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Poder
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Nº edição: 554 | 14.MAI.08 - 10:00 | Atualizado em 09.Feb.10 - 11:23
Poder
por Denize Bacoccina
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Conta cara |
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Ficou em mais de R$ 1,3 bilhão a conta das termoelétricas movidas a óleo e diesel, ligadas desde dezembro do ano passado para economizar água dos reservatórios e reduzir o risco de racionamento, e desligadas esta semana. A ordem para ligar tudo, independentemente do custo, foi dada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Agora, só vão funcionar as térmicas movidas a gás e carvão, "por zelo" e também para emprestar energia à Argentina. Os consumidores começaram a pagar a conta nas tarifas de abril. A Aneel já autorizou um repasse entre 0,7% e 1% para algumas distribuidoras gaúchas e do Nordeste. |
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NOTAS A greve dos auditores fiscais atravessou a fronteira. Depois dos empresários brasileiros, agora é o Uruguai que ensaia pedir explicações ao governo. O Parlamento de lá marcou audiência para avaliar as perdas nas exportações para o Brasil. Ponderam que a greve "ameaça os interesses nacionais". O governador Jaques Wagner está empenhado em recuperar a indústria naval da Bahia. Ele vai investir R$ 1,5 bilhão na construção de quatro estaleiros, na Baía de Aratu, São Roque do Paraguaçu e Maragogipe. A empreitada deve criar 11 mil empregos, além de atender a Petrobras na construção de navios e de plataformas e em reparos. |
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DIPLOMACIA Novos companheiros |
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GASTOS PÚBLICOS |
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SUCESSÃO Convite de presidente... |
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MEIO AMBIENTE |
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EM ALTA Dilma Rousseff Graças à oposição, o que era para ser um momento de tensão revelou-se um palanque para a ministra Dilma Rousseff. A ministra-chefe da Casa Civil foi convocada pela Comissão de Infra- Estrutura do Senado para falar sobre o PAC e deveria ser colocada numa saia-justa com os questionamentos sobre o dossiê elaborado em seu gabinete. Mas o senador Agripino Maia (DEMRN) resolveu dar uma "ajuda". Ao perguntar se ela mentiria no Senado como mentiu aos seus torturadores, permitiu que a ministra lembrasse seu passado de luta contra a ditadura e recobrasse o controle da situação. |
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EM BAIXA Luciano Coutinho O BNDES nunca freqüentou tanto as páginas policiais quanto nos últimos dias. O presidente Luciano Coutinho tem evitado comentar, mas são cada vez mais intensas as notícias sobre o aparelhamento políticoideológico- empresarial do órgão - que já foi apontado como centro de excelência técnica do governo. Além da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal, o banco não conseguiu explicar as críticas sobre o financiamento da fusão Oi-Brasil Telecom. Se falta transparência, sobra apoio político: o presidente Lula lança a política industrial na sede do banco, na segunda-feira. |
com Adriana Nicacio e Gustavo Gantois
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