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Nº edição: 534 | 19.DEZ.07 - 10:00 | Atualizado em 25.Mar.10 - 18:08

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por Octávio Costa

 

A GUERRA DOS PRECATÓRIOS

Um lobby fortíssimo dos governadores tucanos José Serra, de São Paulo, Aécio Neves, de Minas Gerais, e Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul, pela aprovação da PEC 12/2006 está deixando a Ordem dos Advogados do Brasil de cabelos em pé. A proposta flexibiliza o pagamento de precatórios, quebra o cronograma de pagamento e cria um leilão às avessas – quem oferecer o maior deságio em seu crédito receberá primeiro do Estado. Com a aprovação da emenda, que está tramitando no Senado, até quem já ganhou na Justiça será enquadrado no novo regime. A OAB calcula que e Estados e municípios devem cerca de R$ 100 bilhões e acusa os defensores da PEC de desrespeitar o Judiciário.

EM ALTA

O desempenho do PIB surpreendeu até os analistas de mercado. O terceiro trimestre mostrou crescimento de 5,7% com relação ao mesmo período de 2006 e de 1,7% em comparação ao trimestre anterior. As projeções indicavam 5,1% e 1,5%, respectivamente. Esse resultado dificilmente seria alcançado sem o pulso firme de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Como ele próprio costuma dizer, a economia vem crescendo graças aos dividendos da estabilidade. Sem ela, não haveria o crédito farto, responsável pelo aumento do investimento na indústria.

EM BAIXA

Foi lamentável a declaração da futura presidente da Agência Nacional da Aviação Civil, Solange Vieira, em sabatina no Senado, ao tentar se esquivar da responsabilidade que vai assumir. “Quero chamar a atenção para a insignificância da Anac. Nem eu nem os diretores somos salvadores da pátria”, disse. E emendou que a agência sozinha “não é ninguém”. Não se pede milagres a Solange, apenas que cumpra sua missão. O cargo que aceitou por espontânea vontade tem papel bem definido: regular, fiscalizar e pôr ordem na malha aérea brasileira. Se ela o considera insignificante, que não assuma.

PREVISÃO SUSPEITA

AFundação Milken, ligada à área de educação, divulgou pesquisa apontando o Brasil entre as cinco maiores potências mundiais até 2040. A fundação é comandada por Michael Milken, financista que já foi o queridinho de Wall Street e chegou a amargar três anos na prisão por atuar com junk bonds.

DECISÃO DE RISCO

Odiretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, decidiu padronizar a pistola austríaca Glock 9mm como armamento da PF e conseguiu autorização do Exército para importar sete mil armas. Negócio polêmico, pois o TCU investiga a primeira compra de cinco mil Glock pela PF, em 2005, por R$ 5,1 milhões sem licitação.

NOVOS MARES

O governador da Bahia, Jaques Wagner, decidiu estancar a perda que os portos de seu Estado vêm registrando por falta de capacidade. Wagner entregou à Bahia Mineração projeto para a construção de um novo terminal entre Ilhéus e Itacaré, cujas obras devem começar no ano que vem. O novo porto atenderá a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, projeto de R$ 190 milhões. Além disso, o governador aplicará R$ 250 milhões na ampliação dos portos de Salvador e Ilhéus.

FELIZ E NÃO SABIA

Há muita gente com saudade do senador Renan Calheiros. Nos seus dias de presidência do Senado, o governo não tinha dificuldades para aprovar projetos. Sem o traquejo de Renan e sem sua habilidade nas negociações, o Planalto patina e não consegue sair do lugar, apesar do esforço dos ministros, assessores e líderes políticos.

KELMAN MERECE

A paciência oriental do engenheiro Jerson Kelman, diretor-geral da Aneel, em atender a todos os chamados dos deputados para discutir o setor elétrico foi recompensada. No encerramento dos trabalhos da Comissão de Minas e Energia, os deputados lhe fizeram uma inédita homenagem pelo desempenho da agência em 2007.

EFEITO NULO

Os servidores do Ibama voltaram à carga contra a ministra Marina Silva. É que uma portaria da Casa Civil autoriza os ministros de Estado a preencherem cargos de confiança apenas entre os níveis 1 e 4. Marina nomeou os presidentes do Ibama e do Instituto Chico Mendes em cargo nível 6. Há quem diga que os atos praticados pelos dois são passíveis de nulidade.



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