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Poder

Nada de economia

Nº edição: 861 | 17.ABR.14 - 17:00

Embora venha fazendo duras críticas à política econômica da presidenta Dilma Rousseff, o pré-candidato Eduardo Campos (PSB) ainda não montou sua equipe econômica

por Denize Bacoccina

Campos e Marina

 
Embora venha fazendo duras críticas à política econômica da presidenta Dilma Rousseff, o pré-candidato Eduardo Campos (PSB) ainda não montou sua equipe econômica. A ex-senadora Marina Silva, vice na chapa, já indicou Eduardo Gianetti e tem se aproximado de André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real. O discurso de Campos, ele próprio economista de formação, tem criticado o intervencionismo do governo, em sintonia com a linha mais liberal daqueles que assessoram sua vice. O programa deve trazer um plano para recuperar a competitividade através do investimento em novas tecnologias e da recuperação da confiança dos empresários e investidores.
 
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Bitributação

Promessa fora da MP
 
Com a aprovação da MP 627 na Câmara dos Deputados, que trata de bitributação de empresas com filiais no Exterior, a esperança das multinacionais brasileiras é a negociação de um alívio fiscal através de uma nova medida provisória. A mudança foi prometida pelo Ministério da Fazenda, mas até agora ninguém foi chamado para conversar sobre o assunto.
 
 


Agricultura

Agilidade necessária
 
Depois de convencer o governo a aumentar os recursos para o plano safra e a modernizar os portos para reduzir os custos, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) já elegeu o novo foco das conversas oficiais: a criação de uma agência específica para analisar a liberação de fertilizantes e pesticidas, sem passar pela Anvisa.
 
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Ferrovia

Segurobras
 
A Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), a nova estatal de seguros, apelidada de Segurobras, deve receber um aporte do Tesouro para entrar de fato em funcionamento ainda neste ano. A instituição vai utilizar os recursos para garantir os riscos de projetos de infraestrutura onde o mercado segurador privado não puder ou quiser atuar, como as concessões de ferrovias.
 
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Construção

Casa demorada
 
A demora no lançamento da terceira fase do Minha Casa Minha Vida preocupa os empresários do setor de construção civil, que temem atrasos na aprovação no Congresso por causa do calendário eleitoral. Mas as preocupações não ficar por aí. Na próxima semana, eles entregam um documento pedindo redução da burocracia e da carga tributária e revisão da legislação trabalhista.
 
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Colômbia

Acordo de serviços
 
O secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, está trabalhando em um acordo comercial para o setor de serviços com a Colômbia. O objetivo é facilitar as trocas entre os dois países, com regras específicas de pagamento e de vantagens. É o primeiro acordo deste tipo para o Brasil e pode abrir caminho para outros países.
 
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Notas
 
Os indicadores da nova lei de diretrizes orçamentárias (LDO), divulgada na terça-feira 15, mostram que governo e mercado continuam falando línguas diferentes. Enquanto os economistas projetam um crescimento de 1,6% para o PIB deste ano, o governo espera uma expansão de 2,5%.
 
Depois das viagens ao Brasil, a presidenta Dilma Rousseff recebe três chefes de Estado. Na terça-feira 22, o xeque dos Emirados Árabes, Khalifa bin Zayed Al Nahyan, visita o Planalto. Na quarta, encontra-se em São Paulo com a argentina Cristina Kirchner e na quinta recebe em Brasília a chilena Michelle Bachelet.
 
 
Colaborou: Carolina OMS

Desoneração permanente

Nº edição: 860 | 11.ABR.14 - 20:30 | Atualizado em 17.Apr.14 - 02:02

O governo não pretende fazer novas reduções de impostos neste ano, mas vai tornar permanente a desoneração da folha de pagamento, com a cobrança da contribuição previdenciária incidindo sobre o faturamento, em vez dos salários

por Denize Bacoccina

Salários

 
O governo não pretende fazer novas reduções de impostos neste ano, mas vai tornar permanente a desoneração da folha de pagamento, com a cobrança da contribuição previdenciária incidindo sobre o faturamento, em vez dos salários. A medida, que começou a ser implementada em 2012 e hoje é aplicada em 56 setores, vai custar R$ 21,6 bilhões neste ano ao Tesouro, que repassa os recursos à Previdência. A lei que concede o benefício só vale até o fim do ano, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, diz que o governo deve enviar um projeto tornando a medida permanente. As empresas agradecem.
 
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Argentina

Relação melhor
 
Depois de anos de desgaste e bloqueios não oficiais aos produtos brasileiros, o governo federal avalia que os argentinos finalmente estão adotando uma postura mais amigável, preocupados em manter a cadeia automotiva funcionando. A queda do comércio bilateral, de 12% em março sobre 2013, soou o alerta no país de Cristina Kirchner.
 
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Montadoras

Nacionalização forçada
 
Representantes das montadoras Toyota, Kia Motors, Hyundai e GM e dos governos do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro embarcam no fim do mês para o Japão e a Coreia do Sul para atrair fabricantes de autopeças interessados em se instalar no Brasil. Para se enquadrar nas regras do Inovar Auto, as montadoras estrangeiras precisam comprar pelo menos 60% dos componentes no mercado interno. No segundo semestre, será a vez de buscar fornecedores europeus.
 
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Articulação política

Agenda cheia
 
Recém-chegado à secretaria de Relações Institucionais, o ministro Ricardo Berzoini já recebeu, em apenas cinco dias, 38 deputados e senadores, em grupos ou individualmente, no Palácio do Planalto. A estratégia parece estar funcionando. A base aliada não impediu a CPI da Petrobras, mas incluiu a investigação das denúncias de cartel no Metrô de São Paulo e supostas irregularidades no porto de Suape, em Pernambuco.
 
 
 

Carne

Cardápio brasileiro
 
Os turistas estrangeiros que visitarem o Brasil durante a Copa assistirão a uma campanha para incentivar o consumo de carne brasileira. Uma ação desse tipo realizada pela Apex, na Copa das Confederações, no ano passado, resultou em negócios anunciados de R$ 1,8 bilhão para vários setores. Com a campanha deste ano a meta é elevar as exportações de carnes em 12,5%, para US$ 18 bilhões.
 
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Receita

Selo em falta
 
A Receita Federal não renovou um contrato com a Casa da Moeda para a produção de selos fiscais obrigatórios em cigarros e bebidas. O contrato venceu em dezembro do ano passado e alguns importadores estão preocupados com os estoques, que já estão chegando ao fim.
 
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Notas
 
Os conselhos regionais de medicina voltaram a questionar na Justiça o programa Mais Médicos, do governo federal. Agora, os processos pedem o nome dos monitores e supervisores dos profissionais estrangeiros. O governo considera a ação política e já se prepara para defender os profissionais do programa de possíveis ações disciplinares nos conselhos.
 
Não são apenas os alimentos que devem pesar na inflação dos próximos meses. Parte do custo extra com as termelétricas no ano passado será cobrada já nas contas de maio. O IPCA de março, que veio acima do esperado, levou alguns economistas a revisar a projeção deste ano. O governo mantém o discurso otimista de que a inflação ficará abaixo de 6,5%.
 
 
Colaborou: Carolina Oms

Campanha preventiva

Nº edição: 859 | 04.ABR.14 - 20:30 | Atualizado em 17.Apr.14 - 03:04

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai entregar as propostas do setor produtivo para o próximo governo em evento com os presidenciáveis Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos, em julho

por Denize Bacoccina

Presidenciáveis

 
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai entregar as propostas do setor produtivo para o próximo governo em evento com os presidenciáveis Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos, em julho. A principal delas é a negociação de acordos comerciais, não só com a União Europeia, já em curso, mas com Estados Unidos, Canadá, México e Japão. A indústria também vai defender a assinatura de acordos para evitar a bitributação nos mercados com maior presença de empresas transnacionais. A entidade está preocupada com a perda de competitividade dos produtos brasileiros no Exterior e avalia que esses acordos ampliariam o mercado de exportação e os investimentos brasileiros lá fora.
 
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Internet

Pressa no Senado
 
Depois de superar as dificuldades enfrentadas na Câmara dos Deputados, o governo depende da boa vontade dos senadores para aprovar o Marco Civil da Internet. O projeto, que ainda tramita nas comissões da Casa, teria de ser votado antes da Páscoa para que a presidenta Dilma Rousseff sancione a nova lei durante um evento sobre o tema, no dia 23. 
 
 
 
 
Dívida

De volta à pauta
 
O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) vai recolocar em pauta a mudança no indexador da dívida dos Estados e municípios. Ele propôs uma sessão conjunta entre as comissões de Constituição e Justiça e Assuntos Econômicos, na quarta-feira 9, para aprovar seu relatório, que retira as emendas dos senadores e retoma o texto aprovado pela Câmara. Luiz Henrique argumenta que o temor de impacto nos mercados já não existe. “A S&P rebaixou o rating brasileiro e o capital continua entrando”, diz o senador.
 
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Articulação

Tudo rapidinho
 
A rapidez da cerimônia de posse do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) na Secretaria de Relações Institucionais pegou de surpresa alguns parlamentares que chegaram quando o evento já estava terminando. Ainda assim, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu, em seu discurso, a presença de 11 senadores e 24 deputados. No dia seguinte, Berzoini já se reuniu com líderes aliados para mapear os projetos de interesse de cada partido.
 
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Genéricos

Pressão veterinária 
 
O ministro da Agricultura, Neri Geller, mal assumiu o cargo e já terá de comparecer ao Senado para dar explicações sobre a falta de produção de genéricos para uso veterinário no Brasil. A lei foi aprovada em 2012, mas até agora não foi regulamentada. O senador Ruben Figueiró (PSDB-MS) ameaça recorrer à Justiça.
 
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Congonhas

Pontualidade premiada
 
A Secretaria de Aviação Civil começou a discutir com as companhias aéreas a redistribuição dos horários para voos no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Como o terminal fica em área urbana e não pode ser ampliado, a disputa é acirrada. O governo quer privilegiar as companhias com bom histórico de pontualidade e os destinos regionais, para estimular as conexões entre cidades menores.
 
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Notas
 
A decisão do TRT de Campinas proibindo os produtores de suco de laranja de comprar a fruta de outros produtores deixou alarmados vários setores do agronegócio. Eles temem que a decisão seja ampliada para empresas como frigoríficos e usinas de açúcar e álcool, que também compram de terceiros.
 
A desvalorização do real deu um fôlego às exportações industriais, mas a carga tributária continua elevada. Em reunião com exportadores que pediram a volta do Reintegra, o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, foi favorável à medida. No entanto, alegou falta de espaço fiscal para atendê-los.
 
 
Colaborou: Carolina Oms

Desonera, mas arrecada

Nº edição: 858 | 28.MAR.14 - 20:30 | Atualizado em 14.Apr.14 - 12:15

Os primeiros resultados da arrecadação federal evidenciam um desencontro dentro da equipe econômica

por Denize Bacoccina

Receita

 
Os primeiros resultados da arrecadação federal evidenciam um desencontro dentro da equipe econômica. Embora o governo tenha dito que não faria novas desonerações, a conta da renúncia fiscal continua subindo. No primeiro bimestre, o custo para cobrir a desoneração da folha de pagamentos chegou a R$ 3,6 bilhões, alta de 125% sobre igual período do ano passado. No total, incluindo outros incentivos, o governo abriu mão de R$ 17 bilhões, 60% a mais do que no primeiro bimestre de 2013. Apesar disso, o secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, pode ficar aliviado. A curva da arrecadação voltou a apontar para cima: alta de 3,4% em fevereiro e 1,9% no acumulado do ano.
 
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Construção

Selo sustentável
 
O governo estuda a criação de um selo de eficiên­cia energética para a construção civil. A ideia é fazer uma classificação semelhante à encontrada nas geladeiras, com dois objetivos: reduzir o desperdício de material durante a obra e criar edifícios com economia de água e energia elétrica para os condôminos. 
 
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MP 627

Lista de exceção
 
Depois de meses de oposição ferrenha ao Marco Civil da internet, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, acabou se alinhando com a posição do seu partido e votou a favor do projeto, na semana passada. A moeda de troca foi a MP 627, que trata de tributação de empresas brasileiras com subsidiárias no Exterior. Na nova versão do texto, que está sendo relatado por Cunha, empresas dos setores de bebidas, alimentos e construção terão desconto na tributação.
 
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Mercosul

Dificuldade argentina
 
A CNI está pessimista com as perspectivas para o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Os representantes da indústria acham que, se o tratado não sair até maio, quando o bloco europeu tem eleições, as negociações terão de recomeçar do zero. A maior dificuldade é fechar uma proposta com a Argentina.
 
 


Licitações

Promessa duvidosa
 
O presidente do Senado, Renan Calheiros, fez aos empresários da indústria uma promessa que terá dificuldade em cumprir. Disse que já estava tudo certo para que a atualização da Lei de Licitações seja aprovada até o meio do ano.
 
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Turismo

Parques prioritários
 
O novo ministro do Turismo, Vinicius Lages, escolheu os parques naturais como prioridade de sua gestão. No total, o País conta com 69 parques, que receberam seis milhões de visitantes no ano passado. Em 51º lugar entre 140 países no ranking de competitividade do turismo do Fórum Econômico Mundial, o Brasil lidera em apenas um item: o de recursos naturais.
 
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Notas
 
O governo tenta convencer a base aliada do Senado a engavetar proposta que obriga os governos estaduais e federal a aumentar o número de defensores públicos no País. A oposição será discreta, já que o projeto foi aprovado na Câmara com 392 votos.
 
A partir de junho, as empresas serão obrigadas a registrar seus contratos de energia na Câmara de Compensação de Energia Elétrica (CCEE), que vai publicar os dados consolidados. O objetivo é ampliar a transparência no mercado livre, com um número maior de informações disponíveis ao comprador.
 
 
Colaborou: Carolina Oms

O imposto fica

Nº edição: 857 | 21.MAR.14 - 20:30 | Atualizado em 18.Apr.14 - 10:30

Apesar de prometer aos empresários algumas alterações na medida provisória 627, como os prazos de pagamento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não tem intenção de mexer no principal: a tributação no Brasil

por Denize Bacoccina

MP 627

 
Apesar de prometer aos empresários algumas alterações na medida provisória 627, como os prazos de pagamento, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não tem intenção de mexer no principal: a tributação, no Brasil, dos lucros obtidos nas operações no Exterior. O governo entende que a cobrança da diferença entre o que foi pago fora, até chegar à alíquota de 34%, não impacta empresas instaladas em países que cobram imposto superior a 20%, por causa dos descontos oferecidos pela Receita Federal. Países com tributação menor, na avaliação do governo, devem ser tratados como se fossem paraísos fiscais. É este o limite do estímulo à internacionalização das empresas brasileiras.
 
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Construção civil

O tempo fechou
 
Depois de constatar que o excesso de burocracia aumenta em 12% o custo das construções residenciais no País, a Câmara Brasileira da Indústria da Contrução (CBIC) vai encomendar um estudo para verificar o impacto no preço das obras de infraestrutura. Intrigada com o tema, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) também está promovendo um levantamento para apontar formas de eliminar ou reduzir a burocracia.
 
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CNI

Importação
 
A CNI será o órgão emissor da ATA Carnet, um documento que facilita a exportação temporária de produtos que, em seguida, retornam aos seus países. Por causa da Copa, a CNI prevê emitir cerca de dois mil documentos neste ano, para as seleções trazerem seus equipamentos esportivos e médicos.
 
 
 

Desenvolvimento

Todo ouvidos
 
Há pouco mais de um mês no cargo, o ministro do Desenvolvimento, Mauro Borges, vem se dedicando a solucionar uma das principais críticas do setor privado ao seu antecessor, Fernando Pimentel: a de que não ouvia os empresários. Nas últimas semanas, a agenda do ministro esteve recheada de audiências com entidades empresariais. Semana passada, foi a vez do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
 
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Investimento

A ajuda que atrapalha
 
A redução de impostos para bens de capital que não são produzidos no Brasil deve incentivar a importação desses equipamentos nos próximos meses. Em fevereiro, as compras caíram 13% porque os empresários aguardavam o anúncio da lista de produtos que teriam o tributo reduzido, divulgada apenas na segunda-feira 17, com mais de 400 itens. Embora ajude a modernizar a indústria brasileira, a importação dessas máquinas tende a piorar o já elevado déficit da balança comercial em 2014. 
 
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Inflação

Expectativa piorada
 
A elevação do IPCA em fevereiro, com nova alta de alimentos, deteriorou as expectativas do mercado para a inflação de 2014. A pesquisa Focus, do Banco Central, mostra que os economistas do setor privado agora esperam um índice de 6,11% para este ano. Para 2015, a previsão é de 5,7%. Será o sexto ano consecutivo de inflação acima do centro da meta.
 
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Notas
 
Sete semanas após o retorno dos deputados do recesso, a pauta do plenário da Câmara continua trancada. Semana passada, as comissões temáticas se dedicaram a aprovar convocações para que os ministros participem de audiências.
 
O ex-ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel deixou o governo, mas manteve a influência mineira na Esplanada. É amigo dele o novo ministro de Ciência e Tecnologia, Clelio Campolina Diniz, reitor da UFMG.
 
 
Colaborou: Carolina OMS

"Olé" institucional

Nº edição: 856 | 14.MAR.14 - 20:30 | Atualizado em 12.Apr.14 - 14:18

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, levou um drible do Congresso ao cumprir a promessa de reduzir o número de medidas provisórias, substituindo as MPs por projetos de lei com urgência constitucional

por Denize Bacoccina

Congresso

 
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, levou um drible do Congresso ao cumprir a promessa de reduzir o número de medidas provisórias, substituindo as MPs por projetos de lei com urgência constitucional. O que o Executivo não contava é que esses projetos trancam apenas uma parte da pauta, permitindo que deputados e senadores continuem votando questões de seu interesse em sessões extraordinárias. Enquanto isso, os projetos do Executivo vão se acumulando. Além do marco civil da internet, parado desde dezembro, outros cinco seguram a pauta da Câmara. Entre eles o que destina 10% da multa do FGTS para o programa Minha Casa Minha Vida e o que cria cotas para negros no serviço público.
 
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Campanha

Na estrada
 
Conforme forem deixando seus cargos no governo, os candidatos ficam livres para cair na estrada – e o mesmo faz a presidenta Dilma Rousseff. Com uma agenda internacional mais amena, ela vai programar viagens semanais aos Estados para entregar obras, equipamentos ou participar de formaturas de cursos técnicos. 
 
 
 

Aeroportos

Contratos na mão
 
O governo marcou para o dia 31 de março a data da assinatura do contrato de concessão dos aeroportos de Confins e Galeão. O aeroporto do Rio será administrado pela Odebrecht e pela operadora Changi, de Cingapura. E o mineiro foi arrematado pela construtora CCR e pelas operadoras de Munique e Zurique. O que ainda não está decidido é se as concessões continuam ou param por aí.
 
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Paraguai

Abuse e invista 
 
Animado com a redução de custos de até 35%, um empresário brasileiro da área de materiais de construção trocou os EUA pelo Paraguai na abertura de uma nova unidade. “Usem e abusem do Paraguai”, disse o presidente Horacio Cartes – que também é empresário e suspeito de contrabandear cigarros para o Brasil – ao grupo que visitou o país no mês passado, liderado pela CNI.
 
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Itamaraty

Tesoura no adicional
 
Com um corte de R$ 200 milhões no orçamento, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, encontrou um jeito de reduzir os gastos com diplomatas no Exterior: elevou a classificação de postos como Pequim e Bogotá. Assim, diminui o adicional pago a quem está em cidades consideradas pouco atrativas.
 
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Mercosul-UE

Jogo de empurra
 
O governo brasileiro tem reclamado da demora dos europeus em apresentar sua proposta para o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul. Mas a regra do bloco diz que eles só podem formalizar sua proposta depois que souberem se o Mercosul vai apresentar a sua em conjunto ou cada país em separado. A data deverá ser definida numa reunião técnica na sexta-feira 21.
 
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Notas
 
O secretário de Comércio Exterior no governo Lula Welber Barral recebe nesta segunda-feira 17 o título de cavaleiro de honra do governo francês. Barral foi escolhido pelo trabalho de aproximação comercial entre Brasil e França, primeiro no governo e depois como consultor.
 
Com os arrendamentos dos portos prestes a serem liberados pelo TCU, a Secretaria Especial de Portos ficará de fora do loteamento partidário. Ficou decidido que a pasta continuará sendo comandada pelo economista Antonio Henrique da Silveira, técnico escolhido pela presidenta Dilma.
 
 
Colaborou: Carolina Oms

Retroativo ou não?

Nº edição: 855 | 07.MAR.14 - 20:30 | Atualizado em 18.Apr.14 - 15:40

Com o País ameaçado de ter a sua nota rebaixada pelas agências de classificação de risco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou atrás no acordo que havia feito com parlamentares

por Denize Bacoccina

Dívidas estaduais

 
Com o País ameaçado de ter a sua nota rebaixada pelas agências de classificação de risco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou atrás no acordo que havia feito com parlamentares e passou a defender a mudança no indexador das dívidas de Estados e municípios somente para o futuro, esquecendo o que já foi pago. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), no entanto, segue articulando a aprovação do projeto com senadores da oposição e da base aliada incluindo a retroatividade. O governador, que será beneficiado com a mudança, acredita que o projeto será votado até abril. Ele conta com a melhoria das contas do seu Estado a tempo de fazer investimentos antes das eleições de outubro.
 
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Defesa

Liberação silenciosa
 
O Ministério da Defesa já refaz as contas dos projetos que serão adiados com a redução do Orçamento anunciada no mês passado pelo governo federal. A tesourada foi de R$ 3,5 bilhões, quase um quarto do total. Mas os técnicos ainda não dão o corte como definitivo. No ano passado, a pasta perdeu R$ 3,6 bilhões no contingenciamento inicial, mas ao longo do ano conseguiu liberar R$ 2,1 bilhões. A compra dos caças Gripen NG, cujo contrato só fica pronto no fim do ano, não será afetada, já que os desembolsos só começam quando iniciar a produção.
 
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Cinto apertado

Faltou combinar
 
Preocupado com o equilíbrio fiscal, o governo garantiu não realizar novas desonerações em 2014, mas não combinou com o PT. A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado analisa projeto do petista Paulo Paim (RS) para isentar de IOF as operações de crédito consignado. A renúncia da proposta está estimada em R$ 2,5 bilhões.
 
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Livros

Nova mudança?
 
Adotado pelo Brasil em 2008, e ainda tema de polêmica, o acordo ortográfico que unifica as regras nos oito países que têm o português como língua oficial pode ser novamente modificado. Um grupo de trabalho técnico, criado pelo Senado, defende a simplificação das regras. As editoras brasileiras reclamam que já perderam R$ 2,2 bilhões com a mudança porque tiveram que revisar seus textos e não conseguiram ampliar o mercado. 
 
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Infraestrutura

Mais oportunidades
 
Em encontros com investidores estrangeiros, integrantes da equipe econômica têm se esforçado para mostrar oportunidades em infraestrutura. Nos próximos quatro anos, as obras para o setor devem consumir US$ 221,3 bilhões.
 
 
 

Cingapura

Agora, os portos
 
Depois de abocanhar o aeroporto do Galeão, em parceria com a construtora Odebrecht, Cingapura está de olho nas concessões dos portos brasileiros. Além de um terminal por onde passa 20% de toda a carga de contêineres do mundo, a estatal PSA International administra portos em outros 14 países.
 
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Notas
 
A presidenta Dilma Rousseff intensificou suas visitas a Minas Gerais, seu Estado natal. Nos dois primeiros meses deste ano, das nove viagens presidenciais dentro do País, três foram a cidades mineiras. Em todo o ano passado, foram nove visitas.
 
O futebol não figura entre os esportes preferidos nos Estados Unidos. Ainda assim, os americanos já se preparam para atender os 55 mil turistas que devem viajar ao Brasil durante a Copa. Nas cidades-sede onde não há consulado, os escritórios serão montados em hotéis.
 
 
Colaborou: Carolina OMS

Vai Encarar?

Nº edição: 854 | 28.FEV.14 - 13:00 | Atualizado em 16.Apr.14 - 14:27

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, conseguiu bancar a queda de braço com os operadores de mercado - pelo menos neste início de ano

por Denize Bacoccina

Tesouro

 
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, conseguiu bancar a queda de braço com os operadores de mercado – pelo menos neste início de ano. Em janeiro, o Tesouro chegou a cancelar leilões de títulos do governo, “em razão das condições de mercado”. A consequência é que, no primeiro mês do ano, R$ 99 bilhões em títulos venceram e não foram renovados porque o Tesouro não quis pagar os altos juros exigidos pelos compradores. Mas os esforços do governo em convencer que vai tratar as contas públicas com mais seriedade têm acalmado os investidores. O anúncio do superávit de 1,9% do PIB neste ano já reduziu as taxas em fevereiro, um incentivo para novas emissões de papéis da dívida em breve.
 
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Energia

Cada dia menor
 
Na série histórica do Operador Nacional do Sistema, que começa em 1996, só uma vez o nível de água dos reservatórios das usinas hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste esteve abaixo do volume atual, num mês de fevereiro. Foi em 2001, o ano do apagão. Em fevereiro daquele ano os reservatórios tinham 33,4% da capacidade total. Na terça 25, operavam com 35,07%, menos do que em janeiro. E o nível vem diminuindo a cada dia. 
 
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Bitributação

Sem prazo
 
Relator de um projeto que altera a tributação de empresas brasileiras no Exterior, o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), não vai recuar da principal alteração feita no texto enviado pelo Executivo ao Congresso: o prazo de oito anos para que as empresas paguem seus impostos. O governo insiste no prazo original de cinco anos.
 
 
 

Orçamento

Nem o turismo escapou
 
Mesmo com a expectativa de aproveitar a Copa para atrair mais estrangeiros ao Brasil, o Ministério do Turismo não foi poupado pelo corte de gastos. Pelo contrário, a pasta perdeu 43% de seu orçamento para investimento e ficou com míseros R$ 350 milhões. Agora, vai depender das emendas parlamentares.
 
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Investidores

Nada de esnobar
 
Em tempos de aspirador de dólares do Fed ligado, o governo não quer esnobar o mau humor do mercado. Depois de anunciar a meta fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, esforça-se para mostrar que a promessa é para valer. Já falou com bancos e jornalistas estrangeiros e fez corpo a corpo com economistas de bancos brasileiros, junto com o secretário de Política Econômica, Marcio Holland. 
 
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Tarifas

Transparência adiada
 
Aprovado há sete meses na Câmara como resposta às manifestações, o projeto que exige a divulgação dos cálculos da tarifa dos transportes públicos teve a votação adiada no Senado. Um senador apresentou uma emenda para que o benefício a estudantes e idosos seja pago com recursos públicos.
 
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Notas
 
Apesar da piora no déficit a cada semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, ainda mantém a previsão de um superávit na balança comercial deste ano. Ele aposta nos dólares da exportação agrícola, que começam a entrar em março.
 
A oposição ao governo Jaques Wagner, na Bahia, tem usado o atraso nas obras da fábrica da JAC Motors para criticar o governador. A fábrica da montadora chinesa deve ficar pronta em março de 2015, quatro meses após a data prevista.
 
 
Colaborou: Carolina OMS

Mudança de hábito

Nº edição: 853 | 21.FEV.14 - 20:30 | Atualizado em 06.Apr.14 - 17:22

Desde que assumiu o cargo, no início de fevereiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, só foi visto em público uma vez, quando levou a mensagem do Executivo ao Congresso

por Denize Bacoccina

Casa Civil

 
Desde que assumiu o cargo, no início de fevereiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, só foi visto em público uma vez, quando levou a mensagem do Executivo ao Congresso. Nas últimas semanas, Mercadante pouco saiu de seu gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto, reunindo-se com outros ministros e tentando inteirar-se de tudo o que está sendo feito pelo governo. Apesar da agenda interna intensa, Mercadante já começou a abrir espaço para o setor privado, numa mudança de postura em relação à antecessora, Gleisi Hoffmann. Nas últimas semanas, recebeu representantes da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e os presidentes das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez.
 
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Ministério

À espera do sucessor
 
A demora da presidenta Dilma Rousseff em concluir a reforma ministerial já vem causando problemas a ministros que querem retornar ao Congresso para disputar um novo mandato. O do Turismo, Gastão Vieira (PMDB-MA), queria ter voltado à Câmara para integrar a Comissão de Educação, que já presidiu duas vezes. Enquanto seu sucessor não é definido, não pode sair.
 
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Popularidade

Cai e fica
 
Os protestos do ano passado reduziram para um novo patamar a popularidade do governo. Na pesquisa CNT divulgada na semana passada, a presidenta Dilma Rousseff manteve a aprovação em torno de 55%. Nada comparável ao índice de 74% que ostentava no início de junho de 2013, antes das manifestações.
 
 


Algodão

Seguro distorcivo
 
Os produtores brasileiros de algodão já têm um novo argumento para apresentar à OMC reclamando do descumprimento por parte do governo Obama da decisão do órgão de eliminar os subsídios aos produtores locais. Vão dizer que o seguro contra perdas climáticas incluído na nova Lei Agrícola americana é tão distorcivo aos preços quanto o subsídio.
 
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Honorários

No bolso dos advogados
 
Em breve, os oito mil advogados da União receberão, além dos salários, os honorários referentes às ações que vencerem para o governo. Hoje, esse dinheiro vai para os cofres do Tesouro. O projeto já foi aprovado na Câmara. O governo chegou a liberar os deputados da base para aprovar a mudança, depois recuou e silenciou diante do mal-estar. A associação que representa os advogados e procuradores calcula que cada um terá direito a um acréscimo em sua remuneração de cerca de R$ 1,5 mil por mês.
 
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Água

Nova divisão
 
A queda do nível do sistema Cantareira levou a Agência Nacional de Águas a revisar os estudos que vão embasar as novas autorizações para captação de água das represas que abastecem parte da Grande São Paulo e a região de Campinas. A agência suspendeu a consulta popular e quer reavaliar o pedido de Campinas para receber mais água, levando em conta a mudança no padrão de chuvas da região. A outorga atual, concedida em 2004, vence em agosto.
 
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Notas
 
No encontro que terá na segunda-feira 24 com o presidente da União Europeia, José Manuel Durão Barroso, em Bruxelas, a presidenta Dilma Rousseff dirá que o Brasil aguarda a oferta do bloco europeu para retomar a negociação do acordo comercial. Do lado do Mercosul, falta a Argentina.
 
Apesar do amplo apoio ao programa Mais Médicos, está crescendo a preocupação dos brasileiros com a qualidade da saúde pública. Pesquisa da CNT mostra que passou de 23% para 31% a parcela dos que acham que a situação vai piorar nos próximos meses. Má notícia em ano eleitoral.
 
 
Colaborou: Carolina OMS

Colisão ou coalizão?

Nº edição: 852 | 14.FEV.14 - 20:30 | Atualizado em 18.Apr.14 - 17:52

O PMDB segue exigindo a ampliação de seu espaço na Esplanada dos Ministérios, com uma pasta como a dos Portos ou Integração Nacional

por Denize Bacoccina

Reforma

 
O PMDB segue exigindo a ampliação de seu espaço na Esplanada dos Ministérios, com uma pasta como a dos Portos ou Integração Nacional. Mas já indicou que aceitaria trocar o Ministério do Turismo, também cobiçado pelo PTB, por outro de igual porte, como o da Ciência e Tecnologia, hoje ocupado por um técnico, Marco Antonio Raupp. Por conta disso, Michel Temer, vice-presidente da República e presidente da legenda, tem de rebolar para tirar o maior proveito nas negociações com o Planalto e administrar as ameaças do líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha, de não votar mais com o governo. Nos bastidores, o PMDB reclama do estilo da presidenta, que teria inaugurado o “presidencialismo de colisão”.
 
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Ibama

Perdendo o prazo
 
De um total de R$ 30 bilhões em multas aplicadas pelo Ibama, nos últimos anos somente 20% foram inscritos na dívida ativa. O restante está em processos administrativos. Órgãos de controle da União temem que as punições prescrevam.
 
 
 
 
Campanha

Doações à mesa
 
A coordenação de campanha para a reeleição da presidenta Dilma Rousseff ainda não foi definida, mas o ex-presi-dente Luiz Inácio Lula da Silva já se consolida como o principal interlocutor com empresários e doadores. Nas conversas, ele diz que Dilma já está reeleita e que as obras vão deslanchar nos próximos anos. Em seguida, pede contribuições à campanha. Pelo sim, pelo não...
 
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Congresso

Devagar, quase parando
 
Em ano eleitoral, o trabalho legislativo costuma ficar esvaziado. Neste ano, com a reforma ministerial ainda emperrada e a pauta trancada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado, as duas primeiras semanas após o recesso foram dedicadas apenas a conversas nos gabinetes. Mas não é só a agenda do plenário que está parada. A Câmara, por exemplo, ainda não definiu os integrantes das 21 comissões temáticas. Com a Copa do Mundo e as eleições, neste ano a agenda de votação será de poucas semanas.
 
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Argentina

Escambo de moeda
 
Com falta de dólares para pagar suas importações, as companhias argentinas começam a oferecer pagamento em moeda local às empresas brasileiras. Esse tipo de troca entre o Brasil e a Argentina existe desde 2008, mas o volume ainda é pequeno. Em dezembro do ano passado, apenas quatro exportações brasileiras foram pagas dessa maneira pelos hermanos.
 
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África

Venda boa
 
O Ministério do Desenvolvimento já identificou alguns resultados das ações diplomáticas e dos acordos que o Brasil tem feito com a África. O volume de máquinas exportadas ainda é pequeno, mas o crescimento é considerável. Em janeiro, o embarque de máquinas agrícolas e de terraplanagem somou US$ 29 milhões, uma alta de 326% sobre janeiro do ano passado.
 
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Notas
 
Apesar da importância das obras de transportes, as duas agências que cuidam do setor, a ANTT, de transportes rodoviários, e a Antaq, dos aquaviários, funcionam com diretores interinos ou nomeados por decreto. O mandato dos dois presidentes acaba nesta terça-feira 18. Nesse dia, o diretor-geral da ANTT, Jorge Bastos, será sabatinado no Senado. Não há previsão para a Antaq.
 
A preocupação com um racionamento de energia elétrica em nível nacional diminuiu na semana passada, para desespero da turma de sempre. Mas analistas de bancos e consultorias começaram a alertar, em relatórios, sobre o dilema do governo para enfrentar a elevação dos custos: repassar para os preços ou para a conta do Tesouro.
 
 
Colaborou: Carolina OMS
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