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Nº edição: 523 | 03.OUT.07 - 10:00 | Atualizado em 26.Feb.10 - 16:19
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por Carlos Sambrana
O RETORNO DE SILAS
O presidente Lula não se conforma até hoje com as pressões que sofreu para afastar Silas Rondeau do Ministério de Minas e Energia. Está convencido de que a denúncia contra seu auxiliar era frágil. E quer corrigir a injustiça o mais rápidamente possível. Aguarda apenas o relatório final do Procurador- Geral da República sobre a Operação Navalha para reconduzir Rondeau ao cargo. O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Marcio Zimmermann, que chegou a ser dado como favorito, está voando mais baixo. Se tudo der certo, terá de se contentar com a presidência da Eletrobrás. Nelson Hubner, ministro interino, voltará à Secretaria-Executiva
CONTRA O RELÓGIO
O texto básico da CPMF foi aprovado, mas tem de passar pelo segundo turno na Câmara. Depois, a emenda constitucional precisa ser aprovada em dois turnos pelo Senado. O prazo é apertado e a expectativa é de que a PEC só chegará à Casa Alta depois do feriadão de 12 de outubro.Acontece que a emenda da CPMF, pelo princípio da anuidade, tem de ser aprovada até 31 de dezembro. E a oposição está determinada a pôr pedras no caminho. Por isso, o Palácio do Planalto hoje é o maior interessado em que baixe a poeira do caso Renan Calheiros e o Senado retome a tranqüilidade. Mesmo com Renan à frente.
BRIGA NA ANATEL
O conselheiro Pedro Jaime Ziller pediu vistas no processo de compra da Telemig Celular pela Vivo e adiou a decisão da agência para 8 de outubro. Ele quer que o conselho analise conjuntamente as aquisições da Vivo, o que inclui a Amazônia Celular. O relator, Antônio Bedran, acha que deve haver um exame à parte da concentração de mercado.
MIGUEL PROMOVE
Mguel Jorge começou a mexer com peças importantes do Ministério do Desenvolvimento. Decidiu promover Armando Meziat, hoje na Secretaria de Comércio Exterior, para titular da Secretaria de Desenvolvimento da Produção. No MDCI desde 1991, egresso da Cacex, Meziat será o responsável pela implantação da política industrial.
Com Adriana Nicacio e Gustavo Gantois
EM ALTA
Vai longe o tempo em que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, arrancava ranger de dentes dos petistas ortodoxos. Hoje, com o País próximo do grau de investimento, Meirelles tornou-se unanimidade nacional. Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, ele só ouviu elogios. O senador Jefferson Peres (PDT/AM) chamou o BC de “guardião pit bull” do real. E o senador Mão Santa (PMDB/PI) comparou Meirelles ao financista Jean-Baptiste Colbert, principal responsável pelo fausto de Luís XIV, o Rei Sol. Um assessor temido pelo próprio monarca.
EM BAIXA
O senador Aloizio Mercadante (PT/SP) não pára de se meter em trapalhadas. Depois da abstenção polêmica na sessão secreta que manteve o mandato de Renan Calheiros, liderou com a oposição uma manobra para esvaziar o plenário do Senado, até que o político alagoano deixe a presidência da Casa. A manobra gerou confusão: PT, PSDB e DEM, unidos, em obstrução ao governo, com cinco medidas provisórias trancando a pauta. Ao justificar suas ações, Mercadante recorreu ao filme do cineasta polonês Andrzej Wajda sobre a Revolução Francesa. Mas nem aí acertou. Confundiu Danton com Robespierre.
SOMBRA E ÁGUA FRESCA
Desde 5 de setembro, o ex-governador do Acre, Jorge Viana, é o novo presidente do conselho da Helibrás – maior fabricante de helicópteros da América Latina. Ele tem dito a amigos que não poderia ter emprego melhor. O salário é seis vezes maior do que o de governador e Viana mantém distância das intrigas políticas.
UMA SÓ CAJADADA
O governador da Bahia, Jaques Wagner, está em campanha para entronizar o deputado Zezéu Ribeiro (PT/BA) na presidência da Sudene. Assumiria seu lugar na Câmara o primeiro suplente, o jornalista Emiliano José, autor do livro “Crônica de uma vitória não anunciada”, no qual conta como Wagner “derrotou o atraso”.
APLICAÇÃO DE RISCO
Você compraria um bônus da Venezuela emitido por Hugo Chávez? O Bônus do Sul, que combina títulos venezuelanos e argentinos, está na terceira emissão. Foi colocado no mercado US$ 1,5 bilhão, por 108% do valor de face. Com sucesso absoluto. Chávez agradece e vai engordando seu caixa.
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