Blogs e colunas
Moeda Forte
Abílio à procura de uma marca
Nº edição: 674 |
03.SET - 21:00 | Atualizado em 03.09 - 21:23
O empresário Abílio Diniz, rei do varejo, está à procura de uma nova marca. E ela não diz respeito ao Pão de Açúcar, à Casas Bahia ou ao Ponto Frio.
por Leonardo Atuch
O que Abílio procura é um nome para seu time de futebol – o Pão de Açúcar Esporte Clube, que está na segunda divisão do futebol paulista e tem boas chances de subir para a primeira em 2011. O motivo: os jogos seriam transmitidos por emissoras de tevê aberta, que não citam marcas de empresas privadas. Até agora, o nome mais forte é Paulistano Esporte Clube.
Minérios
Público ou privado?
O governo mineiro decidiu desapropriar propriedades em 19 cidades para a construção de um mineroduto da multinacional Ferrous Resources. O problema é que a a obra, que antes seria 100% privada, será assumida em parte pela Codemig, uma estatal mineira.
Ouro
A bolha de Soros
Faz sentido investir numa bolha financeira? De acordo com o financista George Soros, sim – desde que seja no seu começo. E seus fundos passaram a adquirir grandes quantidades de ouro, na expectativa de um cenário mais pessimista em relação à economia global. O metal já se aproxima do valor de US$ 1,5 mil a onça.
Agronegócio
Direito à terra
Fundos internacionais estão se organizando para contestar a decisão do governo de proibir a venda de terras no Brasil a grupos estrangeiros. O estudo, capitaneado por Fernando Jank, da Tiba Agro, demonstra que os capitais externos estão dinamizando vários polos agrícolas no País.
Diplomacia
Uma embaixada para Meirelles
Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, tem sido pouco lembrado nas especulações sobre o futuro ministério do eventual governo de Dilma Rousseff. Mas uma nova possibilidade começou a circular em Brasília: a de que ele poderia ser embaixador em Paris, na França. Não um embaixador decorativo, mas alguém com papel ativo nas discussões sobre reforma do sistema financeiro mundial.
Importações
A bronca de Lula
Em conversas com interlocutores próximos, o presidente Lula anda se queixando de Benjamin Steinbruch, presidente da Fiesp e da CSN. Isso porque Steinbruch estaria reclamando demais de uma avalanche de importações, disseminando um temor desnecessário em relação à economia.
O leão dorme no ponto
Curtas
O crescimento do consumo nas classes C, D e E fez com que o Walmart ampliasse sua operação dirigida a essas populações. A empresa investirá R$ 1 bilhão na abertura de novas lojas de varejo e atacado com foco na baixa renda.
Boa parte deste montante será na expansão do TodoDia, pequeno mercado local que se diferencia por oferecer um mix médio de três mil produtos e com preços inferiores aos do Walmart. Hoje, o TodoDia já conta com 108 estabelecimentos em todo o Brasil.
O recorde mundial da Scania
Nº edição: 673 |
27.AGO - 21:00 | Atualizado em 27.08 - 21:14
Dias atrás, o presidente da Scania na América Latina, Sven Antonsson, comemorou um recorde mundial. A filial brasileira foi campeã em vendas.
por Leonardo Atuch
Foram comercializadas de 1,8 mil unidades em julho. Antonsson esteve com o CEO do Bradesco, Luiz Trabuco, e o presidente do conselho, Lázaro Brandão (à dir.). Celebrou dez anos de um acordo exclusivo para financiar a venda de caminhões, que já comercializou 25 mil unidades.

Tecnologia
Um novo affair
Executivos que já passaram pela HP garantem que a temporada de escândalos sexuais não se encerra com a queda do CEO Mark Hurd, que se demitiu depois que foram revelados gastos da companhia com sua namorada Jodie Fischer. Haveria outros casos semelhantes na HP, com ramificações sul-americanas.
Educação
O bilhão da filantropia
A decisão do empresário João Uchoa Cavalcanti de vender os 41,5% que possui na universidade Estácio de Sá pode render mais de R$ 800 milhões à família, que já possui um patrimônio estimado em R$ 1 bilhão. O detalhe é que, até recentemente, a Estácio de Sá era uma entidade filantrópica, que não pagava nenhum imposto ao governo.
Previdência
No longo prazo
A Brasilprev, empresa de previdência privada aberta controlada pelo Banco do Brasil, pode reorientar seus investimentos. Em vez de aplicar apenas em títulos do governo e ações, a companhia, com R$ 27 bilhões em ativos, estuda entrar em operações de longo prazo, como o financiamento da infraestrutura, assim como fazem os fundos de pensão.
Caças
Ansiedade francesa
É grande a expectativa em Paris em relação à eleição brasileira. Os franceses acreditam que, se Dilma Rousseff vencer no primeiro turno, o presidente Lula assinará o cheque de US$ 2,4 bilhões para a compra dos Rafale.
Mineração
Revés da Previ
Por três a zero, a Justiça do Rio confirmou a validade da arbitragem, que obriga a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, a entregar uma grande quantidade de ações da Vale à empresa Elétron, controlada pelo banco Opportunity. A conta pode chegar a R$ 2 bilhões.
Um cabo eleitoral em SP
Curtas
Um estudo do economista Pedro Herrera, especialista em commodities do banco HSBC, traz boas notícias para companhias do agronegócio brasileiro, como BrasilAgro, SLC Agrícola e Bunge.
De acordo com o levantamento, os preços de grãos, como a soja, devem continuar em alta, em razão de quebras de safra na Rússia. O Brasil deve fechar a safra atual com 68,5 milhões de toneladas de soja e 54 milhões de toneladas de milho – altas de 20% e 9% em relação a 2009.
Casas Bahia dentro do Extra
Nº edição: 672 |
20.AGO - 21:00
Michael Klein, da Casas Bahia, e Abílio Diniz, do Pão de Açúcar, já começam a colher os primeiros frutos da fusão que criou um gigante de R$ 40 bilhões.
por Leonardo Atuch
Dias atrás, Klein confidenciou a um grupo de amigos que a Casas Bahia testará um novo formato de lojas dentro dos hipermercados Extra. Serão espaços mais compactos, para a venda de eletrodomésticos aos clientes da rede de Diniz. Ao todo, as sinergias da operação somam R$ 2 bilhões.
Bancos
Guerra mineira
O Banco Mercantil do Brasil, sediado em Belo Horizonte, quer avançar no terreno do também mineiro BMG. Dias atrás, o Mercantil reduziu suas taxas nos empréstimos consignados para 2,18% e se tornou o banco privado com o menor juro do mercado. Recentemente, o Mercantil comprou num leilão do INSS o direito de operar pagamentos para todos os beneficiários da Previdência em Minas Gerais e também no interior de São Paulo.
Aviação
Branson vem aí
Está confirmado. Em março de 2011, o empresário Richard Branson, dono da empresa de aviação Virgin, virá ao Brasil participar do Fórum de Sustenta-bilidade, em Manaus, promovido pelo Lide – Grupo de Líderes Empre-sariais. Outra estrela do evento será Bill Gates, sócio da Microsoft, que está cobrando US$ 250 mil por palestra.
Consumo
Elefante à venda?
Uma acirrada disputa entre a Bunge e a Hypermarcas é o grande assunto do mercado de alimentos. O alvo seria a marca Cica, uma das mais tradicionais do País, que pertence à Unilever. A Bunge teria oferecido R$ 550 milhões, enquanto a Hypermarcas teria apresentado uma proposta de R$ 650 milhões. A Unilever nega a venda, mas admite ceder ativos no setor de molhos prontos.
Telefonia
O projeto da PT
A Portugal Telecom, que se tornou sócia da Oi, adquirindo cerca de 22% das ações, pretende reforçar sua posição no bloco de controle. Zeinal Bava, CEO da companhia, ainda aposta que um dos dois sócios brasileiros – eles são La Fonte e Andrade Gutierrez – sairá do mercado de telecomu-nicações nos próximos dois anos.
Cinema
A vida de Ayrton
Ficou pronto e chega ao circuito comercial no mês de novembro o primeiro filme sobre a vida do piloto Ayrton Senna. O documentário, produzido por uma equipe inglesa, foi aprovado na última semana por Viviane Senna, irmã do ídolo.
Lula e o balão de Dilma
Curtas
O grupo de transportes Granero, o maior do País no setor de mudanças, nega que esteja negociando a venda de participação acionária a fundos internacionais de private equity, em função de conflitos familiares internos.
Dias atrás, o Walmart contabilizou a soma de R$ 1 milhão concedida aos seus clientes em incentivos ambientais. Segundo o presidente Hector Nuñez, são descontos em vários produtos para aqueles que trocam os sacos plásticos pelas sacolas retornáveis.
O mão aberta da campanha...
Nº edição: 671 |
12.AGO - 21:00 | Atualizado em 16.08 - 15:34
O grupo que mais contribuiu até agora para a campanha de Dilma Rousseff, que já arrecadou R$ 11 milhões, foi o JBS-Friboi.
por Leonardo Atuch
E o apoio vai muito além da questão financeira. O frigorífico, que tem entre os sócios o empresário José Batista Júnior, se dispõe a prestar apoio logístico em todos os locais por onde a candidata passar, oferecendo inclusive seus aviões. Para quem não se lembra, o JBS-Friboi é uma das novas “multinacionais brasileiras”, turbinadas pelo capital do BNDES.
Sucessão II
... e o mão fechada
No plano estadual, o governador que mais arrecadou foi Sérgio Cabral, que concorre à reeleição no Rio de Janeiro. No entanto, estranhamente, ainda não caiu no caixa de Cabral a doação de Eike Batista, homem mais rico do Brasil, com uma fortuna de US$ 27 bilhões e um dos patrocinadores da campanha Rio 2016.
Indústria
Caminho sem volta
Há no empresariado, notadamente do setor industrial, uma firme convicção de que — ganhando ou perdendo a eleição para o governo paulista — Paulo Skaf não voltará para a Fiesp. Isso porque, em caso de derrota, ele poderia ser convidado para um dos ministérios de Dilma Rousseff. Provavelmente, o do Desenvolvimento.
Transportes
Hora da mudança
Está prestes a ser anunciada a venda de uma participação acionária relevante da Granero Transportes, a maior empresa de mudanças do País, para um fundo de private equity internacional. Fundada há 43 anos, a empresa já está na sua terceira geração e a entrada do novo sócio pode solucionar conflitos familiares internos.
Previdência
A guerra interna no BB
A revelação de que a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, funcionaria como uma máquina de dossiês contra adversários políticos, pode frear a indicação de Sérgio Rosa, ex-Previ, para o comando da Brasilprev, empresa de previdência controlada pelo BB. O atual presidente da companhia, Tarcísio Godoy, luta para continuar no cargo e tem a bênção do ex-ministro Antônio Palocci.
Telefonia
O novo alvo da Oi
O empresário Sérgio Andrade, um dos controladores da Oi, tem mantido contato permanente com a cúpula da Telefônica. Seu objetivo é adquirir a participação que os espanhóis possuem no capital da Telecom Italia e assim se candidatar à compra da TIM no Brasil. Se isso vier a acontecer, a Oi voltaria a superar a Telefônica como a maior empresa de telecomunicações do Brasil.
Horário eleitoral: socorro
Curtas
O mexicano Carlos Slim, que fez uma oferta pelas ações da NET, irá fechar o capital da companhia se a proposta for aceita. Ato contínuo, ele integraria a NET à Claro e à Embratel. Slim quer liberdade para tomar decisões estratégicas nas três empresas, sem ter no encalço minoritários inconvenientes.
A Renova Energia fez uma abertura de capital às avessas: na sua estreia na bolsa de valores, a maior parte da bolada de R$ 160 milhões teve como endereço o Santander e o fundo FIP Ambiental, administrado pelo banco espanhol. Adivinha quem estruturou a operação de IPO da geradora de energia elétrica? Isso mesmo: o próprio Santander.
Mais cana, menos problemas
Nº edição: 670 |
06.AGO - 21:00 | Atualizado em 09.08 - 22:19
O acidente com a plataforma da British Petroleum aumentou o interesse de investidores estrangeiros na produção de etanol de cana-de-açúcar.
por Hugo Cilo
Mais cana, menos problemas
Os consultores do Goldman Sachs para a América Latina, em Nova York, nunca receberam tantas consultas de empresas e investidores sobre o potencial do combustível brasileiro como nas últimas três semanas. O banco de investimentos quer ampliar o intercâmbio de informações com a Unica, presidida por Marcos Jank, para abastecer os interessados com dados precisos.
Bancos
BB mais verde
O Banco do Brasil, por determinação do presidente Aldemir Bendine, quer ser reconhecido como um amigo das causas ambientais, embora seja um dos bancos brasileiros mais defasados nesse quesito. O BB contratou o instituto Ipsos para realizar uma pesquisa sobre a imagem da marca com os consumidores. A conclusão, ainda não divulgada, é de que o BB precisa ser verde para continuar a crescer.
Fusão
Unidos pela saúde
Duas gigantes globais, a General Electric e a Intel, formaram uma joint venture para a criação de uma empresa de saúde. A nova companhia é composta pela união do setor de saúde doméstica da GE Healthcare com o grupo de saúde digital da Intel. Os detalhes do negócio ainda estão em sigilo.
Produção
A força das duas rodas
O setor de motocicletas, um dos mais afetados pela evaporação do crédito no auge da crise, voltou a patamares recorde. No acumulado do ano, a produção de 461,4 mil unidades – concentrada na Zona Franca de Manaus – representou um aumento de 18,1% sobre o mesmo período de 2009.
Telefonia
O rei de Roma
No início de 2009, Luca Luciani, presidente da TIM Brasil, deixou a Itália com uma missão: tirar a companhia do vermelho no mercado brasileiro. Ele cumpriu a ordem. O executivo conseguiu triplicar o lucro no segundo trimestre deste ano. Foram R$ 101,4 milhões contra R$ 30 milhões no mesmo período de 2009.
Agronegócio
Laranja de ouro
A produção de laranja no País começa a se destacar no cenário do agronegócio. Enquanto a média de valorização das principais culturas ficou na casa de 15% no primeiro semestre, as receitas no período com a produção da fruta tiveram aumento de 29%. Por quê? Pela variação cambial e pelos bons preços praticados na Europa e nos EUA.
O fim da guerra no Iraque
Curtas
Economista britânico e autor do “Relatório Stern sobre mudanças climáticas”, Lord Nicholas Stern chega ao Brasil na próxima semana para participar do “Fórum de Varejo 2010”, promovido pelo Walmart no dia 11 de agosto, no Hotel Renaissance, em São Paulo.
O Relatório Stern defende que as mudanças climáticas devem ser combatidas com as forças do mercado. Uma das principais conclusões a que se chega no relatório é que com um investimento de apenas 1% a 2% do PIB mundial se pode evitar a perda de 20% do mesmo PIB num prazo de 50 anos.
Encruzilhada sindical
Nº edição: 668 |
30.JUL - 21:00 | Atualizado em 30.07 - 21:22
Uma batalha começa a se formar no horizonte. De um lado, as centrais sindicais. De outro, o governo e as empresas.
por Hugo Cilo
Os sindicalistas não querem perdem o timing da economia, que deve crescer neste ano acima de 7%. Por isso, a maior central do País, a CUT, de Artur Henrique, já rascunha um pacote de reivindicações para as próximas rodadas de diálogos. Atualmente, o reajuste do salário mínimo é baseado na soma entre a inflação do ano anterior e a variação do PIB de dois anos anteriores. Como em 2009 o PIB recuou 0,2%, haveria no ano que vem apenas reposição da inflação para o salário mínimo. O problema é que, se as centrais não aceitarem, abrem precedente para que o atual “Pibão” também não seja repassado.

Eletricidade
Energia Light
Poucas palavras têm sido tão repetidas na Light como “sustentabilidade”. A companhia, por ordem do presidente, Jerson Kelman, retomou a venda do Energia Plus para seus maiores clientes. Trata-se de um bloco de energia adicional que permite redução de custos no horário de ponta e dispensa o uso de geradores a diesel. Esse é um tiro duplo: a empresa reforça sua imagem no campo ambiental e garante receita extra.
Recorde
Cartões em alta
O mercado de cartões de crédito não para de crescer no País. Segundo a associação do setor, a Abecs, junho registrou um crescimento de 10,6% em número de unidades sobre o mesmo mês do ano passado, quando circulavam no País 544,3 milhões de cartões. Isso representa 5,1 milhões de novos cartões nas mãos dos consumidores.
Veículos
A reação da Peugeot Citroën
Os últimos dias foram festivos nos corredores da PSA Peugeot Citroën em todo o mundo. O grupo francês registrou alta de 20,8% no faturamento no primeiro semestre, em comparação à primeira metade de 2009. Um feito e tanto. Afinal, a receita de 1,137 bilhão de euros indica uma reviravolta na companhia, frente ao prejuízo anterior de 826 milhões de euros.
Investimentos
Australianos descobrem o Brasil
O Macquarie Group, maior banco de investimento da Austrália, está de olho no Brasil. Executivos da companhia virão, discretamente, ao Brasil nas próximas semanas para garimpar o mercado em busca de oportunidades e engatilhar negócios. O Brasil e a China estão no topo das prioridades do banco. No final do ano passado, o Macquarie Group criou uma joint venture no mercado chinês para atuar em yuan.
Construção civil
Sem medo de altura
Após atingir a meta de estar entre as três maiores nos mercados de São Paulo e do Rio, a incorporadora Brookfield avança para a região Sul e interior paulista. O plano da empresa é manter, sem medo de tropeçar, seu plano de aquisições. Em 2006, a Brookfield captou R$ 1,2 bilhão na bolsa e saiu às compras.
Os companheiros
Curtas
A companhia aérea brasileira TAM finalizou na quarta-feira 28 uma encomenda de mais 25 aviões para a francesa Airbus, anunciada inicialmente via memorando de entendimentos no início de junho. A encomenda envolve 20 aviões da família A320 e cinco jatos A350-900. A preço de tabela, o pedido tem um valor de US$ 2,8 bilhões.
Com a nova encomenda, o total de jatos da Airbus comprados pela TAM chega a 176. A empresa brasileira é a maior cliente da fabricante europeia no Hemisfério Sul. Já a concorrente Gol tem frota Boeing.
Tudo azul para Neeleman
Nº edição: 668 |
23.JUL - 21:00 | Atualizado em 20.08 - 09:40
David Neeleman, presidente da Azul, se especializou em recordes. Na última semana, ele comemorou 2,2 milhões de passageiros em 12 meses no Brasil.
por Hugo Cilo
Tudo azul para Neeleman
Esse foi o melhor resultado da história da aviação mundial para um primeiro ano de operação. O recorde anterior era dele também, com 2,1 milhões de clientes com a JetBlue, nos EUA. Neeleman quer mais. Nesta semana, ele assinou um contrato para a compra de 20 aviões ATR 600, com 70 lugares, com o objetivo de atender a cidades de menor porte que não são contempladas pela aviação comercial tradicional. A frota, que até o final do ano chegará a 21 aeronaves – todas fabricadas pela Embraer –, subirá para 33 em 2011.
Indústria
Tevês da floresta
O polo industrial de Manaus está com força máxima. No início do ano, os cálculos mais otimistas projetavam uma expansão de 10% no faturamento deste ano sobre 2009. Deverá ser quase o dobro disso. As empresas da Zona Franca alcançarão receita superior a US$ 28 bilhões, acima da de 2008, puxado pelas vendas de televisores e eletroeletrônicos, que representam 45% do total.
Investimentos
Oportunidades na savana
A Randon S.A., gigante brasileira de implementos rodoviários e autopeças, está em busca do tesouro na África. A empresa investirá um total de R$ 200 milhões neste ano e ampliará sua presença naquele continente – onde já tem produção na Argélia, no Quênia e no Egito. Segundo o presidente David Abramo Randon, um novo país africano está sendo sondado. A Randon prevê faturamento de R$ 4 bilhões neste ano.
Empresas
Salto bilionário
Deve ser divulgada nos próximos dias uma avaliação independente da Monticiano, empresa que reúne os ativos na área de laticínios do grupo GP (leia-se Letbom) e da Laep Investimentos (Parmalat, entre outras). O valor estimado é de R$ 2 bilhões. Se confirmado esse valor, apenas a parcela da Laep valeria cerca de 20% a mais do que o avaliado em 2007, quando ocorreu a abertura de capital da empresa, apesar das diversas crises enfrentadas pelas suas marcas desde então.
Encontro
Nobel de Economia
O Nobel de Economia John Nash (1994), que inspirou o filme Uma Mente Brilhante, virá ao Brasil. Ele é convidado do 2º Brazilian Workshop of the Game Theory Society, realizado pela FEA-USP entre 29 de julho e 4 de agosto. Virão também Robert Aumann (Nobel de 2005) e Roger Myerson (2007), Eric Maskin (2007).
Moeda
Argentina sem peso
Os brasileiros que têm visitado a Argentina enfrentam uma situação inédita e, no mínimo, curiosa. Nas últimas semanas, quem tentou trocar real por peso no Banco de La Nación Argentina não conseguiu. O motivo: não há moeda. Os argentinos estão preocupados. Afinal, o turismo é o setor que mais cresce lá.
Uma saída para Obama
Curtas
Entrou em operação a primeira Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de São Paulo, na cidade de Fernandópolis, no interior. O objetivo é facilitar investimentos, além de promover a exportação. As companhias que utilizarem a ZPE terão que exportar 80% do total da produção.
Em contrapartida, o governo federal concede suspensão de tributos como PIS, Cofins, Imposto de Importação e IPI, entre outros. Esse tipo de incentivo agiliza o processo de exportação, porque as empresas estão dispensadas da exigência de licenças de importação.
A futura casa de Lula
Nº edição: 667 |
16.JUL - 21:00 | Atualizado em 16.07 - 21:01
Começou a sair do papel o Instituto Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto vem sendo tocado por José Carlos Bumlai.
por Leonardo Atuch
O pecuarista é um dos melhores amigos do presidente. Do projeto também participam Luiz Fernando Furlan, sócio da Brasil Foods, e o construtor Juan Quirós. O instituto será em São Paulo, perto do Parque do Ibirapuera, e custará cerca de R$ 20 milhões, que serão arrecadados junto a grandes empresas.

Imóveis
Ritmo eletrizante
O dinamismo da construção fez com que a Caixa Econômica Federal, maior agente do crédito imobiliário no País, atingisse um resultado impressionante. A cada dia, estão sendo assinados 4,3 mil novos contratos nas agências do banco. O volume de empréstimos, de R$ 33 bilhões, é 103% maior do que em 2009.
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Previsões
Um clone de Paul
Especializada em clonagem de animais, pesquisas de células-tronco e transferências de embriões, a empresa Bio, de Brasília, pretende entrar em contato com o aquário de Oberhausen, na Alemanha, com vistas à Copa de 2014. O motivo: clonar o polvo vidente Paul, que irá se aposentar antes disso.

Luxo
A ameaça do ouro
A indústria do luxo convive com uma nova ameaça, de acordo com Thierry Stern, chairman da fabricante de relógios Patek Philippe. É o preço do ouro, que já subiu 33% nos últimos 12 meses, atingindo mais de US$ 1,2 mil a onça. A Patek Philippe, que produz 42 mil relógios por ano, vende seus produtos a preços que variam de dez mil a 1 milhão de francos suíços – e o ouro é o principal componente de custo da empresa suíça.

Marcas
Balanço positivo
Marcos Molina, dono do Marfrig, patrocinador da Copa, voltou da África feliz com o retorno do investimento, estimado em US$ 100 milhões. Além da exposição global da marca Seara, ele levou cerca de 100 convidados vip para a África, entre clientes e fornecedores.

Doações
O PT avisa
Caíram mal, na campanha de Dilma Rousseff, os movimentos feitos por integrantes do PT gaúcho para angariar fundos junto a empresas. E vai o aviso: só duas pessoas têm autorização para arrecadar para a campanha: o tesoureiro José Filippi Júnior e o ex-ministro Antônio Palocci. Sem intermediários.

Lula versus Fifa

Curtas
O governo de Barack Obama acaba de aprovar um plano para levar a banda larga a todos os pontos dos EUA, mesmo às zonas rurais. Vai custar US$ 7,2 bilhões e não envolverá a criação de nenhuma nova estatal, como o governo Lula decidiu fazer com a Telebrás. Lá, os subsídios serão concedidos a empresas privadas.
A Haztec, empresa de soluções na área ambiental, nega que esteja mantendo negociações relacionadas à sua venda com a Andrade Gutierrez ou com qualquer outra empresa, conforme foi publicado nesta coluna, na edição de 2 de julho de 2010.
O braço do Marfrig no governo
Nº edição: 666 |
09.JUL - 18:00 | Atualizado em 09.07 - 18:08
O grupo Marfrig, do empresário Marcos Molina, acaba de contratar um novo consultor. É o ex-ministro Luiz Gushiken.
por Leonardo Atuch
Ele ficará encarregado de acompanhar os processos do grupo em Brasília, como a análise de concentração de mercado decorrente das diversas aquisições feitas por Molina. Detalhe: o BNDES é o segundo maior acionista do Marfrig, com 14% das ações.

Indústria
Afinando o discurso
Antes de embarcar para a África, Lula telefonou para o presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf, que concorre ao governo de São Paulo. Foi uma conversa de 15 minutos, na qual Lula deu dicas para a campanha de R$ 35 milhões que será conduzida por Duda Mendonça. Lula avalia que, se Skaf crescer, garante o segundo turno – o que seria bom para o petista Aloizio Mercadante. E se o próprio Skaf passar, o Planalto o apoiaria contra Geraldo Alckmin.

Varejo
Aposta na Marisa
Quem mais se beneficia com a expansão da classe C no Brasil? De acordo com um estudo do HSBC sobre o setor de varejo no País, feito pelo analista Francisco Chavez, a melhor aposta é a Lojas Marisa. Segundo ele, o lucro por ação crescerá 42% neste ano e outros 17% em 2011, depois de ter avançado 182% em 2009.

Cavalos
Adeus, Uruguai
O bilionário Benjamin Steinbruch, dono da CSN, comemorou seu aniversário de 56 anos no último domingo e aproveitou a festa para tentar encontrar um comprador para a propriedade onde funciona seu haras no Uruguai. Benjamin cria cavalos puro-sangue no país vizinho e quer trazê-los para o Brasil.

Risco
De olho na dívida
O investment grade concedido ao Brasil pela Moody´s não está ameaçado. Mas o economista Mauro Leos está atento a um problema: a dívida brasileira indexada aos juros de curto prazo da Selic voltou a crescer. Já são 33,6% do total de R$ 1,59 trilhão – acima do piso de 30,7% de 2007, mas bem abaixo dos 62% de 1998.

Minério
O segundo alvo
A ala do PT que comemorou a saída de Fabio Barbosa da diretoria financeira da Vale não ficou totalmente satisfeita. Os sindicalistas têm também como alvo Carla Grasso, diretora de RH da mineradora, a quem consideram “tucana”. Ela é casada com Paulo Renato, ex-ministro da Educação na era FHC.

A indecisão do polvo

Curtas
A indicação do médico Maurício Ceschin para comandar a Agência Nacional de Saúde Suplementar não foi bem recebida por clientes de planos de saúde. Isso porque a ANS não tem impedido que empresas de seguro-saúde rompam unilateralmente acordos com algumas associações de trabalhadores.
Um dos casos envolveu a Medial Saúde, da qual Ceschin já foi superintendente, que deixou de atender pacientes ligados à Amesp, uma rede de planos de saúde adquirida por R$ 253 milhões, em 2007. Até agora, a ANS não tomou providências em relação a esses casos.
O elo entre BB e Bradesco
Nº edição: 665 |
02.JUL - 21:00 | Atualizado em 15.07 - 14:07
Aldemir Bendine, presidente do BB, pode ser o novo comandante da Vale num eventual governo de Dilma Rousseff.
por Leonardo Atuch
Bendine seria um nome de consenso entre os dois maiores acionistas da mineradora: Previ e Bradesco. E foi também ele quem costurou uma importante parceria entre BB e Bradesco, ao lançar o cartão de crédito Elo.

PIB
Abismo venezuelano
Segundo um estudo do HSBC, 2010 será o ano de maior crescimento da América Latina na última década, com uma taxa ao redor de 5%. Só não será melhor por causa da Venezuela, de Hugo Chávez, cujo PIB deve retroceder 3,4%. O motivo: a fuga de capitais. Em 12 meses, a evasão já soma US$ 24 bilhões.

Meio ambiente
Na mira da Andrade
A Andrade Gutierrez, de Sérgio Andrade, e a gestora de fundos Angra Partners, liderada por Ricardo Knoepfelmacher, negociam a compra da Haztec, uma das principais empresas de gestão ambiental do País. O negócio já está em fase de due dilligence e pode chegar a R$ 400 milhões. A Odebrecht também já possui um braço na área ambiental, com a Foz do Brasil.

Alimentos
O apetite da Nestlé
Até a semana passada, o Google era a empresa com mais dinheiro no mundo. Não é mais. Com a venda de uma subsidiária, a Nestlé, com sede em Vevey (ao lado), passou a ter em caixa US$ 28,1 bilhões. E o mercado aposta que ela usará o dinheiro para aquisições. O alvo seria a Heinz.

Crédito
BC versus BNDES
Ricardo Haussmann, economista da Universidade de Harvard, prevê aumentos dos juros no Brasil em razão de um embate entre o BC e o BNDES. Enquanto um tenta frear a economia, o outro busca mantê-la mais aquecida com recorde de empréstimos. Uma saída, diz ele, seria reduzir o ritmo do BNDES.

Petróleo
Em defesa da lei
A Agência Nacional do Petróleo, de Haroldo Lima, entrou com ação de constitucionalidade no STF para que as normas da ANP sejam cumpridas nos Estados. O alvo é o Espírito Santo, onde distribuidoras de gás GLP envasam o produto de outra empresa, o que é proibido. Liquigás e SHV têm sido as mais prejudicadas.

Um índio e um cacique

Curtas
A economia mexicana comemorou um recorde na semana passada. Os recursos administrados pelos fundos de pensão locais, conhecidos como Afores, ultrapassaram a barreira de US$ 100 bilhões, o que representa cerca de 10% do PIB. E essas instituições hoje são os grandes investidores institucionais do País.
A capitalização desses fundos foi incentivada por uma reforma previdenciária que fez com que os ativos saltassem de 0,2% do PIB, em 1997, para os atuais 10%. Hoje, tais fundos investem 85,2% dos seus recursos em renda fixa, mas a balança deve começar a pender para a renda variável. Para os padrões mexicanos, é muito dinheiro, mas menos do que Previ e Petros administram.