Blogs e colunas
Dinheiro da Redação
A guerra pelo mercado Brasil
Nº edição: 669 | 30.JUL.10 - 21:00 | Atualizado em 30.Jul.10 - 21:49
A virada na telefonia, com as transações bilionárias da semana passada, mexem no tabuleiro das empresas atuantes no setor
por Carlos José Marques
A virada na telefonia, com as transações bilionárias da semana passada, mexendo por completo no tabuleiro das empresas atuantes no setor, dá um claro sinal de como o Brasil vem assumindo uma posição hegemônica nos planos de investimentos das corporações e do peso que esse mercado ganhou em diversas áreas como eldorado dos negócios.
Ninguém quer ficar de fora e o preço do bilhete de entrada está cada vez mais caro. E não é para menos. O potencial geométrico de consumo e as altas taxas de crescimento dos últimos tempos transformaram o Brasil na opção mais óbvia para quem almeja retorno garantido.

A espanhola Telefônica, por exemplo, não mediu esforços nesse sentido. Para mergulhar finalmente no nicho da telefonia celular aqui pagou sonoros 7,5 bilhões de euros e comprou a líder do ramo no País, a Vivo.
Para se ter uma ideia do que isso representa, basta dizer que o número corresponde a quase o valor total de mercado das ações da antiga controladora, a Portugal Telecom (PT).
Ou seja: a Telefônica adquiriu um braço da PT pelo custo que a corporação toda valia. É bem verdade que se tratava da “galinha dos ovos de ouro” do grupo, mas, em termos comparativos, foi como se alguém pagasse pela roda o preço de um carro inteiro. Haja disposição para lucrar na telefonia brasileira!
A PT, por sua vez, não perdeu tempo e, ao contrário do que se imaginava, não abdicou de manter uma operação nessa rentável praça. Entabulou entendimentos rápidos e decidiu gastar 3,6 bilhões de euros, pouco mais da metade do que recebeu, para entrar como sócia da brasileira Oi.
A movimentação no ramo da telefonia foi apenas mais um dos capítulos dos esforços das multinacionais para fincar suas bandeiras no mercado interno. A história recente desses avanços está repleta de casos de portentos empresariais que se deram muito bem por aqui.
Entre as montadoras de carros, por exemplo, a italiana Fiat viu a sua subsidiária brasileira faturar mais que a matriz. No setor bancário, gigantes como o Santander e o HSBC elegeram o Brasil como destino preferencial de seus investimentos por entenderem que assim podem ter mais dividendos.
A suíça Nestlé detém internamente sua segunda maior operação e a maior do mundo, Coca-Cola, coloca o País ao lado dos EUA e do México como praças de melhor consumo. É por essas e por outras que o Brasil virou a bola da vez.
Isto é compartilhar
Este mês | Fevereiro de 2012
Arquivo
- Fevereiro/2012
- Janeiro/2012
- Dezembro/2011
- Novembro/2011
- Outubro/2011
- Setembro/2011
- Agosto/2011
- Julho/2011
- Junho/2011
- Maio/2011
- Abril/2011
- Março/2011
- Fevereiro/2011
- Janeiro/2011
- Dezembro/2010
- Novembro/2010
- Outubro/2010
- Setembro/2010
- Agosto/2010
- Julho/2010
- Junho/2010
- Maio/2010
- Abril/2010
- Março/2010
- Fevereiro/2010
- Janeiro/2010
- Dezembro/2009
- Novembro/2009
- Outubro/2009
- Setembro/2009
- Agosto/2009
- Julho/2009
- Junho/2009
- Maio/2009
- Abril/2009
- Março/2009
- Fevereiro/2009
- Janeiro/2009
- Dezembro/2008
- Novembro/2008
- Outubro/2008
- Setembro/2008
- Julho/2007
- Junho/2007
- Maio/2007
- Abril/2007
- Março/2007
- Fevereiro/2007
- Janeiro/2006
- Maio/2004
- Abril/2004
- Março/2004
- Fevereiro/2004
- Junho/2003
- Maio/2003
- Abril/2003
- Março/2003
- Fevereiro/2003
- Janeiro/2003
- Dezembro/2002
- Novembro/2002
- Outubro/2002
- Setembro/2002
- Agosto/2002
- Julho/2002
- Junho/2002
- Maio/2002
- Abril/2002
- Março/2002
- Fevereiro/2002
- Janeiro/2002
- Junho/2001
- Maio/2001
- Abril/2001
- Março/2001
- Fevereiro/2001
- Janeiro/2001
- Dezembro/2000
- Novembro/2000
- Outubro/2000
- Setembro/2000
- Agosto/2000
- Julho/2000
- Junho/2000
- Maio/2000
- Abril/2000
- Março/2000












