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Mídia & Cia

O rei da publicidade do varejo

Nº edição: 652 | 02.ABR.10 - 13:00 | Atualizado em 02.Apr.10 - 14:04

No ano passado circularam rumores de que a Young & Rubicam podia perder o bilionário contrato com as Casas Bahia

por Hugo Cilo

Concorrência

No ano passado circularam rumores de que a agência Young & Rubicam corria o risco de perder o bilionário contrato com as Casas Bahia. Afinal, todos queriam a maior conta do País, que movimentou  cerca de  R$ 3 bilhões no ano passado, segundo o Ibope Monitor. Queriam, mas não levaram. Na última semana, ao vencer novamente a disputada concorrência pela conta, Justus conseguiu manter a Casas Bahia em seu portfólio pelo décimo ano consecutivo e ainda conquistou as campanhas do Ponto Frio, que até agora estavam nas mãos da  Fischer+fala! e da DM9BBD. Juntas, Casas Bahia e Ponto Frio terão algo próximo a R$ 3,5 bilhões de verba de mídia.
 

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Televisão

Programação nos ônibus

A batalha das emissoras de televisão pela audiência ganhará uma nova arena: o transporte público. A Rede Globo estuda transmitir em ônibus do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte e do Recife sua programação. Em São Paulo, cerca de 500 coletivos da SPTrans já transmitêm a TV Bus Mídia, empresa da Globo, um conteúdo adaptado, com legenda. A ideia agora é ampliar o serviço a outras capitais.
 

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Jornais

Mídia em promoção


Quanto você pagaria para ser dono de dois tradicionais jornais britânicos, o The Independent e o Independent on Sunday? Dias atrás, o magnata russo Alexander Lebedev, que já é proprietário do London Evening Standard, pagou uma libra (equivalente a US$ 1,49) pelos dois. Lebedev assume uma dívida de US$ 18,5 milhões e terá o desafio de transformar os jornais deficitários em um grupo rentável. Ele tem a receita para a virada: investir em jornalismo investigativo.
 

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Mercado

Rumo à Europa

O bom momento da publicidade brasileira inspira empresas nacionais a expandir a atuação em novos mercados. A BrandAnalytics, principal consultoria em gestão de marcas no Brasil, acaba de inaugurar escritórios em Lisboa e Madri, marcando o início de sua atuação na Europa. Segundo Eduardo Tomiya, diretor-geral, a expansão se deve ao ciclo de forte solidificação de empresa no exterior.


Contrato

O golaço de Gisele

Gisele Bündchen, a modelo brasileira mais bem paga do mundo, não joga futebol nem tem o hábito de assistir aos jogos nos estádios ou na televisão. Mesmo assim, será titular absoluta, ao lado de Pelé e Romário, na campanha criada pela Giovanni Draftfcb para a Sky durante a Copa do Mundo. Nesta semana ela assinou a renovação do contrato com a empresa de TV paga e já iniciou a gravação das peças.
 

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Internet

Show do bilhão

Nem a crise internacional nem a estagnação da economia brasileira em 2009 atrapalharam a publicidade na internet. Segundo o Internet Advertising Bureau (IAB) Brasil, o faturamento do setor chegou a R$ 1,3 bilhão em 2009, contra R$ 760 milhões do ano anterior. A expectativa para 2010 é que os investimentos sejam 30% superiores do que em 2009, ficando acima de R$ 1,7 bilhão.


Bate-papo

Eduardo Simon, diretor da agência Taterka, falou com a Mídia

 

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Eduardo Simon, diretor da agência Taterka, falou com a Mídia

A Taterka se especializou em campanhas internacionais. Por quê?
No passado, nosso mercado recebia prontas as campanhas de fora. Era sempre uma linguagem única, que nem sempre se enquadrava no perfil do brasileiro. Mudou. Existem na publicidade alguns valores globais, mas enxergamos que cada campanha deve ser direcionada ao perfil de um país, consumidores e hábitos.

Dê exemplos.
Fazemos campanhas da Natura em cinco países. Elaboramos uma ação para promover um perfume exclusivamente às mulheres mexicanas. Do México para baixo, somos todos latinos, mas a linguagem, a abordagem e até o humor têm peculiaridades. Outro exemplo é o McDonald's. Fizemos uma campanha única da marca em todo o continente: um mochileiro de grana curta que pode comprar um BigMac.

Agências brasileiras têm feito muitas campanhas no exterior. Por quê?
A publicidade depende muito de fenômenos populares, como internet e cinema. Com o avanço da internet, os consumidores de todo o mundo passaram a beber da mesma fonte. A publicidade brasileira cresce com isso. É natural que a gente passe a fazer mais parte do jogo.


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