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Dinheiro na Semana
Memória
Nº edição: 659 | 21.MAI.10 - 21:00 | Atualizado em 11.May.12 - 20:35
Poucos economistas brasileiros tiveram uma carreira pública tão expressiva quanto o carioca Francisco Roberto André Gros, que morreu quinta-feira, dia 20.
por Amauri Segalla
O economista que fez carreira na vida pública
Graduado pela Universidade de Princeton (EUA), Gros fez sucesso primeiro na iniciativa privada (chegou a dirigir dois bancos de investimentos em Wall Street). No Brasil, foi presidente da Petrobras e do BNDES no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Antes, comandou o Banco Central por duas vezes. A primeira, no governo José Sarney e a segunda, no de Fernando Collor. Mais recentemente, ocupou a presidência da Fosfértil e foi conselheiro da OGX, de Eike Batista.

Consumo
Dívida aumenta, mas não compromete o salário
Um estudo divulgado na semana passada pelo Banco Central apresentou um dado curioso. A retomada do crédito no período pós-crise fez aumentar em 40% o número de brasileiros que possuem dívidas superiores a R$ 5 mil. De acordo com a pesquisa, 25,7 milhões de pessoas fizeram empréstimos que equivalem a quatro vezes a renda média nacional mensal. No entanto, como a renda da população também subiu, o comprometimento do salário ficou no mesmo patamar de 2008 e 2009: as dívidas atuais correspondem a 22% dos ganhos mensais do trabalhador brasileiro. Confira a seguir as principais conclusões da pesquisa do Banco Central:

Inovação
Google, cada vez mais onipresente
Até pouco tempo atrás, o Google não tinha navegador de internet. Agora tem. Não possuía sistema operacional para celular. Agora possui. Não pensava em investir em uma marca própria de celular. Agora investe. Sabe o que faltava para o Google ser onipresente praticamente em todas as tecnologias existentes? TV. Essa “ausência” está no passado. Na quinta-feira 20, a empresa anunciou a criação da Google TV, que vai permitir que as pessoas tenham acesso à programação dos canais de televisão e aos vídeos disponíveis na web. A Google TV poderá ser assistida em uma televisão específica ou por meio de um dispositivo conectado ao aparelho que o usuário possui. Os primeiros exemplares chegam ao mercado em setembro.
Indústria automotiva
Sem IPI reduzido, vendas desabam
A indústria automobilística sentiu de imediato os efeitos do fim da redução do IPI. Na primeira quinzena de maio, foram vendidos 82,2 mil carros no Brasil, queda de 32% em relação aos números de abril. Segundo as montadoras, a reação virá já no próximo mês, quando começarem a aparecer os resultados das vendas realizadas nos feirões das fábricas. No acumulado do ano, o setor comemora alta de 16,6% sobre 2009.

Ferrovias
o transporte entrou nos trilhos
Nenhuma modalidade de transporte cresce mais no Brasil do que a boa e velha ferrovia. Na semana passada, em encontro de empresários realizado na Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários apresentou um estudo que confirma a notável expansão do setor desde a desestatização, no final da década de 90. Confira os principais indicadoresda pesquisa:

Ranking
O Brasil cresce em lista de competitividade
Ok, o País está longe de alcançar uma posição de destaque no ranking mundial da competitividade, mas pelo menos ele está saindo do lugar – e para cima. Segundo estudo preparado pelo instituto suíço IMD, o Brasil ocupa agora a 38ª posição na lista das nações mais competitivas do planeta. Na relação do ano passado, estava duas colocações atrás. De acordo com o IMD, o avanço, embora tímido, é resultado de quesitos como flexibilidade ante novos desafios e adaptabilidade a mudanças. Mas os problemas de sempre impedem uma evolução mais expressiva. Carga tributária elevada, deficiências na infraestrutura, má qualidade da educação e burocracia excessiva são alguns dos entraves que o Brasil ainda está longe de superar. Confira os dez primeiros colocados do ranking e a colocação do Brasil.

Carros
A limusine de Stálin de volta ao poder
Elas eram as preferidas de Joseph Stálin e chegaram a ser usadas até por Mikhail Gorbachev. Agora, as limusines Zil, fabricadas por uma empresa russa, estão de volta ao poder. A pedido do presidente Dmitri Medvedev, o governo do país vai comprar 30 novos modelos que irão substituir os BMWs que atendem o alto escalão federal.

Números
R$ 70,9 bilhões foi a arrecadação de impostos federais em abril, o melhor resultado da história para o mês. Na comparação com março, o aumento real das receitas chegou a 16,7%. Segundo a Receita, o desempenho foi puxado pela alta expressiva da produção industrial.
R$ 3 bilhões é quanto a gigante elétrica chinesa State Grid pagou por sete concessionárias de energia no Brasil. Se o negócio por ratificado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, será o maior investimento já feito pelos chineses no País.
US$ 865 milhões foi o lucro da General Motors no primeiro trimestre do ano, seu primeiro ganho trimestral desde 2007. Detalhe: no mesmo período de 2009, a empresa perdeu US$ 6 bilhões. O resultado se deve ao crescimento de vendas nos países emergentes.
300 milhões de celulares estarão operando no Brasil em 2013, segundo projeções da Anatel. Em 2009, o número foi de 175 milhões e a expectativa é de que 2010 feche com um marco: pela primeira vez o número de celulares pode ultrapassar o total da população brasileira.
Curtas
Conforme a coluna “Líderes” da DINHEIRO antecipou, a Daslu vai trocar de endereço. A loja de Eliana Tranchesi será transferida para o novo shopping JK Iguatemi. Na semana passada, em entrevista a um jornal, Eliana disse que não será “o fim de uma era”, numa resposta ao texto que a DINHEIRO publicou.
A BMW do Brasil vai realizar um recall dobrado. Em 2008, chamou os donos de quatro modelos que podiam apresentar problemas no freio. Agora, a empresa está convocando os mesmos proprietários. Motivo: a solução apresentada à época não resolveu o defeito.
A americana Pfizer vai fechar oito unidades industriais e cortar seis mil empregos. A estratégia faz parte da reestruturação adotada no final de 2009. No Brasil, a Pfizer, fabricante do Viagra, deve enfrentar dificuldades com a quebra da patente do remédio.
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