: 672 | 20.AGO - 21:00

A busca por fontes renováveis de combustível para veículos está entrando em áreas nunca imaginadas. A sacada da britânica GENeco é um exemplo disso.

por Rosenildo Gomes Ferreira

A GENeco,  que integra o Grupo Wessex Water, da área de saneamento básico, criou uma técnica que permite usar o gás metano, extraído no tratamento de esgoto, como combustível. Os testes estão sendo feitos com um New Beetle conversível (foto) que também roda com gasolina. “Do ponto de vista econômico e de produção de matéria-prima o projeto é viável”, disse à DINHEIRO Mohammed Saddiq, diretor-geral da GENeco. Segundo ele, a conversão do motor e a instalação de um cilindro de gás custaram cerca de US$ 10 mi. Ao lado, outras opções de combustíveis, digamos, pouco convencionais:
 
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Inovação 

Autonomia no ar
 
Apesar de leves e silenciosos, os planadores precisam ser rebocados por um avião para ganhar altitude. Essa operação, claro, deixa um rastro de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Para ajudar a diminuir essa conta, a americana Desert Products desenvolveu um planador que levanta voo sozinho. O primeiro protótipo, batizado de PBS TJ-100 (foto), possui em sua fuselagem uma pequena turbina de 20 quilos. O inventário de CO2 do aparelho está em fase de conclusão. 
 
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Poluição

China dá o exemplo
 
Muitas vezes o bom exemplo surge de onde menos se espera. O governo chinês mandou fechar, de uma só tacada, 2.087 indústrias. A lista inclui mineradoras e siderúrgicas consideradas altamente poluentes. A decisão leva em conta o compromisso do governo de baixar seu consumo energético em 20% até 2020, levando-se em conta os níveis de 2005.
 
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Investimento

Debêntures verdes
 
O cerco às empresas ambientalmente e socialmente irresponsáveis começa a aumentar também no Brasil. O Banco Santander decidiu estender às debêntures o mesmo rigor adotado na compra das ações que compõem seus fundos de investimentos responsáveis. Antes de adquirir os papéis de uma companhia, os analistas do banco vão avaliar, entre outros dados, se o produto ou o serviço se enquadra em quesitos como respeito ao meio ambiente e se a gestão é transparente. 
 
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Riqueza

Valor da biodiversidade
 
US$ 2 trilhões é o valor estimado para o patrimônio genético brasileiro resultante do uso sustentável de animais e plantas nacionais, de acordo com pesquisadores. Boa parte desse ativo se encontra na Amazônia. Mas apenas uma pequena fatia disso é explorada. Os números:
 
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Empresas do Bem

Meio ambiente

Florestas do Boticário 
 
Dezenove projetos de conservação de biomas como a Caatinga e o Cerrado integram a lista de iniciativas que serão apoiadas pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza. A fundação criada pelo Grupo Boticário, comandado por Artur Grynbaum, pretende desembolsar R$ 500 mil nessa empreitada. Desde 1990, a Fundação O Boticário já investiu US$ 9,3 milhões em ações desse tipo.
 
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Comunidade

Coca-Cola incentiva o empreendedorismo
 
Parceria entre a Coca-Cola Femsa Brasil e a ONG paulistana Projeto Anchieta deverá garantir o acesso de jovens de baixa renda do Grajaú, São Paulo, ao mercado de trabalho. Eles serão atendidos na unidade do Programa Coletivo Coca-Cola que acaba de ser inaugurada. O diferencial da grade curricular é o ensino de técnicas para montar um plano de negócios.
 
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A natureza dá o troco

Nº edição: 671 | 12.AGO - 21:00 | Atualizado em 17.08 - 19:10

As catástrofes causadas pela fúria da natureza vêm se tornando cada vez mais comuns.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Enquanto boa parte da Europa está ardendo em chamas, na Ásia diversos países foram assolados por enchentes em em razão das fortes chuvas. Além da morte  de milhares de pessoas, esses fenômenos também têm um grande impacto financeiro. Em 2009, tragédias naturais e aquelas causadas pelo homem geraram perdas de US$ 62 bilhões. Este ano, a conta deverá ser ainda maior em virtude de eventos como os terremotos no Haiti e no Chile. Na Europa, Portugal (foto) e Rússia são os países que mais sofrem com os incêndios florestais em função da elevação das temperaturas. A União Europeia ainda está contando os prejuízos. A seguir, outros efeitos das mudanças climáticas sobre o planeta:
 

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Esporte 

Surfe ecológico
 
Agave é o nome da planta da qual se produz a tequila, tradicional bebida mexicana. No Brasil, no entanto, ela é sinônimo de surfe ecológico graças ao oceanógrafo Marcelo Ulysséa e à engenheira Marcella Silvestro, de Santa Catarina. Eles desenvolveram uma tecnologia para moldar as fibras da planta. A Agave Hunter ainda está dando os primeiros passos e a expectativa é fechar 2010 com receita de R$ 70 mil. Como o preço de venda é similar ao das pranchas de resina, a dupla espera ganhar clientes com o apelo ambiental.  
 
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Inovação

Copo para beber e comer 
 
Irreverência é o que não falta à equipe do escritório americano de design The Way We See The World. A nova sacada deles é o copo comestível (foto). Feito de ágar-ágar, alga usada no setor alimentício, o copo é produzido em três sabores: gengibre, limão e alecrim. Mais que criar um produto com valor comercial, a ideia do grupo é mostrar que é possível apostar em sustentabilidade sem abrir mão da criatividade. 
 
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Transporte

Até debaixo da água
 
Atenção prefeitos de capitais que sofrem com alagamentos. Os holandeses criaram um veículo que funciona como ônibus e barco. O Amfibus está em fase de testes em Roterdã (Holanda)  e cada unidade custa R$ 1,9 milhão, ou quase dez vezes mais que um ônibus urbano convencional. As manobras na água são possíveis graças a duas poderosas turbinas.
 
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Energia

O fim está próximo
 
Apesar da crescente utilização das fontes alternativas de energia, o petróleo continua sendo o combustível fóssil mais consumido. Por isso mesmo, encabeça a lista dos candidatos à exaustão, de acordo com a consultoria Energia da Europa. Acompanhe:
 
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Empresas do Bem

Trabalho

Nextel aposta nos jovens 
 
O ingresso no mercado de trabalho é particularmente difícil para jovens, especialmente os de baixa renda. Falta-lhes, na maioria das vezes, qualificação. Para ajudar a melhorar o nível de empregabilidade desse contingente, a Nextel criou o programa Conexão Direta com o Futuro. Desde 2007, cerca de 800 adolescentes de Salvador (BA), Rio de Janeiro e São Paulo já participaram de cursos profissionalizantes nas áreas de web design e informática.
 
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Cultura 

John Deere na tela 
 
Quem mora nos grandes centros talvez não saiba que boa parte das cidades do interior do País não conta com cinemas. Essa situação chamou a atenção da fabricante de tratores John Deere Brasil, comandada por Aaron Wetzel. Por meio do Projeto Sala Brasil, o braço social da companhia investiu R$ 300 mil para levar a sétima arte para 25 pequenos municípios pualistas.  As sessões acontecem nas praças.
 
 

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Campo de energia

Nº edição: 670 | 06.AGO - 21:00

O setor agrícola brasileiro já é conhecido como um dos celeiros do mundo. Só que mais que alimentar pessoas, o campo também poderá garantir boa parte do suprimento de energia.

por Rosenildo Gomes Ferreira

E isso deverá ser confirmado no leilão de energia renovável que acontece nos dias 25 e 26 próximos e deve render até R$ 2,6 bilhões, levando-se em conta o preço máximo. O destaque nessa rodada devem ser as termelétricas movidas a biomassa: bagaço de cana-de-açúcar, capim-elefante e resíduos de madeira. Além disso, será ofertada a energia proveniente de parques eólicos e de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Juntas, elas colocarão no sistema 15,7 mil megawatts – o equivalente à potência da Usina de Itaipu e suficiente para iluminar uma cidade de 12  milhões de habitantes. Com isso, o governo espera manter a matriz energética brasileira como uma das mais limpas do planeta. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 2009, 47,3% de toda energia consumida no País, incluindo combustível para veículos, veio de fontes renováveis. Trata-se do maior percentual desde 1992. Os números:

 

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Design

Um Porsche lento, porém ecológico
 
Carros esportivos são associados à velocidade e são conhecidos como eméritos beberrões de combustível. O Porsche da foto ao lado, no entanto, é uma exceção. Ele não emite um grama sequer de dióxido de carbono (CO2) e atinge a incrível velocidade de 5 km/h. O bólido foi concebido pelo artista plástico Hannes Langeder para chamar a atenção para o impacto ambiental causado pelo carrões. Feito de tubos de plástico e coberto de papel alumínio, a propulsão da “máquina” é garantida por pedais semelhantes aos de bicicleta. 
 
 
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Transporte 

Solução chinesa
 
Em julho, foram produzidos 1,2 milhão de carros na China. Isso, contudo, não significa dizer que o automóvel será o transporte de massa num país com 1,5 bilhão de habitantes. Pelo menos é o que pensam os engenheiros da Huashi Future Parking Equipment. A companhia criou um ônibus futurista movido a eletricidade que, literalmente, passa por cima dos carros. Cada unidade pode transportar até 300 passageiros a uma velocidade máxima de 60 km/h. 
 
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Parceria

322 mil
 
tíquetes para a compra de Big Macs devem ser vendidos pelo GRAACC até a data de realização do McDia Feliz, em 28 de agosto. Em 21 anos, o McDonald’s  já arrecadou R$ 100 milhões com a campanha em nível nacional. E o GRAACC, que cuida de crianças e adolescentes com câncer, recebeu R$ 23,7 milhões. Com os recursos, a ONG pôde fazer o seguinte:
 
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Inovação

Água consciente
 
Os americanos gastam US$ 17 bilhões por ano na compra de água em garrafas descartáveis. Além de pesar no bolso, esse hábito afeta o planeta, pois o plástico é feito de petróleo. Para reduzir o descarte de embalagens,  a Bubble Water criou uma garrafa com sistema de purificação embutido no gargalo. Ela custa US$ 9,95 e pode tratar 150 litros de água. 
 
 
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Empresas do Bem
 
Educação

Ohl se torna exemplo global 
 
A ambição de boa parte dos gestores da área de responsabilidade social é ver suas iniciativas se transformar em modelo de boa prática no setor. Pois foi isso o que conseguiu a OHL Brasil, empresa do setor de concessão rodoviária comandada por José Carlos de Oliveira Filho. Seu Projeto Escola OHL Brasil, de educação para o trânsito, acaba de ser incluído no catálogo do Pacto Global das Nações Unidas. A iniciativa da OHL já beneficiou 146 mil alunos da rede pública de São Paulo.
 
 
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Saúde 

Onofre aposta na prevenção 
 
Gravidez na adolescência é o tema da primeira palestra do projeto Aprendendo Saúde com a Drograria Onofre. O programa terá como foco as escolas públicas da Grande São Paulo e será feito em parceria com educadores. O objetivo de Marcos Arede, diretor da Drogaria Onofre, é levar esse debate para diversas escolas da região. Dados do SUS indicam que a ocorrência de gravidez indesejada  se concentra na faixa etária até 19 anos.
 
 
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Mar de oportunidades

Nº edição: 669 | 30.JUL - 21:00 | Atualizado em 30.07 - 21:27

Vilãs do ambiente, as embalagens plásticas se tornaram aliadas de David de Rothschild, da família de banqueiros.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Na segunda-feira 26, ele concluiu o percurso de 13 mil quilômetros entre São Francisco (EUA) e Sydney (Austrália). A viagem foi feita no Plastiki (foto), um catamarã produzido de plástico reciclado e cuja sustentação é garantida por 12,5 mil garrafas PET. O objetivo de Rothschild é chamar a atenção para a importância da reciclagem e os efeitos do transporte marítimo sobre o meio ambiente. O setor responde por 80% do comércio mundial e é responsável por cerca de 5% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2). A maior fatia se refere ao consumo de combustível, sem contar a poluição dos oceanos com detritos. Rothschild não é o único em busca de soluções ecológicas. Conheça outras iniciativas:

 

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1 - Embarcação: Planet Solar Idealizador: Raphaël Domjan Investimento: US$ 7,6 milhões
No que é inovador: com 31 m de comprimento, é o maior catamarã do mundo movido a energia solar
 
 
 
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2 - Embarcação: Earthrace Idealizador: Pete Bethune Investimento: US$ 3,8 milhões
No que é inovador: primeira superlancha abastecida com biodiesel a dar a volta ao mundo
 
 
 
 
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3 - Embarcação: Tribu Idealizador: Luciano Benetton Investimento: US$ 30 milhões
No que é inovador: tudo nele é ecológico. Do material usado na construção à gestão de resíduos 
 
 
 
 
Reciclagem

A bermuda da Schincariol
 
À primeira vista, não existe nenhuma relação entre a Schincariol, presidida por Adriano Schincariol, e o mundo da moda. Mas não é isso que acontece. A empresa decidiu dar um destino sustentável para as embalagens da água Schin.
 
 
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Elas servem de base para a produção do tecido usado na linha Recycler Series (foto) , da americana Billabong. As garrafas PET são coletadas durante corridas de rua patrocinadas pela Schincariol. Desde 2009, já foram reciclados quatro milhões de garrafas.
 
 
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Energia

Usina de bolso 
 
Essa é para quem não desgruda do Twitter nem consegue ficar longe da internet, mesmo nos momentos de lazer ao ar livre. A americana Horizon desenvolveu um carregador que não precisa ser ligado na tomada. Batizado de HydroFILL, o aparelho custa US$ 650 e gera energia por meio da reação químico-física das moléculas de hidrogênio, a partir do calor. Para isso basta encher o compartimento com água da torneira e plugar o aparelho na placa solar que acompanha o kit. 
 
 
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Indústria 

Tinta ecológica
 
A indústria automotiva é uma das que mais colaboram com a emissão de dióxido de carbono (CO2). Para reduzir seu passivo ambiental nessa área, a filial brasileira da holandesa AkzoNobel Car Refinishes aposta em tintas livres de derivados de cromato, um metal tóxico. As novas versões das marcas Wandacar e Wandalac chegam ao mercado em agosto. Elas são resultado de um investimento de E 300 mil. Com isso, além de se antecipar a uma possível mudança na legislação (o cromato foi banido na Europa e nos Estados Unidos), as tintas ajudam a  empresa a construir uma imagem ambientalmente correta. 
 
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Combustível

Biodiesel de frango 
 
Na disputa entre os defensores do biodiesel e os que dizem que esse combustível pode prejudicar a produção de alimentos, quem deve sair perdendo é a galinha. Pes-quisadores da Universidade de Nevada, nos EUA, desenvolveram uma técnica para fabricar o combustível a partir de penas de aves. O sistema é relativamente simples e consiste no processamento do substrato resultante da fervura das penas da ave. Cada tonelada de pena deve render cerca de 70 litros de biodiesel. 
 
 
 
 
 
Empresas do Bem
 
Trabalho

Aprendizes do Secovi
 
Rotinas de escritório, informática e atividades ligadas à área de beleza integram a lista de cursos do Projeto Ampliar, destinado à inserção de jovens carentes de São Paulo no mercado de trabalho. O programa é financiado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP) em parceria com o Senai-SP e a grife francesa Payot, fabricante de cosméticos. Desde 1990, foram treinados 30 mil jovens e 70% deles estão atuando na profissão escolhida. 
 
 
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Música

Sons da Diageo
 
A inglesa Diageo, gigante do setor de bebidas, quer mostrar que o samba e outros ritmos populares também podem ser aprendidos no colégio. Por meio do Projeto Buchanan’s Forever, a Diageo pretende transformar jovens de baixa renda em músicos. O programa conta com o suporte do Clam, centro musical criado por Amilton Godoy, fundador do Zimbo Trio. As iniciativas sociais da Diageo já beneficiaram 4,5 mil adolescentes no País. 
 
 
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Hospedagem nas alturas

Nº edição: 668 | 23.JUL - 21:46 | Atualizado em 23.07 - 21:46

Os países nórdicos se tornaram referência global em questões ligadas à sustentabilidade.

por Rosenildo Gomes Ferreira

E a criatividade nesse campo parece infinita. Prova disso é o Tree Hotel, que foi inaugurado em Lapland, cidade sueca a 60 km do Círculo Polar Ártico. O empreendimento chama a atenção pela originalidade arquitetônica e o uso de materiais sustentáveis. Toda madeira é certificada e a iluminação foi concebida para causar o menor impacto às aves de hábito noturno, por exemplo. Os seis chalés temáticos têm formas instigantes, como o cubo espelhado (foto), e ficam amarrados às árvores a uma altura de 15 metros. O único lazer disponível é uma sofisticada sauna. A meta dos fundadores é erguer mais 18 chalés nos próximos cinco anos. Diária: cerca de US$ 500. Como o turismo é uma das atividades que mais emitem dióxido de carbono, os empresários do setor vêm apostando alto em sustentabilidade. Saiba por quê:

 

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Ecologia com estilo: os quartos possuem iluminação econômica e móveis feitos de madeira certificada 

 

 
Transporte

A todo gás 
 
Automóveis e pequenos veículos de carga, movidos a gás natural, são comuns nas estradas e ruas das principais cidades do Brasil. A novidade nessa área, contudo, é o uso do combustível no setor de carga. E quem saiu na frente foi a Kimberly-Clark, fabricante de artigos de higiene e limpeza. A companhia investiu R$ 300 mil na criação de uma carreta com essas características para atender exclusivamente o Walmart. O custo operacional do veículo é semelhante ao de uma carreta abastecida com diesel. A diferença é que a versão a gás emite 90% menos dióxido de carbono (CO2).
 
 
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Madeira

Europa contra a madeira ilegal 
 
Enfim uma lei que poderá ajudar, e muito, a reduzir a devastação da Floresta Amazônica. A União Europeia aprovou uma lei que proíbe a comercialização de madeira ilegal nos 27 países-membros. Na prática, o dispositivo obriga produtores de móveis, papel e outros derivados a adotar mecanismos que permitam rastrear a origem da madeira. Apenas no primeiro semestre deste ano, a Europa comprou o equivalente a US$ 110 milhões em móveis brasileiros. 
 
 
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Tecnologia 

É um pássaro? É um avião? Não, é o trem-bala
 
Um trem inspirado nos luxuosos carros Rolls- Royce e nos velozes aviões Concorde. É esse projeto que o design britânico Paul Priesman pretende vender ao governo inglês. Batizado de  Mercury (foto), o trem possui 40 metros de cumprimento, terraço panorâmico e poderá atingir velocidade de até 360 km por hora. Com o Mercury, Priesman acredita que seria possível reduzir ou até eliminar as viagens de avião dentro do Reino Unido. O trem-bala emite dez vezes menos dióxido de carbono que um avião.
 
 
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Embalagem

Caixa que vira árvore
 
A caixa de papelão, quem diria, também virou semente. Pelo menos é isso que pretende o cientista americano Paul Stamets que criou uma linha de embalagens que, depois de usada, se transforma em árvore. Para isso, basta enterrar a caixa no solo e regar. A germinação é garantida por meio de sementes e aditivos impregnados nas paredes da embalagem. A venda foi limitada aos EUA e ao Canadá para evitar a exportação de espécies florestais invasoras. 
 
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Empresas do Bem

Cultura

Banco Indusval no cinema 
 
Nove moradores do Campo Limpo, bairro da periferia de São Paulo, estão ingressando no mundo da sétima arte. Eles integram a segunda turma da oficina de criação audiovisual, promovida pela ONG Arrastão, em parceria com a DNA Filmes e o Banco Indusval Multistock, presidido por Manoel Félix Cintra Neto. Durante o curso, eles aprenderão a usar sofisticadas ferramentas audiovisuais e produzirão curtas-metragens sobre o bairro. 
 
 
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Esporte

Metrô aposta na comunidade
 
Modalidades esportivas como vôlei e capoeira integram a lista de atividades socioeducacionais oferecidas pelo braço social do Metrô Rio, empresa comandada por José Gustavo de Souza Costa. Os beneficiários são jovens de baixa renda que vivem nas comunidades próximas às estações do metrô. O trabalho conta com o suporte de ONGs como a Esporte em Ação. Em dois anos, foram atendidas 4,5 mil pessoas.
 
 
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Imagem repaginada

Nº edição: 667 | 16.JUL - 21:00 | Atualizado em 17.07 - 18:32

Conjugar produção de alimentos com preservação ambiental nunca foi tarefa fácil. Mas algumas iniciativas mostram resultados.

por Rosenildo Gomes Ferreira

A principal delas é a Moratória da Soja, um pacto que reúne empresários de agronegócio, ecologistas e o governo. O 3º Relatório do Mapeamento e Monitoramento do Plantio de Soja, divulgado recentemente, indica que no triênio 2007-2009 a participação dessa cultura caiu de 0,67% para 0,25% dos 2,49 milhões de hectares desmatados no bioma Amazônia, em 2009. Trata-se de uma área equivalente a 2,5 milhões de campos de futebol. A expectativa da Abiove, que representa as indústrias processadoras, é zerar esse passivo. Por conta disso, foi decidida a extensão da moratória por mais um ano. Com isso, os agricultores esperam evitar a adoção de barreiras não tarifárias à exportação da soja brasileira, além do boicote promovido por redes varejistas e indústrias alimentícias.

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O complexo soja (grão, farelo e óleo) é um dos principais itens da pauta de exportação. Em 2009,
colaborou com US$ 17,2 bilhões

R$ 5 milhões é quanto os agricultores da região vão receber como compensação pela manutenção das matas

99% da soja brasileira é cultivada nos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia

 


Inovação

Na terra e no ar

Essa parece ter saído direto de um filme futurista. A americana Terrafugia acaba de criar o primeiro avião-carro do mundo que será produzido em escala comercial. O modelo, batizado de Transition, custa US$ 200 mil e tem autonomia de voo de 700 quilômetros. A transformação do avião em carro, e vice-versa, leva apenas 30 segundos. Para Carl Dietich, presidente da Terrafugia, quem comprar o Transition poderá escapar dos engarrafamentos e não terá de arcar com o custo de alugar um hangar.

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Cinema

Animação sustentável

Despicable Me, filme de animação do estúdio Illumination Entertainment, pode não ganhar o Oscar. No entanto, já possui o título de o primeiro do gênero feito de forma sustentável. O estúdio encomendou à IBM um computador capaz de operar em ambientes com menos refrigeração. Com isso, conseguiu cortar os custos de produção e reduzir em 40% o uso do ar-condicionado. A energia elétrica é um dos principais vilões da emissão de dióxido de carbono (CO2). 

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Energia

A vez da ultrabateria

Descobrir um jeito de armazenar, de forma segura, uma grande quantidade de energia em pequenas estruturas sempre foi uma ambição dos cientistas. Tudo indica, porém, que o pesquisador Choong-Shik Yoo, da Universidade de Washington, conseguiu tal façanha. Ele criou a primeira ultrabateria não nuclear do mundo. O dispositivo possui tamanho de 5 x 7,5 centímetros e é composto de xenón difluoreto (XeF2), um cristal branco utilizado para juntar condutores de silício. A bateria poderá ser usada, por exemplo, para mover veículos.

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Têxtil

Jeans reciclado

Sobras de tecidos velhos e garrafas PET inutilizadas. Essa é a receita da tecelagem brasileira Denovo para criar um tecido jeans feito integralmente de material reciclado. O ECOfriend é composto de 27% de fibras de garrafas PET e 73% de fios extraídos de tecidos descartados. O resultado é um jeans cujo processo produtivo consome menos água e insumos químicos, já que ele não precisa ser lavado nem tingido para ganhar a tonalidade desejada. Para criar o ECOfriend, a tecelagem investiu R$ 700 mil no período de um ano.

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Empresas do Bem

Saúde

Scania contra o câncer

A Scania e o Hospital de Câncer de Barretos encontraram uma maneira original de ir até o paciente. É que as duas carretas doadas (foto) pela montadora servirão de clínicas itinerantes que vão percorrer regiões pobres do interior de São Paulo e de mais seis Estados das regiões Sudeste,  Centro-Oeste e Norte. Essa estrutura permite realizar cerca de 200 exames por dia.

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Informática

Light na educação

A Light, concessionária de energia elétrica do Rio de Janeiro que é presidida por José Luiz Alquéres, mantém sua aposta na inclusão digital de moradores de comunidades de baixa renda. Os cursos são realizados em parceria com o Comitê para a Democratização da Internet (CDI) e incluem noções de consumo racional da energia elétrica. Desde 2006, já foram treinadas dez mil pessoas.

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Limpeza no espaço

Nº edição: 666 | 09.JUL - 18:00 | Atualizado em 09.07 - 18:14

A conquista do espaço, iniciada com o lançamento do satélite russo Sputinik, em 1957, foi um marco na história da humanidade.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Apesar de o saldo ter sido positivo, restaram alguns efeitos colaterais. O principal deles é a enorme quantidade de detritos flutuando em volta do planeta. O lixo espacial está se tornando uma ameaça aos satélites de comunicação. Tazmbém são um risco a quem vive na Terra. No período 1999-2003, 840 toneladas de detritos, incluindo os do satélite Skylab, dos EUA, e os da estação MIR, da Rússia, desabaram sobre nossas cabeças. Felizmente não fizeram vítimas. Atualmente, a Força Aérea dos EUA gasta US$ 500 milhões por ano para monitorar 20 mil objetos em órbita. O presidente americano Barack Obama anunciou que pretende envolver outros países nessa cruzada. A faxina espacial, no entanto, pode não ser uma tarefa tão fácil. Saiba por quê:

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Têxtil

Combustível de caju

A lista de materiais alternativos para geração de energia ganhou mais um componente. Trata-se, acredite, da casca da castanha de caju. O insumo, que antes seguia para aterros, é utilizado como combustível nas caldeiras das unidades cearenses da Vicunha Têxtil, comandada por Ricardo Steinbruch. O uso do produto está reduzindo em cerca de 30% as emissões de gases da empresa. Apesar de não diminuir os custos, essa iniciativa tem um viés estratégico e de marketing, capaz de lustrar a imagem da Vicunha especialmente no mercado externo.

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Gastronomia

Iluminação à moda antiga

Para muitos se trata de uma verdadeira heresia, mas chefs badalados, como o americano Tom Colicchio, dono da cadeia de restaurantes Craft, resolveram desafiar a patrulha de ecologistas. Pelo menos no quesito iluminação. Em vez de usar lâmpadas de LED ou fluorescentes compactas, eles optaram pelas velhas incandescentes. Colicchio se defende argumentando que a velha lâmpada, tida como vilã da emissão de dióxido de carbono (CO2), garante uma ambiente mais aconchegante.

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Decoração

Piso ecológico

Pode parecer um contrassenso, mas algumas inovações nascem da observação de um passado distante. Foi o que fez a empresária Ana Carolina Gomes, dona da Solarium Revestimentos. Ela se inspirou em um método de produção de pisos usado na Espanha do século XVI para criar um produto diferenciado. Eles são feitos com insumos reciclados, como mármore moído, por exemplo, e a secagem dispensa alto-forno. O apelo ecológico atraiu clientes como Pão de Açúcar e Oi. O mais novo é a Levi’s, que vai usar os pisos da Solarium nas dez lojas que pretende abrir no Brasil neste ano.

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Indústria

LG aposta no sol

Mais um passo da sul-coreana LG Electronics rumo à conversão à produção verde. A empresa acaba de anunciar investimentos de US$ 825 milhões na construção de uma fábrica de painéis de energia solar. A meta é que essa divisão obtenha receita anual de US$ 2,5 bilhões, a partir de 2015. A expectativa leva em conta estudos que indicam que, em 2020, pelo menos 12% da energia elétrica da Europa será gerada por painéis solares. 

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Empresas do Bem

Reciclagem

Exemplo da Porto Seguro

Quando se fala em reciclagem, as pessoas pensam em latas de alumínio, papel, garrafas PET e pilhas. Mas, se depender da Porto Seguro, os brasileiros deverão incluir os cartões de crédito e débito nessa relação. A companhia pretende espalhar milhares de minicoletores em empresas e ONGs para o recolhimento de cartões magnéticos com validade vencida. O material será encaminhado para reciclagem.

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Desenvolvimento

Odebrecht no social

O palmito cultivado por pequenos agricultores do sul da Bahia ganhou o mundo. É que a cooperativa Coopalm fechou contrato para exportação do produto nas versões natural e industrializada para empresas europeias especializadas em alimentos orgânicos. A cooperativa é financiada pela Fundação Odebrecht e reúne 370 famílias. Entre os clientes consta a francesa Bonduelle, fabricante de conservas.

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Risco ecológico

Nº edição: 665 | 02.JUL - 21:00 | Atualizado em 02.07 - 21:28

A busca por opções de transporte ambientalmente corretos não é tão simples como parece. Sempre há um efeito colateral.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Sempre há um efeito colateral. Um bom exemplo disso são os carros elétricos e híbridos como o Prius (abaixo). Apontados como antídotos à poluição atmosférica, eles estão se tornando um risco à saúde pública. Um estudo da Universidade da Califórnia e da agência americana de segurança no trânsito (NHTSA, na sigla em inglês) mostrou que esses veículos aumentam em até 50% o risco de atropelamento de pedestres.

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Pelo fato de possuírem motores silenciosos, esses carros são notados apenas quando estão a uma distância de três metros das pessoas. A NHTSA pensa em tornar obrigatória a colocação de ruídos artificiais nesses veículos. Isso, porém, não deverá impedir o avanço de carros  elétricos e híbridos. Saiba por quê:


O governo francês anunciou recentemente uma verba de 1,5 bilhão de euros para financiar o desenvolvimento de baterias e carros elétricos

Por meio de incentivos fiscais,  o governo Obama espera que a frota americana de carros ecológicos chegue a um milhão de unidades até 2015

A americana Harman, dona da Selenium no Brasil, desenvolveu uma tecnologia capaz de criar “barulhos” personalizados para os veículos

 


Inovação

Energia da lama

A lama, quem diria, pode ser uma aliada na luta contra o aquecimento global e ainda render um bom dinheiro. Pelo menos é nisso que aposta a pesquisadora Christiane Ogrodowski, da Fundação Universidade Rio Grande (RS). Ela criou um jeito, aparentemente simples, de produzir energia com os resíduos da dragagem do porto de Rio Grande (foto). O material é depositado em tanques com eletrodos, responsáveis pela captação dos elétrons que se desprendem durante a decomposição da lama.

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Decoração

Tinta de terra

O mercado de produtos sustentáveis para o setor de construção civil deverá movimentar R$ 120 milhões apenas em 2010. De olho em um nicho que não para de crescer, a empresária paulistana Letícia Achcar criou uma linha de tintas (foto) feita à base de pigmentos minerais. A tinta não possui qualquer elemento nocivo ao meio ambiente e pode ser produzida em diversas cores.  O produto se tornou o carro-chefe da Tinta Solum, fundada em 2008, e já conquistou clientes como a rede McDonald’s.

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Vale no reflorestamento

A  mineração é uma das atividades que mais dregadam o meio ambiente. Para reduzir seu passivo ambiental, a Vale aposta em pesquisas inovadoras na área do reflorestamento. Em Ourilândia (PA), onde possui a mina de Onça Puma, a empresa está produzindo mudas resistentes a pragas e que dispensam o uso de agrotóxico. Elas adquirem essas características graças à inoculação de fungos e substratos de raízes amazônicas. Essas mudas serão testadas no projeto de reflorestamento de uma área de 720 hectares na região.

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Vida executiva

A vez da telepresença

Os gestores das companhias aéreas vão torcer o nariz. Estudo conduzido pela consultoriaVerdantix, e patrocinado pela AT&T, indica que as empresas americanas e britânicas poderiam economizar US$ 19 bilhões, até 2020, com sistemas de videoconferência. O montante se refere à eliminação de gastos com as viagens de avião envolvendo funcionários de filiais e visitas a clientes. Além de reduzir os gastos das empresas, o planeta também ganharia, pois deixariam de ser emitidos 5,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

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Empresas do Bem

Empreendedorismo

CEF aposta na mulher

Parceria entre a prefeitura de Guarulhos (SP) e a Caixa Econômica Federal (CEF), presidida por Maria Fernanda Coelho (foto), vai garantir às mulheres do município a chance de se tornarem empreendedoras. Isso será feito por meio de cursos de capacitação em diversas áreas, além da liberação de até R$ 15 mil para a montagem de pequenos negócios.

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Ecologia

Verba ambiental

A empresa química Lanxess decidiu apoiar iniciativas de preservação ambiental nas cidades onde se localizam suas fábricas: Salto (SP) e Cabo de Santo Agostinho (PE). Para isso, pretende financiar programas tocados por ONGs, escolas e até pessoas-físicas. As inscrições podem ser realizadas no site da empresa (www.lanxess.com.br) até 20 de setembro.

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