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B3 tem lucro líquido de R$ 163,3 milhões no 2º trimestre

A B3 registrou um lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 163,315 milhões no segundo trimestre deste ano, ante um prejuízo de R$ 114 milhões registrado no mesmo período do ano anterior, intervalo em que a BM&FBovespa registrou um perda contábil por conta da venda da integralidade das ações da CME, mas sem efeito caixa. Considerando o resultado do segundo trimestre do ano passado, simulando a fusão, o lucro teria sido de R$ 25,9 milhões. Já em relação ao primeiro trimestre do ano o lucro caiu 21,9%, ainda considerando o lucro contábil.

Trata-se do primeiro trimestre completo após o início da integração de BM&FBovespa e Cetip e o resultado ainda estará repleto de itens não recorrentes por conta da fusão. A companhia divulgou ainda um lucro líquido recorrente de R$ 475,7 milhões de abril a junho deste ano, queda de 25% na relação anual e de 9,8% na trimestral. Já o lucro líquido recorrente ajustado pelo benefício do ágio fiscal da fusão entre BM&F e Bovespa, em 2008, foi de R$ 608,7 milhões, queda de 20,9% na relação anual e recuo de 7,8% no comparativo trimestral.

“Atualmente, nossa prioridade é a integração dos negócios da BM&FBovespa e da Cetip em uma única empresa, a B3. No segundo trimestre, nós concluímos a incorporação da Cetip e avançamos em diversas frentes do processo de integração, que incluem, entre outras, relacionamento com clientes, RH e TI”, destaca, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, que assumiu o cargo em maio.

O recuo do ganho do segundo trimestre deste ano tem como pano de fundo a diminuição das receitas financeiras da companhia, por conta do desembolso realizado para o pagamento dos acionistas da Cetip, após a aprovação da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em março. A BM&FBovespa tinha engordado seu caixa para fazer frente a esse compromisso, efetuando, por exemplo, a venda bilionária das ações até então detidas da bolsa americana CME, dinheiro em caixa que vinha, desde então, impulsionando a receita financeira da companhia.

Já a receita líquida da B3 no intervalo de abril a junho deste ano chegou a R$ 970,9 milhões, aumento de 8,8% ante o observado no mesmo período do ano passado e crescimento 3,2% ante o intervalo imediatamente anterior.

A B3 voltou, no documento que acompanha o seu demonstrativo financeiro, a publicar o Ebitda (lucro, antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que somou R$ 530,2 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 3,6% ante o visto um ano antes. Ante o período imediatamente anterior o aumento foi de 121,5%.

Considerando o Ebitda ajustado, que retirou do cálculo as despesas relacionadas com a combinação com a Cetip, o volume foi de R$ 675,5 milhões, alta de 12,8% em relação ao segundo trimestre de 2016. A margem Ebitda ajustada foi de 69,6% no segundo trimestre deste ano, ante 67,1% no mesmo intervalo do ano passado.