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Mídia & Cia

O incrível casal Huck

Nº edição: 674 | 03.SET - 21:00 | Atualizado em 03.09 - 21:21

Poucas duplas se tornaram tão cobiçadas pela publicidade quanto o casal Luciano Huck e Angélica. Em dois anos, eles apareceram em 20 campanhas diferentes.

por Hugo Cilo

Juntos, os dois até já gravaram um passeio de bicicleta na Holanda para promover o uso no Brasil. Huck também já pareceu como garoto-propaganda da Living Construtora, do detergente Minuano e da operadora Vivo, entre várias outras. Ela promoveu marcas de cosméticos e calçados. As campanhas são tão variadas como inusitadas. A última de Huck, para o Itaucard, foi gravada em uma montanha-russa. 

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Audiência

Obrigatório? Nem tanto
 
Os canais pagos nunca foram tão vistos. No horário das 20h30, a audiência cresceu 67% desde o início da propaganda eleitoral, diz a pesquisa Ibope TV. A migração para os canais fechados pode render bons resultados. Afinal, parte dos telespectadores deve continuar na programação paga após as eleições.
 
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Mercado

O salto da Samsung
 
Uma promoção criada pela agência Mark Up elevou as vendas da Samsung em quase 20% nas linhas de som e informática nos últimos meses. A campanha envolveu cerca de 2 mil lojas, concentrou esforços junto a redes varejistas e posicionou o logotipo azul da marca coreana em locais estratégicos nos pontos-de-venda. A ação premiou também os vendedores, com  31 viagens para a África do Sul.
 
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Futebol

Marca brasileira na Oceania
 
Pela primeira vez, uma marca brasileira deverá ser estampada na camisa de um time de Papua Nova Guiné, da Oceania. O Hekari United, campeão da Liga dos Campeões daquele continente, negocia, em sigilo, com uma empresa brasileira o patrocínio para o Mundial Interclubes, intermediada pela agência gaúcha Supermarcas.
 
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Celular
 
Anúncio via Bluetooth
 
Ainda este ano, a agência 2Call Mobile Marketing lançará no mercado brasileiro, em 1,5 mil pontos, novos serviços de mídia mobile para agências de publicidade e anunciantes via Bluetooth – recurso que permite troca de mensagens sem custo entre telefones celulares. Os dois primeiros locais serão o Goiânia Shopping (GO) e o Shopping Della, em Criciúma (SC). Os clientes que estiverem com a função Bluetooth ativada no celular receberão anúncios e ofertas especiais.
 
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Bate-papo
 
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Sérgio Gorgilho, presidente da agência Africa
 
A Africa saiu da 8a para a 4a posição das maiores agências do País. Como? 
A Africa é uma agência que funciona como uma consultoria. Temos apenas 11 clientes e nossa preocupação vai além de desenvolver campanhas publicitárias. Com esse modelo, o crescimento veio das contas que já temos. 
 
É difícil substituir Nizan Guanaes na agência que ele fundou? 
Divido a presidência com Márcio Santoro há seis meses e não caímos ali de paraquedas. Nos preparamos para estar onde estamos. O trabalho que o Nizan realiza lá fora é exatamente este, o de prospectar oportunidades para marcas brasileiras no cenário externo. Esta é uma tendência irreversível para as agências brasileiras. 
 
Teremos o caminho inverso dos primórdios da propaganda no Brasil, quando as multinacionais vieram para cá atender os clientes estrangeiros delas? 
É exatamente isso. Ficar plantado aqui no Brasil é ótimo para uma agência 100% brasileira e só com clientes nacionais na carteira. Quem tem cliente global, e a maioria tem, precisa ter uma compreensão maior, mais ampla. Hoje temos a Seara, que é uma marca global, Itaú e Vale. É importante manter o sangue brasileiro e acrescentar um olhar multinacional no seu trabalho. 

Futebol nas gôndolas dos supermercados

Nº edição: 673 | 27.AGO - 21:00 | Atualizado em 27.08 - 21:05

Não bastasse o Internacional ter vencido a Libertadores, principal torneio do continente, o marketing do Colorado saiu na frente da concorrência.

por Eliane Sobral

Não bastasse o Internacional de Porto Alegre ter vencido a Libertadores da América, principal torneio do continente, o marketing do Colorado saiu na frente da concorrência: o time montou um estande de 63 metros quadrados na 29a Expoagas, feira promovida pela Associação Gaúcha de Supermercados.Quinze empresas licenciadas pelo clube exibiram cerca de 100 diferentes produtos com a marca do Colorado – entre arroz, extrato de tomate, pipoca e até ração para cachorro. É a primeira vez que uma feira de supermercados conta com a presença de um time de futebol e a organização do evento estima que pelo menos 36 mil pessoas tenham passado pela feira – que aconteceu entre terça e quinta desta semana. Assim como o esquema de jogo armado por Celso Roth para ganhar a Libertadores, o pessoal do marketing do Colorado quer ir para o ataque e aumentar a receita com licenciamentos. Hoje, R$ 6 milhões entram nos cofres do time gaúcho vindos desta área. A meta é chegar a R$ 7 milhões ao final deste ano. Alguém duvida? 

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Pesquisa

Tecnologia no campo
 
A pedido da Associação Brasileira de Marketing Rural & Agronegócio, o Ipsos pesquisou o consumo de mídia do produtor rural. Enquanto na safra 2003/2004 27% deles possuíam aparelhos de DVD e 75% tinham celular, na safra 2008/2009 a presença desses aparelhos subiu para 76% e 88%. Segundo a pesquisa, nos últimos dez anos, a participação feminina na gestão da propriedade rural aumentou de 1% para 7% – crescimento de 600%.  
 
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Mídia

Clarín x Cristina
 
A liberdade de imprensa continua cambaleante na Argentina. Nunca antes na história daquele país a máxima “aos amigos tudo, aos inimigos o rigor da lei” foi levado tão ao pé da letra. O governo de Cristina Kirchner, que trata a pão e água os veículos que lhe fazem críticas, cancelou a licença da Fibertel, do Grupo Clarín, e maior provedor de internet do país, com mais de um milhão de usuários. Os internautas terão três meses para migrar para outros servidores e perderão seus e-mails.
 
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Agências

Brunoro e Gama entram em campo
 
José Carlos Brunoro e o publicitário Alexandre Gama lançaram a agência Sport Strategy, de marketing esportivo.  Segundo a FGV, a indústria do esporte emprega mais de 500 mil pessoas no Brasil, movimenta quase R$ 33 bilhões por ano e cresce, em média, 15% ao ano.
 
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Campanha

Roteiro de cinema
 
A nova campanha do Diners Club, que fica no ar até outubro, vai premiar clientes com viagens por roteiros cinematográficos, literalmente. A cada R$ 100 em compras, o consumidor ganha um número. Se sorteado, pode escolher entre a Nova York de Woody Allen, a Sicília, onde foi rodado O poderoso chefão, ou visitar a Taliândia, onde foram gravadas cenas de James Bond. Quem criou foi a agência Motivare. 
 
 
Bate-papo
 
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Amilcare Dalevo, presidente da Rede TV!
 
A emissora vai parar no iPhone e no iPad? 
A partir do final de setembro, qualquer pessoa no mundo que tenha um iPhone ou um iPad vai poder assistir a nossa emissora, ao vivo e em cores.  Muita gente pergunta por que, se o Ipad ainda nem chegou oficialmente ao Brasil. Bem, a resposta é simples. Quando lançamos a alta definição, em janeiro de 2008, eram dez mil aparelhos de tevê com esta tecnologia. Hoje são dez milhões. 
 
Como vai funcionar o serviço? O consumidor vai pagar por ele? 
Estamos falando de um software, desenvolvido pelo nosso próprio pessoal. Foi mais ou menos um ano de pesquisa. Não será cobrado absolutamente nada do telespectador. Quem quiser assistir à Rede TV! no iPad ou no iPhone só terá o trabalho de baixar o aplicativo e se divertir com a nossa programação. 
 
O forte da Rede TV! é o público da classe C, que ainda não tem acesso a ferramentas como iPhone ou iPad. 
Hoje, 47% do nosso público está nas classes A e B. Os outros 53% estão na classe C, que está elevando o seu poder de consumo. Investimos todos os anos cerca de US$ 60 milhões em pesquisa porque o avanço das novas tecnologias é muito rápido e queremos estar sempre na frente da concorrência. 
 

O real forte de Nicole

Nº edição: 672 | 20.AGO - 21:00

A valorização do real em relação ao dólar está provocando uma verdadeira enxurrada de estrelas de Hollywood na publicidade brasileira.

por Eliane Sobral

Depois de Pierce Brosnan, Kiefer Sutherland, o Jack Bauer da série 24 Horas, e Sara Jessica Parker, chegou a vez de Nicole Kidman dar o ar da graça. A atriz anuncia o lançamento do shopping VillageMall, que a Multiplan está construindo na Barra da Tijuca. Idealizada pela Eugenio Marketing Imobiliário, a campanha consumiu R$ 10 milhões – dos quais, estima-se, algo entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões teriam ido parar na Buick da bela Nicole. 

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Mídia 1

Boa notícia para os jornais
 
A Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês) traz uma boa notícia para os jornais em todo o mundo: os 517 milhões de exemplares vendidos globalmente representam baixa de apenas 0,8% sobre o total vendido em 2008. É a menor baixa dos últimos dez anos. Quem sustentou o mercado de jornais diários foi a Ásia, que tem 67 dos 100 maiores títulos em circulação do mundo. A Índia lidera este ranking com 110 milhões de exemplares vendidos. 
 
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Mídia 2

Revista em alta 

R$ 1,7 bi foi o investimento nas revistas brasileiras em 2009
 
A publicidade em revistas também está em alta e no mundo todo. No Brasil, a expectativa é de alta de 30% no primeiro semestre de 2010. Nos EUA, a festa é ainda maior. A revista da poderosa Ana Wintour, a musa inspiradora do filme O diabo veste Prada, terá 532 páginas de anúncios! Publicações femininas ditam mais do que moda. Indicam a tendência dos investimentos publicitários para os próximos meses. 
 
 
Marketing

Na cabeça do consumidor
 
A operadora de telefonia Oi lidera pesquisa de lembrança junto aos consumidores. É o que indica pesquisa que a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) divulga nesta sexta-feira 20. Foram ouvidos 1.680 consumidores e o resultado, obtido em primeira mão pela DINHEIRO, mostra que a marca é a primeira citada quando o assunto é telefonia – móvel e fixa. Confira no quadro as marcas mais lembradas. 
 
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Futebol

A escalação da Gillette
 
Não foi só Mano Menezes que mudou a cara da Sseleção. A Gillette, patrocinadora da CBF, está  botando no banco alguns de seus garotos-propaganda. Em evento para anunciar a renovação do contrato até 2014, a empresa convocou Ganso (esq.), Neymar (centro) e Pato (dir.) Pensa em dispensar Thierry Henry e vai ver o que fazer com Kaká.  
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Bate-papo
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Luiz Lara, CEO da Lew,Lara TBWA e presidente da Associação
Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) 

A Anvisa quer proibir propaganda de alguns alimentos O que o sr. acha?   
A Anvisa extrapola ao querer legislar. Para isso temos o Congresso. Nossa função é aproximar a marca e o consumidor. É um erro acreditar que um cidadão possa cometer excessos porque viu uma propaganda. Temos o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Com mais de  30 anos, o Conar já julgou sete mil processos.
 
Há quem defenda restrição para alguns itens, como bebidas alcoólicas. 
Pedimos uma pesquisa ao Ibope. Foram mais de dois mil entrevistados e 87% disseram que gostam e confiam na propaganda brasileira. Isso responde a qualquer dúvida sobre o que pensa a sociedade. 
 
Quais serão as consequências se as restrições forem adiante? 
Em 2009, a publicidade movimentou R$ 30 bilhões só em investimentos em mídia. Nossa expectativa é de crescimento de 15% em 2010. Esse dinheiro garante a independência da mídia brasileira. Temos um papel social importantíssimo e isso não pode ser desprezado. 
 

O adeus de Murdoch à China

Nº edição: 671 | 12.AGO - 21:00 | Atualizado em 17.08 - 10:38

A China é o país das oportunidades, certo? Errado. Pelo menos para o milionário Rupert Murdoch.

por Hugo Cilo

Depois de duas décadas, o seu grupo de mídia, o News Corp., irá se desfazer de seus negócios por lá. A companhia passou o controle de três canais de tevê e um catálogo de filmes a um fundo de participação chinês, que atua em empresas controladas por capital estatal. A partir de agora, os canais Xing Kong International e Canal China Continental serão do fundo China Media Capital.

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Internet

Dinheiro? Ache nas redes sociais
 
Os brasileiros encontraram mais uma função para as redes sociais na internet. A empresa Fairplace desenvolveu uma comunidade de empréstimos que se tornou a primeira na América Latina a oferecer empréstimos diretamente entre pessoas, sem vínculo com bancos ou financeiras. Eldes Mattiuzzo, diretor da Fairplace e idealizador do conceito no Brasil, aposta que o modelo de crédito “peer-to-peer lending” logo será um sucesso no País. Os bancos que se cuidem.
 
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Televisão

Universo digital
 
A consolidação da tevê digital no País já movimenta a economia. Nesta semana, iniciou as operações no Brasil a Siano Mobile Silicon, maior fabricante de chips do mundo. Por que o Brasil? Segundo o CEO Alon Ironi, o País é o terceiro em publicidade na tevê e um dos maiores em celulares. 
 
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Marketing

Havaianas no Mini Cooper
 
Qual a relação entre chinelo e carro de luxo? Os diretores de marketing da Mini Cooper, marca do grupo BMW, e os da sandália Havaianas acham que tem tudo a ver. As duas empresas se uniram em uma inédita ação em Salvador, na Bahia. Durante a semana seguinte à prova da Stock Car, que ocorre no dia 15, vários Mini Cooper com tetos personalizados com Havaianas desfilarão pela cidade.
 
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Bancos

A Copa já começou
 
Para o Itaú, patrocinador da Copa de 2014 e da Seleção, a Copa do Mundo no Brasil já começou. O banco lançou uma ação especial nas ruas de Nova York, nos dias seguintes ao jogo entre Brasil e EUA, realizado em 10 de agosto. Os distribuidores do jornal gratuito Metro, que traz anúncio do banco, estarão uniformizados em Manhattan, sobretudo em Wall Street. 
 
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Futebol

Corinthians por assinatura
 
O Corinthians será o primeiro clube brasileiro a ter um canal de televisão. O pontapé inicial das transmissões, em princípio por assinatura, será dado nas próximas semanas. A iniciativa surgiu de uma ideia do empresário corintiano Carlos Carreiras, presidente da Rede TV+, que aposta na audiência dos cerca de 30 milhões de torcedores da Fiel. O canal terá imagens dos bastidores do Timão, treinos e eventos. 
 
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Bate-papo
 
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Sergio Valente, CEO da agência DM9DDB 
 
 
A publicidade brasileira está bem. Até quando? 
O ano de 2010 deve ser o pior dos seis melhores anos da história do Brasil. Ou seja, até 2016, ano dos Jogos Olímpicos, haverá um boom de eventos, ações de marketing e criações publicitárias como nunca vimos. Mesmo para as companhias brasileiras que estão se internacionalizando cada vez mais, como a Sadia e o Itaú, o grande mercado para todas essas empresas é o Brasil. 
 
A DM9 faz parte de um grupo internacional, o DDB. A importância da agência mudou dentro do grupo?
Com certeza. Temos uma dupla vantagem. Fazemos parte do Grupo DDB, um dos maiores do mundo e que nos dá uma visão internacional dos negócios. Além disso, fazemos parte também do Grupo ABC, que nos garante uma completa visão nacional do mercado. Hoje, mais de 50% do faturamento do Grupo DDB na América Latina vem do Brasil. 
 
O Brasil caminha para ser um grande mercado?
Estamos crescendo muito. Mas ainda estamos distantes dos maiores mercados. O PIB publicitário americano é 30 vezes maior que o do Brasil. Mas estamos caminhando de forma consistente, movidos pelo desejo de sermos melhores e maiores.
 
 

Newsweek vendida por US$ 1

Nº edição: 670 | 06.AGO - 21:00 | Atualizado em 06.08 - 21:23

Quanto você pagaria para realizar seu sonho? Cem mil, um milhão? O milionário americano Sidney Harman, 91 anos, pagou nesta semana US$ 1 para realizar o dele.

por Hugo Cilo

 Newsweek vendida por US$ 1

 
Ele comprou a revista Newsweek. O título pertencia ao grupo Washington Post. Ao comprá-lo, assumiu uma dívida estimada em US$ 200 milhões. O empresário, que fez fortuna com equipamentos estereofônicos, promete quitar as dívidas da publicação antes de morrer. Um novo sonho.
 
 
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Propaganda

A arte de Terry Border
 
O artista americano Terry Border, um “guru” das animações, estreou nesta semana na publicidade brasileira ao desenvolver uma campanha para a operadora Nextel. A ideia é simples e criativa. Contratado pela agência One Digital, ele compara as tecnologias utilizadas no aparelho Motorola i1, uma novidade da Nextel no mercado brasileiro, a um casamento perfeito. 
 
 
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Contas

F/Nazca, o retorno
 
Depois de oito anos fora do mercado automobilístico, a F/Nazca Saatchi & Saatchi está de volta. Ela conquistou a disputada conta da Honda Automóveis no País. O processo de concorrência envolveu outras quatro grandes agências. Os valores não foram revelados.  
 
 
 
 
Campanha

LG mais digital
 
A gigante sul-coreana LG prepara um novo plano de marketing no País, muito mais digital. O pontapé inicial será na próxima semana com uma megacampanha online com oito filmes, desenvolvida pela Y&R. O primeiro filme a entrar no ar, Simulador de Clima, propõe estimular as pessoas a enviar ideias inovadoras para a LG. A nova estratégia também inclui outros canais de comunicação, como um grande evento com o americano Guy Kawasaki, especialista em empreendedorismo e redes sociais.
 
 
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Marcas

O passado de volta
 
Depois de o grupo carioca Pakera anunciar a volta do famoso refrigerante Grapette, chegou a vez de a Nutricandy ressuscitar o Dipnlik, marca de pirulito ícone da geração dos anos 80. Qual será a próxima? 
 
 
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Mídias

Agarre o seu
 
A agência Media Service lançou no País os handles, uma modalidade de mídia inédita no mercado brasileiro. Os handles são os apoios de mão utilizados por passageiros que viajam em pé em transporte público. Trata-se de uma boa alternativa em cidades com restrições a outdoors, como São Paulo. O primeiro anunciante é o McDonald’s.
 
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Bate-papo
 
 
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Michael Conrad, presidente da Berlin School of Creative Leadership
 

Por que o sr. virá ao Brasil?
Fui convidado pelo Grupo RBS para falar ao mercado publicitário do Sul do País sobre o tema liderança criativa no evento Mídia Show, que será em setembro. Eu conheço pouco sobre o mercado aí, mas acompanho há quase duas décadas alguns dos brilhantes líderes brasileiros da publicidade e o maravilhoso trabalho produzido por eles. Sem dúvida, o Brasil está entre as três principais nações que ditam os padrões e inspiram a publicidade. 
 
O que faz a publicidade brasileira ser diferente?
Os anúncios brasileiros são bastante criteriosos e humanos. Algumas vezes, complexos e inteligentes. Mas, na maioria das vezes, são bastante simples e muito visuais. Eu sinto que a publicidade brasileira quer contribuir com a vida das pessoas. No Brasil há mais líderes criativos comprometidos com a qualidade, mais do que em qualquer outro país. 
 
Que brasileiro já passou por sua sala de aula?
Vários. Posso citar Manoela Amaro, da TAM; Sergio Gordilho, da agência Africa; Eduardo Hernandez, da Taterka; Ruy Lindenberg, da Leo Burnett; Cláudia Macedo, da Globosat; Sergio Mugnaini e Luiz Sanches, da Almap/BBDO.
 
 

O que poucos sabiam...

Nº edição: 668 | 30.JUL - 21:00 | Atualizado em 30.07 - 21:21

Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o poder da internet, teve de mudar de ideia nesta semana por causa do site WikiLeaks.

por Hugo Cilo

O site, dirigido pelo australiano Julian Assange, revelou em minutos 92 mil documentos secretos dos EUA sobre a guerra do Afeganistão. Os crimes vão desde o assassinato de crianças e mulheres inocentes até uma lista de civis que deveriam ser “eliminados”. A iniciativa do site deve alterar a maneira como a população americana encara a ofensiva bélica americana.

 

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Revistas

A estreia da Inked
 
O crescimento do mercado de mídia no País já atrai os estrangeiros. A revista americana Inked, voltada para estilo de vida, cultura e tatuagem, desembarcou no Brasil nesta semana. A publicação terá tiragem de 18 mil exemplares e periodicidade bimestral. A edição número 1 traz na capa a cantora Pitty. O investimento do Grupo Domo no lançamento no Brasil é de US$ 600 mil.
 
 
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Mercado

O poder do marketing universitário
 
De tempos em tempos, as empresas elegem grupos de consumidores para direcionar seus investimentos publicitários. Foi assim com o setor de luxo e foi assim com a baixa renda. Mas um novo mercado tem se fortalecido no cenário do marketing nos últimos anos: o universitário. Um estudo da FGV mostra que esse público movimenta R$ 194 bilhões por ano. Não por acaso, a Skol organiza megaeventos para esses consumidores, os bancos (como o Bradesco) apostam no crescimento das contas universitárias e até o varejo, com a rede Magazine Luiza, desenvolve campanhas como o Kit República.  Já o Fun Music Festival faturou R$ 5 milhões em três edições.
 
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Marcas

A volta do Grapette
 
Hey Betty, vamos tomar um Grapette?  Se você tem mais de 30 anos, provavelmente se lembra desse slogan na música Betty Frígida, de 1981. Pois ele está de volta à mídia. O Grupo Pakera está reeditando a marca, lançada em 1948, em garrafas de vidro cintura fina que foram sucesso nas décadas de 60 a 80. 
 
 
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Mercado

A indústria da publicidade
 
Qual setor da economia brasileira cresceu quase 30% entre janeiro e maio deste ano em relação aos cinco primeiros meses de 2009? A publicidade. O faturamento do setor atingiu R$ 9,8 bilhões, segundo o Projeto Inter-Meios. A expansão de 27,25% revela que o aquecimento da economia movimentou o mercado publicitário. As tevês ficaram com R$ 6,3 bilhões, seguidas pelos jornais (R$ 1,3 bilhão) e revistas, com R$ 658,7 milhões.  
 
 
 
 
Agências

Conquista inédita
 
A NewStyle ganhou um duplo prêmio nesta semana no Colunistas SP. Pela primeira vez, uma agência é destaque nas categorias promo e design. Além de ser Empresa do Ano em ambas, a NewStyle, dos sócios Cláudio Xavier e Alice Coutinho, conquistou mais 22 medalhas.
 
 
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Bate-papo
 

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Helder Castro, CEO da agência TOD, falou à Mídia 
 

 
A TOD não faz publicidade, faz soluções de marketing. Qual é a diferença?
Atendemos às necessidades do cliente em serviços de marketing, de forma total ou “on demand”. Trabalhamos o planejamento estratégico e a implementação de nossas propostas considerando todas as oportunidades e necessidades de negócios do cliente.
 
A grande aposta da agência é crescer na área de “trade marketing”. Como?
Desenvolvemos uma ferramenta de gestão de “trade marketing” exclusiva e inovadora, que possibilita ao cliente o controle total de suas atividades no PDV à distância, com respostas precisas e em tempo real. Em face disso, estruturamos uma área específica, com especialistas na atividade. Acredito que, com esse dinamismo, em breve nossa área de trade marketing trará resultados acima dos esperados.
 
Quais são as perspectivas para a TOD?
A TOD projeta um crescimento de 45% na sua receita para 2010, comparado a 2009, e isso tem se refletido no aumento da prospecção, na participação em diversas concorrências e conquista de novos clientes já no primeiro trimestre. Faltando ainda cinco meses para o final do ano, já estamos próximos.
 
 

Metro verde ou Metro azul?

Nº edição: 668 | 23.JUL - 21:00 | Atualizado em 23.07 - 21:21

Acredite. A partir de agosto, serão distribuídos nas ruas de São Paulo dois jornais concorrentes com o mesmo nome: Metro. Serão irmãos, digamos, quase gêmeos.

por Hugo Cilo

Um já está em circulação com visual verde – marca que no Brasil é comandada por Cláudio Bianchini. Já o rival chegará às mãos dos leitores no dia 12 com a cor azul, e pertence ao empresário Alberto Araújo, que já controla o Metro Magazine no Rio de Janeiro. O curioso disso tudo é que, enquanto o verde brigará na Justiça para garantir o nome (que é genérico e não pode ser registrado), a réplica azul ironiza a disputa. Um anúncio publicado no site do novo jornal diz: “Azul ou verde, não importa...” A briga promete.

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Marcas

A turma do Mauricio
 
Poucos personagens resistem tão bem ao passar do tempo como os que foram criados pelo cartunista Mauricio de Sousa, com a Turma da Mônica. Ele acaba de fechar um contrato com a organizadora de eventos Showtime e terá sua primeira feira de licenciamentos. A Expo Mauricio de Sousa, em outubro, na capital paulista, deve atrair mais de dez mil pessoas e movimentar R$ 5 milhões, com apoio de gigantes como Unilever, Kimberly-Clark, Perdigão e Grow.
 
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Internet

Guerra ao Orkut
 
A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro declarou guerra ao Orkut, rede social que pertence ao Google. O órgão entrou com uma ação contra a companhia com 1.387 registros de crimes. As acusações vão desde práticas de pedofilia, apologia às drogas e propaganda de facções criminosas. 
 
 
 
Copa

Inspirados na derrota
 
O fracasso da seleção de Dunga na África e a divulgação da marca oficial da Copa de 2014 já alimentam o festival de paródias na internet. A brincadeira que mais circulou na semana foi a de como se criou o logo da Copa brasileira. Passo a passo, satiriza o jogo entre Brasil e Holanda. Superada a derrota, já dá para rir.
 
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Lançamento

Meia hora, em SP
 
Na semana em que Nelson Tanure anunciou o fim do Jornal do Brasil, eis que surge uma boa notícia no mercado editorial paulista: o lançamento do jornal popular Meia Hora. Sem alarde, ele começou a circular na segunda-feira 19. O título era do grupo O Dia, mas hoje pertence aos portugueses da Ejesa, donos também do Brasil Econômico. 
 
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Jornais

A encruzilhada do The Times
 
Abrir o conteúdo ou restringir o acesso? A resposta vale bilhões. O britânico The Times fechou todo o conteúdo de seu site há três semanas. Com isso, o tráfego despencou 90% e os anunciantes querem sair. 
 
 
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Agnelo Pacheco, CEO da agência com seu nome
 
 
 
Por que a Agnelo Pacheco decidiu se tornar digital?
Para estruturar a Agnelo Digital, convertemos o conhecimento em campanhas offline e os casos de sucesso acumulados ao longo da trajetória da agência em inteligência para planejamento e criação focada em campanhas digitais, em mídias online. Foi uma evolução natural do negócio. 
 
Essa é uma tendência do mercado publicitário?
Em dois anos, investimos R$ 5 milhões nisso. Hoje, não dividimos os trabalhos em mídias offline e online, porque nosso objetivo sempre foi oferecer campanhas integradas
 
A iniciativa da agência tem como alvo Copa e Olimpíada? 
Estamos motivados em razão desses eventos. Mas o que realmente nos impulsiona e leva a estabelecer um posicionamento mais agressivo é a necessidade que vemos de agências que façam a diferença para o cliente. Aí está a oportunidade, e atender a esse objetivo é o nosso alvo. Não por acaso, no ano passado faturamos R$ 243 milhões. Isso representou um crescimento de 78,2% em relação ao ano anterior. Já em 2010, nosso faturamento já está em R$ 144,6 milhões, o que significa que o crescimento deve repetir o de 2009. 
 

O fim do Jornal do Brasil

Nº edição: 667 | 16.JUL - 21:00

Um dos ícones da imprensa, mas vergado por uma dívida de R$ 100 milhões, o Jornal do Brasil deixará de circular em setembro.

por Hugo Cilo

A versão impressa dará lugar à edição online. O dono, Nelson Tanure, chegou a colocar a empresa à venda, sem sucesso. Antes do fim do JB, Tanure também decretou a morte da Gazeta Mercantil.

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Copa do Mundo

A disputa continua

A Copa da África do Sul já acabou, mas a batalha dos veículos de comunicação no Brasil ainda continua. Na semana passada, a Globo conseguiu liminar na Justiça contra o UOL. A decisão proíbe o portal de usar vídeos da Copa do Mundo em seu banco de imagens. O UOL já recorreu.

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Revistas

Playboy fora da bolsa

Está deflagrada a guerra do sexo. Ao lado das famosas coelhinhas, o fundador da Playboy, Hugh Heffner, anunciou que pretende recomprar as ações da empresa e fechar seu capital. Mas a rival Penthhouse ameaça fazer uma oferta hostil. Desde 1971 a Playboy tem capital aberto. As ações dispararam em Nova York.

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Campanha

Mãe e filha, juntas

As atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, mãe e filha, são as estrelas da nova campanha da Procter & Gamble criada pela agência F/Nazca para o sabão Ariel Líquido. A campanha estreará neste domingo 18, no intervalo do Fantástico, da Globo.

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Agência

Que venha 2014...

O Brasil entrou na rota da maior agência de propaganda do mundo, a japonesa Dentsu. A subsidiária comandada por Akira Suzuki criou uma nova divisão de negócios para administrar eventos esportivos. A Dentsu detém os direitos de patrocínio da Copa e das Olimpíadas.

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Suspensão

Ecológico. Será?

Mais uma campanha está vetada pelo Conar: a da Bom Bril Eco. O conselho alega que não há provas de suas vantagens ambientais.

 

 
Animação

O homem de US$ 8 bilhões no Brasil

“Bob Esponja, calça quadrada, Bob Esponja, calça quadrada.” Quem nunca se divertiu com o personagem da Fenda do Biquíni, atire a primeira pedra. Pois seu criador, Stephen Hillenburg, desembarcará no País neste sábado 16. Ele será um dos grandes nomes do festival Anima Mundi, no Rio e em São Paulo. Bob Esponja já rendeu US$ 8 bilhões em licenciamento.

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Bate-papo

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Ricardo Cavalini, diretor da Fischer+Fala!

Por que uma campanha deve nascer como digital, e não ser transformada em digital?
Quando se cria uma campanha tradicional e, depois, a transforma em digital, se desenvolve uma tática, uma estratégia. Geralmente, isso enfraquece alguns pontos da ação, que poderiam ser melhor trabalhados.

Como fazer isso?
Criar uma campanha digital é muito mais do que espalhar uma mensagem na internet. Traduzir “digital” por “internet” é um grande erro. Não dá mais para separar o virtual do tradicional. O mesmo consumidor que vê tevê também utiliza a internet.

Que setor já incorporou esse pensamento?
Muitos setores. É difícil citar apenas alguns. Mas o segmento imobiliário é um exemplo de indústria que usa fortemente a internet para vender e aprendeu a desenvolver campanhas concebidas para serem digitais desde o início.

 

 


 


Promessa é dívida

Nº edição: 666 | 09.JUL - 18:00 | Atualizado em 09.07 - 18:06

Poucos eventos criam tantas celebridades quanto uma Copa do Mundo. A paraguaia Larissa Riquelme sabe muito bem disso.

por Hugo Cilo

A paraguaia Larissa Riquelme, uma desconhecida torcedora até dias atrás, sabe muito bem disso. Ela se tornou a musa da Copa da África do Sul sem sair de Assunção - tudo graças ao alcance da televisão e da internet . Antes mesmo de a seleção de seu país voltar para casa, depois da derrota para a Espanha, ela já posava quase sem roupa, para fotógrafos de jornais locais. A morena não confirma, mas a Playboy já teria feito uma volumosa proposta por um ensaio fotográfico. Quando Larissa começou a ganhar destaque na imprensa mundial graças a, digamos, seu corpo escultural, prometeu ficar nua caso a equipe paraguaia avançasse para a semifinal. Isso não aconteceu. Mas tudo bem. Ela mudou de ideia e vai tirar a roupa mesmo assim.

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Outdoor

Do lado de fora

A Copa da África se tornou a maior vitrine da publicidade não apenas nos estádios, mas fora deles. Só em outdoors, a propaganda não oficial gerou quase US$ 130 milhões ao mercado local durante os jogos. É hora de pensar nisso. Afinal, São Paulo, onde outdoor é proibido, deverá receber jogos na Copa de 2014.

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Jornais

Bombeiro Hawilla

Dias atrás, o empresário J.Hawilla atuou como bombeiro. O Bom Dia ABCD, franqueado para a família Cortegosso, quase encerrou suas atividades com apenas um ano de existência. Para evitar problemas, ele assumiu o jornal.

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Mídia

O salto do Metro

Enquanto jornais do mundo todo lutam para manter o faturamento com as vendas em queda, o grupo alemão Metro, que edita tablóides gratuitos, registra uma disparada na tiragem. Puxada pelo Brasil,  a circulação mundial aumentou de 5,5 milhões para  28 milhões de exemplares em oito anos. Em poucos dias, uma nova edição estreará em São Paulo: o Metro Magazine.

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Internet

A queda no Twitter

A popularização do Twitter no Brasil, principalmente durante a Copa, não impediu que o País perdesse para a Indonésia a terceira posição no ranking mundial de usuários. Segundo a consultoria francesa Semiocast, os brasileiros responderam por 11% do total de acessos em junho – em maio, esse índice era de 11,5%. Nesse período, a Indonésia passou de 10% para pouco mais de 11%. Os EUA, caíram de 30% para 25%, e os japoneses cresceram de 15% para 18%.

 

 


Campanha

São Paulo, 360º

O setor automobilístico conheceu nesta semana uma campanha inusitada. A agência digital Rumba desenvolveu para a Citroën do Brasil um hotsite com as primeiras imagens em 360º totalmente navegáveis de São Paulo. Quem acessar o Algo está no Ar nas mídias sociais no site da montadora poderá circular pelas ruas da cidade dentro do novo modelo Citroën Aircross.

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Bate-papo

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Adriano Rayol, diretor da Uplay Mobile, fala sobre o marketing via celular
 

O mercado de conteúdo para celular disparou nos últimos anos. Por quê?
Curiosamente, o volume de downloads por smartphones tem caído mês a mês. Por outro lado, há uma clara popularização dos telefones com acesso à internet, que já representam 7% do total de aparelhos no mundo. No ano passado, só nossa empresa gerou um volume de três milhões de downloads, proporcionando uma receita de R$ 12 milhões para as operadoras e portais.

Essa é a receita para as operadoras ampliarem o faturamento?
Também. Cada vez mais, as operadoras e empresas do setor agregam serviços no celular, com jogos, vídeo e imagens integrados. Tem
se tornado muito comum também o envio de notícias por SMS. Assim, estamos distribuindo imagem, texto e vídeo agregados, o que gera receita tanto em publicidade quanto em venda de pacotes de dados.

Qual a tendência para esse setor?
Apesar da queda nos últimos meses, a tendência é de que tenhamos em 2010 um aumento de 30%, em comparação ao ano passado. Isso porque novos serviços estão surgindo e o custo caindo.

 


Adeus antecipado

Nº edição: 665 | 02.JUL - 21:00 | Atualizado em 02.07 - 21:24

Um anúncio da rede de supermercados Extra se tornou uma das maiores gafes da publicidade nos últimos tempos.

por Hugo Cilo

O jornal traz uma mensagem de despedida, como se a Seleção tivesse sido eliminada da Copa da África do Sul. A peça do Extra, que é patrocinadora oficial da equipe de Dunga, mostra uma frase na língua zulu que significa “Não sai do coração da gente” e, para finalizar, diz “Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014". O Extra atribuiu a falha ao jornal. A Folha se retratou publicamente com a correção do material. Mas o empresário Abilio Diniz, no Twitter, disse que o erro é inadmissível.

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Televisão

O drible da Band

Enquanto correm campanhas como “Cala a boca, Galvão”, “Cala a boca, Tadeu Schmidt” ou “Dia sem Globo” – lançadas em redes sociais –, o esporte da Band, liderado por Luciano do Valle, cresceu em popularidade. A emissora registrou aumento recorde na audiência, com média de 13 pontos no jogo da Seleção contra Portugal, no auge das polêmicas com o técnico Dunga. Para uma parte dos internautas, o técnico estava correto na briga com a Globo.

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Marketing

Falem mal, mas falem de mim

A polêmica jabulani, bola oficial da Copa que tem “vontade própria”, segundo alguns jogadores, é um fenômeno de marketing da Adidas. A empresa alemã diz que graças às vendas das bolas e artigos relacionados a futebol, o faturamento de US$ 1,5 bilhão estimado inicialmente deve superar US$ 1,9 bilhão, recorde absoluto. É uma prova de que, no mundo das marcas, a polêmica pode valer a pena.

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Campanha

Milionésimo gol de Pelé

O curta-metragem “1.284”, uma campanha da Vivo, patrocinadora oficial da Seleção, com o Rei Pelé, é um dos hits do YouTube: em dez dias atingiu mais de 1,7 milhão de views. A iniciativa faz parte da ação multimídia Eu Vivo a Seleção, a qual já contabiliza 180 mil participantes e mais de três milhões de visitas. A campanha foi desenvolvida pela Y&R, com a agência Energy.

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Festival

Cannes é nossa

O Brasil brilhou no Festival de Cannes 2010, encerrado na última semana. Além do prêmio de melhor agência do ano, conquistado pela AlmapBBDO, de Marcello Serpa, o País conquistou outros 57 Leões. Este foi o melhor desempenho da história para o Brasil. Ao levar o prêmio máximo, o País se tornou hexa em Cannes, superando a Grã-Bretanha.

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Televisão 2

A crise de audiência

A novela Passione, da Globo, é a nova dor de cabeça da direção da emissora. A trama não emplaca na audiência. O primeiro mês da novela de Silvio de Abreu marcou 31,5 pontos no índice do Ibope. No mês de estreia, a antecessora Viver a Vida registrou 36,4 pontos, acima dos 34,1 de Caminho das Índias e dos 35,2 de A Favorita. A audiência está em queda livre.

 


Bate-papo

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Oscar Neves, diretor da On Sports, fala com a Mídia sobre marketing esportivo

O marketing esportivo no Brasil está preparado para megaeventos?
Tem ocorrido um grande salto qualitativo ao longo dos últimos anos. O País tem sediado eventos internacionais de grande porte. Os profissionais que ativam ações de marketing nos eventos precisam de muita criatividade e logística envolvendo agilidade para melhor visibilidade das marcas com que trabalham.

E as empresas?
A maioria das empresas que operam com esporte na sua comunicação já iniciou o planejamento de ação para esses grandes eventos. Quem ainda não pensou nisso está atrasado. Trabalhar com grande antecedência é fundamental para treinamento da equipe operacional, desenvolvimento de ideias promocionais e construção de locais para ativações.

Mas o investimento ainda é pequeno, não?
O investimento no Brasil não chega aos níveis internacionais, mas a evolução nos últimos anos tem sido importante, embora longe dos investimentos que ocorrerão inevitavelmente nos três próximos anos. Além da boa situação da economia brasileira como um todo, as empresas estão se conscientizando dos benefícios do investimento no esporte.