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Vinhos, por Suzana Barelli

Um concurso para os vinhos portugueses

online | 21.MAI.13 - 17:51 | Atualizado em 22.May.13 - 01:42

Como foram escolhidos os melhores vinhos de Portugal, em prova realizada na semana passada em Santarém

por Suzana Barelli

São muitos os consumidores que escolhem seus vinhos pela medalha, preferencialmente de ouro, estampada na garrafa. É como se a etiqueta trouxesse com ela a garantia da qualidade da bebida. E esta é a aposta de Portugal com seus vinhos para o mercado internacional ao reformular seu Concurso de Vinho de Portugal.

 

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A ampla sala de degustação em Santarém

 
Na semana passada, aconteceu em Santarém, cidade próxima à capital Lisboa, a primeira edição da competição agora com a gestão da ViniPortugal, associação para a promoção da bebida do país, em parceria com a Revista de Vinhos. Ao todo, 1.030 vinhos foram avalizados por um grupo formado por degustadores portugueses e especialistas internacionais, incluindo masters of wine, como a inglesa Jo Ahearne (o titulo máximo no mundo do vinho) e um master sommelier, o português João Pires. Do total, 25% garrafas devem obter medalhas, pelas regras da competição, divididas entre bronze, prata, ouro e grande ouro. O resultado oficial será anunciado em 7 de junho.
 
Uma das mudanças da nova gestão é aumentar a participação de jurados internacionais, como forma de incentivar a exportação de rótulos portugueses – neste ano, 32 degustadores, de países como Brasil, Inglaterra ou Alemanha, entre outros, participaram do evento. O Brasil é um mercado importante para os vinhos da terrinha, o que motivou o convite a cinco especialistas brasileiros para participarem do júri. E eu fui uma delas, em minha primeira vez em um concurso internacional de vinhos.
 
 
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Com a capa preta, é impossível saber que vinho está sendo avaliado
 
 
A organização surpreende: os jurados são divididos em seis grupos. Cada um deles é formado por sete ou oito jurados, além de um presidente de mesa. E todos os grupos contam com pelo menos dois jurados internacionais. Nossa ferramenta de trabalho são cinco taças, um computador e uma folha em branco, para quem quiser marcar alguma informação sobre a amostra provada. O presidente ensina as regras: melhada de bronze são para vinhos de 80 a 84 pontos, prata de 85 a 89 e ouro, a partir de 90. A primeira rodada de vinho é servida, para afinarmos nosso paladar - no nosso caso, um vinho branco. Na tela do computador, temos como únicas informações o estilo do vinho (branco, espumante, tinto, colheita tardia, fortificado) e sua safra. Para minha surpresa, degustei muitas amostras da safra de 2008, quando esperava provar vinhos mais jovens, daqueles que estariam chegando no mercado agora.
 
 
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Suzana, na primeira bateria de vinhos brancos
 
 
A ficha de degustação é preenchida por clicks em cada categoria: visual, aromática e olfativa. Em cada uma delas, deveríamos definir se era excelente, muito boa, boa, satisfatória ou insatisfatória, o que correspondia a notas. Os pontos eram somados eletronicamente e logo indicavam se a amostra teria medalha e qual seria. Quando todos os jurados enviam sua nota, o presidente da mesa revelava a média da amostra, que medalha o vinho deve receber. Se tem alguma nota muito diferente da outra, o presidente tenta entender a dispersão - é há vinhos que para um certo paladar são bons e para outros, não. E parte-se para outra garrafa, sempre servida com uma capa preta, que impede a sua identificação.
 
O computador também permitia saber como estavam as notas de cada jurado em comparação com o grupo. Nos meus dois dias de jurada, provei 40 vinhos por dia, em baterias de 10 amostras - alguns grupos provaram mais. Certamente provei vinhos verdes e acho que tinha uma bateria só com cabernet sauvignon e gostaria de ter provado, ao menos, 10 fortificados, para entender que estilo de vinho do Porto e de Madeira vai para concurso. Mas o estilo de vinhos de cada bateria só é revelado na divulgação do concurso.
 
 
 
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o preciso serviço de vinho

 
Para garantir um paladar afinado, outros jurados degustaram novos vinhos em outros dois dias da competição. E, no último dia, cinco pessoas, lideradas por Luis Lopes, o diretor da Revista de Vinhos, degustaram também às cegas (sem saber que vinho é) as amostras que tiveram nota de ouro. Eles foram os responsáveis por indicar quais receberiam o grand ouro. Os meus 80 vinhos ajudam a ter uma ideia ampla vinhos portugueses - e tinha muita coisa boa ali. Agora, é esperar o resultado final.
 
 
 
A jornalista Suzana Barelli viajou a Portugal a convite da VinePortugal

 


Teste seu conhecimento em 10 perguntas sobre a safra de 2010

online | 15.MAI.13 - 08:00 | Atualizado em 15.May.13 - 08:51

Você sabe qual a importância de uma safra para o vinho? Responda o quiz da revista Menu e avalie seu conhecimento.

por Suzana Barelli

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Foto: Sheila Oliveira/Empório Fotográfico Produção: Melissa Thomé

 

Você sabe qual a importância de uma safra para o vinho? E como foi o ano de 2010 para os vinhos elaborados no Cone Sul? Responda o quiz abaixo e teste seu conhecimento sobre as safras. Estequiz também está publicado na edição impressa da Menu 173, que está nas bancas. Mas as explicações sobre cada resposta correta só estão disponíveis no final deste teste online.

1) O ano de 2010 é marcado por chuva na serra gaúcha e o terremoto no Chile. Isso significa que:
a) não devemos comprar vinhos chilenos e brasileiros deste ano
b) nem todas as vinícolas dos dois países conseguiram elaborar seus tintos ícones neste ano
c) os dois países só elaboraram vinhos premium em 2010

2) 2010 é considerado um ano ruim para os vinhos:
a) do Vale de Uco, em Mendoza
b) de Canelones, no Uruguai
c) da Serra Gaucha, no Brasil

3) O terremoto impactou mais fortemente as regiões vinícolas chilenas de:
a) Bio Bio e Maule
b) Limari e Aconcagua
c) Maipo e Aconcagua

4) São fatores que influenciam a safra dos vinhos
a) o fenômeno El Niño
b) o volume de chuvas no Amazonas
c) a redução do uso de produtos químicos no vinhedo

5) São importantes para uma boa safra:
a) a qualidade das barricas de carvalho
b) as uvas originárias de vinhedos jovens
c) a grande amplitude térmica entre o dia e a noite

6) Em anos de clima ruim:
a) há enólogos que não elaboram seu vinho premium e utilizam estas uvas para seu segundo vinho
b) deve-se evitar comprar vinhos desta safra
c) o recomendado é comprar apenas vinhos baratos para não jogar dinheiro fora

7) São vinhos de qualidade, apesar de não ter a safra impressa no rótulo:
a) vinhos tranqüilos franceses
b) champanhe brut non-millésime
c) vinhos italianos do século passado

8) A boa safra de 1945, ano do final da 2a. Guerra Mundial, é um exemplo de que o clima é generoso com o vinho em anos marcantes. Depois do terremoto chileno:
a) o clima se manteve fresco, permitindo o lento amadurecimento das uvas e há grandes vinhos neste ano
b) o terremoto estressou as videiras, que não conseguiram produzir boas uvas
c) como as videiras foram muito danificadas com o tremor, não foi possível elaborar bons vinhos

9) Um espumante brut, não safrado, e elaborado em 2010:
a) deve envelhecer ainda por muito tempo na garrafa
b) deve ser consumido imediatamente
c) foi elaborado apenas com a uva pinot noir

10) Entre a safra e o seu lançamento no mercado:

a) as leis brasileiras obrigam a vinícola a lançar o vinho reservado sempre no ano seguinte da colheita
b) os vinhos reserva brasileiros são lançados sempre dois anos depois a sua safra
c) o lançamento do vinho é uma decisão do enólogo e da vinícola

Se você acertou 8 ou 10 questões, parabéns e abra um vinho para comemorar. Se você acertou 6 ou 7 questões, você começa a dominar o assunto. Vale investir em bons rótulos e livros para aprender mais. Se acertou 4 ou 5, você tem certo conhecimento, mas precisa levar o estudo do vinho mais a sério. Se acertou menos de 4 questões e gosta do assunto, estude o tema e aguarde o quis do mês que vem.

Abaixo, as respostas.

1- b) Nem todas as vinícolas elaboraram seus vinhos premiuns porque o excesso de chuva, no amadurecimento das uvas, é ruim para a qualidade final do vinho. No Chile, o terremoto teve impacto diferente em cada vinícola, algumas conseguiram elaborar todos os seus vinhos, outras não.
2- c) Da Serra Gaúcha - 2010 foi um ano mais chuvoso, que contrasta com as safras recentes, sempre com clima mais quente e seco na Serra Gaucha. A chuva, que teima em cair quando as uvas estão amadurecendo no vinhedo, é um dos principais problemas do vinho brasileiro.
3- a) Bio-bio e Maule – As regiões vinícolas foram afetadas de maneira diferente, conforme a sua distância do epicentro do terremoto. Em geral, aquelas mais ao sul foram as mais prejudicadas.
4- a) O fenômeno climático do El Niño impacta diretamente no clima chileno, trazendo mudanças em seus vinhos. As chuvas amazônicas podem impactar outras safras agrícolas, mas não há vinhedos na região.
5- c) A amplitude térmica garante o lento amadurecimento das uvas nos vinhedos, de forma a que a fruta tenha seus compostos bem desenvolvidos na data da vinícola. A qualidade das barricas vai influenciar no vinho final, mas não na safra.
6- a)Se a qualidade do vinho, ainda em barrica, não é boa, muitos enólogos optam por não elaborar os seus rótulos principais, e direcionam o líquido para outros vinhos da casa.
7- b)Os champanhes são elaborados a partir do blend de vinhos-base de várias safras, por isso não indicam a safra no rótulo. A exceção é o millésime (ou safrado), elaborado apenas com uvas de um único ano.
8- a) O clima se manteve fresco e o Almaviva 2010, um dos tintos ícones chilenos, é um exemplo da qualidade desta safra.
9- b)Os espumantes não safrados são lançados ao mercado quando estão prontos para o consumo e não ganham mais nada com o tempo em garrafa. Muito pelo contrario, podem perder suas boas propriedades.
10- c) Não há regras brasileiras que determinem quanto tempo um vinho tem de ficar na vinícola, em barricas ou na garrafa, antes de chegar ao mercado. É uma decisão que cabe às vinícolas.
 


5 sugestões de vinhos para o Dia das Mães

online | 10.MAI.13 - 08:00 | Atualizado em 10.May.13 - 14:15

A data merece um brinde - ou vários. Portanto, confira as dicas de tintos e brancos.

por Suzana Barelli

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As cinco enólogas chilenas, que, juntas, elaboram um tinto potente (e caro)

 

O Dia das Mães merece um brinde – ou vários. No meu caso, o primeiro vinho que devo abrir (e recomendar) é o Crios, da enóloga argentina Susana Balbo. E escolho o vinho pela força de sua história: Susana elaborou este vinho pensando em seus dois filhos e o rótulo mostra isso. É o desenho estilizado de uma mão grande, com duas outras mãos, pequenas, dentro. É a mãe cuidado dos filhos, uma imagem mais do que apropriada para a data. Como a linha do Crios é grande e tem a proposta de ser um branco, um rosé ou um tinto moderno, jovem e fácil de beber, vale escolher a uva preferida de cada mãe.

 

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Repare no rótulo do Crios Malbec Rosé: na mão protetora da mãe estão as mãos dos filhos

 

A segunda dica é o Gewurztraminer da Domaine Alsaciana Weinbach. Acho a gewurz, como esta uva branca de grafia quase impronunciável é apelidada, uma variedade bem feminina, floral. E a domaine Weinbach, um antigo mosteiro do século 18 transformado em vinícola, pertence à mãe e filhas da família Faller. São mulheres de personalidade, que desde o final do século passado optaram por seguir a filosofia biodinâmica nos vinhedos, cultivando-os sem qualquer agrotóxico e seguindo as influencias cósmicas.

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Gewurztraminer da Domaine Alsaciana Weinbach

 

O terceiro vinho é elaborado por cinco mulheres juntas. É o projeto chileno Top Winemakers, lançado recentemente no Brasil por Rafael Prieto, conhecido por editar, no passado, o Guia de Vinhos de Chile. Neste vinho, as enólogas chilenas se juntaram para elaborar um vinho – há também a versão masculina, com cinco homens e um vinho (em breve, prometo publicar um post sobre este projeto). São mulheres de perfis bem distintos, mas todas conhecidas pela sua competência na taça. Cada uma entrou com 20% de um vinho seu para a mescla. Antes de chegar a versão final, elas degustaram várias amostras, conversaram sobre elas, sobre o perfil de cada uva e, enfim, definiram o blend, que tem cabernet sauvignon, syrah e carignan. Cecília Guzmán, da Haras de Pirque, Ana Maria Cumsille, da Altair, e Cecília Torres, da Santa Rita, entram com seus cabernet sauvignon. Irene Paiva, da Vistamar, trouxe o syrah, e Macarena Morandé, da viña Costa Blanca, o carignan.

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O projeto chileno Top Winemakers, com um vinho elaborado apenas pelas mulheres (o do rótulo mais vermelho) e outro, só por homens

 

O quarto vinho é o português Guru, elaborado por Sandra Tavares da Silva e seu marido Jorge Serôdio Borges. É um belo branco, com uma acidez interessante, raro na quente região do Douro, no norte de Portugal, e elaborado apenas com as variedades portuguesas. Códega do Larinho, gouveio, rabigato e viosinho dão origem ao vinho. Sandra também elabora um vinho junto com a enóloga Susana Esteban, no Douro, que tenho muita curiosidade de provar.

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Um vinho branco da região do Douro

 

O quinto é um branco brasileiro, o Cordilheira de Santana Chardonnay, elaborado por Rosana Wagner. Quase na divisa com o Uruguai, a Cordilheira de Santana é um projeto familiar de Rosana e de seu marido Gladistão Omizzolo. Os dois se conheceram e se apaixonaram quando trabalhavam juntos na National Distillers, na época dona da vinícola Almadén, e decidiram transformar sua paixão em vinhos. Elaboram vinhos com a proposta de ser uma bebida de guarda, daquela que ganha qualidades com o tempo em garrafa.

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A enóloga (e mãe) Rosana Wagner elabora brancos e tintos no sul do Brasil, quase fronteira com o Uruguai



OS VINHOS

- Crios, de Susana Balbo. Preço entre R$ 35 e R$ 45, na Cantu – www.cantu.com.br
- Domaine Weinbach Gewurztraminer Reserve 2011. Preço R$ 158, na Wine – www.wine.com.br
- Guru Branco, da vinícola Pintas. Preço R$ 233,30, na Adega Alentejana – www.adegaalentejana.com.br
- Top Winemakers. Preço R$ 700 (com os dois vinhos, o elaborado pelas mulheres e o feito pelos homens), com Ariel Peres (Ariel@stellium.com.br)
- Cordilheira de Santana Chardonnay. Preço R$ 377, a caixa com seis garrafas, pelo site www.cordilheiradesantana.com.br
 


Leilões de vinho, por uma boa causa

online | 07.MAI.13 - 17:43 | Atualizado em 07.May.13 - 18:19

Apae aposta na venda de tintos para obter recursos para suas obras e governo francês troca rótulos premiados por outros mais em conta

por Suzana Barelli

Leilões de vinho não são muito comuns no Brasil. Mas um deles, o da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), começa a entrar no calendário anual daqueles que dão seus lances pela chance de obter garrafas raras. A sexta edição do evento acontece no dia 21 de maio, em São Paulo, e, entre as estrelas, está um Cheval Blanc da safra mítica de 1961; um Petrus 1993 e o ícone portugues Barca Velha, de 1991. Renato Moysés será o leiloeiro.

 

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Na Europa, onde casas como Christie’s e Sotheby’s têm até departamentos próprios para garimpar rótulos raros, os tempos de crise estão criando outros leilões: os governamentais. No início de maio, chamou atenção o anúncio do governo francês de leiloar 10% da adega presidencial. O vinho mais badalado posto a venda é um (alias, várias garrafas) de Petrus, um dos ícones de Bordeaux, da safra de 1990. O leilão contará com cerca de 1.200 garrafas, todas francesas, o equivalente a 10% da adega, criada em 1947. Realizado pela casa Drouot nos dias 30 e 31 de maio, o objetivo é arrecadar cerca de 250 mil euros.

 

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A Christie’s e a Sotheby’s têm até departamentos próprios para garimpar rótulos raros

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A ideia do governo francês, segundo a sommelier Virginie Routis, do Palácio do Eliseu, disse à agencia Reuters, é investir parte dos recursos em vinhos “mais modestos”. O dinheiro restante será entregue ao orçamento do Estado. O leilão francês não é o único. Em março, o governo britânico também anunciou a venda de parte de seus vinhos para racionalizar gastos.

 

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Em tempos de crise, leilões de vinhos ajudam a racionalizar gastos governamentais

 

Nos dois casos, são vinhos adquiridos ao longo das últimas décadas, muitos deles antes dessa recente inflação dos preços dos rótulos premiuns. E para quem quiser saber sobre a adega do governo brasilerio, ela é formada por rótulos nacionais. Os vinhos são adquiridos, todos os anos, por concorrência entre as vinícolas nacionais. Na última compra, a gaúcha Valduga ganhou a maioria dos lances, nos vinhos e nos espumantes.

SABER MAIS

O 6.º  Leilão de Vinhos da Apae acontece no dia 21 de maio, no Espaço JK, em São Paulo. Reserva de mesas ou doação de vinhos devem ser feitas pelos telefones (11) 5549-4138 ou (11) 5080-7066.

 


Se a taça falasse

online | 03.MAI.13 - 13:40 | Atualizado em 06.May.13 - 15:40

Na edição do evento Essência do Vinho no Rio de Janeiro, foram degustados vinhos do Porto de anos marcantes para a história do Brasil

por Suzana Barelli

Já pensou em contar a história do Brasil por meio dos vinhos? Esta é a proposta de uma degustação que acontece nesta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro, às 20 horas. No segundo e último dia do evento Essência do Vinho, o crítico português Rui Falcão e o jornalista carioca Alexandre Lalas apresentam seis vinhos do Porto escolhidos pela data de sua safra. O mais antigo, o vinho do Porto Quinta dos Cortiços Reserva de Família 1889, marca a data da implantação da República brasileira. A degustação segue com os Portos de 1930, 1955, 1958, 1960 até chegar ao Fonseca Vintage 1985, elaborado no ano em que acabou a ditadura militar.

 

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A prova de vinhos antigos – na quinta-feira (2), teve também uma degustação de vinhos do sonho, com Portos, Madeiras e Moscateis elaborados entre 1830, o Barbeito Malvasia, e 1955, o moscatel de Setubal da José Maria da Fonseca – é um dos diferenciais das degustações temáticas deste evento português que começa a entrar no calendário carioca. Há dez anos, o Essencia do Vinho é realizado com sucesso na sede do belíssimo e histórico Palácio da Bolsa, na cidade do Porto. No Brasil, sem o charme do espaço português, mas com a proposta de levar degustações top a preço acessível – a entrada sai por R$ 50 e as degustações têm preços entre R$ 50 e R$ 500, conforme os vinhos – é a segunda edição. Ao todo, são 150 expositores, cerca de 1.500 rótulos apresentados e várias provas temáticas (antes dos Portos históricos, hoje há uma degustação com oito safras do alvarinho das Quintas de Melgaço, por exemplo). A programação completa está em www.essenciadovinhorio.com

 

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O Palácio da Bolsa, no Porto, sede do Essência de Vinho, que agora tem edição brasileira

 

Essência do Vinho - Rio de Janeiro
Local: Centro de Convenções Sul América (Cidade Nova - Centro)
Horário: das 15h às 17h (horário profissional) e das 17h às 22h (horário para público em geral)
 


Um almoço inesquecível no melhor restaurante do mundo

online | 29.ABR.13 - 20:29 | Atualizado em 30.Apr.13 - 20:30

Até hoje, a refeição no El Celler de Can Roca, em Girona, Espanha, foi a melhor da minha vida

por Suzana Barelli

No ano passado, perdi uma aposta por cravar que o El Celler de Can Roca seria eleito o melhor restaurante do mundo, pela revista inglesa Restaurant. Perdi. A casa dos três irmãos Roca ficou em segundo lugar, atrás do dinamarques Noma, pelo segundo ano consecutivo. Agora, em 2013, nem pensei em apostar – achava que o nosso Alex Atala, do brasileiro D.O.M. seria o primeiro (os boatos desta  “vitória“ de Atala estavam fortes na cena gastronômica paulistana). E o El Celler ganhou.

 

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Deveria ter apostado. Até hoje, o almoço neste restaurante de Girona, numa viagem de férias em setembro de 2011, tem lugar de destaque em minha memória gastronômica. Foi, sem dúvida, a melhor refeição da minha vida, pela qualidade dos pratos apresentados, pela surpresa e consistência dos sabores (eles sabem brincar como poucos com as texturas dos alimentos) e pela carta de vinhos. Tudo isso envolvido numa simpatia única, que nos faz sentir em casa, mesmo estando em um restaurante super estrelado.

Juan, Josep e o caçula Jordi fazem uma gastronomia que combina os pratos da Catalunha, sua terra natal, com técnicas vanguardistas e com uma hospitalidade marcante. Assim que chegamos, por exemplo, Joan fez questão de nos apresentar a cozinha. Explicou sobre todas as engenhocas – digamos que o thermomix, o objeto de desejo de 10 entre 10 chefs, é um dos equipamentos mais corriqueiros de lá. E contou com orgulho que dois brasileiros estavam trabalhando na casa – um deles era o Jefferson Rueda, que fazia estágio antes de abrir o paulistano Attimo. Terminado o tour, Joan brincou com minha filha e nos levou a mesa, ao lado de uma parede de vidro, bem ensolarada.

Escolher o cardápio foi fácil – tinha a opção de um menu degustação de oito pratos e outro de 16. Escolhemos o maior. O difícil, num primeiro momento, foi escolher os vinhos. A carta é formada por três livros, um com os vinhos brancos, outro com os tintos e o terceiro com os espumantes, digestivos, Portos etc. E os três chegam à mesa num carrinho. Mas havia também a opção do menu degustação harmonizado, com uma taça de vinho para cada prato. Optamos por ela e logo recebemos um cava elaborado especialmente para os Roca. Afinal, estávamos na Catalunha, a terra destes espumantes espanhóis.

 

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A imensa carta de vinhos é formada por três livros, mas o melhor é pedir o menu

harmonizado com vinhos. Cada prato vem com uma taça de vinho. (Crédito: Milton Gamez)


Foi a vez de Josep Roca chegar à mesa. Perguntou sobre nossas preferências e, sabendo da minha paixão pelos vinhos, nos convidou para conhecer a adega no final da refeição. Ao anotar o pedido, perguntou se poderia fazer uma carninha para a minha filha, que obviamente ela não iria no menu degustação – e logo chegou a mesa um corte alto, macio, de carne – acho que um filé mignon – acompanhado, garanto, do melhor purê de batatas que ela já comeu.

 

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Josep Roca me explicando sobre os vinhos
(Crédito: Milton Gamez)

 

As fotos a seguir dão uma vaga ideia do que foi o almoço. Para cada prato, uma surpresa de sabores, e uma harmonização perfeita. Muitos frutos do mar, típicos desta região da Espanha, todos levíssimos, surpreendentes a cada mordida. Todos elaborados com uma técnica apurada, das espumas à crocância das espinhas de peixe. Mas tudo muito longe da ideia de comida molecular do senso comum.

 

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O Yin-Yang, na versão dos irmãos Roca
(Crédito: Milton Gamez)

 

 

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Os sabores sutís da carne de porco
(Crédito: Milton Gamez)

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A delícia de descobrir que as escamas do peixe têm uma textura crocante surpreendente e muito sabor

(Crédito: Milton Gamez)
 

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No final, um doce de chocolate para minha filha, com a explicação de que ela não iria gostar das sobremesas do menu. Confesso que ela também não gostou da musse de chocolate amargo com folha de ouro, que foi devorada pelo meu marido.

Terminada a refeição, fomos conhecer a adega, imensa e única. Cada vinho tem uma história e Josep parece conhecer todas elas. Ele gosta dos vinhos com personalidade, muitos têm um toque mineral forte e nenhum (acho) tem muita madeira ou aquela fruta super madura. A adega é dividida em estações e cada uma delas é decorada com objetos, como seda ou madeira, que ajudam Josep a descrever os vinhos.

Pagamos a conta – ainda comprei um perfume da casa, com notas bem cítricas – e fomos para a pracinha perto do restaurante. Enquanto minha filha brincava no parquinho, Josep e Joan passaram por lá, acho que no caminho de suas casas. E pararam para uma conversa descompromissada, daquelas que você espera do dono de um restaurante de bairro. E, assim, eles provaram que a simpatia e a hospitalidade também têm espaço na alta gastronomia.
 



A maior feira de vinhos da América Latina ganha novos donos

online | 26.ABR.13 - 11:59 | Atualizado em 26.Apr.13 - 12:03

A Sial Brazil, filial da empresa francesa líder em eventos de alimentação, compra a Expovinis brasileira

por Suzana Barelli

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Nesta quinta-feira (25/4), o assunto mais comentado na Expovinis, a maior feira de vinhos da America Latina, não eram as centenas de vinhos degustados, mas a venda do evento, que está em sua 17a. edição, para a Sial Brazil. Filial da gigante Sial francesa, que promove um dos maiores eventos de alimentos e bebidas do mundo, em Paris, a Sial brasileira já realiza uma feira na área de alimentação em São Paulo, que leva seu nome e acontece junto com a Fispal Food Service, tradicional feira voltada para a alimentação fora de casa. 

O valor do negócio não foi divulgado. E a principal razão da venda é levantar recursos para a Exponor, empresa portuguesa focada em feiras e negócios. Na ideia dos novos donos está profissionalizar mais o setor de vinhos e crescer com o evento, que atualmente conta com 400 expositores e 11 mil visitantes.
 
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É esperar 2014 para saber das mudanças, já que a edição de 2013 termina hoje, às 20 horas, no pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo.
 
 

9 razões para visitar a Expovinis

online | 24.ABR.13 - 13:33 | Atualizado em 24.Apr.13 - 13:45

Começa nesta quarta-feira (24), e vai até sexta-feira (26), a maior feira de vinhos da América Latina, em São Paulo

por Suzana Barelli

A Expovinis não chegou à sua 17.ª edição por acaso. O maior evento de vinhos da América Latina, que começa nesta quarta-feia (24) e vai até sexta-feira (26), em São Paulo, é o endereço certo para quem quer acompanhar as novidades sobre brancos e tintos. A seguir, nove razões para visitar a Expovinis, que acontece no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, das 13h às 21h. Nesta quarta-feira, o evento é aberto apenas para profissionais do setor, e nos dias 25 e 26, o público não especializado pode visitar a feira a partir das 17 horas.

 
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1 – A Expovinis traz a oportunidade de provar vinhos dos mais diversos países e estilos. São 400 expositores, todos sedentos para mostrar seus vinhos aos visitantes.
 
2 – Provar um vinho ao lado de seu enólogo – e vários deles estarão presentes no evento – é a melhor maneira de aprender sobre a bebida. Aproveite para perguntar para o produtor tudo sobre o vinho que está em sua taça.
 
3 – Para quem pensa que vinho é só francês, o Espaço França traz 60 expositores do país, com seus vinhos. Nas degustações dirigidas, o tema é Bordeaux e Bordeaux Supérieur.
 
 
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4 – Aproveite as degustações premium. São vários temas e vinhos interessantes. No dia 25, por exemplo, o especialista Jorge Lucki conduz uma degustação sobre os “Destaques do Chile – Carignan e Pinot Noir”, 19h30. No dia 26, o chileno Hector Riquelme fala sobre os melhores vinhos importados da feira, no mesmo horário. Cada palestra custa R$ 150.
 
5 - A Expovinis é a chance de conhecer mais sobre os vinhos brasileiros. Em uma área de 312 metros quadrados, do Ibravin, 23 vinícolas nacionais mostram seus lançamentos. Há vinhos até de Goiás.
 
6 – Provar os vinhos vencedores do Top Ten. No final de semana passado, especialistas se reuniram e degustaram mais de 150 vinhos para eleger os 10 melhores do evento, que podem ser degustados durante a Expovinis – confira a relação destes vinhos em www.exponor.com/expovinis
 
 
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7 – Nas últimas edições, a Expovinis mudou de perfil, privilegiando os países e não as importadoras de vinho. Neste modelo, o consumidor consegue degustar, no mesmo espaço, diversos vinhos de uma única região. França, Uruguai, Itália e Espanha são alguns dos países que têm estantes na feira.
 
8 – Os negócios de vinho crescem a cada nova edição da feira. Neste ano, os organizadores investiram nas rodadas de negócios, colocando em contato produtores e importadores, das mais diversas regiões do Brasil.
 
9 – Depois de tanto vinho, por que não ganhar uma viagem? Uma das degustações no stand argentino checa, em provas às cegas, o conhecimento dos presentes na feira sobre o vinho do país do tango. O vencedor ganhará uma viagem com estadia para Mendoza. Informações em brasil@promendoza.com

Escolha o seu malbec

online | 17.ABR.13 - 12:20 | Atualizado em 17.Apr.13 - 12:47

Cinco vinhos elaborados com esta uva para brindar a terceira edição do Malbec World Day, que acontece sempre em 17 de abril.

por Suzana Barelli

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Nesta quarta-feira (17), é dia de celebrar a malbec. A data entrou no calendário há três anos, como forma de divulgar esta uva francesa que é mais conhecida na Argentina do que em sua terra natal. E a explicação é simples: no clima desértico nas terrazas argentinas da Cordilheira dos Andes, a uva consegue sua completa maturação, o que não acontece em Bordeaux. Colhida em seu ponto ótimo, a malbec resulta em um tinto frutado, às vezes com notas florais, e sempre com taninos aveludados. É um tinto encantador, quando bem elaborado, seja em estilos de bom custo-benefício, seja nos grandes (e caros) vinhos.

E para celebrar o dia 17 de abril– escolhido por ser a data em que foi lançado, em 1853, um importante plano para fortalecer a indústria argentina de vinhos, que culminou com a importação de cepas francesas, entre elas a malbec – nada como provar malbecs de diferentes regiões e estilos.

Comece por Salta, onde estão os vinhedos mais altos do mundo cultivados com esta cepa. O convite, aqui, é subir a montanha para provar como a altitude traz o frescor necessário para os grandes vinhos argentinos. Um exemplo é o Malbec Estate 2009, da Colomé, que é cultivado em vinhas plantadas entre 2 mil e 2,5 mil metros do nível do mar (o vinho custa R$ 103, na Decanter – www.decanter.com.br).

A segunda parada é Mendoza, província que concentra 85% da produção de malbec argentino – no total, o país tem 76 mil acres plantados com a cepa. E aqui é difícil eleger um só vinho. Gosto do Felino Malbec, do norte-americano Paul Hobbs (a safra 2009 é vendida por R$ 63,75 na Grand Cru - www.grandcru.com.br). É a linha básica deste enólogo, um dos pioneiros no vinho argentino de qualidade e famoso pela linha Bramare – o Cobos Bramare Marchiori Vineyard Malbec 2007, por exemplo, é vendido por R$ 359,55 na mesma importadora.

 

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No clima desértico da Cordilheira dos Andes, a malbec consegue sua completa maturação

Ainda em Mendoza, Alejandro Vigil é um dos muitos exemplos de enólogos que têm feito um trabalho interessante com o vinho argentino. Principal enólogo da Bodega Catena Zapata – é dele, por exemplo, o potente Malbec Argentino 2007 (US$ 199,50, na Mistral) -, Vigil tem um projeto pessoal com Adrianna Catena, filha de Nicolas Catena, outro pioneiro do vinho do país. E neste projeto um destaque é o El Enemigo Malbec 2009 (US$ 54,50, na Mistral – www.mistral.com.br)

E para quem gosta de novos estilos, o simpático José Alberto Zuccardi ousa e elabora um malbec de sobremesa. É um vinho fortificado, como os vinhos do Porto, elaborado em Maipú, Mendoza. Chama-se Malamado, e a safra 2009 é vendida por R$ 85, na Ravin (www.ravin.com.br).

Ao sul da Argentina, na região de Rio Negro, sempre penso no Noemía, que nasce de vinhas quase centenárias de malbec (a safra 2009 é vendida por 175,50, na Vinci – www.vinci.com.br). Mas provei recentemente o Humberto Canale Old Vineyard Malbec 2010 (R$ 118, na Grand Cru) e me surpreendi com a sua mescla de frutas maduras na medida certa, com uma bela acidez.

Com a lista feita, o convite é escolher seu estilo e provar malbec. E para quem quer ampliar as comemorações, vale conferir os diversos eventos em torno da uva, que acontecem nesta quarta-feira (17), em várias cidades do Brasil e do mundo. Informações em www.malbecworldday.com


 


Salton aposta na linha Intenso

online | 02.ABR.13 - 09:00 | Atualizado em 03.Apr.13 - 12:51

A novidade chega ao mercado para começar a substituir o rótulo clássico da vinícola brasileira, com as suas bandeirinhas.

por Suzana Barelli

As bandeiras de Alfredo Volpi (1896-1988) não marcam apenas a trajetória deste pintor ítalo-brasileiro, referência do modernismo brasileiro. Nos rótulos da vinícola Salton, elas marcam um capítulo importante da história moderna dos vinhos brasileiros. A ideia de colocar os desenhos do artista no rótulo foi apresentada no início dos anos 2000 a Angelo Salton, então presidente da empresa, que comprou o projeto. Nascia assim a linha Salton Volpi, com brancos e tintos honestos (na qualidade e no preço) e prontos para conquistar o consumidor brasileiro.

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A Salton Volpi surgiu no início dos anos 2000

 

Pelo acordo assinado na época, a Salton paga royalties para os herdeiros do pintor, em um contrato que vence em 2014.  O problema é que os herdeiros de Volpi não se entendem e brigam pelo dinheiro que vem do uso da imagem do pintor. Precavida, a Salton decidiu não entrar nesta disputa. E está começando a apresentar ao mercado a linha Intenso, de brancos e tintos frutados e prontos para conquistar o consumidor iniciante do vinho – a sugestão é que os vinhos sejam vendidos por R$ 29,90. Neste primeiro momento, a linha Intenso será comercializada nos supermercados e a Volpi, nos restaurantes.

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Merlot da linha Intenso

 

A Intenso chega ao mercado com dois rótulos. O primeiro, com imagens representando vestimentas de passistas de Carnaval, é vendido apenas na loja da vinícola, na Serra Gaúcha, e também destinado à exportação. O segundo traz no rótulo o relógio de sol, que decora a fachada da vinícola, e visa o mercado brasileiro. O Intenso é elaborado sempre com o corte de duas variedades (a exceção é um 100% merlot e outro 100% cabernet sauvignon), sempre com uvas próprias da vinícola, da região da Campanha.

 


 

  • Editora 3

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