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O PIB em crescimento exuberante

Nº edição: 662 | 11.JUN.10 - 21:00 | Atualizado em 18.Jun.11 - 07:13

O fato mais surpreendente da economia nos últimos tempos foi o esforço do ministro Mantega em acalmar o mercado

por Carlos José Marques

O fato mais surpreendente da economia nos últimos tempos não foi o Brasil ter alcançado os 9% de crescimento do PIB no primeiro trimestre – em relação a igual período do ano passado –, mas o esforço do ministro Mantega em acalmar os ânimos do mercado, dizendo que esse era o pico de uma retomada, que o número nada mais refletia do que um desempenho passado.

Soava como um pedido de desculpas. Como se fosse pecado crescer, como se o avanço do País fosse proibido – a exemplo do que acontecia nos anos 60/70, quando lucrar era uma prática empresarial tida por aqui como abominável. Curiosa circunstância vive o Brasil. Ter de esconder sua exuberância para não ficar mal aos olhos do mundo.
 

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Como ousa nadar contra a maré com um PIB dessa magnitude? A alta do seu Produto Interno Bruto só ficou abaixo da registrada pela China. Bateu a da Rússia e a da Índia, integrantes dos Brics, e a de todos os países europeus, além, é claro, da dos EUA. É o maior PIB já contabilizado internamente desde o início da série histórica, em 1996. O País não pode! Não deve! Os alarmistas rapidamente começaram a falar em risco de colapso da infraestrutura. A ameaça do superaquecimento projetaria gargalos, na análise desses senhores.

No plano real, a composição do PIB é favorável sim, inclusive no longo prazo. Prova disso é a expansão do investimento, que vem se dando numa escala muito maior e mais rápida que a do consumo, sinalizando um equilíbrio lá adiante entre oferta e demanda. Uma ducha de água fria naqueles que pedem uma pancada forte para brecar o furor de compras do brasileiro.

Tome-se o dado da indústria, que cresceu 17,2% no período, e o da construção, com 14,9%, ambos muito além dos meros 9% do “Pibão”. Assim, não devem faltar carros, telefones e muito menos casas para saciar a procura dos consumidores. A escalada da economia robusta continua.

No setor automobilístico, por exemplo, o Brasil acaba de se converter no quarto maior mercado de veículos do mundo – superando até a Alemanha – com o seu surpreendente 1,32 milhão de unidades já vendidas. Deve fechar o ano com a marca recorde de 3,4 milhões de carros comercializados.

No setor agrícola, a safra terá investimento recorde de R$ 100 bilhões de crédito e mais subsídios. A projeção de colheita é da ordem de 145,8 milhões de toneladas, a segunda maior da história. Dessa maneira, também não faltará comida. Há de se concordar com o presidente Lula, que, diante da divulgação dos 9% de crescimento do PIB, reagiu assim: “O Brasil merecia e precisava.”

 

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  • xozktTJpCMm

    em 18/06/2011 07:13:05

    That's way more cvleer than I was expecting. Thanks!

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