Blogs e colunas
Dinheiro e Tecnologia
Tecla del no Google
Nº edição: 748 |
03.FEV.12 - 21:00
O Brasil é o campeão de pedidos de remoção de conteúdo feitos ao Google.
por Clayton Melo
O Brasil é o campeão de pedidos de remoção de conteúdo feitos ao Google. Essas requisições, geralmente endereçadas por governos, englobam posts feitos em blogs, grupos de discussão, redes sociais e vídeos do YouTube. O levantamento se refere ao primeiro semestre de 2011. Confira mais no infográfico.
O pragmatismo perigoso do Twitter
Canal usado com frequência por ativistas para mobilizações políticas mundo afora, como na Primavera Árabe, o Twitter cedeu a pressões e anunciou que vai acatar ordens de governos para tirar do ar mensagens ou contas de usuários. Isso será feito apenas no país de onde vier a determinação ? ou seja, o tuíte será bloqueado apenas ali, podendo ser acessado no restante do mundo. Pressões desse tipo ocorrem em regiões que vivem sob ditadura. Ao proceder assim, o Twitter está de olho nos negócios, pois espera ampliar seu campo de atuação internacional, não precisando estar fora de um grande mercado em função de questões relativas à liberdade de expressão. Ícone dos ativistas justamente por ser uma ferramenta livre, o Twitter provocou revolta nas redes sociais por sua polêmica decisão.
O Oscar das start-ups
O site brasileiro de compras coletivas Peixe Urbano ganhou o prêmio de melhor start-up no The Crunchies Award, o ?Oscar? das empresas iniciantes nos EUA. É a primeira vez que uma empresa da América Latina leva o troféu. Entre as companhias que disputavam o prêmio com o Peixe Urbano, de Julio Vasconcellos, estavam a Rovio, criadora do Angry Birds, a SoundCloud, para música na nuvem, e a Badoo, uma rede social para paqueras. A premiação é organizada pelos sites americanos VentureBeat, GigaOm e TechCrunch, especializados na cobertura do mercado de tecnologia, internet e inovação. O serviço de compartilhamento na nuvem Dropbox ganhou o prêmio principal da noite, o de start-up do ano.
Videoclipe da sua vida
O Facebook, em conjunto com a agência americana Definition6, criou um aplicativo que permite a qualquer usuário ter um videoclipe sobre sua vida ? ou, pelo menos, sobre suas postagens mais interessantes. Chamado de ?Timeline Movie Maker?, o programinha funciona da seguinte forma: depois que o usuário concede autorização para o sistema acessar ao conteúdo publicado no Facebook, o aplicativo monta uma sequência em vídeo. Se quiser, o internauta pode escolher trilha sonora e selecionar as imagens. O endereço para experimentar a novidade é http://www.timelinemoviemaker.com.
Assange popstar
Depois de estampar camisetas e anunciar que prepara um programa de tevê, o polêmico fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, irá participar do seriado americano Os Simpsons. Ele fará uma participação especial como vizinho da família dos protagonistas, depois que Homer e companhia decidem se mudar de sua casa em Springfield para uma área inóspita e isolada. Assim, Assange faz o mesmo que outros famosos do mundo digital, como Steve Jobs, Bill Gates e Mark Zuckerberg, que já marcaram presença no programa.
Resposta instantânea
As empresas de telecomunicações, ao oferecerem serviços de computação em nuvem, passam a competir com antigos parceiros. Isso não afeta a relação com eles?
A evolução da tecnologia coloca as companhias de telecomunicações em um ambiente novo. Não existe somente competição. Há o que chamamos de "coopetição". Ora você coopera, ora você compete. Não se faz nada sem parcerias.
Maurício Vergani, diretor da área corporativa da Oi, comenta a entrada
das operadoras no mercado de computação em nuvem.
Um dos empecilhos apontados para o crescimento do cloud computing no Brasil é a infraestrutura de telecomunicações. Como o sr. vê a situação do País nesse quesito?
A disponibilidade da rede é uma das premissas da oferta das telecomunicações, independentemente do setor de atuação do cliente. A importância dos sistemas rodando nas empresas exige que as redes estejam sempre disponíveis, mesmo que a empresa não utilize a computação em nuvem.
Mas a qualidade das redes não atrapalha a oferta desses serviços?
O mercado corporativo trabalha com níveis de velocidade diferentes dos do segmento de pessoas físicas. No setor empresarial, a capacidade contratada é entregue integralmente. Essa questão não representa um problema para as empresas nem para o crescimento do cloud computing.
Colaboraram: Rodrigo Caetano e Bruno Galo
Games portáteis
Nº edição: 747 |
27.JAN.12 - 21:00 | Atualizado em 28.Jan.12 - 20:02
A mobilidade dará o tom do mercado de games neste ano. Os portáteis Nintendo 3DS e Sony Playstation Vita vão causar barulho, mas é a computação em nuvem, o centro das atenções.
por Clayton Melo
A mobilidade dará o tom do mercado de games neste ano. Entre os consoles, os portáteis Nintendo 3DS e Sony Playstation Vita vão causar barulho, mas é a computação em nuvem que vai ser o centro das atenções. Com a transmissão via streaming, a mesma tecnologia usada no YouTube, os principais jogos devem chegar à televisão, aos tablets e aos celulares e ser acessados de todo lugar e a qualquer momento. Confira as tendências para o ano:
O megalucro da Apple
A Apple voltou a disputar o posto de maior empresa do mundo, em valor de mercado, com a Exxon Mobil, após divulgar os resultados do último trimestre de 2011, o melhor da sua história. Os dados impressionam (leia abaixo).
Na apresentação, o CEO, Tim Cook, falou sobre o mercado brasileiro. “Há uma oportunidade enorme para nós lá, e já começamos a investir mais no Brasil”, disse. Os projetos no País passam pela parceria com a Foxconn, que desde a segunda-feira 21 pode produzir o iPad localmente com incentivo fiscal.
Upgrade na pirataria
Baixar filmes e músicas pela internet é coisa do passado. O Pirate Bay, um dos mais famosos sites para compartilhamento, acaba de lançar uma categoria diferente para download online: a de objetos reais. “Acreditamos que, num futuro próximo, poderemos imprimir as peças de reposição de um carro”, escreveram os responsáveis pelo site em seu blog. Já é possível baixar uma versão em 3D do logo do Pirate Bay, um carrinho e um robô de brinquedo. Para usufruir dos arquivos oferecidos, é necessário uma impressora 3D, como a Maker Bot, que custa a partir de US$ 1 mil.
O talk show do WikiLeaks
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, comandará um programa de entrevistas na tevê em que vai bater papo com “visionários” e “revolucionários” sobre as mudanças no mundo. Um comunicado divulgado no site do WikiLeaks informa que já foram concedidas várias licenças para transmitir a atração em emissoras de televisão a cabo, via satélite e da rede aberta, com um potencial de 600 milhões de espectadores. “Com essa série, explorarei as possibilidades para nosso futuro em conversas com as pessoas que o estão moldando”, afirmou Assange, que há mais de um ano está em prisão domiciliar no Reino Unido.
“Cada vez mais as mídias sociais significam crescimento e emprego”,
disse Sheryl Sandberg, COO do Facebook, ao revelar um estudo divulgado recentemente no Exterior que conclui que o Facebook gera indiretamente mais de 150 mil empregos e contribui com E 15,3 bilhões para
a economia da União Europeia.
Resposta instantânea
Quando as redes de quarta geração serão implantadas no Brasil?
Existe a expectativa de que o governo irá licitar as frequências neste ano, mas eu esperaria o funcionamento comercial das primeiras redes para depois de 2013.
Luiz Tonisi, vice-presidente da Alcatel-Lucent para a América Latina,
fala sobre as redes de telefonia celular de quarta geração.
O Brasil está atrasado na adoção dessa tecnologia?
Não diria isso. Os EUA lançaram recentemente o serviço pela AT&T e Verizon, e os leilões acontecerão na Europa neste ano, assim como o nosso. Somos um dos maiores mercados do mundo e recebemos eventos à altura, em que a disponibilidade de tecnologias de ponta é importante.
De que forma o 4G pode contribuir com os serviços públicos, como segurança e saúde?
Hoje, a comunicação das polícias está na base de voz. Assim, as viaturas ou os policiais não podem receber, enviar ou até mesmo ter acesso a informações vitais de forma rápida. Estamos falando de uma evolução para permitir à polícia ver, ouvir, enviar e receber dados como vídeo, imagens de câmeras e transmitir relatórios em tempo real.
E na área da saúde?
Pode contribuir em emergências, com dados de campo transmitidos em tempo real para os hospitais que farão os atendimentos.
Colaboraram: Rodrigo Caetano e Bruno Galo
Imagem conectada
Nº edição: 746 |
20.JAN.12 - 21:00
Os americanos ainda passam muito tempo assistindo à televisão. Mas a parcela destinada à internet, especialmente para ver vídeos, vem crescendo a passos largos.
por Clayton Melo
Os americanos ainda passam muito tempo assistindo à televisão. Mas a parcela destinada à internet, especialmente para ver vídeos, vem crescendo a passos largos. Também é possível constatar que a audiência desse tipo de conteúdo digital cresce entre os usuários da América Latina. Confira mais detalhes no infográfico.
Líder de audiência no Brasil
Depois do Ibope, agora outro instituto de pesquisa registra o Facebook como a maior rede social do Brasil em audiência. Segundo pesquisa divulgada na semana passada pela consultoria americana comScore, o número de visitantes únicos do Facebook cresceu 192% em 2011, alcançando 36 milhões de internautas no País. Ao mesmo tempo, o Orkut viu sua audiência crescer apenas 5%, para cerca de 34 milhões de visitantes. O tempo de navegação no Facebook também aumentou, de 37 minutos em 2010 para 4,8 horas em 2011. Em setembro, a DINHEIRO antecipou em reportagem de capa que o site de Mark Zuckerberg já havia ultrapassado o Orkut no País, com base na pesquisa realizada pelo Ibope, obtida em primeira mão pela revista.
Caça-talentos
A Microsoft vai incentivar a criação de startups no Brasil. A companhia assinou um protocolo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação para a criação de seis aceleradoras de empresas iniciantes, principalmente nas áreas de jogos, educação, energia, óleo e gás, telecomunicações e saúde. O anúncio aconteceu durante a inauguração de um centro tecnológico em São Paulo, o segundo da companhia na América Latina, que consumiu investimentos de R$ 10 milhões.
Prateleira
O notebook XPS13, da Dell, pesa apenas 1,3 Kg e sua espessura não passa de 18 milímetros. Estará à venda a partir de fevereiro, mas somente nos Estados Unidos, por US$ 999. A previsão é de chegar a outros países em março.
Duopólio
O mercado de smartphones está dominado por dois sistemas operacionais: o Android, desenvolvido pelo Google, e o iOS, da Apple. Conforme dados da consultoria americana Nielsen, em termos gerais, os dois sistemas detêm 76% do mercado. Mas, considerando apenas as vendas nos últimos três meses, o porcentual sobe para mais de 87%. Enquanto isso, o BlackBerry ficou com apenas 6% do mercado e o Windows Phone 7 não passa de 1,4% de participação.
Resposta instantânea
Cidades como Nova York, Buenos Aires e Recife criaram centros de tecnologia para revitalizar áreas degradadas. Por que as empresas de tecnologia são escolhidas para esse tipo de ação?
Tem a ver com o tipo de profissional e a natureza do trabalho. O mercado de tecnologia envolve muita criatividade, e isso demanda informalidade no ambiente de trabalho. Enquanto um programador e designer enxergam um prédio antigo como um ambiente que pode ser transformado em algo confortável, outros profissionais só conseguem ver a destruição.

Francisco Saboya, presidente do Porto Digital, defende a participação
das empresas de tecnologiana revitalização de áreas degradadas,
como a Cracolândia
Há espaço para outras iniciativas como a do Recife?
Há possibilidade, desde que haja continuidade. O problema é que na administração pública, quando muda a gestão, muda toda a política. E isso não é sustentável.
Desenvolver um centro tecnológico seria uma solução para a Cracolândia, em São Paulo?
Não conheço detalhes do que está acontecendo na Cracolândia, mas está claro que apenas retirar os usuários de drogas, numa espécie de “assepsia social”, não resolve. Antes, é preciso criar condições para que as empresas de tecnolo gia ocupem a região.
Para onde vai o dinheiro da tecnologia
Nº edição: 745 |
13.JAN.12 - 21:00
Os investimentos mundiais com tecnologia e telecomunicações devem chegar aos US$ 3,8 trilhões neste ano, segundo a consultoria americana Gartner.
por Clayton Melo
Os investimentos mundiais com tecnologia e telecomunicações devem chegar aos US$ 3,8 trilhões neste ano, segundo a consultoria americana Gartner. Esse valor equivale a quase uma vez e meia o PIB brasileiro. Saiba onde e como as empresas vão investir essa montanha de recursos e confira as principais previsões tecnológicas para 2012:
A Microsoft vai à luta
A participação da Microsoft na CES 2011, evento de tecnologia realizado na semana passada em Las Vegas, teve gosto de despedida e de demonstrações de que ela está pronta para a luta no mercado da tecnologia em 2012. O tom de despedida se deve ao fato de que foi sua última participação no principal evento tecnológico do mundo. A decisão de sair ocorreu porque o calendário de lançamentos da empresa não coincide com a época de realização da CES. No que se refere ao mercado, a principal arma neste ano é a oitava versão de seu sistema operacional. “Não há nada mais importante para a Microsoft do que o Windows”, disse o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, sem dar detalhes. Além disso, Ballmer falou também sobre a versão para computadores do sensor de movimentos Kinect, que será lançada em fevereiro. O Kinect para Windows está em pré-venda na Amazon por US$ 249,99.
Tablet de US$ 100
A organização sem fins lucrativos One Laptop Per Child ganhou fama mundial há alguns anos ao prometer um notebook de US$ 100. Como esse projeto não vingou, a instituição mudou o foco de olho na tendência do mercado. A instituição apresentou em Las Vegas o XO 3.0, um tablet que também terá o valor de US$ 100. O objetivo é fomentar a inclusão digital nos países em desenvolvimento. O novo tablet ainda não está disponível no mercado.
Canivetes da memória
Os canivetes suíços são famosos pelas múltiplas opções que oferecem. A empresa suíça Victorinox, no entanto, resolveu ir além e inovou. A companhia apresentou na CES o modelo SSD com pen-drive de até 1 TB, o que representa uma grande capacidade de armazenamento de dados. Outro atrativo é uma minitela de LCD que mostra informações sobre os arquivos. O preço e a data de lançamento desses canivetes digitais ainda não estão definidos.
Facebook de rodinha
A rede social criada por Mark Zuckerberg fechou uma parceria com a Mercedes Benz para oferecer acesso ao site nos veículos da marca alemã. A versão do Facebook que será inserida nos carros será diferente daquela que está disponível nos smartphones. Ela será terá menos recursos e foi pensada para ajudar os motoristas, com informações sobre localização de pessoas.
Resposta Instantânea
As empresas de telefonia celular descobriram a classe C?
O que está acontecendo com a internet é o mesmo que aconteceu com o celular. O acesso à grande rede não é só entretenimento. É também acesso ao mercado de trabalho, à informação e ao comércio eletrônico. No Rio de Janeiro e em São Paulo, por exemplo, cerca de dois milhões de pessoas que não tinham internet passarão a ter.
Vender serviços de telecomunicações para a classe C é diferente em comparação ao que se praticava no mercado anteriormente?
A classe C hoje compreende 100 milhões de pessoas. Isso não é um setor de mercado, é a realidade do Brasil. Quem não se relaciona com ela não trabalha com o brasileiro. E quem é o brasileiro? É um batalhador, que saiu da sua terra e precisa ligar para sua família, mas não é rico. Por isso as ofertas com ligações ilimitadas são importantes.
O que é preciso mudar para os preços caírem mais?
O custo de interconexão (o quanto uma operadora paga quando o cliente liga para o celular de outra empresa) já não é mais um problema. Atualmente, a telefonia celular custa 40% menos do que a fixa. O grande vilão do momento ainda é o imposto.
Colaboraram: Rodrigo Caetano e Bruno Galo
O que vem por aí
Nº edição: 744 |
06.JAN.12 - 20:42 | Atualizado em 06.Jan.12 - 20:42
O mercado de tecnologia deve continuar agitado em 2012. A Apple, agora sem Steve Jobs, terá o desafio de continuar a ser inovadora.
por Clayton Melo
O mercado de tecnologia deve continuar agitado em 2012. A Apple, agora sem Steve Jobs, terá o desafio de continuar a ser inovadora. Seus concorrentes, no entanto, não ficarão parados. Google e Amazon devem acirrar a competição nos celulares, enquanto a Microsoft promete barulho com seu Windows 8. Confira o que as empresas de TI planejam para este ano:
Parece o Falcon
Os fãs de Steve Jobs poderão comprar, a partir de fevereiro, um boneco imitando o fundador da Apple. Criado pela empresa chinesa In Icons, o brinquedo é extremamente realista. Além do boneco, acompanham o produto, que custará US$ 99, três pares de mãos, um par de calças jeans, dois pares de tênis New Balance e duas maçãs, por exemplo. A Apple não aprovou a brincadeira e pode impedir a comercialização. Há quem diga, no entanto, que a versão boneco de Jobs é muito parecida com o boneco Falcon, sucesso entre as crianças nos anos 1980.
Apagão na internet
Já imaginou o Google, o Facebook e a Amazon saírem do ar simultaneamente? Pois isso pode acontecer. Essas e outras empresas digitais americanas ameaçam fechar suas páginas temporariamente em protesto contra o projeto de lei Sopa (Stop Online Piracy Act), em trâmite nos Estados Unidos desde novembro de 2011. O Sopa estipula punições severas para sites que distribuírem tudo o que for considerado pirataria. As empresas alegam que se trata de uma forma de censura.
Missão impossível no yahoo!?
O portal de internet Yahoo! tem um novo presidente. Scott Thompson, ex-presidente do PayPal, terá a missão de colocar a empresa nos trilhos, coisa que sua antecessora, Carol Bartz, não conseguiu. A executiva acabou demitida em setembro do ano passado. Sob o comando de Thompson, o Paypal dobrou o número de usuários ativos, ultrapassando a marca de 100 milhões. O faturamento da empresa cresceu de US$ 1,8 bilhão para US$ 4 bilhões. Enquanto isso, o Yahoo! tenta sem sucesso resistir à concorrência de empresas como Google e Facebook.
Efeito presidencial
De olho na eleição deste ano, o presidente americano, Barack Obama, criou um perfil no Instagram, programa para iPhone que permite inserir efeitos em fotos e compartilhar nas redes sociais. O aplicativo, eleito pela Apple o melhor do ano em 2011, conta com mais de 15 milhões de usuários e tem entre os seus criadores o brasileiro Mike Krieger. Além do Instagram, Obama marca presença também no Facebook, Flickr, Google+, Twitter, Tumblr e Foursquare, entre outros sites. Em 2008, o bom uso da internet foi importante para Obama levantar fundos para a sua campanha.
Resposta instantânea
As companhias brasileiras adotaram a computação em nuvem?
As pequenas empresas sim, mas as grandes vão demorar mais um pouco. Esse tipo de tecnologia é mais eficaz em aplicações de nicho, como no caso do e-mail. Quando o assunto são os sistemas de gestão, as empresas ainda preferem o modelo tradicional.
Luís César Verdi, presidente da alemã SAP no Brasil, analisa o
mercado de computação em nuvem.
Esse cenário é momentâneo?
As companhias de maior porte vão adotá-la rapidamente, se a intenção for usar esse serviço como uma forma de construir sua infraestrutura. Por outro lado, os sistemas devem continuar dentro da empresa, e não na nuvem. O problema é que, comercialmente, as aplicações desse modelo compensam quando são extremamente padronizadas para haver ganho de escala. Isso não funciona para grandes companhias, que precisam de softwares específicos.
Essa tecnologia mudou o negócio dos fabricantes de software?
Quando você assina um contrato por esse modelo, a responsabilidade é maior. O fornecedor fica responsável por toda a infraestrutura do cliente. Também não existe aquela receita imediata obtida com a venda das licenças para o uso do software. Mas, com o tempo, pode ser que o faturamento dessa nova modalidade seja maior.
Contribuiram: Rodrigo Caetano e Bruno Galo
Web com sotaque francês
Nº edição: 741 |
16.DEZ.11 - 21:00 | Atualizado em 19.Dec.11 - 13:25
A França se tornou por uma semana o centro das atenções do mercado de internet. O motivo foi a realização do LeWeb, evento que reuniu os maiores nomes do setor digital do mundo.
por Clayton Melo
A França se tornou por uma semana o centro das atenções do mercado de internet. O motivo foi a realização, entre os dias 7 e 9, do LeWeb, evento que reuniu os maiores nomes do setor digital do mundo e contou com a presença de 3.500 pessoas de 69 países. A DINHEIRO acompanhou o LeWeb e reúne aqui alguns dos destaques da conferência:

A aposta milionária da microsoft
O primeiro centro de tecnologia da Microsoft na América do Sul será inaugurado em janeiro de 2012, em São Paulo. A empresa investirá US$ 10 milhões em três anos no projeto. A iniciativa, segundo Michel Levy, presidente da companhia no País, vai permitir demonstrações de produtos e terá um data center para novas tecnologias destinadas a clientes corporativos.
iTunes chega com o Rei
Aguardada há um bom tempo, a versão brasileira da loja online de música e vídeo da Apple entrou no ar na madrugada da terça-feira 13, trazendo em destaque a discografia do Rei Roberto Carlos. Ao todo, são 20 milhões de canções disponíveis na loja. Por enquanto, os preços estão em dólar. A Apple promete que, em 2012, será possível fazer transações em reais.
Novo perfil
A função do CIO (sigla em inglês para Chief Information Officer), o modo como são chamados os diretores de tecnologia das companhias, vai mudar, conforme o estudo "Next Generation CIO", feito pela universidade alemã Ingolstadt University of Applied Sciences a pedido da Lodestone Management Consultants. Em vez do olhar técnico, o CIO deverá se preocupar com estratégias globais relacionadas às informações das empresas.
Resposta instantânea
Luke Beatty, vice-presidente global de comunidades do Yahoo!, analisa o mercado de conteúdo colaborativo.
Quais as experiências mais inovadoras na área de conteúdo colaborativo?
Uma delas é o Flipboard, aplicativo para iPad e iPhone que transforma os links, imagens e atualizações das suas redes sociais em uma revista interativa. Outro exemplo é o site paper.li, que transforma material de qualquer site em um jornal online.
Os sites colaborativos estão perdendo terreno para as redes sociais?
O que vemos são as mídias sociais aumentando a distribuição de conteúdo, inclusive aquele feito pelo usuário.
O que as marcas e anunciantes ganham com o conteúdo feito pelo internauta?
Esse material proporciona às empresas uma nova fonte de informações e análises sobre seus produtos e serviços. O volume de dados publicados pela multidão de pessoas online é algo muito valioso. Além disso, permite ao setor corporativo participar diretamente das conversas dos seus consumidores. E em tempo real.
Como o sr. avalia o atual momento do mercado de internet brasileiro?
É incrivelmente rápido e sofisticado. Observo uma natureza participativa nos brasileiros. Há muitos blogueiros e os sites colaborativos, além das redes sociais, são bem populares.
Colaboraram Bruno Galo e Rodrigo Caetano
2011: o ano start-up
Nº edição: 740 |
09.DEZ.11 - 21:00 | Atualizado em 05.Jan.12 - 00:49
O jargão usado para descrever as empresas iniciantes da área de tecnologia e também aquelas que se mantêm ágeis é o termo que melhor descreve o ano de 2011 para o mercado digital.
por Bruno Galo
O jargão usado para descrever as empresas iniciantes da área de tecnologia e também aquelas nem tão jovens, mas que se mantêm ágeis, inovadoras e criativas, mesmo com o passar do tempo, é também o termo que melhor descreve o ano de 2011 para o mercado digital. Entenda a razão no infográfico:
Brasil na mira das gigantes
Com o registro da Apple TV, central multimídia para ser ligada à televisão, na Anatel, crescem os boatos de que a Apple deve abrir a sua loja de conteúdo, iTunes Store, por aqui. Gravadoras e artistas confirmam as negociações e há quem diga que o lançamento possa acontecer ainda este ano. Enquanto isso, DINHEIRO apurou que a Amazon, maior loja online do mundo e fornecedora de soluções de computação em nuvem, está próxima de iniciar a operação de um datacenter no País. No próximo dia 15, a Amazon realizará um seminário, em São Paulo, sobre sua plataforma de nuvem.
Latinas caem na rede
Uma pesquisa global da consultoria inglesa Grant Thornton revelou que a América Latina registra a maior penetração das redes sociais, como Facebook e Twitter, nas corporações. Na região, 53% das companhias usam as mídias sociais, contra uma média de 35% na Europa. O estudo mostra, ainda, que a principal razão para o uso das redes sociais é a publicidade. Mas há diferenças regionais. Nos EUA, a principal razão apontada é a seleção de funcionários. Já no Brasil é o relacionamento com os clientes.
Paz na fazendinha
A disputa judicial entre a americana Zynga, criadora do FarmVille e maior desenvolvedora de games sociais do mundo, e a Vostu, criadora do MiniFazenda e a maior do setor no Brasil, chegou ao fim. As empresas se processavam mutuamente por plágio. Como parte do acordo, a Vostu, do hondurenho Daniel Kafie, efetuou um pagamento (cujo valor não foi revelado) à Zynga e fez modificações em quatro de seus jogos. O setor de games sociais deve movimentar US$ 14,2 bilhões, em 2015, contra US$ 6,1 bilhões previstos para este ano, pela corretora Lazard Capital Markets.
Prateleira
Galaxy Note, da Samsung - O smartphone gigante da empresa coreana tem tela de 5,3 polegadas, câmera de 8 MP, sistema operacional Android e caneta para escrita na tela. Por R$ 1.999.
Fábrica sob demanda
Os inventores e designers brasileiros ganharam uma ferramenta que vai facilitar a produção de suas criações. O Imprima 3D, site criado pelo empresário Vinícius Dourado, está oferecendo serviços de impressão 3D sob demanda. O serviço é semelhante a uma gráfica tradicional, só que em vez de páginas em papel, as impressoras 3D produzem objetos em plástico. O cliente envia o desenho da peça pela internet e recebe o produto em casa. O custo varia de R$ 16 a R$ 595, dependendo do tamanho do objeto. Dourado afirma que investiu R$ 500 mil para iniciar as operações.
Colaborou Rodrigo Caetano
Micos tecnológicos de 2011
Nº edição: 739 |
02.DEZ.11 - 21:00 | Atualizado em 03.Jan.12 - 14:50
O mundo da tecnologia teve uma série de lançamentos em 2011, muitos dos quais envoltos em grande expectativa e barulho.
por Clayton Melo
O mundo da tecnologia teve uma série de lançamentos em 2011, muitos dos quais envoltos em grande expectativa e barulho. Mas alguns projetos foram fiascos no mercado e decepcionaram. Houve também problemas sérios que afetaram a imagem das companhias do setor. Confira mais no infográfico.
Quem vai levar o Yahoo?
A novela sobre uma possível venda do Yahoo tem novo capítulo. O Alibaba.com, maior site de comércio eletrônico da China, a empresa de telecomunicações japonesa Softbank e os fundos Blackstone e Bain Capital estão se articulando para fazer uma oferta que pode chegar a US$ 20 por ação, o que daria ao site um valor de mercado de US$ 25 bilhões. Ao mesmo tempo, um grupo liderado pelo fundo Silver Lake, que inclui a Microsoft, quer comprar 20% do Yahoo, pagando US$ 16,60 por ação, reduzindo a avaliação para US$ 20,6 bilhões. Dois detalhes tornam as negociações ainda mais interessantes. O primeiro é o fato do Yahoo possuir uma participação de 40% no Alibaba.com, adquirida em 2005 por US$ 1 bilhão. O outro é que, em 2008, a Microsoft tentou comprar o rival por US$ 50 bilhões. A expectativa é de que uma decisão seja tomada até o fim do ano.
Banda Estreita
Mais de 80% das conexões de internet no Brasil são fornecidas por apenas seis provedores, diz pesquisa feita pelo Centro de Estudos sobre a Tecnologia da Informação (Cetic.br). Ao todo, atuam no País 1.934 provedores de internet. A pesquisa mostra também que a banda larga via rede telefônica corresponde a 57% das conexões. Enquanto as redes de tevê a cabo respondem por 23% e as de fibra ótica são utilizadas em apenas 4% dos acessos.
O domínio do papel
A mídia tradicional domina com folga a lista dos artigos mais compartilhados pelos usuários do Facebook. Das 40 notícias mais distribuídas neste ano, 21 foram publicadas originalmente pelo The New York Times e pela CNN, segundo dados divulgados pela rede social. A campeã de audiência é uma reportagem do jornal nova-iorquino que trazia fotos do terremoto no Japão, ocorrido em março. Completam a lista materiais do Washington Post, do Wall Street Journal e das empresas de internet Yahoo e Huffington Post.
Use hoje o celular de amanhã
O CEO da Nokia, Stephen Elop, esteve no Brasil na semana passada para anunciar que os primeiros celulares da companhia equipados com o sistema operacional Windows Phone, da Microsoft, chegarão ao País apenas no final do primeiro trimestre de 2012. Mas quem deseja experimentar os recursos e a interface do sistema não precisa esperar. Se você tem um android ou um iPhone, basta acessar o endereço http://aka.ms/wpdemo no seu navegador móvel e experimentar. Não precisa instalar nada.
Resposta instantânea
Flavio Dias, diretor de comércio eletrônico do Walmart Brasil, analisa o desempenho do setor no País.
A previsão no começo do ano era de que as vendas do comércio eletrônico aumentassem 40% no Brasil. Agora, a estimativa é de que cresça metade disso. O fôlego acabou?
De forma alguma. O momento é muito positivo. É certo que houve contratempos, como a greve dos Correios, e acredito que alguns competidores que tiveram dificuldade de honrar seus compromissos provocaram um impacto negativo. Mas as empresas que estão fazendo o dever de casa crescem bem acima da média do mercado.
Como o sr. avalia o aumento na segmentação do comércio eletrônico brasileiro, com novas lojas de nicho?
O segmento está dando os primeiros passos. Estamos apenas começando a explorar a cauda longa do e-commerce. Ainda há muito espaço para novas lojas e categorias.
Quanto tempo vai levar para o comércio por meio das redes sociais e pela internet móvel se tornar uma realidade no País?
As redes sociais já são importantes para estimular vendas. Já os dispositivos móveis, como tablets e smartphones, correspondem a 20% do comércio eletrônico nos EUA. Há um ano eram menos de 5%. Pode levar um ano ou dois, mas isso vai acontecer no Brasil também.
Colaboraram Rodrigo Caetano e Bruno Galo
Homens sem visão
Nº edição: 738 |
25.NOV.11 - 21:00 | Atualizado em 01.Dec.11 - 18:01
Fazer previsões não é fácil, ainda mais de tecnologia. Tanto é que até Bill Gates e Thomas Watson já derraparam feio em seus palpites.
por Clayton Melo
Fazer previsões não é fácil, ainda mais quando se trata de tecnologia. Tanto é que até figuras respeitadíssimas, como Bill Gates ou Thomas Watson, o primeiro presidente da IBM, derraparam feio em seus palpites. Confira alguns palpites infelizes de grandes personagens da história sobre novidades que, para eles, não teriam nenhuma relevância, mas que acabaram se tornando revolucionárias.
Ponto de ônibus high tech
A SP Trans criou um projeto de ponto de ônibus tecnológico que promete facilitar a vida dos passageiros e, de quebra, ajudar o meio ambiente. O e-Ponto, instalado neste mês em São Paulo, no cruzamento da rua da Consolação com a avenida Paulista, oferece wi-fi gratuito às pessoas que esperam o coletivo, além de dois computadores que permitem que os passageiros se informem a respeito das condições do transporte público em toda a cidade. E sem gastar energia: o e-Ponto é autossustentável, pois produz a eletricidade necessária para funcionar. A invenção conta também com lixeiras modernas, que aplaudem aqueles que jogam resíduos no lugar certo. O e-Ponto ainda está em fase de testes.
Samsung satiriza a Apple
A Samsung resolveu fazer piada com os fãs da Apple. A empresa criou um comercial que mostra longas filas nas calçadas, em várias cidades americanas, com jovens aguardando a abertura de uma determinada loja, como sempre ocorre durante os lançamentos da empresa da maçã. Nas filas, uma pessoa reclama da falta de conexão 4G em seu smartphone, que é supostamente um iPhone, enquanto outra diz: “Os blogs estão dizendo que a bateria parece fraca.” Surge, então, um rapaz com um Galaxy S II, da Samsung, que atrai as atenções. “Posso ver seu telefone?”, diz um suposto fã da Apple. “Olha a tela, é gigante”, comentam as pessoas na fila, tirando fotos do aparelho da Samsung.
Eike e IBM
O Grupo EBX, do bilionário Eike Batista, e a IBM anunciaram a intenção de criar uma parceria. As duas companhias pretendem desenvolver soluções tecnológicas para os setores de infraestrutura e recursos naturais, além de oportunidades de negócios para a SIX Automação, subsidiária do EBX da área de automação industrial. A IBM também deve prover serviços para o grupo. “Esta parceria demonstra o compromisso da IBM com o País e com a nossa agenda de soluções inteligentes”, disse o presidente da IBM, Ricardo Pelegrini.
O fim do chinelinho
A Adidas lançou no Brasil a chuteira Adizero F50. A inovação do calçado é a presença de um chip na sola que armazena dados como velocidade, passos e tempo de atividade. Após uma partida, as informações podem ser baixadas para um computador ou tablet, mostrando se o boleiro fez corpo mole ou não durante a peleja. O preço: R$ 799 pela chuteira mais R$ 299 pelo chip.
Colaboraram Rodrigo Caetano e Flávia Gianini
Música nas nuvens
Nº edição: 737 |
18.NOV.11 - 21:00
O lançamento na semana passada do Google Music, serviço de veiculação de canções pela internet, esquentou ainda mais um mercado que já estava em franco desenvolvimento.
por Clayton Melo
O lançamento na semana passada do Google Music, serviço de veiculação de canções pela internet, esquentou ainda mais um mercado que já estava em franco desenvolvimento. A empresa de internet de Larry Page e Sergey Brin entrou num campo até agora ocupado por dois de seus velhos rivais, Apple e Amazon. Conheça e compare os serviços oferecidos pelas três empresas:
Olho eletrônico
Tecnologias de reconhecimento facial começam a ser utilizadas na prática. Alguns bares da cidade de Chicago estão participando de uma experiência com um software que é capaz de determinar a média de idade e a proporção de homens e mulheres no estabelecimento. Segundo o jornal The New York Times, a empresa americana Immersive Labs prepara o lançamento de cartazes digitais que, por meio de uma câmera, avaliam o sexo e a faixa etária dos transeuntes para apresentar anúncios publicitários.
Brasil conectado
Em dez anos, triplicou o número de domicílios brasileiros equipados com computadores. A informação é do IBGE, que divulgou dados preliminares do Censo 2010. Em 2000, 10,6% dos lares no País tinham pelo menos um PC, porcentual que subiu para 38,3% no ano passado. Os resultados da pesquisa mostram também que no Brasil há mais lares que contam apenas com telefones celulares do que residências que possuem apenas telefone fixo.
Lançamento antecipado
O Kindle Fire, aguardado tablet da gigante de comércio eletrônico Amazon, já está à venda nos Estados Unidos desde o dia 14 deste mês. Com isso, a empresa antecipou em um dia o lançamento do produto. Até o fim do ano, a companhia espera vender cinco milhões de unidades de seu tablet.
Desaceleração eletrônica
Para o comércio eletrônico brasileiro, o Natal de 2011 não será tão robusto quanto o do ano passado. A consultoria e-bit, especializada no setor, estima que as vendas do segmento devam alcançar R$ 2,6 bilhões no período, um crescimento de 20%. No ano passado, a alta foi de 40%. A desaceleração, segundo a e-bit, se deve ao menor crescimento econômico, à crise internacional, à queda no poder de compra e ao fato de os consumidores estarem adquirindo produtos mais caros.
O game dos milhões
A nova versão do jogo Call of Duty, da produtora americana Activision Blizzard, é um estouro nos negócios. Seu lançamento, no dia 8 deste mês, se tornou o mais bem-sucedido da indústria de entretenimento em todos os tempos. Em 24 horas, foram comercializados mais de seis milhões de cópias do game, gerando um faturamento de US$ 400 milhões. Foi o terceiro ano consecutivo no qual o Call of Duty quebrou o recorde de vendas em seu primeiro dia no mercado.
Resposta instantânea
José Roberto Campos, vice-presidente de Computação da Itautec, analisa o uso de tablets pelas empresas.
Para que tipo de companhia o uso de tablets para atividades profissionais pode ser mais adequado?
O setor de saúde – incluindo hospitais, clínicas e laboratórios – é um dos exemplos. Na área de educação há bastante espaço, além do mercado financeiro. Acredito que devam fazer sucesso na automação de força de vendas também. É um nicho no qual os smartphones são muito utilizados, mas os tablets oferecem um conforto maior.
O que o mercado corporativo busca nos tablets?
Serviços de pós-venda e aplicativos específicos para cada setor são muito importantes. Essa máquina deve ter alguns recursos importantes para o dia a dia dos profissionais, como saída HDMI, que permite ligar o aparelho em um projetor para apresentações, e porta USB. Também é fundamental conseguir imprimir documentos.
Esse equipamento vai substituir os notebooks nas empresas?
Acredito que não. Os tablets vão aumentar a eficiência e ajudar determinadas empresas que precisam de mobilidade. Mas, em termos de produtividade, o computador é melhor. Até o netbook ainda tem mercado. Na verdade, há espaço para todos os dispositivos.
Colaborou Rodrigo Caetano