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O patrocínio vira-casaca

Nº edição: 654 | 16.ABR.10 - 21:00 | Atualizado em 16.Apr.10 - 21:45

Os últimos dias têm sido atípicos no mundo do marketing esportivo. Raramente, uma empresa patrocina times rivais

por Hugo Cilo

Esporte

Isso aconteceu. O Grupo Hypermarcas, que investiu R$ 38 milhões no Corinthians, fechou contrato de R$ 4 milhões com um dos maiores rivais do Parque São Jorge, o São Paulo. E mais: está prestes a bancar um patrocínio com o nadador Cesar Cielo, persona non-grata dos corintianos, que trocou o Timão pelo Flamengo. Quem imaginou que a Hypermarcas se tornaria uma marca registrada do Corinthians, errou feio. O episódio comprova que a lógica da publicidade nem sempre tem relação com a paixão dos torcedores.

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Televisão

A primeira liderança

Na segunda-feira 12, um fato inédito ocorreu na tevê brasileira: a Globo ficou na vice-liderança de audiência em horário matutino. O Fala Brasil, da Record, alcançou o primeiro lugar entre 8h30 e 9h30. O programa teve 8 pontos de média e 9 pontos de pico, contra 5 da Globo, com Ana Maria Braga. O feito merece destaque, mas não revela uma reviravolta. A Globo lidera com folga na média geral. Pelo Ibope, a emissora dos Marinho obteve média 17,5 pontos em março, contra 7,5 pontos da Record.
 

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Campanha

O pontapé da Sadia

No dia 20 de abril, a Sadia estreia na Copa do Mundo. Em campanha criada pela agência DPZ, a empresa coloca em um campo de futebol centenas de pessoas, que se  unem para formar um S gigante. A partir daí, seguem-se cenas de consumidores de camisas amarelas e comprando produtos da marca. A peça é finalizada com o mascote da marca abraçando o S.
 

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Festival

DM9DDB premiada

O Festival The Webby Awards, um dos mais respeitados da publicidade mundial, premiou na terça-feira 13 uma campanha brasileira. O troféu na categoria Honoree foi para a agência DM9DDB pela campanha “Cama elástica”, criada para a rede de academias Cia Athletica. O feito merece destaque. Afinal, mais de dez mil campanhas disputavam esse mesmo prêmio. 


Mercado

Washington Olivetto, o negociador

A publicidade brasileira já revelou inúmeras mentes criativas nas últimas décadas. Desde fevereiro, no entanto, um talento pouco conhecido do publicitário Washington Olivetto veio a público: o de grande negociador. Em poucas semanas, ele poderá se consolidar como o pivô de uma das maiores operações da indústria da propaganda: sua agência, a W/Brasil, deverá ser finalmente fundida com a McCann Erickson. A multinacional será conhecida como W/McCann Erickson e terá a configuração exigida por Olivetto, com o seu W/ à frente do nome. Como num jogo de xadrez, as negociações foram conduzidas com sangue-frio. “A operação tem de ser excelente para nós. Se for apenas bom, nem cogitaremos”, disse Olivetto a interlocutores. Ótimo ou ruim, o fato é que o surgimento de uma nova gigante global já faz dele uma figura notória da comunicação.

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Bate-papo

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Andrea Galasso, diretora do Banco de Eventos, falou com a Mídia.


O Brasil é um polo de eventos?

É há cerca de cinco anos. Copa e Olimpíada influenciam, mas não são os fatores principais. Um processo de crescimento da economia colocou o Brasil na rota dos grandes eventos. Nos últimos anos, as empresas precisaram mudar o modo de se comunicar. Os investimentos em mídia deixaram de ser apenas em propaganda tradicional e migraram para nosso ramo.

Quais setores se destacam?
A telefonia é um bom exemplo. TIM, Oi, Claro e Vivo realizam muitos eventos e patrocínios, assim como fazem marcas como Nokia e Motorola. Diante da concorrência acirrada, essas empresas passaram a valorizar sua marca em projeto proprietário.

O que é projeto proprietário?
Quando se vincula a marca de uma empresa a um grande evento. Quem não conhece o Free Jazz Festival ou Hollywood Rock? No Brasil, há muito tempo o setor de bebidas aposta nesse segmento. Organizamos o camarote da Brahma há 20 anos. Isso dá muito retorno à empresa. Desenvolvemos iniciativas também para Philips, Antarctica, Super Casas Bahia, entre outros. Esperamos faturar quase R$ 100 milhões neste ano. No ano passado, atingimos R$ 97 milhões.

 
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