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Dinheiro da Redação

O Brasil está mais competitivo?

Nº edição: 659 | 21.MAI.10 - 21:00 | Atualizado em 21.May.10 - 21:23

A palavra mágica é competitividade. Em um mundo que assiste à derrocada de economias tradicionais como as dos países europeus.

por Carlos José Marques

É natural que para empresas metidas na disputa do comércio global a aptidão para a competitividade não dependa única e exclusivamente de seu esforço. Não se elabora sozinha, uma vez que há fatores externos decisivos para tanto. Na série de vetores que contam, a logística dos mercados onde atuam, a voracidade de impostos, o preço da mão de obra e, claro, a eficiência da produção através de maquinário moderno e tecnologia de ponta devem estar entre os mais importantes.

A questão é que ainda hoje no País as empresas tipicamente brasileiras, que até ganharam a alcunha de multinacionais, tal a envergadura de suas investidas, enfrentam gargalos operacionais gigantescos. Estudo da Fundação Dom Cabral divulgado na semana passada mostra, por exemplo, que por aqui problemas como a defasagem das leis, a má qualidade de ensino e a burocracia em excesso para abrir novas empresas e fechar contratos de exportação persistem.
 

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As notícias não são de todo ruins nesse campo. O Brasil avançou em 2010 duas posições no ranking da Fundação Dom Cabral – desenvolvido em parceria com o instituto IMD, da Suíça. É o terceiro ano consecutivo que o País experimenta melhora em um universo de 58 países pesquisados com o objetivo de avaliar o ambiente de negócios de cada um. Comparativamente, várias nações enfrentaram reveses maiores.

Os EUA, por exemplo, perderam a liderança do ranking pela primeira vez em duas décadas de levantamento. Foram ultrapassados por Cingapura e Hong Kong, numa demonstração clara de que os emergentes são de fato as bolas da vez. Com o endividamento crescente dos europeus, vários representantes do bloco do euro, como Itália, Grécia, Eslovênia e Eslováquia ficaram atrás do Brasil no índice de competitividade.

O Brasil está também melhor situado que África do Sul, México e Argentina. É fato: em vários capítulos o País avançou muito, mas ainda há um grande caminho a percorrer. Dar o salto para um novo patamar de competitividade é o maior desafio brasileiro nos novos tempos.

 

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