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A opção Brasil

Nº edição: 652 | 02.ABR.10 - 13:00 | Atualizado em 11.Apr.10 - 11:40

Nove entre dez brasileiros com negócios lá fora trazem relatos entusiasmados sobre as apostas mundiais no País

por Carlos José Marques

Segundo eles, o Brasil atualmente se converteu no melhor modelo de plataforma de investimento com retorno garantido. Grandes grupos internacionais aqui instalados já sinalizaram que estão reservando boa parte de seu orçamento para projetos de expansão e novas aquisições no País. E, com a relativa acomodação da crise na Europa e nos EUA, mesmo os aplicadores do mercado financeiro e das bolsas ensaiaram uma nova revoada para cá. O que está em curso é uma era de bonança poucas vezes vista por aqui. E, por tabela, mesmo o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 2) anunciado com pompa e circunstância na semana passada, vai acabar se beneficiando dessa onda, surfando-a em parte com recursos de terceiros. O ambiente propício ao incremento de negócios acontece ao mesmo tempo que o Brasil crava uma marca importante na sua arrancada desenvolvimentista. Após 11 anos estacionado na rabeira, o País voltou a ser a oitava economia do mundo, retomando um lugar que havia perdido para a Rússia. Nesse ranking, o critério que prevalece é o do tamanho do PIB em dólares. O Brasil tem hoje mais de US$ 1,6 trilhão em PIB. Equivale a um acréscimo de quase US$ 300 bilhões em relação ao US$ 1,3 trilhão registrado em 2007. Retrato da robustez de sua arrancada.
 

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A atual posição é um fator de influência geopolítica importante porque aumenta o poder de barganha internacional do governo e auxilia na captação de mais investimentos, num ciclo virtuoso crescente. Mas o que fazer para manter esse status quo? Economistas e analistas se debruçaram na avaliação de cenários e têm sido unânimes no alerta de que o primeiro passo é garantir o controle de gastos oficiais. Passada essa etapa – e com a calibragem da inflação e dos juros dentro de patamares civilizados –, será a hora de enfrentar o câmbio com medidas para preservar a força da moeda nacional. Com regras claras, estabilidade dos instrumentos monetários e respeito aos contratos, o Brasil pode se garantir por longo período na frente até no ranking dos chamados BRICs (Rússia, Índia e China, além do Brasil) como o preferido para o desembarque do capital.


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  • carlos

    em 11/04/2010 11:40:53

    Carlos José Marques, agora voce mudou de ideia ? o tiro nao saiu pela culatra nao. Aprende a valorizar o Brasil

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