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Líderes

Líderes

Nº edição: 630 | 04.NOV.09 - 10:00 | Atualizado em 31.Jan.12 - 14:28

Líderes

por João Doria Jr.

Desafio difícil

A crise mundial é responsável por uma queda de aproximadamente US$ 40 bilhões nas exportações brasileiras, em relação a 2008. O real, em alta, inibe a ampliação das exportações. Na tentativa de conter a queda do dólar e estimular as exportações, o governo decidiu cobrar 2% de imposto sobre os investimentos estrangeiros.

Para que o País se torne cada vez mais competitivo, é preciso melhorar a infraestrutura, leia-se estradas, portos e aeroportos. Também é necessário tratar com atenção questões como logística e carga tributária. E, obviamente, diminuir o custeio público, o mais elevado de toda a história. Como se vê, não será nada fácil.

Com Renata Batochio e Daniela Filomeno

"Quem depende do futuro, está perdido no presente" Sêneca

1 Saúde
Mudança e check-up

O executivo Henning Von Koss acaba de assumir a presidência da Medial Saúde, no lugar de Emílio Carazzai. Ele chega com o desafio de recompor a rentabilidade da empresa e consolidar a reestruturação que foi iniciada no primeiro semestre deste ano. Em 2008, a Medial faturou R$ 1,94 bilhão.

2 Copa do Mundo
Jabá internacional

As esposas de 24 integrantes da Fifa receberam um singelo presente do comitê britânico responsável pela candidatura da Inglaterra para sediar a Copa de 2018. Uma bolsa da tradicional e cara grife britânica Mulberry, que custa cerca de US$ 300. Pegou mal.

3 Aquisição
Falta pouco

Uma das maiores empresas de assistência médica do País está a um passo de comprar uma concorrente.

 

4 Segurança
Duro na queda

A DuPont fechou parceria com a Mitsubishi para lançar o seu novo sistema de blindagem Armura, que será aplicado na nova versão do Pajero TR4. Paulo Arantes Ferraz, presidente da Mitsubishi do Brasil, destaca que o projeto foi desenvolvido com exclusividade para o mercado brasileiro, enfatizando o diferencial em blindagem ao novo SUV da montadora, que está no peso: apenas 80 quilos. Ficou mais leve, inclusive no preço da blindagem: R$ 23 mil.

 

5 Chocolates
Doce Natal

De olho nas vendas de Natal, a Kopenhagen está investindo para aumentar o seu volume de vendas. Este ano, o faturamento da Kopenhagen deve atingir R$ 170 milhões, bem acima dos R$ 154 milhões registrados em 2008. Renata Moraes, vice-presidente da empresa, comanda a expansão, com bênçãos do pai, o presidente Celso Moraes.

6 Mudança
Sem luxo

A Fibria, empresa que nasceu a partir da incorporação da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel, está de mudança. Sai de um dos metros quadrados mais valorizados de São Paulo, o Plaza Iguatemi, no coração da Faria Lima, e vai para a alameda Santos. Tudo a ver com o estilo Votorantim.

7 Jogo duro
Duopólio

Em um almoço com empresários que discutiam as perspectivas para o setor aéreo, Wagner Ferreira, presidente da Webjet, afirmou que o duopólio TAMGOL não e saudável para o mercado brasileiro. Segundo ele, o crescimento das chamadas nanicas não acontece por duas causas: falta de infraestrutura e falta de atitudes do governo."Na atual condição, uma empresa não sobrevive", disse. "Graças à Anac, a Webjet não está quebrada", comentou, referindo- se à briga que Solange Vieira comprou no Rio de Janeiro.

8 Eletros
Novidades

A operação brasileira da marca italiana DeLonghi deve fechar este primeiro ano de operação com um faturamento de R$ 40 milhões. "Em 12 meses, saímos do 11° para o 6° lugar no ranking de fabricantes de eletroportáteis. Quero estar entre os três primeiros em dois anos", declara João Zangrandi, que preside a empresa no Brasil.

9 Destino
The Setai - Miami Beach

O hotel The Setai está localizado em um imponente edifício de estilo art déco, situado em frente ao Oceano Atlântico, em Miami. Um oásis de jardins tropicais e espectaculares piscinas conduzem à praia privativa do hotel. Por trás da sua fachada em alumínio e vidro, reina um conceito de design interior que propõe a recriação do enigmático espírito asiático, com simplicidade e elegância. Com o selo de qualidade do Leading Hotels of the World, os hóspedes podem desfrutar de grandiosas suítes e vistas panorâmicas sobre a cidade. O preço? A partir de US$ 485. www.setai.com

 

10 Hotelaria
Elegância

A rede internacional Marriott investiu R$ 1 milhão na refora do lounge do JW Marriott Hotel, no Rio de Janeiro. O ambiente foi feito para receber executivos em viagens de negócios, um filão que cresce sem parar. O novo lounge do JW Marriott é reservado para hóspedes das suítes em três andares exclusivos. Difícil vai ser trabalhar com esta vista da Praia de Copacabana.

 

11 Brasil
Bola da vez

O número de eventos internacionais no Brasil quadruplicou nos últimos cinco anos. "Só em 2008, os congressos e convenções geraram US$ 122,6 milhões para o País", diz Jeanine Pires, presidente da Embratur. De acordo com estudo da FGV, o turista estrangeiro que participa de eventos no Brasil gasta em média US$ 285,10 por dia. Esse valor é três vezes maior do que o gasto médio diário de um turista de lazer: US$ 73,40.

12 Entrevista
Paulo Neto Leite, presidente da Dedic

O segmento de contact center não para de crescer no Brasil e cada vez fica mais competitivo. A integração dos vários canais de atendimento é a receita para a obtenção de excelência nos serviços. Confira na entrevista com Paulo Neto Leite, presidente da Dedic.

Líderes - Como conquistar novos clientes em um setor tão comoditizado?
Paulo Neto Leite -
Com funcionários estimulados. Esse é o nosso grande diferencial. Acredito que a educação tem de ser uma preocupação constante das empresas. Para você ter uma ideia, 8% do faturamento anual da Dedic vai para a Universidade Corporativa Dedic, que hoje tem 2.500 alunos.

Líderes - Como manter a equipe motivada?
PL
- O setor de atendimento é um negócio de gente. Por isso, damos aos nossos 18.327 colaboradores uma perspectiva de carreira. Assim, ele sabe até onde pode ir e se sente motivado a crescer; 86% das nossas vagas são preenchidas por funcionários.

Líderes - O setor de contact center no Brasil está mais maduro?
PL
- Hoje, a prestação de serviços deve ser vista como a integração de uma série de canais de atendimento. Temos pessoas nas lojas, em pontos de varejo, no back office das empresas. Temos que ser empresas de relacionamento com o cliente e essa característica colaborou, no caso da Dedic, para o nosso crescimento de 32% no semestre passado.

Fale com a redação: lideres@revistadinheiro.com.br



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