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Bomba-relógio

Nº edição: 742 | 22.DEZ.11 - 19:12 | Atualizado em 25.Feb.12 - 23:26

Com um quadro envelhecido de 4,4 mil funcionários, dos quais 80% estão em idade de se aposentar, a Conab tem uma bomba previdenciária para desarmar.

por Denize Bacoccina

Previdência

Com um quadro envelhecido de 4,4 mil funcionários, dos quais 80% estão em idade de se aposentar, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tem uma bomba previdenciária para desarmar em 2012: simplesmente o Cibrius, seu fundo de pensão, tem caixa para pagar benefícios aos associados apenas até 2016. A estatal vinculada ao Ministério da Agricultura negocia com a Fazenda um aporte de R$ 700 milhões para reequilibrar as contas, mas ainda não há recursos no Orçamento do próximo ano.
 
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PPPs

Mais remédios
 
As parcerias público-privadas na área de saúde crescerão no ano que vem. O governo  ampliará a experiência vitoriosa da Fundação Oswaldo Cruz, que firmou parcerias para fabricar medicamentos de alcance internacional. Uma delas, com a empresa de venture capital Alvos, produziu vacinas contra a esquistossomose. “Vamos usar o poder de compra do governo para induzir a fabricação de novos medicamentos”, diz Heloisa Menezes, diretora do Ministério do Desenvolvimento.
 
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Aeroportos

Começou mal 
 
Primeira obra licitada pelo Regime Diferenciado de Contratação, no fim de outubro, o processo de contratação do novo estacionamento do Aeroporto de João Pessoa (PB) será refeito. A Infraero suspendeu a concorrência ao considerar que o único orçamento apresentado, de
R$ 930 mil, estava muito acima da expectativa do órgão.
 
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Partidos

Caixa cheio
 
O governo cumpriu a promessa de reforçar o caixa dos partidos políticos, endividados após as eleições de 2010. Até 8 de dezembro, as legendas haviam recebido R$ 278,9 milhões do Fundo Partidário, 42,2% a mais do que o repassado no ano anterior. PT e PMDB, donos das duas maiores bancadas na Câmara Federal, são os principais destinatários do dinheiro, com fatias aproximadas de 15% e 12%, respectivamente.
 
 
 
Transporte

Quem paga os trilhos
 
Previsões de mercado indicam que os investimentos nas ferrovias brasileiras neste ano vão chegar a R$ 3 bilhões, praticamente só com  recursos próprios das concessionárias. Segundo empresários do setor, os escândalos que abalaram o  Ministério dos Transportes e a indefinição sobre o novo marco regulatório explicam por que os investimentos do governo federal devem fechar o ano perto de zero.
 
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Cena do Planalto

As belas e a fera
 
A tradicional Festa da Uva de Caxias do Sul (RS) aumentou sua fama durante o governo Lula, que fazia questão de receber a rainha e as duas princesas para divulgar o evento. Lula, inclusive, pedia uma dança com a rainha da festa. Na segunda-feira 19, a presidenta Dilma Rousseff seguiu os passos de seu mentor e recebeu as eleitas em Brasília.
 
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Notas
 
Apesar da redução do crédito internacional, o mercado bancário brasileiro está sendo disputado. Nos últimos meses, o Banco Central recebeu vários pedidos de instituições estrangeiras e de grupos brasileiros de outras áreas interessados em ingressar no setor. 
 
Com a ajuda do ministro da Previdência, Garibaldi Alves, e de líderes da base aliada na Câmara, o governo tem pedido em reuniões fechadas o apoio de sindicalistas para aprovar o fundo de previdência complementar dos servidores, no início do ano. Em troca, seria agilizada a abertura de concursos públicos paralisados neste ano.
 
 
 
Colaboraram Carla Jimenez, Cristiano Zaia e Guilherme Queiroz


  • Douglas Guerreiro Steinbruch

    em 25/02/2012 23:26:16

    Douglas Guerreiro Steinbruch

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