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Nº edição: 607 | 27.MAI - 10:00 | Atualizado em 28.02 - 19:09
O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, desembarca em Moscou no dia 29 para um encontro que servirá de prévia para a reunião de presidentes dos Brics
por Gustavo Gantois
BRICS

Muitas ideias na cabeça
O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, desembarca em Moscou no dia 29 para um encontro que servirá de prévia para a reunião de presidentes dos Brics. Mangabeira levará propostas do Brasil em um assunto que não agrada nada aos Estados Unidos: o futuro do mercado sem o dólar. Uma das ideias, aventada pela China e pela Rússia, é a volta do padrão ouro nas transações comerciais, mais como símbolo monetário do que propriamente como moeda. O Brasil não vai embarcar na proposta, mas aceita discutir uma abertura maior a outras moedas. A reunião de presidentes vai ocorrer em junho.
NOTAS
O governo boliviano tem pressionado o Ministério de Minas e Energia brasileiro a retomar discussões sobre a construção de um segundo gasoduto entre os dois países, orçado em US$ 2 bilhões. A receptividade, no entanto, é fraca. O Brasil avalia que a Bolívia tem criado empecilhos para regularizar a situação de 15 mil brasileiros que vivem por lá.
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Clifford Sobel, bem que tentou. Praticamente uma unanimidade entre empresários brasileiros, Sobel vinha argüindo o Departamento de Estado sobre sua permanência no País. Não deu. Ele já está preparando as malas e deve deixar a embaixada no próximo mês. O Itamaraty, inclusive, já recebeu as credenciais do novo embaixador americano.
Indústria
Caminho das Índias
O ministro Miguel Jorge foi procurado dias atrás por uma comitiva indiana. Tratava-se de representantes da montadora Bajaj, a maior concorrente da Tata Motors por lá. Interessada no mercado sul-americano, a Bajaj quer instalar uma fábrica no Brasil voltada a veículos populares. A Tata fixou-se no Uruguai.
PAC
O filho do PAC
As ausências da ministra Dilma Rousseff não se devem apenas ao tratamento contra o linfoma. Dilma está ocupada preparando um anexo de obras ao PAC estimado em US$ 4 bilhões. São projetos de médio porte, como rodovias, usinas geradoras e redes de saneamento - itens que constam no programa inicial, mas desta vez se concentram no Nordeste.
POLÍTICA

Superexposição
O chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, recebeu uma nova missão do presidente Lula. Na verdade, missão reincidente. Carvalho, a partir de agora, vai aparecer cada vez mais. É uma espécie de teste de receptividade para a presidência do PT. Lula acredita que o "baixinho" ainda não tem quórum suficiente.
Habitação
O empreiteiro João de Queiroz Galvão vai entrar de cabeça no programa Minha Casa, Minha Vida. Sua construtora, a Queiroz Galvão, negocia com o governo um investimento de R$ 150 milhões na construção de casas populares no Nordeste. A Caixa financiará as obras.
CENA DO PLANALTO

Collor na tropa de choque
Para quem já foi vidraça, será interessante virar estilingue. O senador Fernando Collor é o mais cotado para presidir a comissão parlamentar de inquérito que a oposição conseguiu instalar no Senado para investigar a Petrobras. O ex-presidente, que já sofreu sob os holofotes de uma CPI, deve entrar em cena para acalmar os ânimos entre governistas e tucanos.
Poder
Nº edição: 606 | 20.MAI - 10:00 | Atualizado em 27.02 - 23:04
O presidente do Banco do Brasil, Adelmir Bendine, já traçou alguns objetivos para o seu mandato
por Denize Bacoccina
FINANÇAS
Briga de foice

O presidente do Banco do Brasil, Adelmir Bendine, já traçou alguns objetivos para o seu mandato. Quer abrir 100 agências até o fim do ano, num investimento que beira os R$ 120 milhões. Além disso, está disposto a usar o Banco Votorantim como carro-chefe para a compra de um banco com sede no Rio de Janeiro. O movimento segue o ritmo misto de crescimento orgânico com aquisições, ainda mais após a suspensão das negociações com o BRB. Bendine acha que o governador José Roberto Arruda está querendo ganhar em cima do BB. Pede R$ 1,7 bilhão, enquanto o BB não oferece mais que R$ 800 milhões. A compra que continua de pé é a do Banestes, do Espírito Santo.
NOTAS
Nem sequer esquentou na Câmara o debate sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica, que prometia a redução do preço das passagens aéreas. Os deputados se reuniram só seis vezes. Em uma, para audiência pública. Em outras duas, votaram requerimentos do presidente da comissão. As empresas aéreas agradecem.
A subsecretária do Tesouro americano, Nancy Lee, encontrouse na semana passada com economistas brasileiros. A funcionária de Tim Geithner queria saber: 1) a intensidade do apoio à política comercial de Obama; 2) como ficará o Itamaraty, tanto na hipótese de vitória de Dilma quanto de Serra; 3) se Dilma é viável.
IPI
Chororô fiscal
O ministro Miguel Jorge foi quem deu a deixa. Procurado por Multibrás, Electrolux e GE, deu a entender que o governo poderá conceder a extensão do prazo de redução do IPI para a linha branca, que vai até julho. A indústria quer esticar até outubro, a tempo de abastecer o comércio para o Natal.
REGULAÇÃO
Fusão no transporte
Está com o ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, o projeto para fundir a Agência Nacional de Transportes Aquaviários e a de Transportes Terrestres. Ele marcou reunião para discutir isso, mas terá de passar pelo Congresso.
INTERNACIONAL
Negócios no Peru

O presidente da Andrade Gutierrez, Sergio Andrade, recebeu uma bela notícia do Itamaraty na semana passada. Sua construtora e a Camargo Corrêa estão firmes no páreo para construir e operar seis hidrelétricas no Peru. O investimento, de quase US$ 5 bilhões, foi acertado em um acordo assinado no fim de abril.
MEIO AMBIENTE
Kassab e o clima
O prefeito Gilberto Kassab desembarca na segunda-feira 18 em Seul para abrir o C-40, que reúne 40 metrópoles do mundo para discutir mudanças climáticas. Kassab vai detalhar o projeto das termelétricas que transformam em energia o gás produzido em aterros sanitários.
CENA DO PLANALTO
A luta continua

A batalha do vice-presidente José Alencar parece infindável. Na terça-feira 12, ele voltou ao hospital Sírio- Libanês para fazer novos exames, após uma complexa cirurgia realizada em janeiro. Alencar foi, então, confrontado com a notícia de que novos tumores voltaram a aparecer no intestino. Ainda assim, o vice não perdeu a determinação. "Tenho absoluta disposição para fazer o que for preciso", disse.
Briga de foice
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