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Dinheiro da Redação
A volta da blue chip
Nº edição: 674 | 03.SET.10 - 21:00 | Atualizado em 03.Sep.10 - 21:25
As ações da Petrobras foram ao chão nos últimos tempos. Caíram pela metade e aguardavam o plano de capitalização do governo para voltarem a brilhar.
por Carlos José Marques
O plano acaba de sair. Os novos papéis da empresa seguem para venda no final de setembro. O preço médio do barril cotado para efeito da transação não foi nem o pretendido pelo governo, tampouco o sugerido pelos representantes dos minoritários. Ficou no meio-termo, em US$ 8,51 por barril.

Lula queria o barril por mais de US$ 10 e os sócios batiam pé em algo em torno de US$ 6. Nessa oscilação de apostas é que girou o forte movimento de baixa dos papéis.
A Petrobras, com a sua monumental reserva de pré-sal, caminha rapidamente para se tornar a maior empresa do mundo. Se hoje já é um portento, especialistas apontam que ela deve em curto prazo ficar três a quatro vezes maior.
Portanto, ser sócio nessa empreitada é um negócio fabuloso. Um negócio que deve, via mercado de ações, garantir a aposentadoria de muita gente. Somente no movimento de capitalização que se inicia neste mês, o aporte de capital esperado é de mais de US$ 90 bilhões por parte de investidores privados e de outros US$ 42,55 bilhões por parte do governo.
A parcela oficial corresponde à cessão dos 4,999 bilhões de barris de petróleo encontrados no subsolo do País e que são de propriedade da União. A Petrobras poderá explorar esse manancial de combustível existente em áreas do pré-sal que ainda não foram concedidas, seguindo determinadas regras previstas em contrato. Para o acionista, desenha-se um cenário promissor.
Exatamente neste momento os papéis da companhia encontram-se por um valor considerado verdadeira pechincha. O movimento especulativo, forçando para baixo as cotações, é natural às vésperas de grandes reviravoltas em qualquer corporação.
A Petrobras, que já foi a maior blue chip da bolsa brasileira, perdeu a posição, mas deve rapidamente retomar o posto com essa arrancada. Uma medida provisória recém-anunciada facilita a participação de bancos federais, empresas estatais e do Fundo Soberano na capitalização.
É uma garantia de que existe colchão financeiro para levar adiante a operação. Participar dessa janela de oportunidade é talvez a mais rentável alternativa disponível nos pregões atualmente.
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