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Nº edição: 527 | 31.OUT.07 - 10:00 | Atualizado em 17.Jun.11 - 23:17

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por Joaquim Castanheira

PRESENTE DE GREGO
Aassessora especial do Ministério da Defesa, economista Solange Vieira, casou-se no sábado 27, mas não recebeu o presente que esperava: a presidência da Agência Nacional da Aviação Civil. O ocupante do cargo, Milton Zuanazzi, apesar das pressões do ministro Nelson Jobim, mantém-se firme no posto e está decidido a ficar na diretoria até 2011, quando termina o seu mandato. O que cria um grave constrangimento para Jobim, que já indicou quatro dos cinco diretores da Anac, deixando a nomeação de sua preferida, Solange, para quando Zuanazzi deixar a agência. No curto prazo, não há nenhum sinal de que isso vá acontecer.

O SERTÃO VIRA DESERTO
AONU deu o alerta: nos próximos 60 anos, o semi-árido brasileiro pode virar um semideserto se nada for feito. Mas, até agora, parece que o governo não viu o sinal vermelho. De 2004 a 2006, apenas um terço do Programa de Combate à Desertificação foi realizado. Este ano, pior ainda: só 3% foram gastos.

NEGÓCIOS À VISTA
Depois do sucesso na privatização das rodovias, tudo leva a crer que haverá candidatos estrangeiros no leilão da hidrelétrica do rio Madeira. Basta ver os roteiros de viagem da ministra Dilma Rousseff. Ela esteve recentemente na Espanha, na Itália e nos Estados Unidos.

MISSÃO IMPOSSÍVEL
Diante da absoluta dificuldade de comunicação e convencido de que pouco tinha a fazer no cargo, Luís Carlos Cabral, assessor de imprensa do ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, pediu exoneração na segunda-feira 22. Nos últimos quatro meses, Cabral tentou sem sucesso agendar entrevistas com o ministro. De tanto insistir, conseguiu marcar uma coletiva com os principais jornais do País para o dia 1º de novembro. Quando tudo parecia certo, Unger disse que gostaria de selecionar os nomes dos jornalistas que iriam entrevistá-lo. Cabral desistiu da missão.

EM ALTA
Ao descolar o Brasil do cenário problemático da América Latina e abrir fronteiras na Europa e na África, o chanceler Celso Amorim tem recebido fartos elogios. Na reunião do presidente Lula com empresários, na quarta-feira 24, o ministro foi exaltado por colocar o País na rota de comércio de países antes desprezados. Também foi creditado em sua conta o pedido feito pelo Institute of International Finance, do qual fazem parte os 370 bancos mais importantes do mundo. Eles querem que o Brasil entre no G-7. Nada mais lógico depois do trabalho de superexposição do Brasil no Exterior.

EM BAIXA
Para espanto da população, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, vem mantendo uma distância olímpica do que chama de “epidemia de dengue”. Como se não fosse responsável pelo combate à doença, Temporão divulgou dados alarmantes sobre as baixas causadas de norte a sul. Não bastasse, anunciou que “um novo tipo de dengue é questão de tempo” e garantiu que “é praticamente impossível evitar que a doença venha para o Brasil”. As famílias, atônitas, acompanham as falas do ministro, que não deu contribuição maior, a não ser desmentir que o filho de sua empregada estivesse com dengue.

Com Adriana Nicacio e Gustavo Gantois

SEM GORDURA
Disposto a fortalecer o caixa do Rio de Janeiro, o secretário de Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu aprovar no Confaz a cobrança de ICMS de toda cadeia do petróleo, isenta desde 1999. Cortou o pessoal terceirizado em sua pasta e tomou um empréstimo de R$ 15 milhões no BNDES para implantar a nota fiscal eletrônica.

APREENSÃO HI-TECH
O caso Cisco e os rumores de que a empresa teria feito doações irregulares ao PT deixaram apreensivos vários empresários do setor de tecnologia, que participaram de licitações em Brasília nos últimos anos. É que essa área foi acompanhada de muito perto pelo extesoureiro do PT Delúbio Soares no primeiro mandato do presidente Lula.

CONTRA-ATAQUE
O ministro Guido Mantega carrega na pasta um trunfo precioso. Estudo do economista Ricardo Bergamini mostra que, de 1992 até 2006, a carga tributária saltou de 25,85% do PIB para 34,23%. Mas, na comparação com o governo Fernando Henrique, os tucanos aumentaram a carga em 11,36%, enquanto Lula ficou em 7,43%.



  • MVSjIWtohLr

    em 17/06/2011 23:17:31

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