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Blogs e colunas

Sustentabilidade

Mar de oportunidades

Nº edição: 669 | 30.JUL - 21:00 | Atualizado em 30.07 - 21:27

Vilãs do ambiente, as embalagens plásticas se tornaram aliadas de David de Rothschild, da família de banqueiros.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Na segunda-feira 26, ele concluiu o percurso de 13 mil quilômetros entre São Francisco (EUA) e Sydney (Austrália). A viagem foi feita no Plastiki (foto), um catamarã produzido de plástico reciclado e cuja sustentação é garantida por 12,5 mil garrafas PET. O objetivo de Rothschild é chamar a atenção para a importância da reciclagem e os efeitos do transporte marítimo sobre o meio ambiente. O setor responde por 80% do comércio mundial e é responsável por cerca de 5% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2). A maior fatia se refere ao consumo de combustível, sem contar a poluição dos oceanos com detritos. Rothschild não é o único em busca de soluções ecológicas. Conheça outras iniciativas:

 

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1 - Embarcação: Planet Solar Idealizador: Raphaël Domjan Investimento: US$ 7,6 milhões
No que é inovador: com 31 m de comprimento, é o maior catamarã do mundo movido a energia solar
 
 
 
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2 - Embarcação: Earthrace Idealizador: Pete Bethune Investimento: US$ 3,8 milhões
No que é inovador: primeira superlancha abastecida com biodiesel a dar a volta ao mundo
 
 
 
 
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3 - Embarcação: Tribu Idealizador: Luciano Benetton Investimento: US$ 30 milhões
No que é inovador: tudo nele é ecológico. Do material usado na construção à gestão de resíduos 
 
 
 
 
Reciclagem

A bermuda da Schincariol
 
À primeira vista, não existe nenhuma relação entre a Schincariol, presidida por Adriano Schincariol, e o mundo da moda. Mas não é isso que acontece. A empresa decidiu dar um destino sustentável para as embalagens da água Schin.
 
 
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Elas servem de base para a produção do tecido usado na linha Recycler Series (foto) , da americana Billabong. As garrafas PET são coletadas durante corridas de rua patrocinadas pela Schincariol. Desde 2009, já foram reciclados quatro milhões de garrafas.
 
 
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Energia

Usina de bolso 
 
Essa é para quem não desgruda do Twitter nem consegue ficar longe da internet, mesmo nos momentos de lazer ao ar livre. A americana Horizon desenvolveu um carregador que não precisa ser ligado na tomada. Batizado de HydroFILL, o aparelho custa US$ 650 e gera energia por meio da reação químico-física das moléculas de hidrogênio, a partir do calor. Para isso basta encher o compartimento com água da torneira e plugar o aparelho na placa solar que acompanha o kit. 
 
 
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Indústria 

Tinta ecológica
 
A indústria automotiva é uma das que mais colaboram com a emissão de dióxido de carbono (CO2). Para reduzir seu passivo ambiental nessa área, a filial brasileira da holandesa AkzoNobel Car Refinishes aposta em tintas livres de derivados de cromato, um metal tóxico. As novas versões das marcas Wandacar e Wandalac chegam ao mercado em agosto. Elas são resultado de um investimento de E 300 mil. Com isso, além de se antecipar a uma possível mudança na legislação (o cromato foi banido na Europa e nos Estados Unidos), as tintas ajudam a  empresa a construir uma imagem ambientalmente correta. 
 
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Combustível

Biodiesel de frango 
 
Na disputa entre os defensores do biodiesel e os que dizem que esse combustível pode prejudicar a produção de alimentos, quem deve sair perdendo é a galinha. Pes-quisadores da Universidade de Nevada, nos EUA, desenvolveram uma técnica para fabricar o combustível a partir de penas de aves. O sistema é relativamente simples e consiste no processamento do substrato resultante da fervura das penas da ave. Cada tonelada de pena deve render cerca de 70 litros de biodiesel. 
 
 
 
 
 
Empresas do Bem
 
Trabalho

Aprendizes do Secovi
 
Rotinas de escritório, informática e atividades ligadas à área de beleza integram a lista de cursos do Projeto Ampliar, destinado à inserção de jovens carentes de São Paulo no mercado de trabalho. O programa é financiado pelo Sindicato da Habitação (Secovi-SP) em parceria com o Senai-SP e a grife francesa Payot, fabricante de cosméticos. Desde 1990, foram treinados 30 mil jovens e 70% deles estão atuando na profissão escolhida. 
 
 
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Música

Sons da Diageo
 
A inglesa Diageo, gigante do setor de bebidas, quer mostrar que o samba e outros ritmos populares também podem ser aprendidos no colégio. Por meio do Projeto Buchanan’s Forever, a Diageo pretende transformar jovens de baixa renda em músicos. O programa conta com o suporte do Clam, centro musical criado por Amilton Godoy, fundador do Zimbo Trio. As iniciativas sociais da Diageo já beneficiaram 4,5 mil adolescentes no País. 
 
 
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Hospedagem nas alturas

Nº edição: 668 | 23.JUL - 21:46 | Atualizado em 23.07 - 21:46

Os países nórdicos se tornaram referência global em questões ligadas à sustentabilidade.

por Rosenildo Gomes Ferreira

E a criatividade nesse campo parece infinita. Prova disso é o Tree Hotel, que foi inaugurado em Lapland, cidade sueca a 60 km do Círculo Polar Ártico. O empreendimento chama a atenção pela originalidade arquitetônica e o uso de materiais sustentáveis. Toda madeira é certificada e a iluminação foi concebida para causar o menor impacto às aves de hábito noturno, por exemplo. Os seis chalés temáticos têm formas instigantes, como o cubo espelhado (foto), e ficam amarrados às árvores a uma altura de 15 metros. O único lazer disponível é uma sofisticada sauna. A meta dos fundadores é erguer mais 18 chalés nos próximos cinco anos. Diária: cerca de US$ 500. Como o turismo é uma das atividades que mais emitem dióxido de carbono, os empresários do setor vêm apostando alto em sustentabilidade. Saiba por quê:

 

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Ecologia com estilo: os quartos possuem iluminação econômica e móveis feitos de madeira certificada 

 

 
Transporte

A todo gás 
 
Automóveis e pequenos veículos de carga, movidos a gás natural, são comuns nas estradas e ruas das principais cidades do Brasil. A novidade nessa área, contudo, é o uso do combustível no setor de carga. E quem saiu na frente foi a Kimberly-Clark, fabricante de artigos de higiene e limpeza. A companhia investiu R$ 300 mil na criação de uma carreta com essas características para atender exclusivamente o Walmart. O custo operacional do veículo é semelhante ao de uma carreta abastecida com diesel. A diferença é que a versão a gás emite 90% menos dióxido de carbono (CO2).
 
 
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Madeira

Europa contra a madeira ilegal 
 
Enfim uma lei que poderá ajudar, e muito, a reduzir a devastação da Floresta Amazônica. A União Europeia aprovou uma lei que proíbe a comercialização de madeira ilegal nos 27 países-membros. Na prática, o dispositivo obriga produtores de móveis, papel e outros derivados a adotar mecanismos que permitam rastrear a origem da madeira. Apenas no primeiro semestre deste ano, a Europa comprou o equivalente a US$ 110 milhões em móveis brasileiros. 
 
 
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Tecnologia 

É um pássaro? É um avião? Não, é o trem-bala
 
Um trem inspirado nos luxuosos carros Rolls- Royce e nos velozes aviões Concorde. É esse projeto que o design britânico Paul Priesman pretende vender ao governo inglês. Batizado de  Mercury (foto), o trem possui 40 metros de cumprimento, terraço panorâmico e poderá atingir velocidade de até 360 km por hora. Com o Mercury, Priesman acredita que seria possível reduzir ou até eliminar as viagens de avião dentro do Reino Unido. O trem-bala emite dez vezes menos dióxido de carbono que um avião.
 
 
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Embalagem

Caixa que vira árvore
 
A caixa de papelão, quem diria, também virou semente. Pelo menos é isso que pretende o cientista americano Paul Stamets que criou uma linha de embalagens que, depois de usada, se transforma em árvore. Para isso, basta enterrar a caixa no solo e regar. A germinação é garantida por meio de sementes e aditivos impregnados nas paredes da embalagem. A venda foi limitada aos EUA e ao Canadá para evitar a exportação de espécies florestais invasoras. 
 
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Empresas do Bem

Cultura

Banco Indusval no cinema 
 
Nove moradores do Campo Limpo, bairro da periferia de São Paulo, estão ingressando no mundo da sétima arte. Eles integram a segunda turma da oficina de criação audiovisual, promovida pela ONG Arrastão, em parceria com a DNA Filmes e o Banco Indusval Multistock, presidido por Manoel Félix Cintra Neto. Durante o curso, eles aprenderão a usar sofisticadas ferramentas audiovisuais e produzirão curtas-metragens sobre o bairro. 
 
 
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Esporte

Metrô aposta na comunidade
 
Modalidades esportivas como vôlei e capoeira integram a lista de atividades socioeducacionais oferecidas pelo braço social do Metrô Rio, empresa comandada por José Gustavo de Souza Costa. Os beneficiários são jovens de baixa renda que vivem nas comunidades próximas às estações do metrô. O trabalho conta com o suporte de ONGs como a Esporte em Ação. Em dois anos, foram atendidas 4,5 mil pessoas.
 
 
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Imagem repaginada

Nº edição: 667 | 16.JUL - 21:00 | Atualizado em 17.07 - 18:32

Conjugar produção de alimentos com preservação ambiental nunca foi tarefa fácil. Mas algumas iniciativas mostram resultados.

por Rosenildo Gomes Ferreira

A principal delas é a Moratória da Soja, um pacto que reúne empresários de agronegócio, ecologistas e o governo. O 3º Relatório do Mapeamento e Monitoramento do Plantio de Soja, divulgado recentemente, indica que no triênio 2007-2009 a participação dessa cultura caiu de 0,67% para 0,25% dos 2,49 milhões de hectares desmatados no bioma Amazônia, em 2009. Trata-se de uma área equivalente a 2,5 milhões de campos de futebol. A expectativa da Abiove, que representa as indústrias processadoras, é zerar esse passivo. Por conta disso, foi decidida a extensão da moratória por mais um ano. Com isso, os agricultores esperam evitar a adoção de barreiras não tarifárias à exportação da soja brasileira, além do boicote promovido por redes varejistas e indústrias alimentícias.

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O complexo soja (grão, farelo e óleo) é um dos principais itens da pauta de exportação. Em 2009,
colaborou com US$ 17,2 bilhões

R$ 5 milhões é quanto os agricultores da região vão receber como compensação pela manutenção das matas

99% da soja brasileira é cultivada nos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia

 


Inovação

Na terra e no ar

Essa parece ter saído direto de um filme futurista. A americana Terrafugia acaba de criar o primeiro avião-carro do mundo que será produzido em escala comercial. O modelo, batizado de Transition, custa US$ 200 mil e tem autonomia de voo de 700 quilômetros. A transformação do avião em carro, e vice-versa, leva apenas 30 segundos. Para Carl Dietich, presidente da Terrafugia, quem comprar o Transition poderá escapar dos engarrafamentos e não terá de arcar com o custo de alugar um hangar.

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Cinema

Animação sustentável

Despicable Me, filme de animação do estúdio Illumination Entertainment, pode não ganhar o Oscar. No entanto, já possui o título de o primeiro do gênero feito de forma sustentável. O estúdio encomendou à IBM um computador capaz de operar em ambientes com menos refrigeração. Com isso, conseguiu cortar os custos de produção e reduzir em 40% o uso do ar-condicionado. A energia elétrica é um dos principais vilões da emissão de dióxido de carbono (CO2). 

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Energia

A vez da ultrabateria

Descobrir um jeito de armazenar, de forma segura, uma grande quantidade de energia em pequenas estruturas sempre foi uma ambição dos cientistas. Tudo indica, porém, que o pesquisador Choong-Shik Yoo, da Universidade de Washington, conseguiu tal façanha. Ele criou a primeira ultrabateria não nuclear do mundo. O dispositivo possui tamanho de 5 x 7,5 centímetros e é composto de xenón difluoreto (XeF2), um cristal branco utilizado para juntar condutores de silício. A bateria poderá ser usada, por exemplo, para mover veículos.

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Têxtil

Jeans reciclado

Sobras de tecidos velhos e garrafas PET inutilizadas. Essa é a receita da tecelagem brasileira Denovo para criar um tecido jeans feito integralmente de material reciclado. O ECOfriend é composto de 27% de fibras de garrafas PET e 73% de fios extraídos de tecidos descartados. O resultado é um jeans cujo processo produtivo consome menos água e insumos químicos, já que ele não precisa ser lavado nem tingido para ganhar a tonalidade desejada. Para criar o ECOfriend, a tecelagem investiu R$ 700 mil no período de um ano.

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Empresas do Bem

Saúde

Scania contra o câncer

A Scania e o Hospital de Câncer de Barretos encontraram uma maneira original de ir até o paciente. É que as duas carretas doadas (foto) pela montadora servirão de clínicas itinerantes que vão percorrer regiões pobres do interior de São Paulo e de mais seis Estados das regiões Sudeste,  Centro-Oeste e Norte. Essa estrutura permite realizar cerca de 200 exames por dia.

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Informática

Light na educação

A Light, concessionária de energia elétrica do Rio de Janeiro que é presidida por José Luiz Alquéres, mantém sua aposta na inclusão digital de moradores de comunidades de baixa renda. Os cursos são realizados em parceria com o Comitê para a Democratização da Internet (CDI) e incluem noções de consumo racional da energia elétrica. Desde 2006, já foram treinadas dez mil pessoas.

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Limpeza no espaço

Nº edição: 666 | 09.JUL - 18:00 | Atualizado em 09.07 - 18:14

A conquista do espaço, iniciada com o lançamento do satélite russo Sputinik, em 1957, foi um marco na história da humanidade.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Apesar de o saldo ter sido positivo, restaram alguns efeitos colaterais. O principal deles é a enorme quantidade de detritos flutuando em volta do planeta. O lixo espacial está se tornando uma ameaça aos satélites de comunicação. Tazmbém são um risco a quem vive na Terra. No período 1999-2003, 840 toneladas de detritos, incluindo os do satélite Skylab, dos EUA, e os da estação MIR, da Rússia, desabaram sobre nossas cabeças. Felizmente não fizeram vítimas. Atualmente, a Força Aérea dos EUA gasta US$ 500 milhões por ano para monitorar 20 mil objetos em órbita. O presidente americano Barack Obama anunciou que pretende envolver outros países nessa cruzada. A faxina espacial, no entanto, pode não ser uma tarefa tão fácil. Saiba por quê:

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Têxtil

Combustível de caju

A lista de materiais alternativos para geração de energia ganhou mais um componente. Trata-se, acredite, da casca da castanha de caju. O insumo, que antes seguia para aterros, é utilizado como combustível nas caldeiras das unidades cearenses da Vicunha Têxtil, comandada por Ricardo Steinbruch. O uso do produto está reduzindo em cerca de 30% as emissões de gases da empresa. Apesar de não diminuir os custos, essa iniciativa tem um viés estratégico e de marketing, capaz de lustrar a imagem da Vicunha especialmente no mercado externo.

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Gastronomia

Iluminação à moda antiga

Para muitos se trata de uma verdadeira heresia, mas chefs badalados, como o americano Tom Colicchio, dono da cadeia de restaurantes Craft, resolveram desafiar a patrulha de ecologistas. Pelo menos no quesito iluminação. Em vez de usar lâmpadas de LED ou fluorescentes compactas, eles optaram pelas velhas incandescentes. Colicchio se defende argumentando que a velha lâmpada, tida como vilã da emissão de dióxido de carbono (CO2), garante uma ambiente mais aconchegante.

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Decoração

Piso ecológico

Pode parecer um contrassenso, mas algumas inovações nascem da observação de um passado distante. Foi o que fez a empresária Ana Carolina Gomes, dona da Solarium Revestimentos. Ela se inspirou em um método de produção de pisos usado na Espanha do século XVI para criar um produto diferenciado. Eles são feitos com insumos reciclados, como mármore moído, por exemplo, e a secagem dispensa alto-forno. O apelo ecológico atraiu clientes como Pão de Açúcar e Oi. O mais novo é a Levi’s, que vai usar os pisos da Solarium nas dez lojas que pretende abrir no Brasil neste ano.

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Indústria

LG aposta no sol

Mais um passo da sul-coreana LG Electronics rumo à conversão à produção verde. A empresa acaba de anunciar investimentos de US$ 825 milhões na construção de uma fábrica de painéis de energia solar. A meta é que essa divisão obtenha receita anual de US$ 2,5 bilhões, a partir de 2015. A expectativa leva em conta estudos que indicam que, em 2020, pelo menos 12% da energia elétrica da Europa será gerada por painéis solares. 

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Empresas do Bem

Reciclagem

Exemplo da Porto Seguro

Quando se fala em reciclagem, as pessoas pensam em latas de alumínio, papel, garrafas PET e pilhas. Mas, se depender da Porto Seguro, os brasileiros deverão incluir os cartões de crédito e débito nessa relação. A companhia pretende espalhar milhares de minicoletores em empresas e ONGs para o recolhimento de cartões magnéticos com validade vencida. O material será encaminhado para reciclagem.

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Desenvolvimento

Odebrecht no social

O palmito cultivado por pequenos agricultores do sul da Bahia ganhou o mundo. É que a cooperativa Coopalm fechou contrato para exportação do produto nas versões natural e industrializada para empresas europeias especializadas em alimentos orgânicos. A cooperativa é financiada pela Fundação Odebrecht e reúne 370 famílias. Entre os clientes consta a francesa Bonduelle, fabricante de conservas.

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Risco ecológico

Nº edição: 665 | 02.JUL - 21:00 | Atualizado em 02.07 - 21:28

A busca por opções de transporte ambientalmente corretos não é tão simples como parece. Sempre há um efeito colateral.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Sempre há um efeito colateral. Um bom exemplo disso são os carros elétricos e híbridos como o Prius (abaixo). Apontados como antídotos à poluição atmosférica, eles estão se tornando um risco à saúde pública. Um estudo da Universidade da Califórnia e da agência americana de segurança no trânsito (NHTSA, na sigla em inglês) mostrou que esses veículos aumentam em até 50% o risco de atropelamento de pedestres.

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Pelo fato de possuírem motores silenciosos, esses carros são notados apenas quando estão a uma distância de três metros das pessoas. A NHTSA pensa em tornar obrigatória a colocação de ruídos artificiais nesses veículos. Isso, porém, não deverá impedir o avanço de carros  elétricos e híbridos. Saiba por quê:


O governo francês anunciou recentemente uma verba de 1,5 bilhão de euros para financiar o desenvolvimento de baterias e carros elétricos

Por meio de incentivos fiscais,  o governo Obama espera que a frota americana de carros ecológicos chegue a um milhão de unidades até 2015

A americana Harman, dona da Selenium no Brasil, desenvolveu uma tecnologia capaz de criar “barulhos” personalizados para os veículos

 


Inovação

Energia da lama

A lama, quem diria, pode ser uma aliada na luta contra o aquecimento global e ainda render um bom dinheiro. Pelo menos é nisso que aposta a pesquisadora Christiane Ogrodowski, da Fundação Universidade Rio Grande (RS). Ela criou um jeito, aparentemente simples, de produzir energia com os resíduos da dragagem do porto de Rio Grande (foto). O material é depositado em tanques com eletrodos, responsáveis pela captação dos elétrons que se desprendem durante a decomposição da lama.

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Decoração

Tinta de terra

O mercado de produtos sustentáveis para o setor de construção civil deverá movimentar R$ 120 milhões apenas em 2010. De olho em um nicho que não para de crescer, a empresária paulistana Letícia Achcar criou uma linha de tintas (foto) feita à base de pigmentos minerais. A tinta não possui qualquer elemento nocivo ao meio ambiente e pode ser produzida em diversas cores.  O produto se tornou o carro-chefe da Tinta Solum, fundada em 2008, e já conquistou clientes como a rede McDonald’s.

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Vale no reflorestamento

A  mineração é uma das atividades que mais dregadam o meio ambiente. Para reduzir seu passivo ambiental, a Vale aposta em pesquisas inovadoras na área do reflorestamento. Em Ourilândia (PA), onde possui a mina de Onça Puma, a empresa está produzindo mudas resistentes a pragas e que dispensam o uso de agrotóxico. Elas adquirem essas características graças à inoculação de fungos e substratos de raízes amazônicas. Essas mudas serão testadas no projeto de reflorestamento de uma área de 720 hectares na região.

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Vida executiva

A vez da telepresença

Os gestores das companhias aéreas vão torcer o nariz. Estudo conduzido pela consultoriaVerdantix, e patrocinado pela AT&T, indica que as empresas americanas e britânicas poderiam economizar US$ 19 bilhões, até 2020, com sistemas de videoconferência. O montante se refere à eliminação de gastos com as viagens de avião envolvendo funcionários de filiais e visitas a clientes. Além de reduzir os gastos das empresas, o planeta também ganharia, pois deixariam de ser emitidos 5,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

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Empresas do Bem

Empreendedorismo

CEF aposta na mulher

Parceria entre a prefeitura de Guarulhos (SP) e a Caixa Econômica Federal (CEF), presidida por Maria Fernanda Coelho (foto), vai garantir às mulheres do município a chance de se tornarem empreendedoras. Isso será feito por meio de cursos de capacitação em diversas áreas, além da liberação de até R$ 15 mil para a montagem de pequenos negócios.

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Ecologia

Verba ambiental

A empresa química Lanxess decidiu apoiar iniciativas de preservação ambiental nas cidades onde se localizam suas fábricas: Salto (SP) e Cabo de Santo Agostinho (PE). Para isso, pretende financiar programas tocados por ONGs, escolas e até pessoas-físicas. As inscrições podem ser realizadas no site da empresa (www.lanxess.com.br) até 20 de setembro.

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Baleias na mira

Nº edição: 664 | 25.JUN - 21:00 | Atualizado em 25.06 - 19:57

A caça de baleias com objetivo comercial sempre colocou em rota de colisão Japão, Noruega, Islândia e as entidades ambientalistas.

por Rosenildo Gomes Ferreira

A insistência de empresas em desrespeitar a moratória, adotada em 1986, pôs em dúvida a sobrevivência das espécies fin, sei e minke. A situação é delicada porque, além da questão econômica, a carne de baleia é uma iguaria bastante apreciada. Para criar opções para a mão de obra que vive dessa atividade, ecologistas e autoridades apostam no turismo de observação, segmento que já movimenta US$ 1,2 bilhão por ano. O valor, no entanto, é insuficiente para arrefecer o ânimo dos que defendem o relaxamento da moratória, um dos tópicos em discussão no âmbito da Comissão Internacional das Baleias (CIB). Saiba por que:

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Japão, Noruega e Islândia mataram 35 mil baleias no período 1986-2009

Cada baleia rende o equivalente a US$ 1 mihão, considerando a venda de carne e derivados

Desde 1998, o governo japonês já gastou US$ 164 milhões com subsídios ao setor baleeiro
 

 

Transporte

Caminhão flex

A tecnologia de motores flex chegou ao setor de carga. A MAN Latin America está colocando no mercado o primeiro caminhão capaz de rodar com biodiesel ou diesel mineral, em qualquer proporção. O projeto levou um ano para ser concluído, consumiu R$ 2,5 milhões e foi integralmente desenvolvido pela filial brasileira. A tecnologia dual fuel está sendo testada por veículos que compõem a frota da Coca-Cola (foto) e da JBS-Friboi. Esse motor reduz em até 90% a emissão de poluentes.

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Energia

Dinheiro que vira adubo

Dizem que dinheiro não dá em árvore. É verdade. Mas nada impede que o vil metal se transforme em árvore. Pelo menos esse é o objetivo da parceria entre a Casa da Moeda e a Universidade Federal Rural da Amazônia. Pesquisa conduzida pela entidade prevê a transformação de notas de real descartadas em adubo orgânico. Com 11 toneladas de papel-moeda é possível produzir 17 toneladas de adubo. A meta é fornecer o composto aos pequenos produtores rurais. 

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Habitação

Casa avião

Incêndios causados por raios e outros fenômenos naturais são comuns na costa da Califórnia (EUA) e afetam pessoas de todas as classes sociais. Para se preservar da fúria da natureza de um jeito inovador, a milionária americana Francie Rehwald mandou construir uma mansão usando sobras de um Boeing 747. As peças, especialmente as asas, servem de moldura para o teto e até a piscina da casa. O material custou US$ 35 mil e foi obtido num cemitério de aviões.

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Empresas do Bem

Educação

Verba do HSBC

Essa é para entidades que atuam com educação. O Instituto HSBC de Solidariedade pretende investir R$ 2,4 milhões neste ano em projetos com objetivo de reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes, por meio do sucesso escolar. Para ter acesso aos recursos, basta se inscrever no site da entidade (www.porummundomaisfeliz.org.br). Em três anos já foram beneficiadas 147 mil crianças.

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Saúde

Fedex na segurança

As crianças estão mais vulneráveis a acidentes domésticos e automobilísticos. Para chamar a atenção para essa questão, a ONG Criança Segura lançou uma campanha para ajudar a popularizar o uso de as-sentos específicos para bebês e crianças nos veículos de passeio. A entidade conta com o apoio da FedEx. Apesar da lei obrigar o uso desse utensílio, a ONG acredita que é preciso conscientizar os pais.

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Rios em perigo

Nº edição: 663 | 18.JUN - 21:00 | Atualizado em 18.06 - 20:40

O País corre o risco de enfrentar graves problemas de abastecimento nos próximos anos.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Apesar de o Brasil contar com cerca de 12% da reserva de água doce do planeta, o País corre risco de desabastecimento. E isso tem relação direta com as mudanças climáticas causadas, principalmente, pela emissão de dióxido de carbono (CO2). O alerta consta do estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades. De acordo com os pesquisadores, os rios da região Nordeste sofrerão o maior impacto. Com isso, a ocorrência de secas mais prolongadas deverão desencadear movimentos de migração forçada num período de até 20 anos. Sem contar o impacto na agricultura da região, que movimenta R$ 16,8 bilhões por ano, segundo o IBGE. Abaixo, alguns cenários traçados pelo estudo:

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As bacias hidrográficas do Nordeste deverão perder até 33%, em relação à sua vazão histórica, até 2100

O efeito da baixa vazão dos rios pode reduzir, em até 88%, a oferta firme de energia na região

O Nordeste será o mais prejudicado com as mudanças climáticas, com queda de 2,9% de seu PIB anual até 2050

A preservação da Amazônia é a resposta mais eficiente para mitigar as emissões de CO2 do País

 

Energia

Governos na contramão

Eis um típico caso no qual o discurso governamental contraria a prática. Relatório da Agência Internacional de Energia indica que 37 países ampliaram os subsídios aos combustíveis fósseis como petróleo e carvão, considerados os vilões da emissão de dióxido de carbono (CO2). Em 2008, último dado disponível, foram US$ 557 bilhões, número 63% acima do apurado no ano anterior. Para a agência, o preço artificialmente baixo dos derivados de petróleo estimula o consumo e retarda o desenvolvimento de países emergentes.
 

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Inovação

Cerveja para vestir

Mais uma utilidade para a “loura gelada”. A pesquisadora paraense Suzanne Lee desenvolveu um tecido que tem como base a levedura de cerveja. Funciona assim: a substância é colocada em tanques de fermentação junto com chás doces, suco de frutas e de vegetais. Depois da maturação, surgem na superfície fibras que podem ser convertidas em tecido (foto). A fibra é comestível, mas não possui qualquer teor alcoólico. A pesquisa ainda se encontra em fase experimental.

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Meio ambiente

Ford treina revendas

O crescimento da consciência ambiental e social incentivou muitas empresas a estenderem suas ações de sustentabilidade a todas as etapas do processo produtivo e comercial. Com isso em mente, a direção da Ford Motor Company Brasil decidiu envolver as 508 revendas em seus projetos de proteção ambiental. A meta é treinar 15 mil pessoas nas áreas de gestão de resíduos (reciclagem) e conservação de recursos (economia de água, por exemplo).
 

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Transporte

A vez da moto elétrica

Não são apenas gigantes como a japonesa Honda, que criou uma motocicleta movida a etanol,  que apostam em veículos de duas rodas mais ecológicos. O empreendedor americano Michael Czysz acaba de apresentar ao mundo a primeira superbike elétrica. A MotoCzysz C1 990 é equipada com um possante motor de 500 volts que proporciona velocidade de 241 quilômetros por hora. As peças foram desenvolvidas em parceria com fornecedores da Nasa. O empresário ainda não decidiu se produzirá a máquina em escala comercial.
 

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Empresas do Bem

Cultura 

Vitrine da Marisol

A malharia catarinense Marisol pretende levar cultura e entretenimento para as comunidades carentes espalhadas no Ceará, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul nas quais possui filiais. Batizado de Vitrine Cultural Marisol, o programa contará com apresentações de espetáculos de teatro e projeção de filmes nacionais em espaços públicos.
 

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Cidadania

Voluntários

Iniciativas voluntárias na área educacional continuam atraindo um grande número de pessoas. Um bom exemplo disso é o Projeto Escola Brasil, do Banco Santander. Em 2009, cresceu 43%, para 2.215, o número de funcionários engajados nessa iniciativa cujo objetivo é melhorar a qualidade do ensino público. Os voluntários atuam em 170 escolas do País, ajudando na gestão e na melhoria da infra-estrutura.  
 

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Voo consciente

Nº edição: 662 | 11.JUN - 21:00 | Atualizado em 11.06 - 21:04

Os dirigíveis começaram a perder espaço nos céus da Europa e dos EUA em 1937, por causa da explosão do Hindenburg.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Nos últimos anos, contudo, diversos empreendedores vêm tentando resgatar esse meio de transporte. A americana E-Green Technologies é a que está mais perto de realizar a façanha com o Bullet 580 (abaixo). Até o final do ano, a aeronave deverá fazer o primeiro voo comercial de transporte de carga. O objetivo da companhia é concorrer com os caminhões e os aviões, considerados vilões do aquecimento global por consumirem grande quantidade de combustível fóssil. A aeronave possui 71 metros de comprimento e pode ser operada até por controle remoto.

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Transporte

Desafio elétrico

Aos poucos, o carro elétrico Coda, fruto da parceria entre empresários chineses e o financista americano Kevin Czinger, vai ganhando forma. No início deste mês, a empresa recebeu um aporte de investidores no valor de US$ 125 milhões. Sua meta é produzir 14 mil carros até março de 2011 e distribuí-los para celebridades da Califórnia (EUA). O objetivo é melhorar a percepção de um projeto visto como temerário, pois terá pela frente o Leaf, que custa os mesmos US$ 25 mil, mas é feito pela gigante  Renault-Nissan.

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Água

O plano da Sabesp

Depois de tratado, o que sobra do esgoto pode se transformar em problema ou negócio. Pois, a Sabesp está transformando o lodo em fonte de lucro, com sua conversão em água para consumo industrial. Batizado de Aquapolo, o programa terá investimento de R$ 252 milhões. A Quattor, que atua no Polo Petroquímico do ABC, em São Paulo, absorverá 65% da produção.
 

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Empresas

Imagem em xeque

Nem tudo que as empresas alardeiam sobre sua postura sustentável pode ser comprovado. É isso que aponta o relatório da consultoria britânica Smart Sustainability, baseado no índice da Bolsa de Valo-res de Londres (foto). Das 350 corporações listadas apenas 75 garantem, por meio de fontes independentes, as informações prestadas. Como o investimento em negócios sustentáveis deve atingir US$ 26,5 trilhões até 2015, a expectativa é de que cresçam os mecanismos capazes de separar o joio do trigo.
 

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Móveis

Banco high tec

A lista de engenhocas ambientalmente corretas não para de crescer. A contribuição do designer chinês Steven Ma é o Eco Bench, um banco de jardim (foto) com jeitão futurista. O móvel é produzido com alumínio reciclado e tem espaço para acomodar plantas. Elas são regadas com a água coletada da chuva, que depois passa por filtros no interior da peça. Mais: placas fotovoltaicas garantem energia para o sistema de iluminação noturna.
 

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Empresas do Bem

Educação

Lições das Usiminas

A Usiminas decidiu ampliar seu projeto de educação ambiental batizado de Xerimbabo, que funciona em Ipatinga (MG). O programa será implantado também em Serra Azul, cidade mineira onde fica uma de suas minas de minério-de-ferro. Em 26 anos já passaram pelo Xerimbabo dois milhões de visitantes. São estudantes e educadores que tiveram a oportunidade de conhecer espécies raras da Mata Atlântica e participar de oficinas de atividades ambientais.
 

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Reciclagem

O exemplo da CASAS BAHIA

Em apenas dois anos a Casas Bahia conseguiu multiplicar por dez a quantidade de embalagens de papelão e plástico enviadas para reciclagem. São 100 toneladas de resíduos processados por mês na Central de Triagem. Os recursos obtidos com a venda do material financiam o projeto Amigos do Planeta, que atua com educação de jovens carentes em várias cidades do País.
 

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Maré negra

Nº edição: 661 | 03.JUN - 21:00 | Atualizado em 03.06 - 21:17

As tragédias ambientais costumam deixar amargas lições. Foi assim com o petroleiro Exxon Valdez, que derramou 40 milhões de litros na costa do Alasca (EUA), em 1989.

por Rosenildo Gomes Ferreira

Ou com o furacão Katrina, que devastou Nova Orleans, a capital da Louisiana (EUA), em 2005. Mas nada se compara à catástrofe que está em curso no Golfo do México, por conta da explosão da plataforma da British Petroleum (BP). Desde 20 de abril, já foram lançados 85 milhões de litros de petróleo na região. O montante cresce 800 mil litros por dia (acompanhe no gráfico). Além dos prejuízos financeiros, a BP se candidata a receber o carimbo de empresa mais insustentável do planeta. Isso porque ela demorou a agir e seus esforços são considerados tímidos por ecologistas e pelo governo americano.
 

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Indenização
US$ 24 bilhões é quanto a British Petroleum (BP) poderá ter de desembolsar com a limpeza das áreas contaminadas, além do pagamento de indenizações

Prejuízos
O governo do Estado da Louisiana quer que a BP desembolse, de imediato, US$ 350 milhões necessários para erguer barreiras que evitem a destruição de novas praias e manguezais da região

Ecologia
200 animais já morreram em consequência do envenenamento causado pelo petróleo que cobre boa parte da costa da Louisiana

 

Transporte

Combustível de batatinhas

O óleo usado para fritar batatinhas, quem diria, será a base para o combustível que vai abastecer a frota de caminhões que atende a rede McDonald’s. Os detalhes do projeto, feito em parceria com inúmeras empresas, serão anunciados na terça-feira 8. Hoje, os veículos usam uma mistura de biodiesel e diesel mineral. A troca terá mais impacto na imagem que no caixa do McDonald’s, já que o biodiesel é cerca de 24% mais caro que o óleo convencional.
 

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Amazônia

A vez da indústria do peixe 

A Nativ Pescados depende de espécies típicas da Amazônia, como o pirarucu e o pintado, para poder operar. Mas a devastação das matas e a poluição dos rios podem colocar o negócio em risco. Para garantir a perpetuação da companhia, a direção da Nativ vai investir R$ 34 milhões na recuperação de áreas desmatadas e na construção de viveiros de peixe. Os viveiros serão operados por criadores independentes, que receberão assistência técnica e insumos.
 

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Relatório

Brasil em destaque

Vale, Natura e Bradesco foram as empresas brasileiras que brilharam na última edição da Conferência da Global Reporting Initiative (GRI), realizada em Amsterdã. O evento analisa relatórios de sustentabilidade elaborados pelas maiores corporações do planeta. Durante a conferência, as brasileiras foram selecionadas em todas as categorias do “Reader’s Choice” (opinião dos leitores, em português). A Report Comunicação, de São Paulo, é quem assessora as companhias vencedoras na produção dos relatórios.
 

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Esporte

Estádio solar 

A Copa de 2022 parece uma miragem no horizonte. Não para o governo do Catar. As credenciais do país para convencer a Fifa de que está apto a sediar o torneio são cinco estádios que esbanjam tecnologia e sustentabilidade. As arenas, desenhadas pelo escritório Albert Speer & Partner, terão climatização e a energia será fornecida integralmente por painéis solares, entre outros detalhes. Após o torneio, o governo pretende desmontar os estádios e doá-los aos países da região. O custo da empreitada não foi revelado. 
 

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Empresas do Bem

Trabalho

Construção Social

Especializada em empreendimentos de luxo, a construtora JHSF ampliou sua vertente social. A empresa é a mais nova patrocinadora dos cursos de formação profissional para jovens carentes do Jardim Panorama, na zona sul de São Paulo. Os cursos são reconhecidos pelo Senai e a construtora investe cerca de R$ 1 milhão por ano em iniciativas desse tipo.
 

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Financiamento

Verba para ONG

Essa é para entidades que estão em busca de recursos para ampliar suas atividades. A Fundação Volkswagen (www.fundacaovolkswagen.org.br) vai doar R$ 30 mil para cada uma das ONGs selecionadas. As entidades  precisam atuar em São Bernardo do Campo (SP) ou em uma das outras quatro cidades onde a montadora possui filiais. A escolha será feita por funcionários da Volks. 
 

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Barulho energético

Nº edição: 660 | 28.MAI - 21:00 | Atualizado em 28.05 - 22:03

Até pouco tempo atrás, as fontes de energia alternativa se resumiam às placas voltaicas e aos geradores eólicos

por Rosenildo Gomes Ferreira

Graças aos cientistas, contudo, essa lista não para de crescer. O japonês Hung-Uei Jou, por exemplo,  criou o Green Noise (à dir. no detalhe). Trata-se de uma espécie de alto-falante que produz energia a partir do barulho das turbinas de aviões, no momento do pouso e da decolagem. A vibração dos cones ativa circuitos que geram pulsos elétricos capazes de acender lâmpadas instaladas na pista de pouso. Abaixo, outras formas criativas de gerar energia:
 

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Bike Bar
Inventor: Paul Friedman 
Como funciona: o movimento feito no pedal de um conjunto de bicicletas “estacionárias” faz girar um cilindro que ativa o gerador. O Bike Bar foi desenhado para ser usado em eventos comunitários
 

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Balada Sustentável
Inventor: Stef van Dongen
Como funciona: os passos dos dançarinos comprimem uma série de molas e cristais pizoelétricos, colocados sob a pista de dança, gerando uma descarga elétrica
 

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Reciclagem 1

Banco ecológico

A carioca Ecowood Rio encontrou um jeito de produzir “madeira plástica” utilizando utensílios de plástico, de borracha e até fraldas usadas. A companhia usa o material para fazer bancos de jardim (foto) e pisos laminados, vendidos em lojas especializadas. A cada ano, a Ecowood retira do meio ambiente o equivalente a 650 toneladas de resíduos. O preço de venda é semelhante ao das peças similares de madeira convencional.

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Reciclagem 2

Vidro leve

Mais conhecida no Brasil pela marca Cisper, a americana Owens-Illinois, fabricante de embalagens de vidro, pretende dar um novo impulso à reciclagem do material. A empresa está lançando uma linha de garrafas e copos confeccionados integralmente com vidro descartado. Trata-se de um grande negócio para a companhia, já que a produção desse modelo representa economia de 20%, apenas de energia. Já os varejistas têm a possibilidade de usar o “apelo verde” na hora de comercializar seus produtos.
 

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Finanças

Verba para o lobo-guará

Apesar de a Conferência COP-15 ter sido considerada um fiasco por ecologistas, os países ricos começaram a cumprir alguns dos acordos pactuados em dezembro de 2009. O principal deles é a doação de US$ 4,25 bilhões para o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF). A primeira parcela, de US$ 1,35 bilhão, acaba de ser liberada. Os recursos servirão para financiar projetos de redução de emissão de dióxido de carbono (CO2) em países emergentes, além de bancar programas de preservação de espécies ameaçadas como o lobo-guará (foto).
 

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Tecnologia

Relógio da vida

Quem diria que o suor pode servir de alerta para prevenir contra ataque cardíaco e derrame? Pois foi isso que os pesquisadores do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, conseguiram com o “relógio da saúde”. O aparelho é dotado de sensores com biochips capazes de fazer diagnósticos de saúde a partir dos fluidos corporais (suor, sangue, etc.). O aparelho possui um visor que permite a leitura instantânea de batimentos cardíacos, da pressão sanguínea, etc., avisando que é hora de procurar o médico. O relógio não está à venda.
 

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Empresas do Bem

Educação

Aprendizes da zumbi

A Ford e a Mercedes-Benz são as mais novas parceiras da ONG Afrobras, mantenedora da Faculdade Zumbi dos Palmares e que tem como foco a promoção dos afrodescendentes. O acordo possibilitará aos alunos dos cursos de administração (foto) e direito atuar como estagiários nessas companhias.  Desde 2005, iniciativas desse tipo já garantiram o ingresso de 300 jovens no mercado de trabalho.
 

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Solidariedade

Sodexo no social

Trezentos e oitenta mil funcionários da Sodexo, da área de refeições coletivas, arregaçaram as mangas em trabalhos voluntários, em 29 países, durante o mês de abril.  No Brasil, as ações beneficiaram entidades como o Instituto Nordeste de Cidadania, de Quixadá (CE). As atividades incluíram recreação, distribuição de alimentos (foto) e o plantio de árvores.
 

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