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De quem é o sorriso amarelo?

Nº edição: 660 | 28.MAI.10 - 21:00 | Atualizado em 23.Jul.11 - 16:47

É o de Bill Gates. A Apple passa a Microsoft em valor de mercado - sinal de que a inovação pesa tanto quanto o poder econômico

por Ralphe Manzoni Jr.

Eles são dois eternos rivais e, por esse motivo, faces diferentes da mesma moeda. De um lado, Bill Gates, o dono da Microsoft, responsável pela popularização da computação pessoal. De outro, Steve Jobs, o mago da inovação e fundador da Apple. Na semana passada, esses dois gênios mais uma vez se viram frente a frente. E o motivo era histórico.

Na quarta-feira 26, o valor de mercado da Apple chegou a US$ 222,12 bilhões, ficando pela primeira vez à frente da Microsoft por pouco mais de US$ 3 bilhões.  Há uma década, o valor de mercado da Apple era de US$ 15,6 bilhões e o da Microsoft, US$ 556 bilhões.  A Apple chegou a este resultado transformando a inovação em quase um dogma.

A Microsoft, ao contrário, sofreu em duas trincheiras: a da internet,  com a chegada do Google e do modelo de computação em nuvem, e a do mercado de eletrônicos, com o avanço da empresa de Jobs.  Além disso, continuou apostando em seu poder econômico e na dupla Windows e Office.
 

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Uma forma de explicar essa valorização da Apple é matemática. O faturamento da empresa de Steve Jobs saltou de US$ 19,3 bilhões em 2006 para US$ 42,9 bilhões em 2009, aumento de 122%. No mesmo período, a receita da Microsoft cresceu de US$ 44,2 bilhões para US$ 58,4 bilhões,  expansão de 32%, uma velocidade quatro vezes menor.

As ações da companhia de Bill Gates também patinaram neste intervalo de tempo. Em 2006, elas começaram o ano valendo US$ 27,39. Na quinta-feira 27, eram comercializadas a US$ 26. Os papéis da Apple que valiam US$ 76,3 estavam cotados a US$ 261.

O que os números escondem é o que aconteceu com as duas empresas nestes últimos dez anos. Quase falida na década de 90, a Apple entrou em novos mercados nesta década. Em 2001, criou o mais popular tocador de música digital do planeta, o iPod. Na sequência, desenvolveu uma loja para vender música online. Hoje, é a maior varejista de canções digitais dos EUA.

Em 2007, resolveu entrar no mercado de telefones celulares com o iPhone, que já vendeu mais de 50 milhões de unidades. Neste ano, lançou o iPad, equipamento que permite navegar pela internet, ler livros, ouvir músicas e ver fotos. Em 28 dias, ele vendeu um milhão de unidades.

Na semana passada, prestes a ser superada pela Apple em valor de mercado, a Microsoft anunciou uma reestruturação em sua divisão de entretenimento. Dois executivos importantes da área, Robbie Bach e J. Allard, se aposentaram e ela passou a ser comandada diretamente por Steve Ballmer, o CEO da empresa.

Criada em 2005, essa área tem colecionado fracassos, com exceção do console de videogames Xbox – que já vendeu 40 milhões de unidades e faz frente à Nintendo e à Sony. O tocador digital Zune, que concorre com o iPod, capturou apenas 1,4% do mercado dos EUA, contra 76% da Apple.

Em celular, o sistema operacional da companhia, agora chamado de Windows Phone, tem uma fatia mundial de mercado de 6,8%. Há um ano, era 10,2%. Ele perdeu terreno para o iPhone, da Apple, e para o Android, do Google. Enquanto a Apple se reinventou, a Microsoft ainda busca uma forma de ir além do Windows e do Office. Você sabe agora por que Bill Gates está com o sorriso amarelo?

 

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    em 11/04/2011 17:09:46

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    • Marcelo Réa

      em 20/06/2010 19:35:52

      Inovaçáo tem sido o maior desafio para os getores contemporâneos, pois, a busca por inovação gera mais valor as organizações do que poder.

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