Blogs e colunas
Poder
Pela culatra
Nº edição: 664 | 25.JUN - 21:00
A decisão da Receita de incluir a Suíça, Hungria e Holanda entre os paraísos fiscais não caiu bem em outros órgãos do governo.
por Denize Bacoccina
O Itamaraty está furioso, por causa do constrangimento diplomático. A medida também pode afetar investimentos externos e exportações brasileiras. A Holanda, via porto de Roterdã (foto), é o quarto maior destino dos produtos brasileiros. As vendas para paraísos fiscais pagam imposto antecipado

Investimento
Brasil em alta
O Brasil continua atraindo interesse global. Nesta semana, o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, participa de dois seminários sobre investimentos no País: um em Londres e outro em Paris. Vai falar sobre a estabilidade, a previsibilidade das regras e garantir que isso não vai mudar com a eleição.

Verbas
O que a baiana tem?
O ex-ministro Geddel Vieira Lima deixou a Integração Nacional, mas a Bahia continua prestigiada na pasta. O ministério liberou R$ 162 milhões para obras no Estado, quase o equivalente ao que receberam Ceará, Paraíba e Pernambuco.

Cena do Planalto
Sem pré-sal, com italianos
Já em clima de São João e de recesso de julho, o Congresso fez sessão em homenagem aos italianos que vieram ao Brasil no século passado. O ato lembrou os 135 anos da colonização italiana no Rio Grande do Sul e 139 de chegada dos oriundi no Brasil. Já a votação da distribuição dos royalties do pré-sal, que voltou ao Senado, será colocada na pauta do dia 10 de dezembro.

Odontologia
Brasil sorridente
A criação recorde de nove mil postos de trabalho no segmento de medicina e odontologia, registrada pelo Caged em maio, responde pelo nome de Brasil Sorridente, programa do Ministério da Saúde. O número de dentistas no SUS saltou de 40.850 para 70.023 desde o ano passado.
Notas
Às vésperas da eleição, deputados da oposição têm feito romaria na Casa Civil em busca da liberação das emendas parlamentares. Para pressionar, os partidos da oposição ameaçam, inclusive, obstruir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.
O STF julga a intervenção federal no governo do Distrito Federal nesta quarta-feira 30 num clima muito diferente do que existia na época do pedido, há quatro meses. Boa parte da população já acha melhor deixar como está e esperar as eleições.
Sinal invertido
Nº edição: 663 | 18.JUN - 21:00
Sempre otimista, agora o ministro Guido Mantega quer ficar na lanterninha das previsões.
por Denize Bacoccina
Mantega quer fingir que a economia brasileira não está assim tão aquecida, para não reforçar os argumentos do Banco Central sobre o aumento de juros. A previsão oficial do Ministério ainda é de 5,5% e só será revisada em julho. No mercado, a previsão já subiu para 7%, em alta há 13 semanas consecutivas.

África do Sul
Copa lucrativa
Dez empresas brasileiras de TI pretendem fechar US$ 10 milhões em contratos na África do Sul durante a Copa. Elas são as representantes da Softex na Casa Brasil, criada para promover o País. A sociedade de 1,3 mil empresas de tecnologia já mantém negócios com o governo sul-africano há três anos.
Ibama
Atraso nos licenciamentos
A greve de dois meses do Ibama, até o começo do mês, deixou um rastro de atrasos nos licenciamentos ambientais. São projetos da Petrobras, linhas de transmissão e outras obras da área de energia, paradas por falta de licença. Agora, lentamente, a fila começa a andar.
Cooperação
Energia limpa
Obrigados por lei a reduzir emissões de gases em 34% até 2020, os britânicos querem aumentar a cooperação com o Brasil em energias renováveis. Claire Durkin, diretora de Comércio Exterior, ficou entusiasmada com as conversas com o governo. Interessados em etanol, os britânicos oferecem experiência com energia eólica.

Cena do Planalto
Vuvuzela presidencial
Os jogadores e as equipes de tevê estão reclamando do barulho nos estádios da África do Sul, mas em Brasília a moda da vuvuzela, uma espécie de corneta africana, pegou. Até o presidente Lula aderiu. Na estreia da Seleção Brasileira contra a Coreia do Norte, ele reuniu alguns ministros e assessores mais próximos para torcer no Palácio da Alvorada.

Notas
O empresário Juan Quirós leva a experiência brasileira ao Fórum de Nova York, que vai discutir esta semana os desafios do crescimento global e a retomada da economia americana. Participam cerca de 300 CEOs e representantes do governo e da academia americana.
A força do PT, que impôs aliança com o PMDB em Minas e no Maranhão, está longe de ser absoluta. No Pará e no Paraná, as negociações travaram. Em Mato Grosso do Sul e na Bahia, o PMDB será adversário nas eleições estaduais.
Com Guilherme Queiroz e Rodolfo Borges
Devolução emperrada
Nº edição: 662 | 11.JUN - 21:00 | Atualizado em 11.06 - 21:08
O Ministério do Desenvolvimento vem pressionando o Planalto para tirar do papel medidas de alívio aos exportadores.
por Denize Bacoccina
A principal delas, que precisa ser enviada ao Congresso, permite devolver imediatamente metade dos créditos tributários de exportação. A outra metade vai continuar por lá, para ser devolvida sem correção monetária. No MDIC, a piada é que eles não lidam com o lobby dos empresários. Eles próprios têm de fazer o lobby pelo setor dentro do governo.

Campanha
Todos por Dilma
Vêm causando mal-estar entre funcionários da Presidência as pressões para colaborar com a campanha da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Eles reclamam que são obrigados a realizar tarefas que extrapolam suas obrigações como funcionários públicos.

Copa
Caminho aberto
O senador Gim Argello (PTB-DF) ainda tem quatro anos no cargo, mas já quer disputar eleição este ano. Como entrou como suplente de Joaquim Roriz, que renunciou em 2007, os advogados que vem consultando dizem que ele pode.
Banda larga
Menos, Santanna
A insistência do presidente da Telebrás, Rogério Santanna, em criticar as teles publicamente vem desagradando a cúpula do Plano Nacional de Banda Larga. Eles reclamam que o discurso de Santanna dificulta o entendimento entre o governo e as futuras operadoras do plano. E avaliam que, agora que já ganhou a briga, ele precisa ser mais político.

Angra
Combustível nuclear
O governo avança mais um passo rumo à autossuficiência na produção de combustível nuclear para as usinas de Angra 1 e 2. Na sexta-feira 18, a Indústrias Nucleares do Brasil põe em operação a segunda cascata nas instalações de Resende (RJ). A primeira foi inaugurada em 2004, e a terceira está prevista para 2015.

Cena do Planalto
Código polêmico
Trocas de acusações entre ambientalistas e ruralistas marcaram a sessão que deveria votar o novo Código Florestal Brasileiro, na quarta-feira 9. O relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), dedicado “aos agricultores brasileiros”, reduz a área de matas ciliares, perdoa o desmatamento anterior a 2008 e propõe o reconhecimento da jaca como fruta nacional. A votação foi adiada para mais debates.

Notas
A crise diplomática causada recentemente por Israel tem novimentado a embaixada do País em Brasília. A representação apelou para as redes de relacionamento para tentar influenciar a opinião pública depois da ofensiva militar aos barcos que tentaram furar o bloqueio a Gaza. Diplomatas vararam noites conversando com internautas e postando vídeos e informações favoráveis ao governo israelense.
PMDB e PSDB fazem suas convenções neste sábado, dia dos Namorados. Mas, enquanto o PMDB só vai bater o martelo da participação de Michel Temer como vice da petista Dilma Rousseff, os tucanos continuam procurando um par para José Serra. Um cargo cobiçado. Na semana passada, eram nove os pretendentes.

Garoto-propaganda
Nº edição: 661 | 03.JUN - 21:00 | Atualizado em 03.06 - 21:21
Eis a foto dos sonhos de qualquer corporação. Num evento no Rio de Janeiro, o presidente Lula decidiu quebrar o protocolo e abraçar o boneco da Michelin.
por Denize Bacoccina
A empresa é uma das maiores fabricantes de pneumáticos do mundo. É um daqueles raros momentos em que a propaganda, obtida sem nenhum planejamento prévio pela companhia, não tem preço.

Fazenda
Canal fechado
A entrada de Antônio Palocci na campanha de Dilma Rousseff acendeu a luz amarela na equipe do Ministério da Fazenda mais afinada com a candidata. Defensor de um aperto nos gastos públicos, o ex-ministro não deixou amigos entre os auxiliares mais próximos de Guido Mantega.

Justiça
Processos no Kindle
O pioneirismo da virtualização dos processos no Superior Tribunal de Justiça tem despertado atenção fora das fronteiras nacionais. A Amazon.com está atrás do tribunal para oferecer acesso aos processos no Kindle, o leitor eletrônico lançado pela companhia. O contato foi feito por executivos ligados ao empresário Jeff Bezos, fundador da Amazon, e, segundo o presidente do tribunal, César Asfor Rocha, rende parceria se for benéfico para o STJ.
Casa nova
Assessoria industrial
O bom desempenho de Dilma Rousseff no encontro dos presidenciáveis com a CNI tem nome. Foi Alessandro Teixeira, presidente da Apex, quem disse à candidata do PT o que os industriais gostariam de ouvir da própria Dilma. A boa interlocução com o PIB pode valer um ministério.

Expo Xangai
Interesse chinês
Revelou-se acanhada a expectativa do governo brasileiro de receber sete mil visitantes por dia no estande do Brasil na Expo Xangai, aberta no início de maio. Por dia, cerca de 15 mil pessoas, mais que o dobro, têm passado pelo pavilhão brasileiro.

Cena do Planalto
Índio no Senado
Na terça-feira 1º, o senador Eduardo Suplicy buscou negociar a saída dos 60 índios que desde janeiro vivem acampados em frente ao Ministério da Justiça. A polícia tentou cumprir a decisão judicial que determinou que os indígenas ficassem a pelo menos mil metros de distância, mas o cacique Carlos Pancararu disse que uma das moças havia “se tornado mulher” e não podia deixar a oca por sete dias.

Notas
O líder da bancada ruralista, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), promete rigor na liberação de recursos para entidades como o MST. Ele também defende a reforma do Código Florestal.
A Presidência da República só espera a próxima viagem do presidente Lula ao Exterior para fazer a mudança de volta ao Palácio do Planalto, após a reforma. A oportunidade virá no dia 25 de junho.
A advogada Paula Forgioni mal teve tempo de promover sua candidatura e já apareceu uma pedra no caminho que poderia levá-la ao STJO escritório de Paula, que já teve o ministro Eros Grau como sócio, foi condenado a pagar R$ 327 mil porque havia sido contratado sem licitação pelo metrô.
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