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Todos querem copiar o Obama digital

Nº edição: 653 | 09.ABR.10 - 21:00 | Atualizado em 08.Feb.12 - 16:45

Twitter, blogs e redes sociais vão fazer parte da campanha presidencial. Mas o exemplo dos EUA vale para o Brasil?

por Ralphe Manzoni Jr.

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), um dos primeiros políticos a aderir ao Twitter, usou o serviço de microblog para anunciar sua pré-candidatura à Presidência no sábado 10. O evento também foi transmitido ao vivo pela internet. A sua concorrente, Dilma Rousseff (PT), confirmou, na semana passada, a contratação de Marcelo Branco, como estrategista de mídia social de sua campanha. Ele – que era responsável pela organização da festa nerd Campus Party – vai trabalhar com Scott  Goldstein, Joe Rospars, Ben Self e Andrew Payze, especialistas norte-americanos em marketing digital que atuaram na bem-sucedida campanha de Barack Obama. Marina Silva, do PV, está também se aventurando no terreno da rede de computadores. Ela atualiza, há dois meses, um blog e tem uma conta no Twitter.
Como se pode notar, a internet já está em campo nesta campanha presidencial. E, até agora, todos os pré-candidatos se inspiram no exemplo que levou Barack Obama à Casa Branca. Vale relembrar rapidamente o caso. Com um time de especialistas, como o CEO do Google, Eric Schmidt, e o cofundador do Facebook, Chris Hughes, Obama arrecadou US$ 500 milhões em doações pela web. Conseguiu também engajar e motivar milhões de eleitores, que acabaram sendo decisivos para sua vitória histórica em 2008. As redes sociais foram importantes aliadas da estratégia digital da campanha – o que lhe rendeu um dos mais cobiçados prêmios do festival de publicidade de Cannes, em 2008. Mas será que essa tática pode ser replicada no Brasil?
 

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Há diferenças marcantes entre a campanha de Obama e a que está para se iniciar no Brasil. A começar pelo mote. Nos EUA, o tema foi a “mudança”. Aqui, será a “permanência”. Os atuais pré-candidatos querem pegar carona na popularidade de Lula. Obama era também um candidato jovem, carismático, inteligente, negro e digital (ele é visto com frequência com seu celular BlackBerry).  Dilma, Marina e Serra não serão “produtos” tão fáceis de “vender” no mundo virtual como o presidente dos Estados Unidos. Lá, a web foi uma máquina para levantar fundos, principalmente pequenas doações de pessoas físicas. No Brasil, há dúvidas de que isso funcione. O PV, em dois meses de arrecadação digital, conseguiu R$ 2,5 mil, dinheiro que não cobre sequer o salário de um dos seis funcionários que cuidam dos sites da pré-candidata Marina Silva.

Há ainda a barreira da exclusão digital. No Brasil, 61% da população ainda não tem acesso à internet e somente 27% dos lares contam com um computador conectado à web, segundo pesquisa do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), divulgada na semana passada. Isso não significa que o uso das mídias sociais será irrelevante na disputa presidencial deste ano. Ao contrário. A internet traz mais transparência às eleições e pode ser uma importante ferramenta para engajar os jovens no debate político. Ela também permite que os candidatos “conversem” diretamente com os seus eleitores. Mas seguir o exemplo americano cegamente, sem adaptar à realidade brasileira, não vai levar nenhum dos atuais pré-candidatos a subir a rampa do Planalto em 2011.


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  • em 07/02/2012 14:39:37

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    • em 07/02/2012 10:30:38

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      • em 07/02/2012 06:36:09

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        • em 07/02/2012 02:38:40

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          • em 06/02/2012 22:45:56

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            • acompanhantes sao paulo escortsp.com.br

              em 11/04/2011 17:12:45

              As mais belas acompanhantes de São Paulo esperam por vc aqui...com fotos e telefones gratis.... http://www.escortsp.com.br Site destinado somente ao publico adulto.

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