Negócios

BB espera queda da inadimplência mais rápida em termos nominais

O Banco do Brasil espera que a inadimplência tenha retração mais rápida em termos nominais em 2017 do que em termos porcentuais e que as provisões, portanto, tenham queda gradual ao longo do ano, afirmou o gerente geral de relações com investidores do BB, Bernardo Rothe. Rothe disse ainda, durante a teleconferência de resultados para analistas e investidores, que a carteira do atacado ainda passa por reclassificação e que a expectativa é que não haja nenhum evento substancial. “De agora em diante as alterações de nível de risco para baixo ou para cima vão acontecer naturalmente, tende a ser movimento mais suave”, destacou. Mix O Banco do Brasil tende a priorizar menor risco e consumo de capital na estratégia de mix de sua carteira de crédito, afirmou Rothe. Segundo ele, houve mudanças feitas no mix, como aumento da participação da carteira de financiamento imobiliário, que embora tendam a produzir menor spread, oferecem menor risco e proporcionam oportunidades de receitas adjacentes. “É ativo de qualidade, fidelizador, porque há venda de outros produtos na largada, como o seguro, e depois você vai trabalhando o cliente. É gerador de rentabilidade que vem no relacionamento. Isso vamos continuar fazendo”, destacou. Nesse sentido, ele citou também as carteiras de pequenas e médias empresas e ainda do agronegócio, onde também ocorrem receitas adjacentes provenientes de produtos e relacionamento. “Há um bom equilíbrio”, disse. Rothe lembrou que a carteira de micro e pequena empresa diminuiu em razão do cenário econômico, mas que o banco tem interesse em seguir trabalhando com esse público. “Com a recessão, não há como manter a mesma rentabilidade. Vamos, no entanto, continuar trabalhando essa carteira, porque é interessante, especialmente com a perspectiva de retomada econômica”, afirmou. Sobre a carteira do agronegócio, Rothe lembrou que o que puxa a rentabilidade para baixo é a carteira da agroindústria, a qual tende a subir nos próximos períodos a partir da reprecificação, que depende das renegociações com o governo no meio do ano.